quinta-feira, 15 de junho de 2017

O que é Yeshua (Yshy)

Yeshua é um termo de raiz hebraica que significa “salvar” ou "salvação". É considerado por alguns estudiosos como o nome original de Jesus Cristo escrito em hebraico. Porém é um tema em discussão, visto que a língua falada na terra onde Jesus habitava era o aramaico.
 
 
 
Alguns religiosos consideram que usar o nome original "Yeshua" para se referir a Jesus seria o correto. No entanto, os estudos sobre a etimologia do termo e sua evolução desde o hebraico mostram como ocorreram as alterações do nome próprio.
 
Na verdade, Yeshua é uma forma abreviada de Yehoshua, nome hebraico que foi traduzido para o Português como Josué. "Yeoshua" significa "o Eterno salva". Em determinada história bíblica, a figura de Josué surge como o sucessor de Moisés na missão de conduzir o povo de Israel para a terra de Canaã.
 
O nome que se refere a Jesus, o Salvador, aparece escrito na Bíblia ora como Yeshua, ora como Yehoshua. Nas traduções do Antigo Testamento da Bíblia para o Grego, foi então feita a transliteração dos nomes “Yeshua” e “Yehoshua” para o nome único “Iesous”, que foi transliterado para o Latim como "Iesus" e para o Português como "Jesus".
 
 
A expressão Yeshua Hamashia é uma expressão em aramaico que significa Jesus Cristo, o Messias.
Existem várias músicas da autoria de vários artistas e bandas que são dedicadas a Jesus e contêm a palavra Yeshua.
 
 
 
 

Corpus Christi: celebração da presença de Jesus na Eucaristia

 
Eucaristia e Páscoa
 
A Igreja sempre realçou a estreita ligação entre a Eucaristia e a Páscoa do Senhor, um mistério de morte, ressurreição e presença no mundo. Sempre houve a convicção de que o Sacramento da Eucaristia é pascal, porque se refere à morte e à ressurreição de Jesus. É inegável o contexto pascal da instituição da Eucaristia, como atestam muitos textos do Novo Testamento (cf. Lc 22,15-18; Jo 6,4.51.54.58; 1Cor 10,21; 11,20.23.27). A Eucaristia jamais poderá ser dissociada da lembrança da “noite em que foi entregue” (1Cor 11,23). Para sempre será marcada pela palavra constitutiva e interpretativa: “isso é o meu corpo, que é para vós” (1Cor 11,24). Ela é uma instituição nova, “em meu sangue” (cf. 1Cor 11,25), que é o Reino escatológico nascido da imolação de Jesus. Proclama a morte do Senhor (cf. 1Cor 11,26). “É o sacramento do Cristo em sua morte, em sua ressurreição, em sua vinda atual e futura, o sacramento do Cristo no mistério pascal”, afirma um grande teólogo da Eucaristia. Ela é memorial do único e definitivo sacrifício de Cristo. 
 
Eucaristia: memorial da Páscoa
 
Na cruz temos o sacrifício único e perpétuo para o perdão dos pecados. E, neste caso, sacrifício não significa – como na linguagem coloquial – um esforço excessivo que alguém faz para realizar uma tarefa (“Fiz muito sacrifício para passar no concurso”, dizem alguns). O sacrifício de Jesus não é o esforço que ele fez para nos salvar. O sacrifício de Jesus foi sua entrega a Deus por nós. A entrega do Filho ao Pai para nos reconciliar com Deus. Sacrifício vem do latim “sacrum facere” (tornar sagrado, consagrar). Jesus, o Filho de Deus, na nossa condição humana marcada pelo pecado – sendo que ele mesmo não pecou –, se entregou ao Pai no Espírito Santo. E o Pai acolheu a oferta do Filho, ressuscitando-o no poder do Espírito Santo e nos salvando neste sacrifício.
 
Jesus se consagra por nós e somos salvos na sua consagração. O mistério pascal – morte e ressurreição – resume toda a vida de Jesus e se constitui ápice da história da revelação de Deus à humanidade. Jesus, morto e ressuscitado por nós, é a salvação da humanidade. Esse sacrifício na cruz foi realizado uma vez por todas. Um ato histórico e definitivo. Tudo o que Ele buscou realizar em sua vida terrena, através da pregação do Reino, o realizou com sua morte na cruz , na sua entrega ao Pai por nós. O sacrifício de Jesus na cruz substitui os sacrifícios antigos, ele é “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele é Sacerdote, altar e cordeiro.
 
Jesus, na última ceia, no contexto daquela celebração judaica, memorial da libertação do povo de Israel do Egito, nos deixou o memorial do seu sacrifício, para que a Igreja de todos os tempos viva de modo incessante o dom de sua Páscoa. Ele antecipou profeticamente, na quinta-feira, o seu sacrifício na cruz, dando a sua morte significado salvífico. Surpreendeu os seus discípulos, no contexto da ceia judaica, transformando o pão e o vinho em seu corpo e sangue, ou seja, sua vida que seria entregue na cruz para a salvação da humanidade.
 
Jesus deixa aos discípulos a ordem de celebrar para sempre a memória de sua morte salvadora, de seu sacrifício na cruz, e os educa para viver o único acontecimento determinante da história: seu mistério pascal, sua morte e ressurreição para a salvação de todos. A Eucaristia que celebramos se configura, pois, como memorial do sacrifício de Cristo.
 
Na sua Encíclica “Ecclesia de Eucharistia”, o Papa João Paulo II afirma sobre a Eucaristia: “Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de ter deixado o meio de dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nele, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilo e gratidão por dom tão inestimável”.
 
Memorial não significa simplesmente lembrança. Na ceia judaica, os judeus se tornavam contemporâneos do evento de sua libertação do Egito. Pela Eucaristia, nos tornamos contemporâneos do evento de nossa salvação, a nova páscoa: Jesus, o Filho, entregue ao Pai por nós no seu sacrifício. E como podemos participar daquele evento? Porque o próprio Cristo pascal e glorioso se faz presente na Eucaristia, na plenitude de sua oferta ao Pai por nós. Ele é sempre o que se entregou por nós. Não há um Jesus pós-pascal, há somente o Jesus pascal, que foi glorificado pelo Pai no momento sua morte, do seu sacrifício.
 
A Eucaristia se revela uma forma de aparição do Ressuscitado. “O Pai, no poder do Espírito Santo, ressuscita o Filho nas espécies do pão e vinho”.  Por isto, a Eucaristia é “um pedacinho da eternidade”, o Filho, glorificado na nossa condição humana, vem a nós como plenitude da história da humanidade e da nossa história pessoal. Jesus está realmente presente na Eucaristia. Ela não é só símbolo, mas símbolo-realidade, ou seja, um símbolo que contém o que é simbolizado. O pão e o vinho se tornam a realidade do corpo ressuscitado de Jesus – ela é Corpus Christi. O corpo presente na Eucaristia é o mesmo que nasceu da Virgem Maria, morreu na cruz e ressuscitou por nós. Realidade grandiosa, só compreensível à luz da fé. Depois das palavras da instituição, o padre diz: “Eis o mistério da fé”. De fato, é grande o mistério da fé. Mas como compreender esta presença real?
   
Eucaristia: Presença real
 
Segundo o Concílio de Trento (1545), depois da consagração não ficam mais o pão e o vinho, mas só as aparências do pão e do vinho. O Concílio declara que Cristo oferece aos discípulos o seu corpo, na aparência de pão e de vinho. Produz-se uma mudança de “substância”, o que a Igreja chama “transubstanciação”. A “substância” do pão e do vinho é transformada em corpo e sangue de Cristo.  “Substância” é o que faz com que uma coisa seja aquilo que ela é. Algo que a ciência não capta, mas que a razão diz que existe em cada coisa criada, como fundamento desta. Pois então, esta substância é que muda na Eucaristia, tornando-se Corpus Christi. A substância muda, mas ficam os “acidentes” do pão e do vinho. Estas explicações podem parecer difíceis. Para nós, basta saber que a Igreja, desde sempre, defendeu a presença real de Jesus na Eucaristia. A presença não é simbólica, mas ontológica, ou seja, diz respeito à realidade de Cristo ressuscitado.
   
Eucaristia: sacramento do Reino
 
A Eucaristia é, ainda, sacramento do Reino escatológico. Ela nos transporta para este Reino e nos faz descobrir o verdadeiro sentido da nossa existência cristã. João substitui o relato da Eucaristia pelo do lava-pés, gesto profético de Jesus que explica o sentido do seu sacrifício na cruz: ele é serviço, serviço de amor, serviço de escravo, pois cabia aos escravos aquele serviço (cf. Jo 13, 1-15). Depois de lavar os pés dos discípulos, diz Jesus: “Vós me chamais de mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto eu, que sou o Senhor e mestre, vos lavei os pés, vós também deveis lavar-vos os pés um dos outros”.
 
O sacrifício de Jesus na cruz é serviço de quem se entrega pelos irmãos, pela humanidade. Na Eucaristia, a Igreja recebe o corpo do seu Senhor e se transforma nele. E cada membro da Igreja, ao comungar, poderia dizer como São Paulo “Cristo vive em mim”. Se Cristo vive na Igreja e no fiel, a vida da Igreja e de cada discípulo deve ser expressão da presença de Cristo.
 
E só há uma forma de expressar Cristo: o amor. Não o amor abstrato, mas o amor que nos leva à solidariedade ilimitada que caracterizou a própria vida de Cristo e o que o levou a se entregar por nós. Amor que emerge, sobretudo, na solidariedade com os pobres e abandonados, os preferidos de Jesus. Comungar Jesus na Eucaristia desencadeia o sério compromisso de comungá-lo no irmão. O outro é também sacramento da presença de Jesus. Ele mesmo afirmou que estaria nos marginalizados (presos, famintos, sedentos, nus) e que seria servido neles (cf. Mt 25, 31-46). Quem verdadeiramente encontra Jesus na Eucaristia, o encontra no irmão, sobretudo naquele que mais carece de nossa atenção e cuidado: o pobre e indefeso. A festa de Corpus Christi nos recorda a presença real de Jesus, por amor a nós, neste sacramento. É “invenção de amor”, diz Santo Afonso. Ele está na Eucaristia para ser o amor da nossa vida nossa vida e para transformá-la em dom para outros, para que o reino escatológico comece a se tornar uma realidade histórica que culminará na eternidade.
 
 Pe. Paulo Sérgio Carrara, CSSR
Professor na FAJE e no ISTA, em Belo Horizonte
 

O Brasil realmente é o país da impunidade?

Com certeza, em uma pesquisa popular, a maior parte das respostas será no sentido de que o Brasil é o país da impunidade.
 
 
Acredito, inclusive, que até eu e você já dissemos isso ao menos uma vez na vida; outros até acreditam realmente nisso.
 
E não há nenhum problema, pois somos induzidos a pensar assim, é mais “interessante”(!).
 
Impunidade”, segundo o dicionário, é: “1 Estado de impune 2 Falta de castigo devido”; sendo que “impune” significa: “1 Que ficou sem castigo 2 Que não foi reprimido”.
 
Assim, é de se supor que no “país da impunidade” não tenha presos ou processos criminais, certo?!
 
Todavia, não é o que ocorre na realidade, ao menos não é o que os dados demonstram.
 
Segundo informações do CNJ, “Com as novas estatísticas, o Brasil passa a ter a terceira maior população carcerária do mundo, segundo dados do ICPS, sigla em inglês para Centro Internacional de Estudos Prisionais, do King’s College, de Londres. As prisões domiciliares fizeram o Brasil ultrapassar a Rússia, que tem 676.400 presos”.
 
Continua, “A nova população carcerária brasileira é de 715.655 presos. Os números apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a representantes dos tribunais de Justiça brasileiros, nesta quarta-feira (4/6), levam em conta as 147.937 pessoas em prisão domiciliar. Para realizar o levantamento inédito, o CNJ consultou os juízes responsáveis pelo monitoramento do sistema carcerário dos 26 estados e do Distrito Federal. De acordo com os dados anteriores do CNJ, que não contabilizavam prisões domiciliares, em maio deste ano a população carcerária era de 567.655.”.
 
Ademais, se a taxa de crescimento das prisões continuar no mesmo ritmo, um em cada 10 brasileiros estará atrás das grades em 2075.
 
No meu Estado (ES), a população carcerária cresceu 287% em sete anos. Em 2005, eram 5.136 pessoas presas. Em 2012, 14.790.
 
Como afirmar, então, que um país com tantos presos é o país da impunidade?
Podemos punir mal, mas não há possibilidade de afirmar que não punimos.
 
Acho melhor pensar por outra ótica, pelo lado de que é interessante (para o Estado) difundir essa ideia da impunidade.
 
É esse “medo” (imposto) que controla a nação.
 

Jesus, o vagabundo


 Ricardo Gondim
 
Vez por outra algumas palavras viram xingamentos. Elas ganham a boca do povo e servem direitinho para demonizar o outro: subversivo, terrorista, fascista, comunista, veado, ianque. Ultimamente ficou fácil, fácil, chamar as pessoas de vagabundas. Eu próprio já vesti a carapuça.
 
Não me protejo. Não me importo. Desprezo qualquer pedrada verbal. Dou de ombros para quem esbraveja adjetivos iracundos.
 
O mundo deve aos vagabundos. Charles Chaplin encarnou lá atrás, no tempo do cinema mudo, um doce e maravilhoso desocupado. Diante de máquinas de datilografia, nos ateliês, nas coxias de teatro, quanta beleza nasceu do ócio. Não fosse a vagabundagem de poetas, músicos, saltimbancos, repentistas, bardos, atores, nos condenaríamos a marchar com passo de ganso, como nos exércitos. Graças aos desocupados, a vida não fica tão cinzenta.
 
Pretendo ser um seguidor de Jesus. A rigor ele cabe no estigma de vagabundo. Jesus não tinha casa fixa, vivia de doações, rodeou-se de mulheres (algumas suspeitas) e tinha, entre os apóstolos, zelotes (os terroristas da época).
 
Andarilho, Jesus, viu-se mal afamado por gente “de bem” – que procurava ofendê-lo, tratando-o como glutão e beberrão. Não admira, seu movimento foi subterrâneo e marginal. Jesus de Nazaré frequentou favelas, tratou com leprosos, ouviu mendigos (jantou na casa de ricos também). Pouco ortodoxo, desafiou o clero quando ainda tinha 12 anos de idade. Foi também um vândalo – sua reação tempestiva ao virar as mesas dos cambistas no templo pode ter sido a gota d’água para ser crucificado.
 
Décadas depois, seus discípulos foram acusados de delirar (Paulo), de serem loucos e provocarem escândalos (crentes de Corinto). A história mostra que mesmo depois da constantinização e cooptação da fé, o legado de Jesus inspirou grupos de resistência. Jesus nunca deixou de inspirar “vagabundos”: Francisco de Assis na Itália, Thomas Müntzer na Alemanha, John Wesley na Inglaterra, Charles Finney nos Estados Unidos, Oscar Roméro em El Salvador, a estadunidense Dorothy Stang no Brasil.
 
Noto um  esforço esquisito de tentar “normalizar” Jesus como líder de uma religião pequeno-burguesa, conservadora, reacionária. Querem transformá-lo em um carimbador do status quo. O Jesus domesticado pela teologia, engessado pela instituição e  apequenado pela ganância do lucro, não corresponde ao filho de Deus dos evangelhos.
 
Será que gritaram “vagabundo, vagabundo, vagabundo” enquanto ele carregava a cruz pela Via Dolorosa? Nunca saberemos. Se gritaram, não erraram de todo. O mundo deve muito ao Divino Vagabundo, o Unigênito de Deus.
 
Soli Deo Gloria
 

Oração de libertação de Santo Antônio de Pádua

Foto: Canção Nova
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
 
Eis aqui a Cruz do Senhor. Fugi, potestades inimigas! Venceu o Leão da tribo de Judá, descendente de Davi. Aleluia!
 
A vós, Antônio, cheio de amor a Deus e aos homens, que tiveste a sorte de estreitar entre teus braços ao Menino-Deus, a ti cheio de confiança, recorro na presente tribulação que me acompanha (diga o problema que o aflige).
 
Peço-te também por meus irmãos mais necessitados, pelos que sofrem e pelos oprimidos, pelos marginalizados e aqueles que, hoje, mais necessitam de sua proteção. Fazei com que nos amemos todos como irmãos e que no mundo haja amor e não ódio. Ajudai-nos a viver a mensagem de Cristo.
Vós, em presença do Senhor Jesus, não cesses de interceder a Ele, com Ele e por Ele a nosso favor ante o Pai. Amém.
 
Ato de consagração a Santo Antônio
 
“Ó, grande e bem-amado Santo Antônio de Pádua, vosso amor a Deus e ao próximo, vosso exemplo de vida cristã, fizeram de vós um dos maiores santos da Igreja. Eu vos suplico tomar sob vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos e toda a minha vida.
Estou persuadido de que nenhum mal poderá me atingir enquanto eu estiver sob vossa proteção. Protegei-me e defendei-me, pois sou um pobre pecador. Recomendai minhas necessidades e apresentai-vos como meu medianeiro a Jesus, a quem tanto amais.
Por vosso mérito, Ele aumente minha fé e caridade, console-me nos sofrimentos, livre-me de todo mal e não me deixe sucumbir na tentação.
Ó Deus poderoso, livrai-me de todo perigo do corpo e da alma. Auxiliado continuamente por vós, possa viver na cristandade e santamente morrer.
Amém.
 
 

O Cristo cósmico:uma espiritualidade do universo

Uma das buscas mais persistentes entre os cientistas que vem geralmente das ciências da Terra e da vida é pela da unidade do Todo. Dizem: “precisamos identificar aquela fórmula que tudo explica e assim captaremos a mente de Deus”. Esta busca vem sob o nome de “A Teoria da Grande Unificação” ou “A Teoria Quântica dos Campos” ou, pelo pomposo nome de “A Teoria de Tudo”. Por mais esforços que se tenham feito, todos acabam se frustrando ou como o grande matemático Stephan Hawking, abandonando, por impossível, esta pretensão. O universo é por demais complexo para ser apreendido por uma única fórmula.
 

         Entretanto, pesquisando as partículas sub-atômicas, mais de cem, e as enegias primordiais, chegou-se a perceber que todas elas remetem àquilo que se chamou de “vácuo quântico” que de vácuo não possui nada porque é a plenitude de todas as potencialiades. Desse Fundo sem fundo surgiram todos os seres e o inteiro universo. É representado como um vasto oceano sem margens, de energia e de virtualidades. Outros o chamam de “Fonte Originária dos Seres” ou o “Abismo alimentador de Tudo”.

         Curiosamente, cosmólogos como um dos maiores deles, Brian Swimme, denomina-o de o Inefável e o Misterioso (The Hidden Heart of the Cosmos, 1996) Ora, estas são carcaterísticas que as religiões atribuem à Última Realidade que vem chamada por mil nomes, Tao, Javé, Alá, Olorum, Deus. O Vácuo pregnante de Energia se não é Deus (Deus é sempre maior) é a sua melhor metáfora e representação.

         O fundamental não é a matéria mas esse vácuo pregnante. Ela é uma das emergências desta Fonte Originária. Thomas Berry, o grande ecólogo/cosmólogo norte-americano, escreveu: “Precisamos sentir que somos carregados pela mesma energia que fez surgir a Terra, as estrelas e as galaxias; essa mesma energia fez emergir todas as formas de vida e a consciência reflexa dos humanos; é ela que inspira os poetas, os pensadores e os artistas de todos os tempos; estamos imersos num oceano de energia que vai além da nossa compreensão. Mas essa energia, em última instância, nos pertence, não pela dominação mas pela invocação”(The Great Work,1999, 175), quer dizer, abrindo-nos a ela.

         Se assim é tudo o que existe é uma emergência desta energia fontal: as culturas, as religiões, o próprio cristianismo e mesmo as figuras como Jesus, Moisés, Buda e cada um de nós. Tudo vinha sendo gestado dentro do processo cosmogênico na medida em que surgiam ordens mais complexas, cada vez interiorizadas e interconectadas com todos os seres. Quando acontece determinado nível de acumulação dessa energia de fundo, então ocorre a emergência dos fatos históricos e de cada pessoa singular.

         Quem viu esta gestação de Cristo no cosmos foi o paleontólogo e místico Teilhard de Chardin(+1955), aquele que reconciliou a fé crista com a ideia da evolução ampliada e com a nova cosmologia. Ele distingue o “crístico” do “cristão”. O crístico comparece como um dado objetivo dentro do processo da evolução. Seria aquele elo que une tudo com tudo. Porque estava lá dentro pôde irromper, um dia na história, na figura de Jesus de Nazaré, aquele por quem todas as coisas têm sua existência e consistência, no dizer de São Paulo.

         Portanto, quando este crístico é reconhecido subjetivamente, se transforma em conteúdo da consciência de um grupo, ele se trasnforma em “cristão”. Então surge o cristianismo histórico, fundado em Jesus, o Cristo, encarnação do crístico. Daí se deriva que suas raízes derradeiras não se encontram na Palestina do primeiro século, mas dentro do processo da evolução cósmica.

         Santo Agostinho escrevendo a um filósofo pagão (Epistola 102) intuíu esta verdade: ”Aquela que agora recebe o nome de religião cristã sempre existia anteriormente e não esteve ausente na origem do gênero humano, até que Cristo veio na carne; foi então que a veradeira religião que já existia, começou a ser chamada de cristã.”

         No budismo se faz semelhante raciocínio. Existe a budeidade (a capaciade de iluminação) que vem se forjando ao longo do processo da evolução, até que ela irrompeu em Sidarta Gautama que virou Buda. Este só pôde se manifestar na pessoa de Gautama porque antes, a budeidade, estava lá no processo evolucionáro. Então virou o Buda, como Jesus virou o Cristo.

         Quando esta comprensão vem internalizada a ponto de transformar nossa percepção das coisas, da natureza, da Terra e no Universo, então abre-se o caminho para uma experiência espiritual cósmica, de comunhão com tudo e com todos. Realizamos por esta via espiritual o que os cientistas buscavam pela via da ciência: um elo que tudo unifica e atrái para frente.

Leonardo Boff é articulista do JB on line e escreveu O Evangelho do Cristo cósmico, Record 2010.

O que é o Assédio sexual

O assédio sexual pode ser definido como avanços de carácter sexual, não aceitáveis e não requeridos, favores sexuais ou contactos verbais ou fisicos que criam uma atmosfera ofensiva e hostil. Pode também ser visto como uma forma de violencia contra mulheres ou homens e também como tratamento discriminatório. A palavra chave da definição é: Inaceitável.
 
O assédio sexual pode ter várias formas de comportamento.Incluí a violencia fisíca e a violencia mental como coerção - Forçar alguém a fazer o que não quer. Pode ter uma longa duração - a repetição de piadas ou trocadilhos de carácter sexual, convites constantes para sair ou inaceitável conversas de natureza sexual.Pode também ser apenas um único acidente - tocar or apalpar alguém, de forma inapropriada, ou até abuso sexual e violação.

O assédio sexual está ligado ao género sexual da pessoa?

Sim-O assédio sexual da pessoa está sempre relacionado com o seu sexo. Esta é a razão porque é considerado discriminatório.
 
De acordo com um estudo conduzido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) " O assédio sexual está intrinsecamente ligado com o poder e na maioria das vezes acontece em sociedades em que a mulher é tratada como objecto sexual e cidadãs de segunda classe. Um exemplo clássico é quando é pedido ás mulheres favores sexuais em troca de trabalho, de promoção ou aumento salarial. Outro exemplo é o assédio sexual de rua (piropo, bocas, xingar) que pode ir desde sons e assobios, palavras ofensivas ou até abuso e violação sexual.
 
Importante, o assédio sexual não é o mesmo que a relação consensual entre duas pessoas. É uma acção que não é aceitável, causa ofensa e preocupação e pode, em determinadas situações ser fisica/emocionalmente perigosa. A vitima pode sentir-se intimidada, desconfortável, envergonhada ou ameaçada.

O que é que pode ser considerado assédio sexual?

Existem diferentes definições legais para assédio sexual em diferentes países e jurisdições, mas a formas mais comuns de assédio sexual incluem:
  • Contar piadas com carácter obsceno e sexual
  • Mostrar ou partilhar imagens ou desenhos explicitamente sexuais
  • Cartas, notas, emails, chamadas telefónicas ou mensagens de natureza sexual
  • Avaliar pessoas pelos seus atributos fisicos
  • Comentários sexuais sobre a forma de vestir ou de parecer
  • Assobiar ou fazer sons inapropriados
  • Fazer sons de natureza sexual ou gestos
  • Ameaças directas ou indirectas com o objectivo de ter relações sexuais.
  • Convidar alguém repetidamente para ter sexo ou para sair
  • Chamar nomes, insultar
  • Olhar de forma ofensiva
  • Questões inapropriadas sobre a vida sexual de cada um
  • Tocar, abraçar, beijar, cutucar ou encostar em alguém
  • Seguir, controlar alguém
  • Tocar alguém para outros verem
  • Ataque sexual
  • Molestar
  • Violação

Onde é que acontece o assédio sexual?

O assédio sexual pode acontecer em qualquer lugar - no trabalho, na universidade, na rua, nas lojas, nos clubes, nos transportes públicos, no aeroporto e até em casa. É um comportamento sexual inaceitável que pode acontecer em espaços públicos ou privados

O assédio sexual é só de homens para mulheres?

Não. Os homens podem ser assediados por mulheres também, outros homens assediados por homens e mulheres por mulheres. Não existe um padrão de género.
 
O assediante pode ser um empregador, um colega, um cliente, um estranho, um familiar, um falso amigo, um grupo de pessoas ou até uma pessoa entrevistando para um trabalho.Não existe um padrão para o assediante, podem ser de forma variada.