sábado, 30 de setembro de 2017

Respeito devido aos sacerdotes – Sta. Catarina de Sena

            
 

Filha querida, ao manifestar-te a grande virtude daqueles pastores, quero colocar em evidência a dignidade dos meus ministros. Pelo pecado de Adão, as portas da eternidade fecharam-se, mas o meu Filho abriu-as com a chave do seu sangue. Ao sofrer a paixão e morte, ele destruiu vossa morte e vos lavou no sangue. Sim, foram seu sangue e sua morte que, em virtude da união da natureza divina com a humana, deram acesso ao céu. E a quem deixou Cristo tal chave? Ao apóstolo Pedro e a seus sucessores, os que vieram e que virão depois dele até o dia do juízo final. Todos possuem a mesma autoridade de Pedro; nenhum pecado a diminui, do mesmo modo que não destrói a santidade do sangue de Cristo e dos Sacramentos. Já disse que o sol eucarístico não tem manchas e que o mal cometido por quem o administra ou recebe não apaga sua luz. Não, o pecado não danifica os sacramentos da santa Igreja, não lhes diminui a força; prejudica a graça e aumenta a culpa somente em quem os ministra ou recebe indignamente.
 
Na terra, quem possui a chave do sangue é o Cristo-na-terra. Certa vez eu te manifestei essa verdade numa visão, para indicar o grande respeito que os leigos devem ter pelos ministros, bons ou maus que eles sejam, e quanto me desagrada que alguém os ofenda. Pus diante de ti a jerarquia da Igreja sob a figura de uma dispensa contendo o sangue de meu Filho. No sangue estava a virtude de todos os sacramentos e a vida dos fiéis. À porta daquela despensa, vias o Cristo-na-terra, encarregado de distribuir o sangue e fazer-se ajudar por outros no serviço de toda a santa Igreja. Quem ele escolhia e ungia, logo se tornava ministro. Dele procedia toda a ordem clerical; ele dava a cada um sua função no ministério do glorioso sangue. E como dispunha dos seus auxiliares, possuía a força de corrigi-los nos seus defeitos.
 
De fato, é assim que eu quero que aconteça. Pela dignidade e autoridade confiada a meus ministros, retirei-os de qualquer sujeição aos poderes civis. A lei civil não tem poder legal para puni-los; somente o possui aquele que foi posto como senhor e ministro da lei divina.
 
Os ministros são ungidos meus. A respeito deles diz a Escritura: “Não toqueis nos meus cristos” (Sl 105, 15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens. Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue. Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos”!
 
Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores”! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o sangue do meu Filho e não os pastores. Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que têm pelo sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos meus ministros não coloca em mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar. Mas quando o respeito se fundamenta em mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse, a grandeza da eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-me ofendido.
 
Santa Catarina de Sena, “O Diálogo”
Cap. 28.
Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005
pp. 237-240
 
 

Janela da Alma



"Encontra o caminho aquele que rompe as próprias máscaras, encara a verdade sobre si mesmo, experimenta a amplitude de sua vulnerabilidade e age, superando-se continuamente." Maria Aparecida Giacomini Dóro

 
O mais ingênuo ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que
há em nós. Permitir o fulgor da criatura cósmica que se encontra nos bastidores
das máscaras e ilusões.Somente assim, escutando a voz de nosso guia interior, nos
esquivaremos das falácias do ego que nos inclina para as atitudes insanas da arrogância.

Quando não nos amamos, queremos agradar mais aos outros que a nós, mendigamos
o amor alheio, já que nos julgamos insuficientes ou incapazes de nos querer bem. (...)

O auto-amor é um aprendizado de longa duração. Conectar seu conceito a fórmulas
comportamentais para aquisição de felicidade instantânea é uma atitude própria de
quantos se exasperam com a procura do imediatismo. Amar é uma lição para a eternidade.

Que habilidades emocionais temos que desenvolver para o auto-amor? Que cuidados
adotar para aprendermos uma relação de amorosidade conosco? (...)

Ouvir a alma é aprender a discernir entre sentimentos e o conjunto variado de
manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como
instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. 
Escutar a alma é aprender a discernir o que queremos da vida, nossa intenção-básica.

A intenção do Espírito é a força que impulsiona o progresso através do leque
dos sentimentos. A intenção genuína da alma reflete na experiência da afetividade
humana, construindo a vastidão das vivências do coração - a metamorfose da sensibilidade.

A conquista de si mesmo consiste em saber interpretar com fidelidade o que buscamos no ato de existir, 
a intenção magnânima que brota das profundezas da alma em profusão de sentimentos.


Do Livro ESCUTANDO SENTIMENTOS - A ATITUDE DE AMAR-NOS COMO MERECEMOS
 WANDERLEY S. DE OLIVEIRA Pelo Espírito ERMANCE DUFAUX

http://gracemoraes.blogspot.com.br/2014_04_01_archive.html

História da corrupção no Brasil

Com a crescente onda de manifestações que tomou o Brasil nos últimos anos, é fácil deduzir que o povo brasileiro realmente se cansou das práticas de corrupção, especialmente em relação ao governo federal (que está na berlinda).
 
Mas apesar do crescimento recente do descontentamento dos brasileiros em relação à corrupção, o fato é que ela não nasceu ontem. Ela já está arraigada em nossa sociedade há muitos séculos.
 
Portanto, para comprovar que a corrupção no Brasil realmente não é um fenômeno recente, e que ela está arraigada em praticamente todos os setores de nossa sociedade, nós vamos mostrar em detalhes a História da corrupção no Brasil.

Os primeiros registros

Segundo historiadores, o fato é que os primeiros registros de casos de corrupção no Brasil forma observados já no século XVI, justamente no auge do período de colonização portuguesa no Brasil.
 
O que mais ocorria naquela época tinha relação com o comportamento ilegal dos funcionários públicos que eram encarregados de fazer a fiscalização do contrabando e também de outros crimes praticados contra a coroa portuguesa em solo tupiniquim.




No entanto, ao invés de realmente fiscalizarem estas práticas ilegais, eles acabavam cobrando propina para fazer “vista grossa”, ou então para ignorar o que era feito pelos contrabandistas.
 
Além disto, eles também costumavam participar das práticas ilegais, participando do comércio ilegal de produtos que vinham do Brasil, como o pau-brasil, ou então como ouro e diamantes, entre outras coisas.

Uma segunda onda de corrupção em terras brasileiras

Infelizmente, não dá para negar que as práticas corruptas realmente foram trazidas para o solo brasileiro pelos colonos portugueses, que em sua grande maioria era composta por criminosos perdoados pela coroa.
 
Uma segunda onda de corrupção em terras brasileiras foi registrada durante o auge do comércio de escravos, especialmente direcionado para as lavouras de cana-de-açúcar no nordeste.
 
De 1580 até 1850 a escravidão era considerada extremamente necessária, e a prática mais comum de corrupção tinha a ver com o tráfico de escravos, que era uma forma barata de vender escravos para os agricultores.
 
A coroa portuguesa não tomava medidas realmente incisivas para acabar com o problema, e, principalmente, cobrava propinas por meio de seus fiscalizadores para fingir que não estava vendo o que acontecia.

 

Proclamação da Independência

Pois depois da proclamação da independência, em 7 de setembro de 1822, novas formas de corrupção surgiram, sendo que algumas delas acabariam ficando até os dias de hoje.
 
Por exemplo: a corrupção eleitoral, com compra de votos e com muitos favores sendo feitos pelos candidatos a deputados, numa prática que ocorre hoje em dia em muitas regiões do Brasil e que tem suas origens nesta época.
 
As obras públicas começaram a ser feitas pelo novo governo, e com isto, surgiu uma prática que também, infelizmente, até os dias de hoje ainda é muito observada em todo o Brasil: a concessão de obras públicas.
 
Obras superfaturadas começaram a ser cada vez mais comuns, com gastos sendo superiores aos planejados e com muito dinheiro público sendo desviado por parte de políticos, entre outros.

https://www.colegioweb.com.br/historia/historia-da-corrupcao-no-brasil.html

Corporativismo

Atualmente o corporativismo visa benefícios para uma classe ou grupo de pessoas ligadas aos governo.
 
 O corporativismo já foi visto como uma séria ameaça à autonomia da classe trabalhadora.


Ao falarmos sobre o corporativismo, podemos fazer referência a uma gama complexa de significados que variam de acordo com o contexto histórico em que é aplicado. Observado pela primeira vez na Idade Média, o corporativismo era uma prática em que artesãos e comerciantes promoviam a regulamentação de suas atividades. Dessa forma, pretendiam ordenar as margens de lucro, baratear os custos de produção e evitar o predomínio da concorrência.

 Deslocado ao século XX, o corporativismo se transformou em uma doutrina que responde a alguns dos valores difundidos pela doutrina marxista. Em suma, o marxismo trabalha com a premissa de que a luta de classe é um fato inerente aos mais diferenciados contextos históricos. Aplicada ao mundo contemporâneo, tal perspectiva defende que a transformação da sociedade se estabelece a partir do embate entre os trabalhadores e a burguesia.

 Nas primeiras décadas do século XX, o corporativismo ganhou outro significado com a ascensão dos governos totalitários na Europa. Segundo o totalitarismo, a luta de classes marxista era um equívoco, na medida em que o choque promovia a desunião e o afastamento de objetivos comuns. Dessa forma, para que os choques fossem evitados, o Estado assumiria a função de fiscalizar os sindicatos e intermediar o seu diálogo junto às empresas do setor.
 
Em certa medida, o corporativismo poderia se transformar em uma ameaça à autonomia que os trabalhadores teriam em se organizar e instituir suas reivindicações. Aplicado em alguns governos, observamos que o corporativismo se manifesta na aprovação de leis que ferem a autonomia dos trabalhadores ao admitir somente a ação dos sindicatos reconhecidos pelo Estado. Com isso, as organizações proletárias de tom mais incisivo perderiam seu espaço de mobilização e reconhecimento.

Apesar de observamos experiências corporativistas na Itália Fascista e durante a Era Vargas, não podemos afirmar que a ação corporativista foi integralmente aplicada. As rápidas mudanças das conjunturas econômicas e sociais impedem que o corporativismo seja pleno em sua missão de evitar o choque entre os trabalhadores e a burguesia. Em contrapartida, vemos que as experiências corporativistas são profundamente marcadas por um sentido de despolitização da classe trabalhadora em prol da ação governamental.

Na atualidade, o corporativismo vem ganhando outra tônica que foge da relação entre patrões e empregados. Hoje, o corporativismo se manifesta na ação autônoma de membros da sociedade civil que agem independentes de uma ação impositiva do Estado. Nesse sentido, o corporativismo contemporâneo visa o alcance de benefícios a uma classe ou grupo de pessoas junto ao governo. Com isso, acaba sendo visto como uma prática negativa que fere o princípio de igualdade perante a lei.


Por Rainer Sousa
 

O padre de ontem é o mesmo de hoje? Quem hoje chega a acreditar plenamente que um padre pode salvar uma alma?

 Um homem de batina preta? Um homem rezando uma Missa com uma "túnica branca"? Um homem comum como todos os outros?
 
Nos dias de hoje pensamento mais adequado seria o da última opção, não por apelação, mas sim por que os próprios padres contribuem com a construção de tal imagem.
 
 
 
 
Tendo como referência esta foto acima, algumas pessoas perguntariam: "Em mil novecentos e quanto foi tirada esta foto?", ao passo que outras que possuem um pouco mais de conhecimento poderiam até ironizar: "Esta foto foi tirada nos tempos do Concílio de Trento?". Vemos nada mais que dois padres caminhando em uma calçada e vestindo suas respectivas batinas que eram tão comuns em sua época quanto a famosa "camisa clerical" é nos dias de hoje.
 
A foto foi tirada em um tempo onde era perfeitamente normal os padres usarem batina, saturno e/ou barrete; seminaristas vestidos da mesma forma "sem vergonha" alguma. São imagens como estas que, infelizmente, são raras atualmente. É triste não apenas nós fieis leigos mas também para os próprios clérigos que conservam o amor por esta veste talar, verem aos poucos a maioria dos demais padres abandonarem a veste que é e continuará sendo tão importante até o fim dos tempos para os padres do mundo inteiro, pois a batina é um sinal, um sinal de consagração, um sinal de morte para o mundo.
 
Nos dias atuais, a maioria dos padres optaram por usar roupas que os façam parecer mais com os leigos, mas apenas tendo uma pequena característica que os distinguem dos mesmos: Uma pequena palheta branca que se usa entre as duas aberturas de uma camisa, como se vê nesta foto.


 
 
Já ouvi pessoas dizendo: "A camisa clerical faz o padre da cintura para cima, basta tirar a palheta e pronto! Não se parece mais com um padre! Estará vestida de forma social."
Não temos autoridade alguma para condenar ou fazer juízo do padre que gosta de usar tal veste, tanto que a mesma é defendida pelo próprio Código de Direito Canônico (cf. cân. 284), mas o que ninguém poderá negar é que a roupa própria do padre é nada mais e nada menos que a batina.
 
Muitas pessoas - inclusive padres - acreditam que tudo e todos devem modernizar-se e adaptar-se com as inconstâncias dos tempos atuais, o que não passa de uma errônea compreensão de "adaptação ao mundo moderno". À partir do momento em que o Sacerdote é ordenado como tal pelas mãos de um legítimo sucessor dos Apóstolos, o Bispo, a natureza deste homem é mudada. Repito: a natureza deste homem é mudada. A pessoa do padre, tanto exterior como interior deve ser um constante reflexo do Cristo, daquele Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre.
 

 
 
...deve ele ser o mesmo que a Santa Igreja - Esposa Mística de Jesus Cristo - sempre exigiu dos seus presbíteros. Eles não podem aderir às modernidades (não importando se a maioria já adere) e deixar sua veste talar de lado, trocando-a por uma camisa que não é criação da Santa Madre Igreja, mas sim uma invenção não católica; mas qual padre hoje em dia se importa com isto?
 
Para muitos o padre evoluiu deixando de usar a batina, usando roupas comuns, tendo um linguajar informal, gírias - e até mesmo palavrões -, agindo então de uma forma que não convém à natureza de um sacerdote, sendo então algo non clericat - não clerical.




Quem vê um padre caminhando na rua é capaz até mesmo de faltar com respeito para com ele, pois a seriedade e admiração que se tinha pela pessoa do sacerdote há 50 anos se perdeu quase que totalmente. Quem acredita que a algumas décadas até mesmo os protestantes e membros de outras religiões respeitavam o sacerdote?
 
Antigamente, ver um padre era sinônimo de ver o Cristo; assim era sacerdote: respeitado por todos, que o fazia então revelar a sua verdadeira autoridade agindo In Persona Christ Caput Ecclesia, Em Pessoa de Cristo Cabeça da Igreja. O dever do sacerdote é o de pregar o Evangelho com autoridade com e por amor, não por rotina ou por um simples dever de estado; de ser o dispersor das graças divinas; administrador dos sacramentos e uma infinidade de deveres que não se pode enumerar, mas que pode ser resumido da seguinte forma: o sacerdote deve ser um Alter Christus, um outro Cristo. É inexplicável o poder que o padre tem em suas mãos... literalmente.


 
 
 A imagem "tão comum" que se tinha dos padres há algumas décadas foi destruída em seus principais pontos. Hoje em dia ele é apenas chamado, de forma extremamente vulgar, de um "trabalhador" de Cristo, que está alí apenas para suprir as necessidades espirituais (ou emocionais?) do povo que lhe foi confiado, e estando ali apenas para celebrar Missas, ministrar a Primeira Eucaristia às crianças, celebrar casamentos, batismos, matrimônios e outras funções convenientes à um padre, mas tudo de forma mecânica, de forma não mais sobrenatural, mas mecânica. Para muitos deles, celebrar Missa, assistir casamentos, ministrar uma extrema-unção, confissão e outros, se tornou algo rotineiro. 
 
Quem hoje chega a acreditar plenamente que um padre pode salvar uma alma?
 
Poucas pessoas, e existem próprios padres que carecem deste simples conhecimento. Quem hoje crê na Eucaristia como deveria crer? Poucas pessoas! E quantos padres negam a presença real de Nosso Senhor no Sacramento do Altar? Quem hoje acredita e respeita o padre como verdadeira Pessoa de Cristo? Quase ninguém! E quantos padres não se fazem serem respeitados como um Ministro do Altíssimo Deus? Se até mesmo os católicos - ou que se dizem católicos - chegam ao ponto de ridicularizar e xingar os padres, imaginemos então o que não falaria uma pessoa que não seja católica? De um padre ou falar bem ou não falar.
 
Neste último exemplo, não é culpa das pessoas, mas sim dos próprios padres que se deixam guiar por uma perigosa corrente de pensamento, que os fazem querer "aproximar-se do povo, não sendo radical, mas dócil com todos". É tão normal o padre passar a imagem de uma pessoa qualquer, de ativista social, ou a de "padre galã", o que leva às pessoas um pensamento - que talvez já beire o senso-comum - de que nos dias de hoje este é o caminho certo que um sacerdote deve seguir, o que estimula o padre a usar roupas apertadas, camisas curtas mostrando um braço "malhado" e um corpo trabalhado, cantando músicas que envolvem sentimentalmente as pessoas com os piores pensamentos possíveis, e chegando até mesmo a mudar completamente o próprio padre, que termina se vendo (e se vendendo) com um perfil de "estrela", que seu dever é o de realizar shows, levando as pessoas - principalmente as mulheres - ao delírio com o seu jeito de agir no palco.
 
 
 

Non-clericat! Isto não convém a um padre, pois como já foi afirmado pelo Magistério Infalível da Santa Igreja, o Padre é um Cristo. Portanto, deve agir como Cristo! Ele está na Pessoa do Cristo vivo em nossa frente. Por acaso, na segunda vinda de Nosso Senhor, Ele se submeteria a subir em um palco e começaria a cantar musicas melosas que mexem com os sentimentos? Para melhor discernir o que um padre deve ou não fazer, basta olhar para a pessoa de Nosso Senhor. 
 
O que é hoje em dia a o Sacramento da Confissão? Antigamente, era tido (e continua sendo) como o Tribunal de Deus, onde ali entramos como pecadores, reconhecendo e acusando os nossos pecados, mas sendo este o único tribunal onde nos acusamos e somos absolvidos de nossos erros. Na confissão, o sacerdote prudente - que ali está como o Cristo Juiz - nos ensina como e o que devemos fazer para evitar o pecado, como odiar o pecado.
 
Dizia São João Bosco: "Muitas almas se perdem por causa das más confissões", imaginemos então quantas mais hão de se perder por conta dos maus aconselhamentos dos padres? Existem casos - que não é muito difícil de se encontrar - em que os padres dizem  a seus penitentes que não é pecado manter relações sexuais antes do casamento, o que não é pecado masturbar-se. Pasmem! Um padre jamais pode aconselhar isto a uma pessoa, ainda mais aos jovens de hoje que, não tendo um correto conhecimento da Sã Doutrina, buscam alguém experiente para ajudá-los em questões deste tipo, mas que, infelizmente, se deparam com padres mal preparados que mais fazem almas caírem no Inferno que levá-las para o Céu.
 
O dever do padre é o de salvar almas, não o de deixar uma alma se perder e ser condenada ao inferno. O padre tem como dever ouvir todos os pecados dos que estiverem se confessando para poder dar a absolvição, lembrando que o padre mesmo após ouvir todos os pecados de seu penitente poderia ou não absolvê-lo.
 
Há um caso bastante interessante de São Padre Pio, que foi um dos maiores santos confessores que a Santa Igreja já teve.
 



Ele tinha recebido a graça de Deus do dom de saber o que se passava na mente das pessoas, medir a contrição delas, de perscrutar seus corações, ou seja: Se uma pessoa não tivesse firme e verdadeiro arrependimento de ter pecado ou se ela não contasse tudo o que tinha de contar, omitindo pecados, ele não dava a absolvição à mesma. Isto não é errado, além de prudente, é correto, pois na confissão não se deve esconder pecado algum, ou estaríamos mentindo para próprio Cristo que está ali na pessoa do Padre. Lembrando as palavras das Escrituras que diz: "Deus abomina a língua mentirosa" (cf. Prov. 6, 17)
 
Na imagem abaixo vemos a correta administração do Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Um padre entregando a Sagrada Comunhão a uma senhora, ajoelhada (com uma patena embaixo da Santíssima Eucaristia) e recebendo em sua boca Nosso Senhor.
 

 
 
O jeito mais piedoso e correto de se comungar. O Papa São Pio X em seu Catecismo Maior, nos ensina a forma correta de se receber Nosso Senhor: "No ato de a Sagrada Comunhão, devemos estar com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior (...)"



Com esta tal onda de "modernização" da Igreja, alguns padres perderam o amor e a devoção com a Santíssima Eucaristia. Quantos são os sacerdotes que hoje não acreditam mais na presença viva e real de Jesus na Eucaristia? Isto é equivalente a dizer que as Santas Missas que hoje se celebram em todo o mundo já não tem valor para os próprios sacerdotes, e isso representa uma perda irreparável, uma perda terrível.
 
Nos vemos em uma situação triste, pois se os padres, aqueles que tem o poder de consagrar o pão e o vinho e realizar com suas mãos consagradas e com sua voz, o milagre da Transubstanciação, fazendo que se torne presente nestas duas espécies o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor, são eles próprios que não acreditam nesta presença Real de Nosso Senhor no Sacramento da Eucaristia, fazendo com que a Missa se torne algo mecânico e sem valor, ao menos para eles. Não buscando cair em saudosismos vazios, podemos afirmar que antigamente se tinha um amor incondicional pela Santíssima Eucaristia, enquanto nos dias de hoje, comungar na boca ou de joelhos pode ser escandalizante para muitos.
 



Chegamos a um ponto onde os padres negam a Comunhão àqueles que querem recebe-La de joelhos. A instrução Redemptionis Sacramentum de 2004 ensina que "os fiéis têm sempre o direito de escolher se desejam receber a Comunhão na boca (...)", tendo assim como finalidade instruir a forma correta de se receber Nosso Senhor, buscando assim, [...] "não se calar ante aos abusos, inclusive gravíssimos, contra a natureza da Liturgia e dos sacramentos, também contra a tradição e autoridade da Igreja, abusos que em nossos tempos, não raramente, prejudicam as Celebrações litúrgicas em diversos âmbitos eclesiais. Em alguns lugares, os abusos litúrgicos se têm convertido em um costume, no qual não se pode admitir e se deve terminar" (cf. 4).
 
Infelizmente, com toda uma onda de modernismos e progressismos, o Catecismo Maior do Papa São Pio X e os documentos dos antigos Papas, assim como as Doutrinas dos Concílios Infalíveis, foram abandonados e tidos como "velhos", "desnecessários", já que eles continham a concreta doutrina e ensinamentos da Santa Igreja em relação à Sagrada Comunhão, elevando este Sacramento como o centro da Vida Cristã. Com todos estes "progressos", a devoção pela Eucaristia tornou-se algo "comum", como apenas se tratasse de um rito, uma simples cerimônia. Esta nova "onda" diminuiu o valor dos Sacramentos, principalmente o da Eucaristia e da Santa Missa.
 
E quando falamos na Santa Missa, qual a postura que o Sacerdote deve adotar perante ela? A Missa de uma forma clara e definida, é o Calvário. É o Sacrifício de Cristo na Cruz. O padre é aquele que deve obedecer ao mandamento de Cristo, na Última Ceia: "Hoc facite in meam commemorationem".
 
O que Cristo disse e fez, o padre repete e faz em todas as Missas, na pessoa do próprio Cristo. Mas porque muitos dos padres de hoje celebram uma Missa de forma "mecânica"? O Missal formulado pelo Papa São Pio V foi reduzido, transformado, simplificado em um novo Missal, o "Novus Ordus Missae", que, apesar de ter sido promulgado com a autoridade apostólica, não possui a mesma riqueza espiritual e teológica do Rito celebrado por toda a Igreja, em todos os séculos de sua existência, até o fim dos anos de 1970. O sentido sacrifical da Santa Missa foi perdido. A Santa Missa não é mais entendida como o sacrifício Incruento de Nosso Senhor. Existem padres que gostam de fazer as pessoas sorrirem, cantarem, dançarem, baterem palmas e outras barbaridades durante a Santa Missa, algo que não convém à realidade católica, mas a faz ser bastante semelhante a qualquer culto protestante.


Em uma entrevista bastante profunda acerca dos aspectos místicos da Santa Missa, perguntaram a São Padre Pio sobre como devemos assisti-la, e ele logo respondeu: "Como estivéssemos assistindo ao Sacrifício de Cristo na Cruz, da mesma forma que Maria e o discípulo amado assistiram ao sofrimento e agonia de Jesus na Cruz". É interessante notar que Padre Pio se negou a celebrar a Missa Nova pedindo permissão ao Papa Paulo VI, e recebeu dele uma "licença" para não celebrar neste novo rito proposto pelo Concílio Ecumênico do Vaticano II.
 
Dizia Santa Terezinha: "Se eu ver um Anjo e um padre em minha frente, eu me ajoelharei aos pés do padre, pois ele pode me dar o Cristo, o Anjo não." São citações como estas que muitos tomam como sentido figurado. Mas é inegável, o padre é um Cristo em nossa frente, não importa o padre, seja ele o mais pecador ou o mais santo, todos possuem as mãos ungidas, todos eles conseguem com algumas poucas palavras tornar presente o Filho de Deus nas espécies do pão e do vinho. Seja no Céu, no Purgatório ou até mesmo no Inferno, o padre jamais deixará de ser padre. Santa Catarina de Sena costumava dizer: "O chão do Inferno é pavimentado com crânios de padres". E em outra ocasião ela dizia que "ela viu no Inferno multidões estolas, mitras e tiaras". Será que a responsabilidade dos sacerdotes diminuiu por causa dos "tempos modernos"? Todos eles merecem respeito apenas pela autoridade que lhes foi concedida, pois JAMAIS, nem no Céu, Purgatório ou Inferno, nem nos fins dos tempos, o Padre deixará de ser Padre.
 
Este é o perfil de que todo padre deveria possuir: Santo. Todo padre é um Cristo, deve ser um espelho de Cristo. Todos os padres podem nos dar o Cristo, basta ele querer. Todo padre deve ser tratado e respeitado por sua altíssima dignidade, pois o Cristo se faz presente na Santa Missa em Corpo, Sangue, Alma e Divindade simplesmente pelas palavras do Padre.

Se o Padre pode nos dar o Cristo, ele também pode nos dar o Céu.
Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com  -  www.rainhamaria.com.br

http://ceifadores.com.br/noticia/8399

A vida é como um jogo de xadrez

 
 
A vida é como um jogo de xadrez, você tem todas as peças no inicio de um jogo, mas você não pode tirar os olhos dele, tem que estar sempre atento. Você tem que pensar muito bem antes de fazer a sua jogada, analisar, ver as conseqüências que esta jogada vai causar por que você sabe que após feita tal jogada ela não poderá ser desfeita. Um movimento sem pensar e lá se vai uma peça sua. As vezes é preciso sacrificar uma peça para que você execute sua jogada. Cada movimento é decisivo e seu oponente é inteligente e quer te derrotar de qualquer forma. Você deve ser mais esperto que ele, pensar bem nas jogadas, parar, analisar, reanalisar e jogar. Não se importe com o tempo neste jogo, desde que você perca o seu tempo raciocinando.
 
Às vezes você se sente pressionado por seu oponente, ele só ataca e você só defende, as vezes a defesa é a melhor estratégia, mas não se vence uma guerra se defendendo apenas. Casualmente seu oponente irá abrir uma brecha em sua ofensiva e deixará sua defesa nua, é uma questão de percepção, estar sempre atento a qualquer movimento. Pode se encontrar sem peças e dizer que o jogo está perdido, mas o jogo nunca acaba até o rei cair, portanto nuca desista, por mais que amarrados seus pés e suas mãos pareçam estar, seu oponente ainda pode vacilar. Eventualmente pode se sentir afobado para fazer tal jogada e ficar cego para o restante do jogo, um jogador desesperado para ganhar jamais ganhará, é preciso muita calma e atenção. Quando menos se espera surge um xeque e você perde o chão sobre teus pés, é hora de por em pratica a calmaria e raciocinar uma solução. A rainha é a peça mais importante do jogo pelo seu poder. Ela irá proteger o rei e irá atacar, os dois juntos são perfeitos, portanto, proteja sua rainha sempre.
 
Caso você a perca o jogo continua, mas não tem a mesma graça, no entanto você ainda pode chegar com seu peão até o topo do tabuleiro, seguindo um longo caminho, mas no final, pode se transformar numa nova rainha. Eis que não será a mesma coisa, esta permanecerá pouco tempo, certamente, por tua vitória ou por tua derrota. Cada movimento é decisivo, ganha-se peças, perde-se peças, no entanto, estranhamente, quem está de fora do jogo vê muito mais jogadas do que o próprio jogador, seria bom ouvi-los quando tiver oportunidade. Enfim é anunciado "xeque-mate" e quem o anunciou? Sua vitória depende apenas de você. A única diferença entre a vida real e um jogo de xadrez é que no xadrez você pode jogar novamente, na vida não. A vida é feita de vários jogos interligados a um só jogo, que chamamos de "jogo da vida", cada jogo destes nos ensina algo, cabe a você aprender a jogar ou não, alguns jogos se repetem, mas são raras as oportunidades de jogar novamente o mesmo jogo, se as tiver, não desperdi-se-as. Não é tão difícil aprender a jogar, basta pensar bem antes de efetuar a jogada, olhar tudo ao seu redor, estar sempre atento e jogar. Quanto mais se joga, mais se aprende, e quando você já estiver bom no jogo, ensine-o para outros, eles precisam de você e de você deles, nunca os subestime, pois até mesmo um principiante, mesmo que inconsciente, pode te ensinar muita coisa.
 

Cientistas anunciam descoberta de tesouro arqueológico em tumba do antigo Egito

Uma tumba do antigo Egito com múmias, sarcófagos e joias de mais de 3.500 anos foi encontrada na necrópole de Draa Abul-Naga, uma área onde eram enterrados nobres egípcios na margem esquerda do rio Nilo. A área fica próxima ao Vale dos Reis, famosa necrópole onde há tumbas de diversos faraós.
 
 
A descoberta foi anunciada pelo Ministério das Antiguidades do Egito no sábado, 8. A tumba consiste em uma pequena sala no nível do solo e uma câmara mortuária oito metros abaixo, contendo quatro múmias. A tumba também continha esqueletos, artefatos funerários – incluindo 150 estátuas, quatro sarcófagos de madeira, joias e cones funerários.
 
O ocupante principal da tumba era um ourives chamado Amenemhat, que viveu durante a 18ª Dinastia (de 1.550 a.C. a 1.292 a.C.), a época do faraó Akhenaten, sua esposa Nefertiti e seu filho Tutancâmon, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
 
Segundo o ministro de Antiguidades do Egito, Khaled el-Enany, a entrada da tumba foi descoberta no pátio de uma outra tumba do Médio Império egípcio. Uma passagem leva a uma câmara quadrada com um nicho no fundo, onde há uma estátua de Amenemhat. Ele foi representado sentado em uma cadeira ao lado de sua mulher, Amenhotep, que aparece com um vestido longo e uma peruca.
 
De acordo com reportagem da emissora americana CNN, Amenhotep era um típico nome masculino, mas as inscrições na tumba indicam que esse era o nome da matriarca. Outro fato incomum é que uma estátua menor de um dos filhos do casal aparece sentada entre suas pernas, um lugar tipicamente reservado para uma imagem de filha ou nora.
 
Segundo o ex-ministro de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, a câmara tem dois eixos mortuários. Em um deles, os arqueólogos encontraram sarcófagos deteriorados e restos mortais humanos datados das 21ª e da 22ª dinastias, incluindo os restos de uma mulher e de duas crianças. A mulher apresenta sinais de uma doença óssea bacteriana e cáries.
 
O outro eixo contém máscaras funerárias e estátuas que representam a família do ourives perto de três múmias deterioradas com os crânios expostos. “Não temos certeza se essas múmias pertencem a Amenemhat e sua família. Outras pessoas claramente reutilizaram essa tumba e remexeram o local na antiguidade. Provavelmente por isso as cabeças estão expostas”, disse o líder das escavações Mostafa Waziri ao jornal americano The New York Times.
 
De acordo com Waziri, há indicações de que mais descobertas serão feitas na área adjacente. Segundo o jornal, no interior das câmaras mortuárias os arqueólogos encontraram 50 cones funerários – um tipo de cerâmica estampada utilizada para marcar a entrada de uma tumba. Quarenta desses cones têm os nomes de quatro oficiais cujas tumbas ou sarcófagos ainda não foram localizados. “Esse é um bom sinal. Significa que se continuarmos escavando essa área vamos encontrar mais quatro tumbas”, disse Waziri.
 
A própria tumba do ourives foi descoberta a partir de pistas semelhantes. Em abril, egiptólogos descobriram a tumba de um juiz chamado Userhat, que acabou levando à nova descoberta. Diversas novas descobertas foram feitas no Egito em 2016. Em março, pesquisadores revelaram uma estátua gigante do faraó Psamtek I na cidade do Cairo.
 
Em abril, os restos de uma pirâmide foram encontrados na necrópole de Dahshur e, em maio, foram achadas 17 múmias que não pertenciam à realeza na província de Minya. “O Egito moderno foi construído sobre o Egito antigo. Às vezes, você cava no seu pátio, em locais como Aswan ou Heliopolis, e encontra monumentos. Até agora, estimamos que encontramos apenas 30% dos monumentos egípcios”, disse Waziri.
 
O ministério da Antiguidade espera que a divulgação dessas novas descobertas comecem a atrair novamente os turistas para o Egito. Turbulências políticas no país tiveram início em 2011 e uma série de bombardeios e ataques terroristas dizimaram a economia do turismo no Egito.
Em 2017, no entanto, o país teve um aumento no número de visitantes, uma tendência que o governo espera capitalizar.
 

Segredos vikings

Esqueleto de guerreira e espada de 1,1 mil anos desafiam conhecimentos atuais sobre a antiga civilização nórdica.

GUERREIRA Cena da série “Vikings”: ossada feminina confirma que mulheres combatiam (Crédito: Divulgação)
 
Duas surpreendentes descobertas ocorridas nas últimas semanas ajudaram a trazer à vida a civilização viking. Ambas desafiam os atuais conhecimentos sobre essa antiga cultura. A primeira, feita no começo de setembro, provou que um esqueleto encontrado na Suécia que há muito tempo se acreditava ser de homem pertencia, na verdade, a uma mulher. Isso mostra que os combatentes nórdicos do passado poderiam pertencer a qualquer sexo. Dias antes, um caçador encontrara no alto de uma montanha da Noruega uma espada viking exposta ao ar livre. Seu excelente estado de conservação mesmo após mil anos esconde outro mistério: como ela foi parar naquela altitude.
 
O esqueleto viking havia sido encontrado na década de 1880, em meio a vários objetos bélicos: uma espada, um machado, uma lança, uma faca de combate, dois escudos e dois cavalos. O conjunto sugeria que os restos mortais fossem de um guerreiro. Evidências de que a ossada era feminina foram refutadas até que o teste de DNA revelou a falta de cromossomos Y, determinando de uma vez por todas que se tratava de uma mulher. “Nossos resultados sugerem que mulheres podiam ser membros plenos de esferas dominadas por homens”, escreveram os pesquisadores.
 
Já a espada foi encontrada acidentalmente durante uma expedição pela região montanhosa de Lesja. O caçador Einar Ambakk deparou com o artefato de mais de mil anos sobre pedras e chamou uma equipe de arqueólogos para analisá-lo. Sua preservação ocorreu por não estar em contato direto com o solo e por ficar coberto por gelo durante boa parte do ano. Ainda não há explicação para como foi parar ali. Nas redondezas não havia nenhum outro objeto. “É possível que tenha pertencido a um viking que morreu na montanha”, disse o arqueólogo responsável pelas análises, Lars Pilø. “Mas por que ele estava viajando nas montanhas com somente uma espada?”

          
INTACTA A espada encontrada por um caçador norueguês: estado de conservação impressionante e dúvidas sobre como ela foi parar no alto de uma montanha.

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Os Santos sábios

Mais dois se juntam ao seleto time de doutores da Igreja Católica: homens e mulheres que, além de alimentar a fé, são uma inspiração intelectual para seus fiéis.


Ser um doutor da Igreja Católica Apostólica Romana não é para qualquer um. Em quase dois mil anos de história, a instituição deu o título a apenas 33 de seus mais de sete mil santos. Pudera, são doutores da Igreja apenas os santos que deixaram documentos que sobreviveram ao tempo e que, de alguma forma, sintetizam a doutrina católica a ponto de servirem de exemplo como vida religiosa. Nesse sentido, não surpreende também que sejam poucas as mulheres entre os doutores. Privadas de educação por milênios, nunca foi fácil para elas deixarem seu legado por escrito. Assim, hoje apenas três figuram entre os 33 doutores da igreja: Santa Teresa D’Ávila, Santa Catarina de Siena e Santa Teresa de Lisieux (leia quadro). Em breve, porém, mais uma entrará nessa seleta lista. O papa Bento XVI deve anunciar formalmente, em 7 de outubro, a alemã Santa Hildegarda de Bingen como nova doutora da Igreja Católica. “É um momento novo para a Igreja, que tenta espelhar o protagonismo que as mulheres já têm na sociedade dentro da instituição”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Nesse contexto, a escolha de Santa Hildegarda como doutora é mais do que oportuna. Monja beneditina nascida em 1098 onde hoje é a Alemanha, ela é tida por alguns como representante do feminismo católico do começo do primeiro milênio. Se publicamente, como religiosa, se mostrava submissa aos seus superiores homens, no dia a dia, como administradora do mosteiro Disibodenberg, exercia autonomia consideravelmente maior do que a média, dando liberdade às monjas, compondo músicas, estudando ciências naturais e escrevendo. Entre os trabalhos que deixou, há um livro sobre medicina herbal que trata de questões femininas como cólicas menstruais, além de outros textos sobre misticismo católico e estudo da música. “Mulheres assim passaram a ser reconhecidas pela Igreja a partir do Concílio Vaticano II”, explica o padre Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia da PUC-SP. Segundo ele, o Concílio, reunião de bispos e cardeais que completa 50 anos agora em 2012, arejou a Igreja, abrindo novos horizontes para a instituição e novas portas para as mulheres.

ALTAR
Santa Hildegarda (1098-1179) (abaixo) deixou a música e a medicina como legado; enquanto o
jesuíta São João de Ávila (1500-1569) (acima) buscou a perfeição na sublimação das paixões humanas
 

Mas, como a Igreja Católica costuma fincar as pilastras na tradição, abrindo poucas frestas para a modernidade, no mesmo dia em que Santa Hildegarda será doutorada, outro homem, o 31o, também ascenderá ao panteão de luminares da Igreja. É o espanhol São João de Ávila, nascido em 1500 numa família abastada da cidade de Almodóvar del Campo. Ainda jovem, São João seguiu o rumo da fé e, logo que seus pais morreram, ele doou tudo o que a família tinha aos pobres e saiu em missão para expandir a fé na região da Andaluzia, recém-libertada do domínio mouro. Foi fundamental na expansão da ordem dos jesuítas na Espanha e deixou cartas e livros que apresentam o caminho para a sublimação das paixões humanas. “Antes de tudo, os doutores são agentes de estímulo da doutrina vigente e de renovação da tradição”, afirma a irmã Célia Cadorin, autoridade no assunto. São ao mesmo tempo santos e sábios.
 

Fotos: Shutterstock; The Bridgeman Art Library/Grupo Keystone


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Homossexualismo, Pedofilia e Batina

 
 
Casos de abuso de criança por parte de sacerdotes católicos mais uma vez estampam (ou sujam) as páginas dos jornais. Em julho registros de pedofilia arrastaram para o centro da cena, desde padres no interior de Minas Gerais a cardeais no Vaticano. Impressiona a regularidade com que os jornais noticiam casos desta natureza. A explosão de denúncias que têm surgido e constrangido o mundo nos últimos tempos revelam os segredos da sexualidade e da moralidade do clero. As práticas, criminosas, diga-se, são antigas, e parecem ter, por séculos, contado com a leniência da cúpula da Igreja. O silêncio e a impunidade dos infratores dão margens para se suspeitar de uma espécie sombria de conivência entre os infratores e seus superiores afinal, nunca houve por parte da Igreja qualquer medida que revelasse de modo contundente sua abjeção acerca desses desvios. 
 
Como não se trata de um ou outro caso isolado, mas de um fenômeno de proporções que assustam – as estatísticas comprovam – a igreja de Roma tem diante de si um problema seríssimo que vai aos poucos comprometendo sua credibilidade. Escândalos nos EUA, Brasil, Austrália, Irlanda, entre outros países, marcam com nódoas de constrangimento e vergonha a história da velha igreja. Não fossem as frequentes denúncias, que dia após dia surgem, é certo que tais práticas prosseguiriam sendo toleradas nos bastidores das capelas e catedrais. Segundo o Pe. Gino Nasini, um dos poucos estudiosos do problema no Brasil, o assunto trata-se de um “latão de lixo”. Revela que 65% das dioceses “resolviam” o problema simplesmente transferindo o sacerdote acusado para outra diocese. (fonte: IstoÉ). Assim, com a omissão do Vaticano e sob o manto do sigilo as coisas ficavam por isso mesmo! 
 
O manto deste sigilo, entretanto, tem sido removido nos últimos tempos revelando a intimidade dos não poucos pedófilos e homossexuais em batinas. Eles estão por aí não é de hoje, e são muitos. Farto material em fotos e filmes expõe o que por muitos anos escondeu-se sob os panos quentes de uma espécie de pacto de silêncio (Sim, eles se acobertam!). Por que a igreja se calou por tanto tempo tolerando os padres praticantes de tais desvios? Porque não poderiam condenar aquilo que aprovam. É óbvio que há muitos padres que não são homossexuais ou pedófilos, nem aprovam a conduta, mas temos de convir que não é comum nos púlpitos católicos a reprovação veemente de tais práticas.
 
Um bispo católico, Dom Antônio Carlos Cruz, no estado do Rio Grande do Norte resolveu no último dia 30/07, tratar do assunto, não para condenar mas para aprovar o desvio, conferindo à homossexualidade status de normalidade! Sua Excelência Reverendíssima choca e agride a boa teologia quando, fazendo uso de uma exegese humanista e questionável, chega ao extremo absurdo de afirmar que a homossexualidade é um dom, isto mesmo, segundo o sacerdote, o homossexualismo é um dom de deus! Sua fala revela uma argumentação sutil e cheia de sofismas que torce o Evangelho para fundamentar a apologia da prática que o próprio Evangelho condena. Certamente a comunidade gay está comemorando (dentro e fora da igreja). Não tarda surgirá outro (senão o próprio), seguindo a mesma lógica torta (distorcendo a verdade para justificar o desvio), afirmando que a pedofilia também é divina. 
 
Obs. Não errei ao escrever deus com letra minúscula no parágrafo acima. Se o homossexualismo é um dom, sem dúvida vem de qualquer outro menos do Pai das luzes, de quem procede todo dom perfeito. 
 
padre gino nasini    
 

‘Eu não queria mais ser padre’, revela Pe Fábio de Melo em entrevista ao Fantástico.

Na noite deste domingo, 20, Padre Fábio de Melo concedeu uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na qual falou sobre síndrome do pânico, doença que o afetou no último mês. Em uma rede social, o padre admitiu que ficou uma semana trancado em casa, com sensação de morte e tristeza profunda.
 
 
”Teve um dia em que meu desespero era tão grande, que eu não queria falar com outra pessoa que não a minha mãe. Eu sou o Padre Fábio de Melo, eu tenho muita responsabilidade como Padre Fábio de Melo, mas eu continuo sendo o Fabinho da minha mãe”, contou emocionado.
 
Ao ser questionado se a doença abalou a sua fé, ele afirmou que sim. ”Muito. Foram dias em que eu decidi tanta coisa rapidamente. Dentro de mim eu pensei: ‘Eu não quero mais ser padre. Eu não tenho mais coragem de enfrentar as pessoas. Eu não tenho mais condições de ser quem eu sou”’, disse.
 
Já em tratamento, o padre revela que já se sente melhor e apto para trabalhar. No entanto, Fábio de Melo falou que ainda não está completamente curado e que teme uma nova crise. ”A gente acaba virando um escravo do medo”.
 
 
”Se eu já tinha um respeito pelo sofrimento humano e pelo mistério que é o ser humano, hoje eu tenho muito mais”, finalizou o sacerdote.
 
 Rezemos pelo Padre Fabio de Melo.
 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Pastoral da Sobriedade promove curso para a formação de novos agentes

A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Sobriedade promoverá nos dias 16 e 17 de setembro, seu primeiro curso de formação de novos agentes da pastoral. O curso será realizado na Casa Mãe do Santíssimo Sacramento, no Engenho Novo, Vicariato Episcopal Norte.
 
Além da formação de novos agentes, outra meta da pastoral é ampliar os grupos de auto ajuda para que mais pessoas sejam atendidas pela pastoral. Atualmente, a Arquidiocese do Rio de Janeiro conta com apenas 22 núcleos da pastoral que desenvolvem ações de prevenção e recuperação da dependência química.
 
Presente em 167 dioceses e atingindo mais de 6 milhões de pessoas, a Pastoral da Sobriedade tem como meta nacional definida chegar a 75% das dioceses, organizar 3.500 grupos e mais de 500 comunidades terapêuticas para atendimento e recuperação de pessoas com algum tipo de dependência do uso de drogas.
 
A Pastoral da Sobriedade atua na prevenção, intervenção, recuperação e articulação nos Conselhos de Políticas Públicas para lutar por melhorias e direitos. Presente em 25 estados e no Distrito Federal, a Pastoral recebeu a medalha do Mérito da Secretaria Nacional Anti-Drogas por ser a organização que mais atende dependentes químicos no Brasil.
 
O investimento para participar do curso é de R$ 120,00, referente ao material didático composto por três livros, material impresso e alimentação nos dois dias de curso. Informações e inscrições poderão ser obtidas com o coordenador arquidiocesano da pastoral, José Roberto Silvestre, através do correio eletrônico jrobertosilvestre@ig.com.br 
 
A Casa Mãe do Santíssimo Sacramento fica na Rua Pedro Calazans, 55, Engenho Novo, Zona Norte do Rio.
 
Conheça a Pastoral da Sobriedade
 
A Pastoral da Sobriedade é uma ação concreta da Igreja que evangeliza pela busca da sobriedade como um modo de vida. A pastoral tem como objetivo prevenir e recuperar da dependência química e outras dependências, a partir da vivência dos “12 passos da Pastoral da Sobriedade” ou “Terapia do Amor”, pois trata todo e qualquer tipo de dependência, propõe mudança e valoriza a pessoa humana.
Os 12 passos são vivenciados periódica e clinicamente, traduzindo um Programa de Vida Nova que cumpre a primeira missão da Igreja: a evangelização. Os 12 passos são: admitir, confiar, entregar, arrepender-se, confessar, renascer, reparar, professar a fé, orar e vigiar, servir, celebrar e festejar.
 
A pastoral busca desenvolver ações conjuntas para integrar todas as pastorais, movimentos e comunidades terapêuticas, casas de recuperação para através da pedagogia libertadora de Jesus, resgatar e reinserir os excluídos, propondo uma mudança de vida através da conversão.
 
A identidade da Pastoral da Sobriedade é o grupo de auto-ajuda, espaço de consolidação de seu trabalho. A pastoral capacita aqueles, que de alguma maneira, se identificam com a causa e desejam lutar pela vida, tornando-se um agente.
 
 
Foto: Cláudio Santos
 

Significado de Vocação

Vocação é um termo derivado do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”. É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão.
 
 
Vocação é uma competência que estimula as pessoas para a prática de atividades  que estão associadas aos seus desejos de seguir determinado caminho.
 
Por extensão, vocação é um talento, uma aptidão natural, um pendor, uma capacidade específica para executar algo que vai lhe dar prazer.
 

Vocação religiosa

 
Vocação religiosa é um chamado de Deus para a prática religiosa, é louvar e servir a Deus e ao próximo. Ter vocação religiosa é estar disponível para se separar das coisas que são do mundo e que não são do agrado de Deus.
 
Religiosos são cristãos que querem dedicar sua vida a Deus e ais irmãos, e encontrar em Deus sua segurança, alegria e realização pessoal.
 
 
A vocação religiosa pode ser seguida por homens como também por mulheres, que ao sentirem o chamado de Deus, deixam tudo e colocam-se inteiramente a serviço dos irmãos mais necessitados. Essas mulheres buscam as congregações que mais se identificam e se preparam para serem irmãs ou freiras.
 
 
Para ir direto ao assunto, vocação é um chamado de Deus para viver a santidade de um modo específico em nossa vida. Vocação náo é uma carreira, não é algo que você faz; vocação é aquilo que você é.
 

 Os batizados são chamados a serem santos como pessoas solteiras ou casadas, irmãos ou irmãs consagrados, diáconos, sacerdotes ou bispos. Não importa a profissão que cada um tenha, ele ou ela é chamado(a) a estar em comunhão com Deus e assim buscar a santidade.

 
A conscientização deste chamado virá em tempos diferentes da vida e de diferentes modos. Pode vir de algo que você leu, de um acontecimento na vida, por meio de uma pessoa que você conheceu ou já conhecia.
 

 
 

Sob a ira de Deus!.

 
Quem são os padres brasileiros denunciados por abusos sexuais citados no filme candidato ao Oscar "Spotlight" e por que até os condenados na Justiça continuam livres.

Aos 19 anos, P.H. não quer relembrar os abusos que sofreu aos 14. Coroinha de uma igreja em Franca, no interior de São Paulo, afirma ter sido molestado pelo padre José Afonso Dé. Procurado pela reportagem de ISTOÉ, disse que precisaria “rezar” antes de decidir se daria entrevista. “É um assunto de más recordações”, limita-se a responder.
 

Dé foi condenado em 2011 a 60 anos e oito meses de prisão pelo estupro de nove adolescentes. Ao recorrer, garantiu sua liberdade enquanto espera o julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo, sem previsão para acontecer. O advogado do religioso, José Chiachiri Neto, afirma que Dé foi acusado por crimes que não cometeu, que só fazia brincadeiras como se fosse tocar nos órgãos genitais dos jovens. 

Afastado da igreja, o sacerdote recebe fiéis em casa, faz evangelização de casais e dá aulas de religiosidade. Depois de depor contra o padre, P.H. prefere o anonimato para evitar a dor. O caso de Franca é um dos quatro citados nos últimos minutos de projeção do filme candidato ao Oscar “Spotlight: Segredos Revelados”, que retoma os escândalos envolvendo padres pedófilos em Boston, nos Estados Unidos (leia mais no quadro ao lado). 

A cidade aparece numa lista com outras cem ao redor do mundo em que foram abertos processos judiciais contra sacerdotes, incluindo outras três brasileiras: Mariana (MG), Rio de Janeiro e Arapiraca (AL). Escândalos de repercussão nacional, as investigações contra padres dessas localidades levaram a uma absolvição e três condenações de réus que recorreram em liberdade, entre eles Dé. Um cumpriu pena de prisão.
 
Não sei se é oportuno mexer nesse latão de lixo”, afirma o padre Gino Nasini ao ser questionado sobre o assunto, para na sequência encerrar a conversa. Nasini é o autor de um dos únicos estudos brasileiros sobre o tema, publicado em 2001, que mostra que em 65% das dioceses a orientação é transferir o sacerdote envolvido em situações de má conduta sexual. “Era só o que se fazia, transferir o padre, até que as histórias de Boston foram denunciadas. Agora o acusado responde judicialmente”, afirma o religioso dominicano Frei Betto, referindo-se à história de “Spotlight”. 

Mas os casos que chegam à Justiça ainda são uma exceção entre os milhares acobertados pela Igreja Católica durante décadas. Desde o pontificado de João Paulo II (1978-2005) e principalmente no de Bento XVI (2005-2013), o manto do sigilo foi tirado à força e histórias de abusos de crianças por homens ditos religiosos vieram à tona. O papa alemão, inclusive, teria renunciado também para que seu sucessor tivesse energia para combater essa chaga dentro de suas fileiras. 

Francisco criou uma comissão específica, trata do assunto publicamente, mas nada mudou até agora. Além da omissão do Vaticano, a morosidade dos processos denota falta de rigor com a legislação. “Casos com vítimas crianças e adolescentes deveriam seguir o princípio constitucional da prioridade absoluta”, afirma Ariel de Castro Alves, fundador da Comissão Especial da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Alves também afirma que os tribunais de Justiça levam em média dois anos para julgar uma apelação. Nos casos brasileiros, salvo o que houve cumprimento de pena, essa espera já leva pelo menos cinco anos. 
 
Bonifácio Buzzi, de Mariana, foi o único a ser preso definitivamente por abusar sexualmente de um menino de 10 anos. Em depoimento, a criança afirmou que Buzzi praticou sexo oral nele e lhe deu R$ 5 para que ficasse em silêncio. Em outra situação, pagou mais R$ 3 e repetiu a prática. Condenado em 2004, ficou foragido e foi preso em 2007, ao terminar de celebrar uma missa em um asilo em Barbacena. Cumpriu pena até 2015. Antes disso, foi condenado em 13 anos de prisão domiciliar em 1995 por abusar de dois meninos de 5 e 10 anos. O padre Bonifácio Buzzi, de 57 anos, se matou neste domingo numa cela do Presídio de Três Corações, Sul de Minas. Na sexta-feira, ele foi preso em cumprimento a mandado de prisão pela suspeita de abuso de duas crianças na zona rural da cidade, em maio deste ano.
Em 2007, no Rio de Janeiro, o padre polonês Marcin Michal Strachanowski começou a trocar mensagens de tom sexual com um rapaz de 16 anos, segundo depoimento do próprio jovem. As investidas culminaram na cena que um juiz carioca descreveu posteriormente como “masmorra erótica”, expressão que repercutiu mundialmente. Segundo o relatório de maio de 2010 em que se justifica a prisão preventiva de Strachanowski, ele algemou o rapaz a uma cama na casa paroquial e fez sexo oral nele. 

O mesmo documento afirma que o padre “fazia uso de sua autoridade de sacerdote” e ameaçava o adolescente. Nos autos do processo, o polonês admite ser gay e ter fotos e vídeos de relações sexuais entre homens, mas afirma nunca ter praticado o ato com ninguém. O caso foi encerrado em novembro do mesmo ano e Strachanowski foi absolvido. Procurada, a Arquidiocese do Rio de Janeiro esclarece que “nada foi comprovado e ele retornou à Polônia”.
Em outra denúncia no Rio de Janeiro, em Niterói, o padre Emilson Soares Corrêa foi indiciado em 2013 pelo Ministério Público por abuso sexual de uma jovem de 13 anos. Ele responde a processo criminal e está afastado de suas funções sacerdotais, de acordo com a Arquidiocese de Niterói. Na última cidade da lista, Arapiraca, segunda maior de Alagoas, apesar da condenação de três padres em 2010 e da repercussão nacional, os processos estão parados, segundo o promotor de Justiça Alberto Tenório de Vieira. 

A história foi divulgada por uma rede de tevê aberta, que teve acesso a um vídeo em que um dos sacerdotes fazia sexo com um adolescente. A denúncia foi feita por três rapazes. Um deles afirmou ser abusado desde os 9 anos. Disse também, em meio à CPI da Pedofilia, em 2011, que era coagido a dormir no mesmo quarto que um dos sacerdotes e fingia estar dormindo enquanto era beijado e acariciado nos órgãos genitais. 

Monsenhor Luiz Marques Barbosa foi condenado a 21 anos de prisão e os padres Edílson Duarte e Raimundo Gomes, a 16 anos e quatro meses. Foi a primeira vez que o Vaticano reconheceu um caso brasileiro de abuso sexual contra jovens. Os três acusados recorreram em liberdade. Gomes, porém, morreu em 2014, ao sofrer um AVC.
Ao relembrar a história, o promotor Vieira, que acompanhou a acusação desde o começo, salienta a situação de vulnerabilidade das vítimas. “Eram menores carentes, os pais procuraram refúgio espiritual e colocaram os filhos como sacristãos na igreja. Em troca disso, tinham um futuro bancado”, diz. Coincidentemente, em um diálogo do filme “Spotlight”, essa mesma nuance é ressaltada quando traçado o perfil social dos menores abusados pelo padre John J. Geoghan nos Estados Unidos, desde 1974. Lá, foram quase 30 anos para que o criminoso fosse punido.

Consultada sobre os escândalos de pedofilia envolvendo o clero brasileiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição. Das arquidioceses inquiridas, só a do Rio de Janeiro e a de Niterói se manifestaram. Três especialistas em religião ligados à Igreja foram procurados e também se negaram a comentar. 

Sem qualquer apoio eclesiástico, aqueles que se vêem em uma situação de abuso também se calam. Em “Spotlight”, muitas vítimas decidiram contar suas histórias como maneira de expurgar o trauma. Por aqui, o único caso de um depoimento aberto foi Marcelo Ribeiro, autor do livro “Sem Medo de Falar - Relato de Uma Vítima de Pedofilia” (Companhia das Letras). O empresário de 50 anos consegue falar dos abusos sofridos com detalhes. 

Diz que começaram aos 11 anos, quando dormia em um alojamento com outros colegas do coral católico do qual participava. Acordou no meio da noite, olhou para trás e viu o maestro, um padre, na mesma cama que ele fazendo sinal de silêncio. Notou a calça do pijama abaixada. Sem entender o que acontecia, voltou a dormir. Coagido pelo poder que o sacerdote representava, acreditava que o certo era obedecê-lo. 

Foi estuprado pelo padre João Marcos Porto Maciel desde os 13 e quase diariamente entre os 15 e 16 anos, até que decidiu cortar sua ligação com a igreja. Afastado do sacerdócio, Maciel é investigado pelo Ministério Público desde 2014 por crimes de abuso contra crianças que teria cometido nos últimos anos, processo cuja abertura foi incitada pelo relato de Ribeiro. “Há muitas histórias como a minha, mas ninguém quer falar. A pessoa vai denunciar padres por que, se nada é feito?

Fonte: Isto É