quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ideologia de gênero

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)
 
Todos os dias recebo dezenas de questionamentos sobre o que vem acontecendo nas escolas sobre a “ideologia de gênero”. Um assunto delicado. É preciso esclarecer que nós, como Igreja, amamos todos os seres humanos. Antes de falar sobre qualquer coisa, precisamos dizer e praticar o que Jesus nos ensinou. Amar. No entanto, há uma imensa confusão sendo difundida, também nas escolas, que é a imposição da “ideologia de gênero”. Uma coisa é respeitar; outra coisa é querer impor uma “proposta” de sexualidade para crianças, nas escolas.
 
O papa Francisco fez diversas e claras advertências sobre a ideologia de gênero, uma corrente que considera que o sexo não é uma realidade biológica, mas uma construção sociocultural que diversos governos tentam impor através da educação das crianças e jovens. A seguir, 5 advertências claras que o Santo Padre fez a respeito deste tema polêmico:
  1. É uma colonização ideológica: No final de julho de 2016 dirigindo-se aos bispos da Polônia, o Pontífice afirmou que “na Europa, na América, na América Latina, na África, em alguns países da Ásia, há verdadeiras colonizações ideológicas. E uma destas, digo claramente com nome e sobrenome – é a ideologia de gênero! Hoje ensinam as crianças – as crianças! –, que estão na escola: que cada um pode escolher o seu sexo. E por que ensinam isto? Porque os livros são das pessoas e instituições que lhes dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, sustentadas também por países muito influentes. Isto é terrível”.
  2. Esvazia o fundamento antropológico da família. Na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na família, publicada em março de 2016, o Santo Padre explica no parágrafo 56 do documento, que a ideologia de gênero “prevê uma sociedade sem diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família”. Além disso, procura uma identidade humana que pode se determinar de forma individual e ser trocada no tempo. “Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher”.
  3. É um equívoco da mente humana. Em março de 2015, o papa Francisco se referiu às “colonizações ideológicas” que afetam seriamente a família, pois são “modalidades e propostas que existem na Europa e chegam também do outro lado do Oceano. E há também esse erro da mente humana que é a teoria de gênero, que cria tanta confusão”.
  4. É um passo atrás. Em abril de 2015, o papa ofereceu uma catequese sobre o ser humano criado por Deus como homem e mulher, na qual disse: “A cultura moderna e contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e novas profundidades para o enriquecimento da compreensão desta diferença. Mas introduziu também muitas dúvidas e muito ceticismo. Por exemplo, pergunto-me se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma frustração e de uma resignação, que visa a cancelar a diferença sexual porque não sabe mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de dar um passo atrás. A remoção da diferença, na verdade, é o problema, não a soluç&atil de;o”.
Doutrinar crianças com ideologia de gênero é uma maldade.

 Na tradicional coletiva de imprensa que oferece na volta das suas viagens internacionais, especificamente no voo de Azerbaijão a Roma, o papa assinalou que “as pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero”.
 
Está na hora dos pais abrirem os olhos e conhecerem o que as escolas públicas e particulares estão ensinando. O pior de tudo são os textos que o MEC já está enviando para a educação em todos os níveis, carregados desta míope visão do ser humano. Respeitamos a opção pessoal de cada um, mas não se admite impor desde a infância uma ideologia que contradiz a natureza humana.
 
A ideologia de gênero é perigosa e maldosa.  A Igreja ama e acolhe todo ser humano, mas jamais pode compactuar com uma ideologia que quer levar uma mentira tão absurda como esta para as salas de aula.
 
 

O que é crime cibernético?

Ouvimos muito falar em crime cibernético, mas o que significa exatamente? Resposta simples: "É muito complicado".


Tal como a criminalidade tradicional, a cibercriminalidade pode assumir muitas formas e pode ocorrer quase a qualquer hora ou lugar. Os criminosos cibernéticos usam métodos diferentes segundo suas habilidades e seus objetivos. Esse fato não deveria ser surpreendente, afinal, o crime cibernético é nada mais que um "crime" com um ingrediente "informático" ou "cibernético".

O Tratado do Conselho Europeu sobre Crime Cibernético usa o termo "cibercrime" para definir delitos que vão de atividades criminosas contra dados até infrações de conteúdo e de copyright [Krone, 2005]. No entanto, outros autores [Zeviar-Geese, 1997-98] sugerem que a definição é mais ampla e inclui atividades como fraude, acesso não autorizado, pornografia infantil e cyberstalking (assédio na Internet). O Manual de Prevenção e Controle de Crimes Informáticos das Nações Unidas inclui fraude, falsificação e acesso não autorizado [Nações Unidas, 1995] em sua definição de cibercrime.

Como é possível observar a partir dessas definições, o cibercrime pode englobar uma gama muito ampla de ataques. Compreender essa ampla variedade de crimes cibernéticos é importante visto que os diferentes tipos de crimes cibernéticos requerem atitudes diferentes para melhorar a segurança do seu computador.

A Symantec, com base nas diferentes definições de crime cibernético, o define de forma precisa como qualquer delito em que tenha sido utilizado um computador, uma rede ou um dispositivo de hardware. O computador ou dispositivo pode ser o agente, o facilitador ou a vítima do crime. O delito pode ocorrer apenas no computador, bem como em outras localizações. Para compreender melhor a ampla variedade de crimes cibernéticos é preciso dividi-los em duas categorias gerais, definidos para os efeitos desta pesquisa como crimes cibernéticos do tipo I e II.

Os crimes cibernéticos do tipo I apresentam as seguintes características:
  • Do ponto de vista da vítima, trata-se de um evento que acontece geralmente apenas uma vez. Por exemplo, a vítima baixa sem saber um Cavalo de Tróia que instala um programa de registro de digitação no computador. Também é possível que a vítima receba um e-mail contendo o que parece ser um link para uma entidade conhecida, mas que na realidade é um link para um site malicioso.
  • Isso é frequentemente facilitado por software de atividades ilegais, tais como programas de registro de digitação, vírus, rootkits ou Cavalos de Tróia.
  • Em muitos casos, falhas ou vulnerabilidades no software fornecem um ponto de apoio para o criminoso. Por exemplo, criminosos que controlam um site podem aproveitar a vulnerabilidade de um navegador da Web para introduzir um Cavalo de Tróia no computador da vítima.

Exemplos desse tipo de crime cibernético incluem o phishing, o roubo ou a manipulação de dados ou serviços através de pirataria ou vírus, roubo de identidade e fraude no setor bancário ou de comércio eletrônico.

Os crimes cibernéticos do tipo II incluem, mas não se limitam a atividades como assédio e molestamento na Internet, violência contra crianças, extorsão, chantagem, manipulação do mercado de valores, espionagem empresarial complexa e planejamento ou execução de atividades terroristas. As características do crime cibernético do tipo II são: 
  • Trata-se geralmente de uma série contínua de eventos envolvendo interações repetidas com a vítima. Por exemplo, o criminoso entra em contato com a vítima em uma sala de bate-papo para estabelecer uma relação ao longo do tempo. Com o tempo, o criminoso aproveita a relação para cometer um crime. Outro exemplo: membros de uma célula terrorista ou organização criminosa usam mensagens ocultas para se comunicarem em um fórum público para planejarem atividades ou discutirem sobre localizações para lavagem de dinheiro.
  • Geralmente, eles usam programas que não estão incluídos na classificação de atividades ilegais. Por exemplo, as conversas podem acontecer usando clientes de IM (mensagens instantâneas) ou arquivos podem ser transferidos usando FTP.
Referências

Krone, T., 2005. High Tech Crime Brief. Australian Institute of Criminology. Canberra, Australia. ISSN 1832-3413. 2005.

Zeviar-Geese, G. 1997-98. The State of the Law on Cyberjurisdiction and Cybercrime on the Internet. California Pacific School of Law. Gonzaga Journal of International Law. Volume 1. 1997-1998.

https://br.norton.com/cybercrime-definition
CARTA DA CNBB AOS SENADORES
SOBRE O PROJETO DE LEI DA BIOSSEGURANÇA
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
26/06/2004
 
Carta aos Senadores sobre o Projeto de Lei da Biossegurança, com temas referentes à Bioética
Ex.mo. Sr. Senador da República
 
Excelência,
 
Os Bispos Católicos do Conselho Permanente da CNBB, reunidos em Brasília, de 22 a 25 de junho de 2004, desejam fraternalmente saudar Vossa Excelência.
 
Acompanhamos, com vivo interesse, os trabalhos legislativos do Senado.
Constatamos que está em votação, em fase adiantada, o Projeto sobre Biossegurança com temas referentes à Bioética (PL n.2.401-A-2003).
 
Os últimos decênios vêm apresentando grande progresso no campo da biogenética e da biotecnologia, abrindo perspectivas, tanto no sentido da cura de certas doenças como também no aprimoramento da nossa vida na terra.
Contudo, com as esperanças, erguem-se novas interrogações e preocupações. Estas interrogações não são apenas científicas, mas sobretudo de cunho ético.
 
Queremos louvar o empenho dos Senadores que, ao longo dos últimos anos, se têm dedicado ao conhecimento da problemática, por meio de debates e seminários. Isto bem mostra como os representantes eleitos pelo povo têm consciência do peso de suas decisões, mormente daquelas que dizem respeito às manifestações da vida em suas múltiplas formas.
 
Alegramo-nos com as conquistas da ciência que permitem sanar certos males oriundos de causas genéticas e outras, e com a crescente expectativa da biotecnologia agir eficazmente na superação de deficiências e enfermidades. O progresso da ciência e da tecnologia abre novas possibilidades para que possamos levar adiante a missão que o Criador nos confia.
Neste sentido, nos congratulamos com as pesquisas recentes e o uso responsável de células-tronco encontradas no cordão umbilical, na medula óssea e um pouco espalhadas por todo o corpo humano. Incentivamos a continuação das pesquisas, visando descobrir outras fontes para se obter células-tronco, sem recorrer aos embriões humanos.
 
A vida humana, que é fim em si mesma, deve ser respeitada sempre, desde a sua concepção até o seu termo. Não é lícito jamais sacrificar uma vida humana já presente no embrião em benefício de outra. É necessário, portanto, rejeitar com firmeza a produção de embriões, e a utilização de embriões já existentes, tanto para pesquisas, quanto para eventual produção de tecidos e órgãos.
 
Preocupa-nos a maneira apressada com a qual certas pessoas e entidades se pronunciam em relação à denominada terapia gênica, como se por meio dela pudessem ser sanados todos os males do mundo. A vida saudável não se reduz aos genes nem aos organismos, mas remete a relações sociais, econômicas, políticas, afetivas e espirituais. Há pessoas e grupos que mais parecem vendedores de ilusão de vida fácil do que preocupados com a saúde e a vida de todos.
 
Ainda que devamos buscar minorar os sofrimentos provenientes de falhas genéticas, de acidentes e de doenças degenerativas, preocupa-nos, igualmente, a exploração emocional oriunda da exposição na mídia de portadores de necessidades especiais.
 
Diante destes pressupostos e baseados no Evangelho da Vida, confiamos que os Senhores Senadores não se deixarão dobrar pela pressão de grupos que investem na biotecnologia para auferir lucros.
 
A liberação, sem mais, de embriões para obter células-tronco, se nos afigura não como sinal de progresso, mas como sinal de uma postura antiética sem precedentes na história, porque sacrifica vidas humanas.
 
Por que não conceder a esta questão tão importante o tempo necessário para a justa ponderação dos aspectos complexos, científicos e morais, sem precipitar decisões com graves conseqüências? Em muitos países de avançada tecnologia, a questão permanece em profundos estudos e debates.
 
Na certeza de que nossos legisladores hão de se orientar pelo valor supremo da vida humana na elaboração das leis, pedimos a Deus que os guie no alto desempenho de sua missão legislativa.
 
Atenciosamente, agradecemos a Vossa Excelência o empenho pessoal na defesa desta causa em prol do padrão ético do povo brasileiro.
 
Pelo Conselho Permanente,
a Presidência da CNBB,
Cardeal Geraldo Majella Agnelo,
Arcebispo de São Salvador da Bahia e
Presidente da CNBB
Dom Antônio Celso de Queirós                                          
Bispo de Catanduva-SP e
Vice-Presidente da CNBB
Dom Odilo Pedro Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo
e Secretário-Geral da CNBB


 
Fonte: www.cnbb.org.br/ddview.php?notid=4758&dataid=2004-06-26

Sociedades sem Deus: por que os países menos religiosos são os mais satisfeitos socialmente. Entrevista especial com o sociólogo Phil Zuckerman

O que seria de nossas sociedades se Deus simplesmente não existisse para grande parte da população? Essa foi uma das perguntas que o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman certamente tinha em mente ao dar início à sua mais recente pesquisa, que o levou a morar por mais de um ano na Escandinávia, especificamente na Dinamarca e na Suécia. Na bagagem, levava uma pergunta desafiante: como esses dois países, considerados os menos religiosos do mundo em todas as pesquisas prévias, podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social (em resumo, “contentment”, contentamento, satisfação, como ele chamou no subtítulo de seu livro)?
 
Zuckerman tinha ainda outro objetivo, mais localizado. Segundo ele, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, a maioria de seus conterrâneos norte-americanos “pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada”, ou que “sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade”. Assim, entrevistando 150 cidadãos dinamarqueses e suecos, ele quis mostrar que, mesmo sem Deus, “é possível que uma sociedade seja forte, saudável, moral e próspera”.
 
 
O resultado de sua viagem foi recém publicado em livro, pela New York University Press, intitulado "Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment" [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação].
 
Phil Zuckerman é sociólogo, com mestrado e Ph.D. em Sociologia pela Universidade do Oregon. Atualmente, é professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia. Também é autor de “Sex and Religion” (Wadsworth, 2005), “Invitation to the Sociology of Religion” (Routledge, 2003), “Du Bois on Religion” (Alta Mira Press, 2000) e “Strife in the Sanctuary: Religious Schism in a Jewish Community” (Alta Mira Press, 1999), dentre outros. Em sua página no sítio do Pitzer, está publicado um dos principais artigos de Zuckerman, intitulado "Atheism: Contemporary Rates and Patterns" [Ateísmo: Taxas e Padrões] em que ele analisa detalhadamente diversos dados sobre o ateísmo contemporâneo (em inglês). Esse texto faz parte do livro "The Cambridge Companion to Atheism", organizado por Michael Martin (Cambridge University Press, 2007).
 
Confira a entrevista.
 
IHU On-Line – Como você realizou a sua pesquisa na Escandinávia? Qual foi a sua intenção e as suas principais descobertas?
 
Phil Zuckerman – A maioria dos norte-americanos pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada – e que, sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade. Eu quis mostrar que isso não é necessariamente verdade. Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera.
 
Há mais ou menos quatro anos, a Cambridge University Press [editora universitária] me pediu para escrever um capítulo de um livro a respeito de quantos ateus existem no mundo. Então, eu passei cerca de seis meses procurando por todas as pesquisas nacionais e internacionais que eu pudesse encontrar. No fim, as pesquisas mostraram que a Dinamarca e a Suécia são, talvez, os países mais irreligiosos do mundo. Muitas pessoas, na Dinamarca e na Suécia, dizem acreditar em Deus, mas muito poucas dão importância a essa crença. Muito poucas pessoas rezam a Deus, ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real, ou acreditam que a Bíblia é divina. Esses países têm os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno etc. Além disso, têm os menores índices do mundo em termos de participação semanal na igreja. E mesmo assim, apesar de tudo isso, estão entre as sociedades mais prósperas, igualitárias, civilizadas e humanas da Terra. Quando olhamos os níveis de sucesso social, da alfabetização à expectativa de vida, da igualdade de gênero aos padrões ambientais, da saúde à democracia, da criminalidade aos cuidados com os mais velhos e com as crianças, as nações da Dinamarca e da Suécia estão no topo da lista.
 
Em resumo, a Dinamarca e a Suécia provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Eu quis que os meus conterrâneos norte-americanos soubessem disso.
 
Para entender melhor a falta de religião na Escandinávia, assim como melhor compreender a cultura de lá, eu vivi na Dinamarca durante 14 meses, em 2005-2006. E, durante esse tempo, eu realizei 149 entrevistas em profundidade com dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Essas entrevistas me permitiram ir mais fundo do que os dados das pesquisas e realmente tentar entender o secularismo escandinavo.
 
Minhas descobertas principais: dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares. E, mesmo que eles não tenham crenças religiosas fortes, geralmente são muito satisfeitos. Não acreditam na vida após a morte, mas mesmo assim eles ainda levam vidas repletas e valiosas. E não acham que exista um “significado religioso último” para a vida, e mesmo assim eles ainda aproveitam o seu tempo aqui na Terra e fazem o melhor que podem com ele. Finalmente, eu tentei entender por que essas nações são tão contrárias à religião e em que sentido elas são diferentes dos Estados Unidos no que se refere à religião e à cultura política.
 
IHU On-Line – Em que sentido a falta de religião está ligada à satisfação das sociedades da Dinamarca e da Suécia?
 
Phil Zuckerman – A Dinamarca está no topo de todas as pesquisas internacionais que se referem à felicidade. A Suécia também está bem lá em cima. Os dinamarqueses e os suecos parecem ser pessoas razoavelmente satisfeitas. Isso está ligado à falta de religião deles? É difícil dizê-lo. É ainda mais difícil prová-lo. Eu não acho que uma falta de religião, por si só, faça com que os dinamarqueses e os suecos se sintam felizes ou satisfeitos. Pelo contrário, nós só temos que notar que a falta de religião ou a falta de uma conexão forte com Deus parece não levar ao desespero, à depressão, à tristeza ou à apatia. Em outras palavras, a falta de uma fé forte não causa necessariamente a felicidade, mas também não é uma barreira ou um impedimento.
 
IHU On-Line – Você não concorda que, de certa forma, essas sociedades alcançaram esse bem-estar social por um substrato cristão de raízes antiqüíssimas? O inconsciente coletivo cristão que acompanhou o desenvolvimento dessas sociedades não teve importância nesse sentido?
 
Phil Zuckerman – Definitivamente. Não se questiona que certos valores cristãos, ao longo dos séculos, ajudaram a dar forma a esses estados de bem-estar social. Não se questiona que os ensinamentos de Lutero tiveram o seu papel, assim como a visão religiosa de Grundtvig [1]. Entretanto, devemos ser cuidadosos por diversas razões. Primeiro, aqueles que construíram o estado de bem-estar social tendiam a ser democratas sociais seculares, que eram, muitas vezes, anti-religiosos. Não foram os dinamarqueses e suecos fortemente religiosos que construíram o estado de bem-estar social. Então, parece um pouco injusto dar muito crédito ao cristianismo, quando foram os dinamarqueses e suecos seculares que verdadeiramente criaram as nações modernas e prósperas da Dinamarca e da Suécia que nós hoje admiramos.
 
IHU On-Line – Em uma sociedade religiosa, os valores humanos estão baseados em uma concepção que vai além do próprio humano, chegando a Deus. Em que estão baseados os valores humanos em uma sociedade irreligiosa?
 
Phil Zuckerman – Simples: no valor fundamental da vida humana. Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo. Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.
 
IHU On-Line – Podemos assumir que uma sociedade irreligiosa não é a garantia do inferno na terra. Porém, quais seriam suas principais limitações e problemas sociais? Quais seriam suas causas?
 
Phil Zuckerman – Nenhum país é livre de problemas. Nenhuma sociedade é livre de quaisquer erros ou fraquezas. Sim, existem problemas na Dinamarca e na Suécia. Mas eu diria que, independentemente de quais sejam esses problemas, eles comumente são piores em qualquer outro lugar. Quais limitações ou problemas podem surgir em sociedades seculares? Eu não posso dizer com certeza. Eu não tenho resposta.
 
IHU On-Line – Em seu livro, você afirma que uma “sociedade sem Deus não é apenas possível, como também pode ser moral, próspera e completamente agradável”. Essa é apenas uma constatação ou também uma sugestão? Sua intenção é defender e propor uma sociedade ateísta?
 
Phil Zuckerman – Eu não tenho nenhum desejo de propor uma sociedade ateísta. Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião – como qualquer criação humana – pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo. Eu não estou recomendando que as sociedades se tornem seculares. Eu estou simplesmente tentando mostrar ao mundo que o secularismo não é um mal em ou além de si mesmo, que a religião não é o ÚNICO [sic] caminho para se criar uma sociedade saudável e que precisamos reconhecer que as nações mais religiosas hoje são as mais caóticas, miseráveis e corruptas, e a tendência é que as sociedades menos religiosas hoje sejam as mais estáveis, seguras e humanas. As pessoas podem fazer o que quiserem com essas informações.

IHU On-Line – Na sua opinião, qual a explicação para a grande maioria da população que se considera religiosa em países como o Brasil? Seríamos menos “satisfeitos”?
 
Phil Zuckerman – Eu não sei se as pessoas são menos satisfeitas e contentes no Brasil por si sós (todo brasileiro que eu já conheci era muito feliz e satisfeito!). O que eu sei é que, no Brasil, vocês têm taxas de pobreza e de criminalidade mais altas, níveis muito altos de desigualdade, de corrupção política, um sistema de saúde mais pobre, uma igualdade de gênero mais fraca etc. Vocês têm centenas de milhares de desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crianças pedindo comida etc. Claro, vocês também têm Milton Nascimento e Os Mutantes. Então, quem pode reclamar?
 
IHU On-Line – E nos EUA mesmo, país plenamente “satisfeito” em termos sociais, como o senhor explica a grande expansão de seitas cristãs?
 
Phil Zuckerman – Explicar a religião nos EUA é um assunto de grande importância – e eu abordo isso no meu livro. Em poucas palavras, os altos índices de religiosidade nos EUA têm a ver com o seguinte: a religião é pesadamente comercializada e agressivamente “vendida” aqui. Nós também temos altas taxas de pobreza, de criminalidade e de desigualdade, nós também temos altos índices de diversidade racial e étnica e um excesso de comunidades imigrantes – tudo isso contribui com a nossa forte religiosidade aqui nos EUA.
 
IHU On-Line – Em seu livro, você diferencia o ateísmo ditatorial e o democrático, assim como a religiosidade ditatorial e a democrática. Em que se fundamenta essa diferenciação?
 
Phil Zuckerman – Simples: o ateísmo é forçado sobre a população ou não? Na antiga URSS, a religião se tornou virtualmente ilegal, e as pessoas que eram fortemente religiosas enfrentaram todos os tipos de punições possíveis, incluindo a tortura e a prisão. Esse também foi o caso da Albânia. E da Coréia do Norte. Se uma sociedade é regida por fascistas que impõem o ateísmo sobre uma população relutante, ele não é orgânico. É forçado. Entretanto, se olharmos os países democráticos onde a religião é simplesmente abandonada pelas pessoas livremente ao longo do tempo e sem nenhuma coerção governamental (como na Grã-Bretanha, nos Países Baixos, na Escandinávia etc.), então podemos dizer que esse é um secularismo mais orgânico, verdadeiro, livre e honesto.
 
IHU On-Line – Não se poderia ler em seu livro um pouco de “preconceito” com os ateus, afirmando que eles são “bons”, e um pouco de “obviedade” com os religiosos, por mostrar que eles também são humanos e têm o direito de errar, inclusive socialmente?
 
Phil Zuckerman – Eu não tenho certeza do que você quer dizer com essa questão. Eu não sei se os ateus são “bons”. Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres – e as nações mais religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas. Os leitores podem fazer o que quiserem com essa informação. E eu sei que as pessoas relativamente não-religiosas que eu conheci e/ou entrevistei na Escandinávia estavam entre as pessoas mais gentis e mais humanas que eu já conheci – e tudo sem muita fé em Deus.
 
NOTAS:
 
 
 
1. Nikolai Frederik Severin Grundtvig (1783-1782) é uma das personalidades mais importantes na história da Dinamarca. Professor, escritor, poeta, filósofo, historiador, pastor e político, Grundtvig teve grande influência na história dinamarquesa. Os escritos de Grundtvig contribuíram para o surgimento do nacionalismo dinamarquês, a formaçãode cultura democrática e o desenvolvimento econômico. Convertido ao luteranismo em 1810, publicou "Kort Begreb af Verdens Krønike i Sammenhæng" [A crônica do primeiro mundo], de 1812, uma apresentação da história européia em que tenta explicar como Deus se faz presente na história humana e no qual critica a ideologia de diversos expoentes dinamarqueses.  Em 1825, publicou "Kirkens Gienmæle" [A réplica da igreja], uma resposta à obra de H. N. Clausen sobre o protestantismo e o catolicismo. Para Clausen, apesar de a Bíblia ser a principal base do cristianismo, ela era uma expressão inadequada de seu sentido global. Grundtvig chamou Clausen de professor anticristão e defendeu que o cristianismo não era uma teoria para ser derivada da Bíblia e elaborada por estudiosos, questionando o direito dos teólogos de interpretar a Bíblia. Por causa disso, foi proibido de pregar pela Igreja Luterana durante sete anos. Entre 1837 e 1841, publicou “Sang-Værk til den Danske Kirke” [Obra musical para a Igreja dinamarquesa], uma rica coleção de poesia sacra. No total, Grundtvig escreveu ou traduziu cerca de 1.500 hinos. A partir de 1830, deu origem ao movimento “Folkehøjskole” [alta escola popular] da Dinamarca, que influenciou a educação de adultos nos EUA na primeira metade do século XX, por meio de um tipo singular de escola, do e para o povo. As reflexões de Grundtvig sobre educação eram norteadas por cinco idéias centrais: a palavra viva (det levende ord), iuminação para a vida (livsoplysning), iluminação do Povo (folkeoplysning), dialógo equilibrado (Vekselvirkning) e as pessoas comuns acima das educadas (folket overfor de dannede).
(Reportagem de Moisés Sbardelotto)

http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/18992-sociedades-sem-deus-por-que-os-paises-menos-religiosos-sao-os-mais-satisfeitos-socialmente-entrevista-especial-com-o-sociologo-phil-zuckerman

Crimes cibernéticos: o que são e como reagir?

Com a expansão e facilitação do acesso à internet nos últimos anos, as atividades e práticas ilegais também aumentaram junto. Seja utilizando a internet como instrumento ou apenas praticando os atos ilegais em sites e redes sociais, os crimes cibernéticos estão por toda parte e entender o que são é fundamental para evitar e impedir essas práticas.

Definição

Os crimes cibernéticos referem-se a todos os delitos cometidos utilizando computadores ou internet, por meio de uma rede pública, privada ou doméstica. Os objetivos desses crimes são diversos e variam de acordo com os interesses do infrator. Além disso, as formas de cometer também são diversas e podem atingir apenas um usuário, vários usuários ou inclusive um sistema de redes completo.
 
Assim, crimes cibernéticos possuem uma definição ampla e podem buscar atingir diretamente uma pessoa por meio da internet ou apenas o próprio computador do usuário. O criminoso, além disso, pode cometer vários crimes ao mesmo tempo e em diversos lugares ao mesmo tempo, utilizando diversos computadores.
 
 

Exemplos

Conhecer exemplos de crimes cibernéticos pode auxiliar a entender o que podem ser classificadas como atividades ilegais cibernéticas e como se proteger delas. Os exemplos mais comuns são os vírus de computador, os programas e códigos maliciosos, os roubos de informações, fraudes de dados, além de acessos não autorizados.
 
Além desses exemplos, também existem os crimes conhecidos como tradicionais ou comuns e que usam a internet como instrumento: bullying, intimidação, chantagem, calúnia, assédio, extorsão, espionagem, plágios, pornografia infantil, terrorismo, entre outros.
 
Algumas das formas mais comuns de cometer esses crimes cibernéticos envolve o envio de e-mails com vírus, mensagens em redes sociais, além de roubo de informações por meio de sites de bancos e de comércio eletrônico.
 
 

Proteção

Devido à grande quantidade de crimes que podem ser classificados como crimes cibernéticos, pode parecer difícil, à primeira vista, proteger-se e evitar essas práticas. Apesar disso, existem formas e mecanismos para impedir práticas como essas.
 
A forma mais recomendada é instalar um programa antivírus no computador, smartphones e tablets, que irá identificar e alertar quando vírus e códigos maliciosos tiverem sido instalados no aparelho. São programas de segurança e que buscam proteger os aparelhos de diversas formas. A maioria pode ser instalada de forma gratuita e alguns programas já oferecem serviços pagos para aumentar a proteção. O importante é instalar esses programas a partir de sites confiáveis, pois muitos programas podem possuir vírus por trás deles.
 
Já no caso dos crimes cibernéticos que não envolvem vírus, o mais indicado é ter muita atenção ao utilizar sites, redes sociais e instalar programas no computador ou outros aparelhos. É essencial desenvolver consciência sobre os perigos da internet e desconfiar sempre que necessário. Dessa forma, roubos de informação e chantagens, por exemplo, podem ser evitadas.
 
Apesar disso, alguns crimes como o assédio, intimidação e bullying não podem ser evitados facilmente, pois muitas vezes são cometidos independente da ação ou de qualquer atitude das vítimas. Em qualquer caso, é sempre importante que a vítima salve as provas do crime e denuncie o criminoso o mais rápido possível.

Superstições são desvio do sentimento religioso, ensina Catecismo da Igreja Católica

 
A passagem de um ano para o outro no Brasil é marcada pelas confraternizações em famílias, as festas em praias e a queima de fogos de artifício, celebrando a chegada do novo ano civil. Mas outra marca deste momento são as diversas superstições que cercam o imaginário popular brasileiro visando realizações e conquistas. O sucesso será alcançado, de acordo com esses costumes, caso sejam ingeridos determinados alimentos, dependendo da cor da roupa ou de gestos que devem ser repetidos após a meia noite. Para os cristãos, o que significa esta prática?
 
O Catecismo da Igreja Católica alerta para as superstições e a idolatria. O parágrafo 2111 afirma ser a superstição “um desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe”. Elas podem afetar o culto prestado ao verdadeiro Deus: “por exemplo, quando atribuímos uma importância de algum modo mágico a certas práticas”.
 
O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama atenção para “o ser cristão”: “Pode haver cristãos, que vivem como se o Batismo nada tivesse modificado em suas vidas: vivem como se não fossem cristãos. Ou pode haver aqueles que procuram praticar a religião apenas de forma exterior e ritual, sem que a orientação de sua vida e seu comportamento sejam impregnados por Cristo e pelo seu Evangelho”.
 
Segundo o cardeal, o ser cristão manifesta-se na vida “conforme Cristo” ou “segundo o Espírito de Cristo”, citando expressões de São Paulo. O apóstolo, na carta aos Gálatas, exortou os fiéis que eram tentados a tornar novamente às práticas da Lei Mosaica, como se nelas, em vez de Cristo, estivessem a sua segurança e salvação.
 
 
Dom Odilo continuou destacando que a liberdade dos cristãos está em viver livres do temor, “confiantes em Deus”. Também recordando os livros paulinos, salienta: “Paulo vai logo às consequências: ‘não se deixem escravizar novamente!’.
 
E o diz em dois sentidos: não abandonar a graça imensa da fé em Cristo, para submeter-se de novo a práticas que escravizam e tiram a soberana liberdade de filhos de Deus, mediante uma religião do temor, ou uma religião feita apenas de práticas humanas, sem contar com a graça de Deus e a ação do Espírito de Cristo; ou então, deixar-se escravizar pelas paixões humanas desordenadas e pelos vícios.
 
As práticas e paixões humanas que escravizam um considerável número de católicos que recorrem a tais costumes, às vezes até com sincretismo religioso, dão força de solução e de poder, a energias desconhecidas, poderes misteriosos e, no caso a maus acontecimentos, a espíritos malfazejos.
 
“O ser cristão, portanto, aparece numa forma nova de viver que, de um lado, é graça de Deus e, de outro, fruto do esforço coerente para orientar a vida para Deus, conforme o exemplo e o ensinamento de Cristo”, ensina dom Odilo. O viver cristão, conclui, é “uma proposta de ‘vida nova’, orientada pelo Espírito de Cristo”. Segundo o cardeal, isso requer a superação dos vícios e das práticas contrárias a Deus e ao próximo, ou contra a própria dignidade; ao mesmo tempo, a vida cristã floresce em todo tipo de belas virtudes, que tornam o viver nobre e santo.so a maus acontecimentos, a espíritos malfazejos.
 

Pastoral Carcerária: 2017 foi um ano de massacres, na avaliação da coordenação nacional

 
Chegamos ao final de um ano bastante intenso e complexo para a nação brasileira devido a uma conjuntura sócio política estrutural que acaba mercantilizando e massacrando as categorias mais pobres e a risco, como é o caso do sistema penitenciário onde se reflete com maior evidencia a barbárie do sistema econômico imperante.
 
O ano 2017 foi para os encarcerados e encarceradas um ano de massacre, inaugurado com sangue, mortes, barbárie, fruto de um sistema que continua matando, degolando, encarcerando, oprimindo e regulando com o aprisionamento massivo os jovens pobres, pretos e periféricos, assim como aconteceu em Manaus, Amazonas; Boa Vista, Roraima; Alcaçuz , Rio Grande do Norte, continuando com  mais mortes durante todo o ano chegando até a penitenciaria feminina de Santana, na grande São Paulo com a morte de cinco mulheres em pouco mais de um mês e as recentes de  Cascavel no Paraná, Salgueiros em Pernambuco e novamente Roraima.
 
Por incrível que pareça, depois de 25 anos, a impunidade e a barbárie do Carandiru volta a se repetir, a semear morte e sangue, expressão de uma sociedade individualista, punitivista, militarizada e incapaz  de encontrar caminhos para responder aos seus grandes questionamentos e particularmente à mudança de época que exige um novo olhar sobre a realidade em continua movimentação e mudança.
Apesar deste cenário negativo, nossa romaria como Pastoral Carcerária Nacional e Internacional a Aparecida, em outubro passado e o seminário em Olinda, terra de profecia e presença de Dom Herder Camara, debatendo desencarceramento e relançando com bem quarenta e três entre organizações o sonho de “um mundo sem cárceres”, o ano 2018 será o ano de fazer memória e retomar o espírito de Medellin que de nós exige sejamos uma Igreja pobre com os pobres e ao mesmo tempo presença sócio transformadora  para ser sal e luz do mundo onde  superada a violência e suas causas possamos realizar a ecologia integral  e cuidar da Casa Comum.
 
Um abençoado Natal! O menino nascido nas Belém de nosso dias seja o sinal de uma nova humanidade  em 2018!
 
Pe. Gianfranco Graziola – São Paulo

http://cnbb.net.br/pastoral-carceraria-2017-foi-um-ano-de-massacres-na-avaliacao-da-coordenacao-nacional/

Em 2017, a CNBB marcou firme posição sobre temas importantes para o Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se manteve atenta aos problemas que afetam o povo brasileiro e emitiu notas e declarações marcando seu posicionamento sempre a favor da vida e apontando caminhos para o país, especialmente em um ano em que a corrupção foi um presente na ordem do dia. As notas e posicionamentos da CNBB sempre são fruto de muita reflexão coletiva do episcopado brasileiro.
 
 
Aborto – No 11 de abril, na nota “Pela Vida, Contra o aborto”, a entidade reafirmou a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.
 
Reforma da Previdência – Após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, de 21 a 23 de março de 2017, a entidade lançou três notas. A principal delas foi sobre a proposta de Reforma da Previdência, por meio da Emenda à Constituição (PEC) nº 287/2016, que os bispos consideraram que escolhe o caminho da exclusão social. A nota convocou os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”.
 
Isenção das Instituições Filantrópicas – Outra nota, lançada também dia 23 de março, foi sobre a “Isenção das Instituições Filantrópicas” fazendo a defesa de que é equivocado pretender eliminar a isenção das instituições filantrópicas que prestam reais serviços área da saúde, educação e assistência social. “Eliminar a isenção equivaleria, na prática, inviabilizar o serviço de 1.400 instituições na área da saúde, mais de 2.100 na área da educação e mais de 5.000 na área da assistência social (cf. Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – Fonif’, diz o texto da nota.
 
Foro Privilegiado – Em outra nota, a CNBB se posicionou sobre o “Foro Privilegiado” por prerrogativa de função ou “foro privilegiado”, diante do número crescente de autoridades envolvidas em denúncias por crimes de corrupção. “Calcula-se um universo de 22 mil autoridades que estariam beneficiadas pelo foro privilegiado. Aos olhos da população, esse procedimento jurídico parece garantia de impunidade numa afronta imperdoável ao princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. Po
 
Mensagem aos Trabalhadores – Em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, no dia 1º de maio, a CNBB enviou mensagem aos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Na mensagem, prestaram solidariedade, particularmente, aos 13 milhões de desempregados. A mensagem reforçou que o trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa e constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. “Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre”, diz o texto.
 
Ética na Política – Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiram no dia, 19 de maio, uma nota oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmaram que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.

 Na Nota, os bispos afirmaram que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.
 
Conselho Indigenista Missionário – O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 a 22 de junho de 2017, manifestou seu total apoio e solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) diante das infundadas e injustas acusações que recebeu da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Funai e Incra, encerrada no mês de maio. A CNBB repudia o relatório desta Comissão que indiciou mais de uma centena de pessoas: lideranças indígenas, antropólogos, procuradores da república e aliados da causa indígena, entre eles, missionários do CIMI. Este foi o posicionamento da CNBB na nota em defesa dos Direitos Indígenas e do CIMI, de 22 de junho de 2017.
 
Reforma Trabalhista – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinou junto com outras entidades uma nota pública criticando o projeto de Reforma Trabalhista votada dia 11 de julho, no Senado. Na Nota, as entidades afirmaram que o texto está “crivado de inconstitucionalidades” e representa “grave retrocesso social”. Entre os pontos de inconstitucionais destacados na Nota, estão a prevalência do conteúdo de acordos e convenções coletivas. Além da CNBB, assinam a Nota, O Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e outras 11 entidades.r isso, é urgente rever esses artigos da Constituição Federal de 1988”, diz o texto.
 
Dia de Oração e Jejum pelo Brasil – A entidade divulgou na sexta-feira, 1 de setembro, uma mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. No documento, a CNBB encorajou as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”. A instituição convidou as comunidades a se unirem ao movimento O “Grito dos Excluídos” e também a rezarem juntos pela realidade brasileira no O Dia de Oração e Jejum pelo Brasil.
 
Renca – No dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, a entidade divulgou numa nota na qual manifestou “veemente repúdio” aos decretos que buscavam extinguir a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca). Para a entidade, a decisão governamental afronta a Constituição Federal ao não consultar os povos indígenas e evidencia a perversa lógica do mercado que vem sendo adotada no Brasil, “em detrimento da vida, da dignidade da pessoa e do cuidado com a Casa Comum”. “Políticas governamentais de incentivo às hidrelétricas, à mineração e ao agronegócio, com flexibilização de licenças ambientais, anulam os esforços em prol de sua preservação”, considera a CNBB. O governo federal voltou atrás neste decreto.
 
 Arte da mensagem/Assessoria de Imprensa CNBB
 
Intolerância e fundamentalismo – E por fim, após a última reunião do Conselho Permanente, a entidade divulgou, dia 26 de outubro, outras duas notas e uma mensagem. A mensagem, cujo título é “Vencer a intolerância e o fundamentalismo, os bispos” reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.
 
Contudo, recentemente, a mensagem destacou que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.
 
Crise política – Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, 26/10, a CNBB manifestou mais uma vez sua apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, que afeta tanto a população quanto as instituições brasileiras. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.
 
A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que cresce cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.
 
Trabalho Escravo – O Conselho Permanente da CNBB também emitiu a nota repudiando com veemência a Portaria 1129 do Ministério do Trabalho considerando que ela elimina proteções legais contra o trabalho escravo.
 

Papa diz que quem acoberta pedofilia na Igreja 'é culpado'

O papa Francisco fala no avião papal (Foto: Tony Gentile/Reuters)
 
Pontífice falou em coletiva de imprensa em avião. 'Aqueles que acobertam são culpados, incluindo bispos', afirmou.
 
O papa Francisco voltou nesta segunda-feira (28) a denunciar o comportamento daqueles, "incluindo alguns bispos", que são "culpados" de ter acobertado crimes de pedofilia na Igreja.
 
"Nós não podemos encobrir" atos de padres pedófilos e "aqueles que os acobertam são culpados, incluindo alguns bispos", ressaltou o Papa em uma coletiva de imprensa no avião que o trouxe dos Estados Unidos."Os abusos sexuais ocorrem em toda parte: no ambiente doméstico, vizinhança, escolas, recintos desportivos", lembrou o pontífice argentino.
 
"Mas quando um padre comete um abuso, é muito grave, porque o seu objetivo é fazer a criança crescer, no amor de Deus, em direção à maturidade emocional, para o bem", acrescentou.
 
Domingo, na Filadélfia, o Papa recebeu vítimas de atos de pedofilia e declarou aos bispos americanos: "Deus chora. Os crimes e pecados de abusos sexuais de crianças não devem continuar a ser mantidos em segredo" e os responsáveis "vão responder por seus atos".
"Eu falei duramente", disse então no avião.
 
Perdão

 Dias antes, em Washington, ele atraiu a ira de organizações de vítimas por expressar sua "compaixão" para com os bispos americanos.
 
"Eu falava a todos os bispos dos Estados Unidos e senti a necessidade de expressar a minha compaixão por uma coisa horrível: muitos deles sofreram, eles não sabiam", explicou.
 
No entanto, ele disse compreender aqueles que não querem perdoar: "Uma vez, uma mulher me disse: 'Quando minha mãe descobriu que eu tinha sido abusada, ela blasfemou contra Deus, ela perdeu a fé e morreu ateia".
 
"Eu entendo esta mulher, e Deus, que é melhor, compreende também. Tenho certeza de que Deus a acolheu. Porque o que foi destruído foi a sua própria carne, a carne de sua filha. Eu não julgo alguém que não pode perdoar", declarou.
 
Escândalo
 
 O escândalo dos padres pedófilos contribuiu grandemente para desacreditar a Igreja Católica. Os casos envolvendo dezenas de milhares de crianças revelados ocorreram, essencialmente, entre os anos 1960-1980.
 
Dezenas de bispos também se recusaram a ouvir as queixas das vítimas e protegeram os padres acusados.
 
No início de junho, o Vaticano criou uma nova instância para julgar os bispos que são culpados de acobertar padres pedófilos.
 

A EXISTÊNCIA DOS ANJOS UMA VERDADE DE FÉ


328. A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.
QUEM SÃO OS ANJOS?

329. Santo Agostinho diz a respeito deles: «Angelus [...] officii nomen est, non naturae. Quaeris nomen naturae, spiritus est; quaeris officium, angelus est: ex eo quod est, spiritus est: ex eo quod agit, angelus Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é anjo (anjo = mensageiro)» [Santo Agostinho, Enarratio in Psalmum, 103, 1, 15: CCL 40, 1488 (PL 37, 1348-1349)]. Com todo o seu ser, os anjos são servos e mensageiros de Deus. Pelo facto de contemplarem «continuamente o rosto do meu Pai que está nos céus» (Mt 18, 10), eles são «os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra» (Sl 103, 20).
 
350. Os anjos são criaturas espirituais que glorificam a Deus sem cessar e servem os seus planos salvíficos em relação às outras criaturas: «Ad omnia bona nostra cooperantur angeliOs anjos prestam a sua cooperação a tudo quanto diz respeito ao nosso bem» [São Tomás de Aquino, Summa theologiae, 1, 114. 3, ad 3: Ed. Leon. 5, 535].
 
351. Os anjos assistem a Cristo, seu Senhor. Servem-n'O de modo particular no cumprimento da sua missão salvífica em relação aos homens.

O ANJO NA IGREJA
 
352. A Igreja venera os anjos, que a ajudam na sua peregrinação terrestre e protegem todo o género humano.
 
353. Deus quis a diversidade das suas criaturas e a sua bondade própria, a sua interdependência e a sua ordem. Destinou todas as criaturas materiais para o bem do género humano. O homem, e através dele toda a criação, tem como destino a glória de Deus.
354. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações derivantes da natureza das coisas, é princípio de sabedoria e fundamento da moral.
 
Fonte: CIC

http://santosanjosdaguarda.blogspot.com.br/2010/11/catecismo-da-igreja-catolica.htm

Padroeira dos aviadores e da aviação, intercessora pela casa própria

Nossa Senhora de Loreto
 
A casa onde viveu a Sagrada Família em Nazaré era uma relíquia conservada pelos católicos na Terra Santa. Era uma casinha pequena, feita de pedras à maneira que os nazarenos construíam. Sob aquele teto sagrado, "O anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo". Ali, São José ensinou Jesus o ofício da carpintaria. Ali, eles viveram em amor e felicidade. Ali, Jesus "crescia em estatura, em graça e em sabedoria diante do Senhor". Esta casa era um grande centro de peregrinações dos cristãos em Nazaré.

Milagre

Extraordinariamente, a Casa da Sagrada Família que ficava em Nazaré, Israel, foi transportada inteira, sem ser demolida, para a região de Loreto, na Itália. Trata-se de um fenômeno que permanece sem explicação científica e que demonstra a importância que o próprio Senhor dá a esta casa.

Conheça a história

Os muçulmanos tinham invadido a Terra Santa. Por onde passavam saqueavam e destruíam principalmente as igrejas católicas e os lugares santos. Então, no ano de 1291, antes da chegada dos muçulmanos em Nazaré, a Casa da Sagrada Família desapareceu inexplicavelmente de sua locação e "apareceu" na cidade de Tersatz, na Dalmácia, perto do mar Adriático, a milhares de quilômetros de Nazaré. Na ocasião, o sacerdote local, que estava muito doente, ficou curado instantaneamente e passou a anunciar a visita de Maria e sua casa na cidade. Ele teve uma visão de Nossa Senhora na qual ela afirmou: "Aquela é a casa onde Jesus foi concebido pelo espírito Santo e onde a Sagrada Família morou em Nazaré!".
 

Primeiras investigações

O povo começou a fazer peregrinações até à casa e graças começaram a acontecer. O governador local ficou impressionado com o fato, mas quis confirmar a versão do padre. Por isso, enviou quatro especialistas à Terra Santa para tirarem a prova de que aquela era a casa verdadeira.

Primeiras conclusões

Os especialistas encontraram em Nazaré somente os alicerces da casa e os nazarenos espantados com o desaparecimento da mesma. E, para espanto de todos, os alicerces tinham as medidas e o tamanho idênticos aos da casa que aparecera em Tersatz. Estes alicerces estão até hoje em Nazaré, na Basílica da Anunciação, onde recebem a visita de peregrinos de todo o mundo. E a casa que estava em Tersatz não apresentava sinais de ter sido demolida e reconstruída. Ao contrário, ela estava intacta como era conhecida em Nazaré. Então, concluíram que Deus, em sua infinita bondade, ordenou que seus anjos transportassem pelo ar a casa em que Nossa Senhora havia recebido a visita do anjo para anunciar a Salvação do mundo. Esse foi o primeiro milagre. A casa logo se tornou centro de peregrinações.

A casa é transportada novamente

Após ter ficado por mais de três anos da cidade de Tersatz, um novo milagre aconteceu. No dia 10 de dezembro de 1294, a casa milagrosamente levantou vôo rumo ao mar Mediterrâneo e foi parar nos bosques de Loreto, na cidade de Recanati, Itália. Então os fiéis se lembraram de uma profecia de São Francisco de Assis: "Loreto será um dos locais mais sagrados do mundo. Lá será construída uma Basílica em honra a Nossa Senhora de Loreto". De fato, hoje há uma Basílica que foi construída em volta da casa. Esta Basílica é um dos maiores santuários da Europa.

Comprovação do milagre por estudos mais recentes

Vários estudos foram feitos a pedido da Igreja, envolvendo especialistas como engenheiros, arquitetos, físicos, historiadores e estudiosos. O espanto e admiração é geral, pois, quanto mais se estuda, mais se comprova que um grande milagre aconteceu envolvendo esta casa. Abaixo, veja um resumo das conclusões dos estudiosos:

Conclusões

1.   A casa fica diretamente no chão, sem nenhuma base que a sustente, podendo passar uma barra de ferro em baixo dela.
2.   As pedras de que é feita não existem na Itália, somente na Palestina, na região de Nazaré.
3.   Sua porta é de cedro, madeira que não existe na Itália, sendo muito encontrada na Palestina.
4.   O cimento que liga as pedras das paredes é de sulfato de cálcio e pó de carvão, muito usado na Palestina, usado no tempo de Jesus e desconhecido naquela época na Itália.
5.    As medidas da casa são idênticas às da base que ficou em Nazaré.
6.    A casa é pequena, mostrando a simplicidade da Sagrada Família, porem organizada, e com arquitetura simples, como do povo da época de Jesus.

Oração do Ângelus

Em Loreto, quando se reza a oração do Ângelus (O anjo do Senhor anunciou a Maria, e ela concebeu do Espírito Santo), se diz: "O anjo do Senhor, Aqui anunciou a Maria, e ela Aqui concebeu do Espírito Santo."  Existe também a Ladainha Lauretana, ou a Ladainha de Loreto.

Padroeira dos aviadores

Por acreditarem que a casa da Sagrada Família foi transportada de Nazaré até Loreto pelos ares, sendo levada pelas mãos dos anjos, a Igreja atribuiu a Nossa Senhora de Loreto a proteção aos aviadores, que transportam pessoas, materiais e progresso também pelos ares. Por isso, o Papa Paulo VI pediu para que se fizesse uma oração especial para a proteção dos aviadores. Desde então, a imagem de Nossa Senhora de Loreto se encontra em vários aeroportos do mundo.

Oração à Padroeira dos aviadores

"Ó Maria, Rainha do Céu, gloriosa padroeira da aviação, ergue-se até vós nossa súplica. Somos pilotos e aviadores do mundo inteiro, e, arrojado aos caminhos do espaço, unindo em locos de solidariedade as nações e os continentes, queremos ser instrumentos vigilantes e responsáveis da paz e do progresso para nossas Pátrias. Em vós depositamos nossa confiança. Sabemos a quantos perigos se expõe a nossa vida. Por isso, velai por nós, Mãe piedosa durante os nossos vôos. Protegei-nos do árduo dever cotidiano, inspirai-nos os vigorosos pensamentos da virtude e fazei com que nos mantenhamos fiéis aos nossos compromissos de homens e de cristãos. Reacendei em nossos corações o anelo dos bens celestiais, vós que sois a Porta do Céu, e guiai-nos agora e sempre nas asas da fé, da esperança e do amor. Amém."

Oração a Nossa Senhora de Loreto

Ó virgem imaculada, é com viva fé que meditamos nos grandes mistérios que se realizam nesta tua casa de Nazaré, tão pobrezinha, transportada pelos anjos para as colinas de Loreto. Entre estas sagradas paredes, onde Tu foste concebida sem pecado, e adolescente vivestes da oração e do amor, o anjo te saudou chamando-te Cheia de Graça. Tu, respondestes com as milagrosas palavras que abriram o Céu e fizeram descer o Salvador do mundo. Junto a São José, na contemplação da palavra encarnada, na humildade e no trabalho, aqui serviste o Senhor, preparando o teu espírito para o grande sacrifício; com teu filho, terias oferecido no Calvário, a ti mesma, para se transformar em Mãe de todos os homens, remidos pelo sangue de Jesus. Depois de termos vivido em nossas casas na graça de Deus, como Tu o fizeste na sua, longe do pecado, obedientes à lei e a vontade divina, concede-nos ó Maria, que possamos um dia, morar na casa do Senhor, contigo, por toda a eternidade. Nossa Senhora de Loreto, rogai por nós. Amém. 
 

O HOMEM PÚBLICO

O administrador público do século XXI deve se situar dentro de um contexto nacional e internacional, devendo sempre saber que, a administração no setor público, deve ser feita sob um constante processo gerencial do controle dos gastos, onde, feito isso, haverá uma boa prestação de serviços à população. O homem público, de uma certa maneira, controla a vida daqueles que vivem na sua comunidade, onde são eles guiados por algum órgão federal, estadual e municipal, e a gerência pública séria é aquela que se volta para o que for mais importante para o município, estado ou nação naquele dado momento, valorizando o seu quadro funcional com um plano de carreira justo, evitando ao máximo os apadrinhamentos, valorizando também realmente aqueles que se engajam no trabalho e não nos conchavos e pressões para conseguir determinada promoção, e ainda, seguindo o preceito constitucional da revisão anual dos salários. Deve o gestor público buscar novos referenciais, necessitando possuir um staff de qualidade, havendo sempre um constante fluxo na comunicação entre ambos, para que ao final, seja realizado um trabalho de excelência. Necessário também que ele desenvolva projetos em todas as áreas, devendo ele fazer uma articulação entre as áreas fim e meio, para que, no contexto geral atenda sempre o cliente final que é a sociedade. Deve ele, ter sempre a certeza de que o orçamento não é uma mera fantasia, um joguete, onde pode se fazer o que bem entender, refletindo claramente a realidade do ente, pois, é pelo orçamento que se ve a alma do Estado. O objetivo a que todo administrador público deve ter é o planejamento, e uma pesquisa para poder mensurar os dados da realidade, os quais deverão espelhar a verdade dos fatos. Citemos como exemplo, em 2025, se não houver uma política séria, os idosos não terão um final de vida digno, pois, 65% da população brasileira será de idosos, e o Brasil será o 6º país do mundo em quantidade de pessoas com mais de 65 anos. Finalizando, o homem público do século XXI tem que combater ferrenhamente a corrupção e os desvios ilegais de verba pública, pois, se conseguir diminuir 50¢ da corrupção praticada no Brasil, toda pobreza e fome seriam extinguidas no país.
 
Mendes Neto
Enviado por Mendes Neto em 16/09/2009
Código do texto: T1813152
Classificação de conteúdo: seguro
 

COMO NASCE O CAOS SOCIAL?

Estamos mergulhados numa crise ética sem precedentes. O caos social que vive o Brasil tem razões explicitas. A corrupção solta e o desvio de dinheiro público é uma vergonha nacional. É um deboche para uma população que vive nas filas dos SUS. A crise é ética e de valores. As práticas desvelam esta sacanagem, com o perdão da palavra, quando o discurso de palanque é mascarado e revelado no ato do exercício de poder. Delegado por nós que votamos, sempre com as velhas desculpas de jogar a culpa em quem precedeu quando chegou ao governo. Alguém sempre é culpado, menos quem está  no poder. A população brasileira cansou deste jogo de palavras. Este jogo que não possui cara partidária, diga-se de passagem. Parece que todos jogam no mesmo time e estudaram na mesma escola da mamata que lhes ensinou que o poder corrompe.
 
A sociedade brasileira reage. Rolezinhos, Bloco de Lutas, luta por transporte de qualidade e escolas de qualidade estão no horizonte de uma sociedade que resolveu dizer um basta. Um Brasil que escancarou seu sistema prisional e a degradação humana das prisões brasileiras. Entra governo e sai governo e o discurso é sempre o mesmo. Os frutos todos nós conhecemos. O Presídio Central em Porto Alegre e Pedrinhas no Maranhão são chagas sociais de um estado que cria a marginalização e não sabe o que fazer com ela.
 
 
 
Podemos falar aqui do estado paralelo de direito chamado narcotráfico. A droga está presente e vendida em todos os andares sociais. O crack deixou de ser um produto a ser consumido pela classe pobre, há muito tempo. Vivemos tempo delirantes de um país que vai receber uma Copa do Mundo, cujas autoridades não acham  tempo para a grande copa a ser ganha. Hospitais, saúde pública de qualidade, educação e valorização do magistério. Formação séria para uma juventude que está desejosa de ingressar no mercado de trabalho. Sem falar no emblemático problema da segurança. E a saúde?
 
Emilé Durkheiem, um dos fundadores da ciência da Sociologia, definiu na metade do Século XXIX o que chamou de anomia social. Uma nação sem regras e sem ética sempre será tutelada pelo caos. Estamos em 2014. Durkhiem foi um cara profeta. Aqui, enquanto milhões votam no próximo paredão do Big Brother, outras se organizam porque é direito ético achar as melhores formas de luta contra a corrupção. Este artigo não acolhe vandalismo. Seria usar armas parecidas e perdemos o poder de falar e nossa legitimidade.
 
Uma nova eleição está para chegar. O caos social no qual o Brasil está mergulhado estará no centro destas discussões. A quem escutar? Os velhos senhores cuja palavra já a conhecemos há muito tempo? Caminhos alternativos? Quais? A verdade é que, queremos e exigimos como nação soberana, ética na política. Cansamos de palavras fáceis e de promessas que cheiram a enrolação, agredindo nossa inteligência e sensibilidade. 
 

domingo, 19 de novembro de 2017

Significado e simbolismo de Nossa Senhora das Graças

Conheça os símbolos contidos na imagem de Nossa Senhor das Graças.
 
 

A aparição de Nossa Senhora das Graças

A primeira vez que a Virgem Maria se revelou como Nossa Senhora das Graças, foi em 1830, numa aparição a Santa Catarina Labouré, em Paris, França. Na aparição, Maria disse que tem muitas e muitas graças para dar à humanidade, mas as pessoas não as pedem. Vamos, então, conhecer os símbolos da imagem.

A túnica e o véu de Nossa senhora das Graças

A túnica e o véu na cor branca que aparecem na imagem de Nossa senhora das Graças simbolizam a pureza da Virgem Maria. Com efeito, ela é "Cheia de Graça", segundo as palavras do Anjo Gabriel (Lucas 1, 28). O véu era usado sobre os cabelos pelas mulheres judias como sinal de pureza e recato.
 

O cinto azul

O cinto azul de Nossa Senhora das Graças representa o céu e está ligado à túnica branca. Isto significa que para chegar ao céu é preciso pureza de coração e santidade. Claro que, para isso, contamos com a misericórdia de Deus e a intercessão de Nossa Senhora.

O manto azul de Nossa Senhora das Graças

O manto de Nossa senhora representa o céu. Significa que a Virgem Maria é um ser humano que está no céu, gozando da irrestrita presença de Deus, bem como da glória celestial. E estando lá, diante de seu Filho Jesus, ela pode interceder por todos nós, que somos seus filhos adotivos.

A coroa de doze estrelas

A coroa de doze estrelas é um símbolo forte nas imagens de Nossa Senhora. Significa que a Virgem Maria é rainha do céu e da terra. As doze estrelas vem da visão de São João, que está em Apocalipse 12, 1 e significam os doze Apóstolos. Eles são as colunas da Igreja. A coroa de Nossa Senhora com doze estrelas significa que Nossa senhora é Rainha em conformidade com a doutrina dos Apóstolos.

A serpente debaixo dos pés de Nossa Senhora das Graças

A serpente debaixo dos pés de Nossa Senhora das Graças simboliza o demônio vencido pela "Nova Eva", obediente e pura. Dizendo "sim" a Deus e gerando Jesus, a Virgem Maria "esmagou a cabeça da serpente", como nos fora prometido por Deus no livro do Gênesis 3, 15. Por isso, quem procura se aproximar da Mãe Maria com sinceridade de coração, vence as tentações do maligno e se aproxima cada vez mais de Deus.

O globo sob os pés de Maria

Veja as palavras da própria Virgem Maria a Santa Catarina Labouré: "Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular." O globo terrestre debaixo dos pés de Nossa Senhora significa que ela tem poder de intercessão para salvar o mundo. Porém, é preciso que os cristãos peçam isso a ela incessantemente. O mundo também representa cada pessoa em particular, que pode ser salva pela intercessão da Mãe.

Os raios saindo das mãos de Nossa Senhora das Graças

Os raios saindo das mãos de Nossa senhora das Graças tem um significado maravilhoso. Veja as palavras da Mãe sobre isso: "Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais finos correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir." Em outra aparição, Nossa Senhora lamentou dizendo a Santa Catarina Labouré: "Tenho muitas e muitas graças para dar à humanidade, mas as pessoas não mas pedem."

Oração a Nossa Senhora das Graças

"Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém."Rezar 3 Ave-Marias e depois a jaculatória: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
 

História de Nossa Senhora das Graças

 
Origem na eternidade
 
A história de Nossa Senhora das Graças começa, na verdade, fora do tempo, quando o Pai, nos seus mais altos desígnios, planejou a encarnação de seu Filho Jesus, no seio da humanidade. Nesse momento, o Pai também pensou em Maria, pois, seu Filho teria que ter uma mãe humana. E a mãe do Salvador teria que ser “cheia de graça”. E assim aconteceu. A história começou, o mundo foi criado, o homem decaiu e Deus prometeu o Salvador. Por isso, Ele preparou Maria. Tanto que, quando o Anjo Gabriel apareceu para anunciar que ela seria a Mãe de Jesus, afirmou que ela era “cheia de graça”. (Lucas 1, 28)
 
Portadora de todas as graças
 
Em seguida, quando Maria disse o seu “sim” a Deus, diante do mesmo Anjo Gabriel, ela passou a ser portadora da maior de todas as graças que a humanidade poderia receber: o próprio Filho de Deus. Gerando Jesus para o mundo, Maria proporcionou que todas a graças chegassem até nós.
 
O título Nossa Senhora das Graças
 
Desde o início da Igreja, Maria sempre foi vista como “portadora das graças”. Porém, o título “Nossa Senhor das Graças” surgiu num determinado tempo da história e num local específico. Estamos falando das 17 horas e 30 minutos do dia 27 de novembro de 1830, na Rua Du Bac, 140, em Paris, França. Neste local e data especificados, Catarina Labouré, então noviça da Congregação de São Vicente de Paulo, foi até à capela impelida para rezar. Estando em oração, teve uma visão da Virgem Maria, que se revelou a ela como Nossa Senhora das Graças.
 
A aparição
 
E tal revelação não aconteceu somente por palavras. Nossa Senhora deu a Catarina Labouré uma visão reveladora. Vejamos o relato da própria Catarina que, depois, se tornou santa: "...uma Senhora de mediana estatura, de rosto muito belo e formoso... Estava de pé, com um vestido de seda, cor de branco-aurora. Cobria-lhe a cabeça um véu azul, que descia até os pés... As mãos estenderam-se para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas. A Santíssima Virgem disse-me: ‘Eis o símbolo das Graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem ...’ Formou-se então, em volta de Nossa Senhora, um quadro oval, em que se liam, em letras de ouro, estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós’. Depois disso o quadro que eu via virou-se, e eu vi no seu reverso: a letra M, tendo uma cruz na parte de cima, com um traço na base. Por baixo: os Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O de Jesus, cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo, ouvi distintamente a voz da Senhora, a dizer-me: ‘Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxeram, com devoção, hão de receber muitas graças”.
 
A revelação de Nossa Senhora das Graças
 
Enquanto contemplava esta cena maravilhosa, Maria sobre o globo terrestre e raios saindo de suas mãos em direção à terra, Catarina ouviu uma voz a lhe dizer: "Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais finos correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir.“
 
Pedir com fé
 
Compreendemos que o título Nossa Senhora das Graças está intimamente ligado à revelação da Medalha Milagrosa. Porém, as graças distribuídas por Nossa Senhora não dependem do uso da Medalha e sim de pedir a ela com fé e devoção. Tanto que, em outra aparição, Nossa Senhora se queixou a Santa Catarina Labouré dizendo: “Tenho muitas graças para distribuir... Mas as pessoas não me pedem...”
 
O poder da Medalha Milagrosa
 
Depois de um tempo, Catarina Labouré conseguiu que a medalha fosse cunhada, tal qual a Virgem Maria tinha lhe pedido. Logo, esta medalha se tornou um fenômeno inimaginável. A promessa da Virgem Maria se cumpria admiravelmente em todos os que usavam a Medalha com devoção. Graças a ela, uma terrível epidemia da peste negra foi debelada na França. Milhares de pessoas já tinham morrido quando a Medalha Milagrosa começou a ser usada. Então, os doentes que a recebiam com fé começaram a ser curados milagrosamente, pois a peste não tinha cura.
 
Milhões de Medalhas
 
Então, a Medalha Milagrosa passou de milhares para milhões de cunhagens. Espalhou-se rapidamente pela Europa livrando milhões de pessoas da peste. Depois, espalhou-se por todo o mundo. E as graças continuam acontecendo até hoje. A medalha Milagrosa é a mais cunhada de todos os tempos. O número de medalhas, porém, não se compara ao número de graças derramadas pelas mãos cheias de amor da Virgem Maria, Nossa Senhora das Graças.
 
O papel da Virgem Maria
 
É interessante lembrar que Nossa Senhora é despenseira, ou seja, uma “distribuidora” de graças. As graças são de Deus e só Ele pode dá-las. Mas, em sua misericórdia, o senhor escolheu distribui-las pelas mãos de sua mãe, Maria. Esta é a maravilha da nossa fé. Milhões de graças estão nas mãos de Nossa Senhora e ela quer distribuí-las a seus filhos. É vontade de Deus que assim seja. Por isso, vamos pedir a ela, com fé. São Bernardo de Claraval dizia que “Nunca se ouviu dizer que ela não atendeu a quem pediu com fé.” Esta realidade maravilhosa é testemunhada por milhões de pessoas, ao longo de séculos. Por isso, não deixe de faze seus pedidos à Mãe Celestial. E não deixe também de usar a bendita Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças. E grandes graças vão acontecer na sua vida.
 
Oração a Nossa Senhora das Graças
 
“Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
 
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. “
Rezar 3 Ave Marias.
 
Jaculatória contida na Medalha:
 
“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Amém.