quinta-feira, 31 de maio de 2018

Corpus Christi

O Corpus Christi é um feriado facultativo comemorado pela religião Católica.
Esta data é celebrada anualmente 60 dias depois da Páscoa, sempre na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade (domingo seguinte ao Domingo de Pentecostes), normalmente com procissões em vias públicas
.

Corpus Christi em 2018

 
O feriado facultativo de Corpus Christi em 2018 será no dia 31 de maio, uma quinta-feira. Vale lembrar que, mesmo sendo celebrado em quase todas as localidades brasileiras, o Corpus Christi não é oficialmente um feriado nacional.
 
Em 2018, todas as capitais brasileiras deverão aderir ao feriado de Corpus Christi. Órgãos municipais ou estaduais não terão expediente neste dia, nas localidades onde é decretado feriado. O comércio abre em algumas cidades, no entanto em horário diferenciado.
 

Corpus Christi é Feriado Facultativo

 
O Corpus Christi no Brasil é um feriado facultativo e pode ser municipal. Isso significa que cada município deve estabelecer, através de decreto, se naquele ano o Corpus Christi será ou não feriado.
 
Grande parte dos governos municipais e estaduais também decretam ponto facultativo na sexta-feira que sucede o feriado de Corpus Christi.
 

Significado de Corpus Christi

 
Corpus Christi é uma expressão do latim que significa “Corpo de Cristo”.
 
O evento é considerado uma das festas mais importantes para a Igreja Católica, pois celebra o mistério da eucaristia, ou seja, o sacramento do sangue e corpo de Jesus Cristo.

Origem do Corpus Christi


A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo começou no século XIII, mais precisamente em 1269. A Igreja Católica viu a necessidade das pessoas sentirem a presença real de Cristo.

De acordo com a história, existia um sacerdote chamado Pedro de Praga que vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé.

Ao passar por Bolsena, na Itália, enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido pela dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva.

O Papa Urbano IV pediu para que os objetos fossem levados para Oviedo em uma grande procissão, e foi nesse momento que a festa de Corpus Christi foi decretada.

Comemorações no Brasil


A celebração de Corpus Christi é marcada por procissões em diversos estados brasileiros. A procissão é feita nas ruas, onde as pessoas podem testemunhar e adorar a representação do Corpo e Sangue de Cristo.

Existem diversas cidades com procissões tradicionais, como em Pirenópolis, no estado de Goiás, que possui a tradição dos tapetes de serragem colorida e flores do cerrado.

Na cidade de Castelo, no Espírito Santo, as ruas também são decoradas com enormes tapetes coloridos, assim como em alguns municípios de São Paulo, Minas Gerais e outros estados do Brasil.

Tapete colorido na cidade de Castelo, Espírito Santo
 

Filme sobre Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, chega aos cinemas

A vida de Inácio de Loyola, o fundador dos jesuítas – a ordem a que pertence o papa Francisco e que foi responsável pela evangelização do Brasil e de vários outros países –, virou filme. Ignacio de Loyola, dirigido pelo filipino Paolo Dy e estrelado pelo espanhol Andreas Muñoz, estreia nas Filipinas, país onde foi produzido, no dia 27 de julho.


Trata-se do projeto mais ambicioso já realizado até agora pela Jesuit Communications (JesCom), órgão da congregação, com sede nas Filipinas, que produz material audiovisual para fins de evangelização e educação. O filme começou a ser planejado em 2011 – antes, portanto, da eleição do papa Francisco, que aumentou o interesse pela vida do fundador dos jesuítas.
 
A produção foi filmada no norte da Espanha, onde Inácio viveu na juventude. Boa parte dos custos da produção do filme foi bancada por campanhas de financiamento coletivo. A JesCom ainda precisa levantar fundos para terminar de pagar os custos de pós-produção.
 
Exibição no Vaticano
 
No dia 14/06, uma versão ainda não finalizada do filme foi apresentada no Vaticano, com a presença do diretor, do ator principal e do padre Adolfo Nicolás, superior geral dos jesuítas e sucessor de santo Inácio, além de outros jesuítas conhecidos, como os padres Federico Lombardi, diretor da sala de imprensa da Santa Sé, e Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltà Cattolica. “O Inácio representado aqui é uma pessoa de grande dinâmica espiritual e mesmo de luta espiritual. Ao mesmo tempo, representa a vida interior em ação”, disse o padre Spadaro.
 
“Todo mundo se faz aquela pergunta muito básica sobre o sentido da vida. Essa pergunta sempre é relavente, não importa em que período da história”, disse o padre Emmanuel Alfonso, diretor da JesCom. “Inácio chegou à resposta, que é o amor. Se você encontra o seu amor verdadeiro, encontra sentido para a sua vida”. Segundo o padre, o filme é sobre “encontrar a resposta em Deus”.
 
Inácio de Loiola (1491-1556) nasceu Íñigo López, na localidade de Loyola, no atual País Basco. A serviço do vice-rei de Navarra, foi gravemente ferido na Batalha de Pamplona, em 1521. Leu a vida de Cristo e a vida dos santos durante sua recuperação e se converteu. Em 1534, junto com alguns colegas seus na Universidade de Paris, fundou a Companhia de Jesus. À altura da morte de Inácio, a congregação já contava com cerca de mil religiosos. Hoje se trata da maior congregação religiosa da Igreja Católica, com mais de 18 mil membros em 127 países. Inácio foi canonizado em 1622.
 

https://www.semprefamilia.com.br/vida-de-santo-inacio-de-loyola-fundador-dos-jesuitas-vai-virar-filme/

Pedofilia afasta fiéis

Aumento de casos de exploração sexual envolvendo padres põe em alerta a Igreja Católica, que teme a evasão de devotos. Nos últimos 10 anos, rebanho diminuiu 11%, enquanto os evangélicos cresceram 70%

As recentes denúncias de pedofilia envolvendo padres preocupam a cúpula da Igreja Católica no Brasil. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teme que haja uma evasão de fiéis em função dos escândalos de crimes sexuais praticados por sacerdotes. Na última semana, o padre Félix Barbosa Cordeiro, da paróquia de São Luís (MA), foi flagrado com quatro menores em um motel. Preso, ele assumiu o crime.
 
O preocupação da Igreja Católica não ocorre à toa. Números do Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris), organismo da própria Igreja, revelam que o rebanho de fiéis católicos sofreu uma baixa de 11% nos últimos dez anos. Enquanto isso, a população evangélica deu um salto de 70% no mesmo período. Ainda assim, o Brasil ainda é o maior país católico do mundo.
 
Para o dom Anuar Battisti, coordenador da Comissão Episcopal dos Ministérios Ordenados da CNBB, as denúncias de pedofilia envolvendo padres fazem com que os fiéis católicos que já estão em dúvida quanto à permanência na Igreja Católica tomem a decisão de migrar para outras religiões. "Quem já está na ‘corda bamba’, larga o catolicismo e parte para as igrejas mais acolhedoras", observa o bispo.
 
A empregada doméstica Maria Sandra Sousa, 29 anos, nasceu no Maranhão e foi batizada na Igreja Católica por um padre. Há um ano, entrou em depressão por uma série de razões pessoais e profissionais. Na época, disse para si mesma que só se curaria do mal com a ajuda de Deus. Maria procurou um padre, mas ela não levou fé na cura. "O padre é um homem muito distante da gente", analisa. Carente de ajuda religiosa, a doméstica foi parar na Igreja Universal do Reino de Deus, onde se diz curada. "Já pensei em voltar para a Igreja Católica, mas com essas denúncias de padres que fazem sexo com crianças acabei mudando de idéia", conta.
 
Suspeitos

Segundo documento do Vaticano, 1,5 mil dos 18 mil padres que atuam no Brasil estão sendo investigados por suspeita de crimes sexuais. A maioria é acusado de pedofilia. "Esse número é lamentável e nos entristece muito. Mas é preciso lembrar que não é o padre que faz a igreja", ressalta dom Anuar. Para justificar a evasão de católicos, o bispo observa que os fiéis conscientes da verdadeira missão da igreja sabem que os escândalos de pedofilia são casos isolados. "Há homens casados que são pedófilos também", compara.
 
O teólogo Rubert Mokazel acredita que os fiéis católicos partem para outras igrejas porque o padre é um ser reservado e muito distante no dia-a-dia. "Quando sai na imprensa um caso de pedofilia envolvendo padre, como o ocorrido no Maranhão, todos os fiéis ficam abalados. É como se a confiança depositada naquele homem que representa o Nosso Senhor fosse quebrada para sempre", diz o teólogo, da Universidade Católica do Rio de Janeiro. Ele destaca ainda que a popularização da democracia e o avanço da liberdade religiosa também contam para o crescimento de outras religiões.
A dona-de-casa Antônia Maria Mendes, 37 anos, perdeu a confiança em padres. No início do ano, ela proibiu que seu filho, João Mendes da Silva, 9 anos, freqüentasse as aulas de catequese na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, na Ceilândia. Apesar do conteúdo ser importante para a primeira comunhão, não houve acordo. "Nunca ouvi falar que o padre dessa igreja fosse pedófilo. Mas não quis arriscar", diz a dona-de-casa. Há três meses, Antônia entrou na Igreja niversal. "Vim trazida por uma amiga, mas não sou fanática nem concordo com tudo o que os pastores pregam", ressalta.
 
O bispo Anuar Battisti diz que a Ceris da CNBB investigou as causas que levam um fiel a deixar o catolicismo. Nesse estudo, descobriu-se que os fiéis que deixam a Igreja Católica não param em nenhuma religião. "São pessoas que mudam porque buscam coisas que a nossa igreja não oferece, como curas milagrosas e prosperidade imediata na vida. Como as igrejas evangélicas são bem menores, elas acabam sendo mais pessoais e agressivas na abordagem. Já a Igreja Católica é uma instituição grande e ainda sofre com falta de sacerdotes", analisa o bispo.
Quanto ao escândalo dos padres pedófilos, dom Anuar explica aos fiéis que a Igreja Católica vai reforçar os testes e exames psicológicos que são feitos com os seminaristas que se preparam para o sacerdócio. A idéia é identificar desvios de conduta nos seminaristas ainda nos cursos de formação. "No fundo, entendo os fiéis que abandonam a igreja por causa desses escândalos. Numa situação como essa, prevalece o salmo 112 da Bíblia, que diz o seguinte: ‘maldito homem que confia no homem’".
 
Entendo os fiéis que abandonam a igreja por causa desses escândalos.
Dom Anuar Battisti, coordenador da Comissão Episcopal dos Ministérios Ordenados da CNBB
 
O número

1,5 mil é o número de padres envolvidos em casos de abuso sexual
* Praticantes em fuga 
Como o número de católicos diminui no Brasil, à medida que o de evangélicos cresceu
Em 1940, católicos representavam 95,2% da população brasileira
Na década de 90, esse percentual caiu para 73,8%
Levando em conta o crescimento populacional, em uma década, a população de católicos caiu 11,9% no país
Já a população evangélica deu um salto de 70% em 10 anos, subindo de 9,05% em 1991, para 15,45% em 2001.
 
Mesmo perdendo fiéis, a Igreja Católica continua soberana no país, com aproximadamente 125 milhões de adeptos
 
Atualmente, o Vaticano investiga no Brasil 1,5 mil padres suspeitos de envolvimento em crimes sexuais.
 
Por que a Igreja Católica perde seguidores:
Os escândalos envolvendo padres pedófilos, a popularização da democracia e o avanço da liberdade religiosa são apontados por especialistas como as principais razões para o crescimento de outras religiões.
 
A população de evangélicos avança porque seus líderes exploram, em cultos, os escândalos dos padres pedófilos. Além do mais, segundo estudiosos, as igrejas protestantes são mais acolhedoras em seus templos e dão mais assistência à camada mais pobre da população.
 
* Processo em andamento
O padre maranhense Félix Barbosa Carreiro, de 43 anos, deve ser indiciado por exploração sexual comercial de menores. De acordo com a delegada Ana Karla Silvestre, que está a frente da investigação, esse enquadramento foi escolhido por ser bastante abrangente. "Ouvimos 24 vítimas e detectamos que ele cometeu vários crimes. Porém, o enquadramento de exploração sexual comercial abarca todos os demais", afirma. Alguns dos jovens que depuseram já não são mais adolescentes, mas sofreram abusos antes de completar 18 anos e também deverão constar no inquérito como vítimas.
 
O inquérito, que deve ser concluído antes de sexta-feira, será encaminhado à 2ª Vara Criminal de São Luís, que é especializada em crimes contra a criança e adolescente. A partir daí, os documentos vão para o Ministério Público, que terá cinco dias para formular uma denúncia contra Carreiro. O religioso foi preso na madrugada do último dia 5 em um motel de São Luís, na companhia de quatro jovens, sendo que dois deles eram adolescentes — um de 14 e outro de 17 anos. De acordo com as investigações, o padre esteve pelo menos 50 vezes no motel onde foi preso e pagava aos adolescentes aliciados uma quantia que variava entre R$ 20 e R$ 200. O pagamento era feito em dinheiro ou na forma de presentes, como roupas e ingressos para shows.
 
Antes de ser preso, Carreiro já havia sido investigado pelo MP por causa de denúncias de abuso sexual contra adolescentes em uma outra paróquia de São Luís. Na ocasião, o caso foi arquivado por falta de provas e o padre, transferido para a paróquia onde estava lotado até ser flagrado pela polícia. O arcebispo emérito de São Luís e administrador arquidiocesano, dom Paulo Ponte, admitiu que sabia da conduta inadequada de Carreiro. Segundo ele, na época da investigação do MP o religioso foi submetido a tratamento psicológico.
 
A conclusão do inquérito policial sobre o padre Félix Barbosa Carreiro não põe fim às investigações sobre a conduta sexual de outros padres de São Luís. O superintendente de Polícia Civil da capital, Marcos Afonso Júnior, disse que as informações sobre novos fatos ligados à exploração sexual de menores por padres serão investigadas em um outro inquérito. "A delegada vai pedir o desmembramento da investigação em outro inquérito", disse o delegado.
 

Será que a Bíblia Aprova o Consumo de Bebidas Alcoólicas?

O mundo balança, tudo roda ao redor daquele que está alcoolizado, o consumo de bebidas alcoólicas cada dia aumenta em todo o mundo civilizado, e as tragédias só se multiplicam, as bebidas inebriantes estão tomando conta, e destruindo todo nosso planeta!
 

Beber, beber, beber até cair

 
O alcoolismo é uma doença progressiva, tão silenciosa, e insidiosa, que somente aquele que consome bebidas alcoólicas não vê, e nem sente que está doente.
 
 
Porque o alcoolismo é progressivo, incurável, e de Fatal determinação. A opressão do alcoolismo se dá pelo fato do alcoólatra não conseguir parar de beber por sua própria Concepção, o álcool toma conta do seu metabolismo, e o obriga a beber sempre mais e mais até cair, e quando ele conseguir se levantar, irá procurar mais bebida ainda.
 
Hoje em dia o consumo de bebidas alcoólicas em todos os países do mundo se tornou um fator alarmante, além de destruir a moralidade do ser humano. Porque a bebida não escolhe Razão social, e nem sexo, todos estão na Mira do revólver das bebidas alcoólicas, e aquele que for atingido por elas.
Fatalmente serão mais uma vítima do descaso, do desprezo, do Desamor da sociedade, essa prática danosa está acabando com a família dentro das suas comunidades, o mundo cresce tecnologicamente, porém o homem continua primitivo fumando, colocando fumaça pelo nariz, e bebendo bebidas que descem na sua garganta como fogo.
 

Bebidas alcoólicas e suas desculpas

 
As bebidas alcoólicas sempre serão um problema social que é difícil de se lidar, até porque todos aqueles que se utilizam desse costume danoso, tem sempre uma desculpa na ponta da língua para para que seu ato de estar bêbado e jogado por qualquer lugar, seja um fator de normalidade.
 
Muitos dizem, eu bebo para esquecer, outros dizem para festejar, outros dizem, porque tenho alguma coisa que pede para eu beber, enfim, as desculpas são muitas, porém nenhuma delas tem sentido, porque o homem será destruído, sua família, e sua vida também.
 
Uma vida dentro do consumo das bebidas alcoólicas sempre termina em enfisema pulmonar. Essa é a determinação fatal de uma vida ingerindo o álcool. as pessoas que isto fazem pouco tem a consciência de que o dia irá contrair um câncer maligno no pulmão, que se não for tratado dentro das suas técnicas especiais, certamente os levará a morte.
 
Muitos milhões já pereceram debaixo dos pés do álcool, e depois que se morre não tem mais volta, ninguém reclama contra as bebidas alcoólicas, e ela continua desfilando serenamente por todas as classes sociais e fazendo suas vítimas, porém ninguém reclama dessa prática muito destruidora.
Muitos lares destruídos, Muitos prejuízos industriais, Muitos acidentes de trânsito de maneira totalmente irresponsáveis, fazendo até mesmo a legislação produzir uma ferramenta chamada bafômetro, para poder coibir os elementos alcoolizados de dirigir utilizando bebidas alcoólicas.
 
Infelizmente a cada dia que passa o número dos acidentes de trânsito nas estradas federais crescem assustadoramente, e isso sem contar que as bebidas alcoólicas são a porta de entrada para muitas drogas que também são terríveis inimigos do ser humano.
 

Bebedores mentirosos e problemáticos

 
As bebidas alcoólicas quando dominam as ações do ser humano que nunca se cansa de ingeri-las, influem em todo o seu metabolismo e comportamento diante de uma sociedade que na maioria das vezes Ama, e quer cuidar dessa pessoa que é vítima do costume da bebida.
 
O fator incurável que acompanha os bebedores de cachaça, está inserido no fato de que cada bebedor se transformar em um problema social e familiar, com suas mentiras, com seus arranjos para beberem sempre mais, e mais, os bebedores de cachaça continuam a sofrer seu terrível destino, que um dia se não for interceptado, terminará na sua morte.
 
Onde quer que a vida brilhar as bebidas alcoólicas irão trazer trevas, o álcool é uma algema cruel, e mortal, que quando consegue capturar o indivíduo, começa a sua missão de destruição, e o indivíduo quer reagir, se esperneia, mas nunca escapa da sua teia.
 
E a sua vida se transforma em uma vida de terror e sofrimento, até alcançar a sua fase de delírio que o faz correr, e se desesperar diante de fatores que somente ele vê, e sente, é muito triste saber que o alcoólatra não vê seu sofrimento, e nem dos que estão ao seu redor.
 
Somente o álcool tem a capacidade de transformar uma casa em um covil de uma fera, isto porque ele tem o poder de desfazer até mesmo o Amor, ainda que seja um Pai Amável, quando ele está no controle do álcool, ele se transforma em um malfeitor, produzido discórdia onde a Paz poderia estar fluindo.
 
E lança nos lares um abismo de angústia e dores grandiosas, todo aquele indivíduo que faz uso do álcool, não conhece o que está fazendo, porque ele mesmo destrói tudo aquilo que ele construiu, e também vidas alheias.
 

Concluindo

 
Evitar o primeiro gole, se juntar a um grupo que pratique terapia anti alcoólica. Ou aos “Alcoólicos Anônimos”, poderá fazer com que o doente alcoólico possa voltar do Destino Fatal que o seu comportamento reserva para ele.
 
Evitando o primeiro gole, evitando as bebidas alcoólicas que lhe forem oferecidas, ou aparecerem na sua frente de qualquer outra maneira, ele poderá um dia voltar ao convívio social e ser o que o seu Deus Criador reservou sempre para ele. MUITA PAZ E SOBRIEDADE PARA TODOS!

 

"Por trás das ‘fake news’ há interesses muito poderosos"

José Carlos Carvalho
 
Em entrevista à VISÃO, Jaime Abello, Diretor da Fundação Gabriel García Márquez, fala dos "interesses muito poderosos" por trás das notícias falsas, mas recorda que "a história da condição humana é uma história de luta pela verdade, contra a mentira, a manipulação, os rumores"
É o diretor-geral da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano, desde que, em 1995, a fundou juntamente com aquele escritor colombiano, vencedor do Nobel da Literatura de 1982. Na altura em que acabam de se comemorar os 50 anos da publicação de Cem Anos de Solidão, Jaime Abello veio recentemente a Lisboa participar num debate da Fundação José Saramago sobre o legado jornalístico de García Márquez e o futuro do jornalismo.
 
García Márquez considerava o jornalismo “o melhor ofício do mundo”. Diria o mesmo hoje?
Creio que sim, embora não relativamente à situação salarial ou à segurança laboral, mas no sentido em que o jornalismo é uma vocação de serviço público, que se exerce principalmente através da palavra, das ideias, dos relatos. É uma oportunidade para dar à sociedade uma compreensão de processos e de situações de um modo que também permita ao jornalista ser criativo, atrair o leitor. Para García Márquez foi um ofício fundamental, converteu-o de aprendiz num verdadeiro escritor. Punha-o em contacto com o mundo, permitia-lhe exercitar diariamente a escrita e colocava-o perante a necessidade de produzir de maneira rápida, constante.
 
Foi uma influência que provavelmente não se exerceu só na técnica narrativa.
Certamente não seria o mesmo escritor, nem teria tratado os mesmos temas, se escrevesse a partir de um gabinete académico ou se enveredasse pela aventura de ser escritor profissional. O jornalismo levava-o para a rua, para a vida. E também encontrou na redação um ambiente de certa fraternidade, de inteligência, de preocupações políticas e criativas. De resto, ele sempre agradeceu muito o papel que os seus editores tiveram como mentores do seu próprio trabalho de escritor.
 
A vossa Fundação acaba de organizar um debate sobre a pós--verdade. O que já é possível dizer sobre isso, sendo um fenómeno tão recente?
É um fenómeno recente e, ao mesmo tempo, muito antigo. As mentiras sempre foram um recurso de habilidade e, às vezes, de perfídia, para ganhar o controlo da narrativa pública. Sabemos que, no fundo, a política e a vida social são conflitos de narrativas, e que muitas vezes os paradigmas de compreensão da realidade são definidos em função dos poderes do momento. A história da condição humana é uma história de luta pela verdade, contra a mentira, a manipulação, a versão fabricada, os rumores. Quando o jornalismo se institucionalizou como profissão, entre o séc. XIX e o séc. XX, colocou a si próprio um compromisso com a verdade. Mas sempre houve jornalismo ético e falso jornalismo. Hoje, o que temos de novo são aceleradores tecnológicos, a internet e as redes sociais, que permitem pôr mais rapidamente em evidência as contradições, as mentiras, embora também seja possível difundi-las bem mais depressa do que antes. E por trás das fake news há interesses muito poderosos.
 
De vários tipos, não é?
Como se viu, ainda há pouco a Rússia foi acusada de manipular as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Mas há também quem faça das notícias falsas um negócio através das plataformas digitais, pois basta um clique para aumentar audiência e, assim, o lucro. E há ainda o caso da propaganda política, feita por consultores, que em vez de ser feita abertamente, pode transformar-se numa guerra suja, oculta, para atacar os opositores. Tudo isto coloca problemas ao jornalismo. Em economia há a lei de Gresham, segundo a qual a moeda barata expulsa a moeda de qualidade. O excesso de informação que circula nas redes sociais não é validada, qualificada, produzida profissionalmente. Muita é falsa ou fabricada. E, entretanto, as pessoas também já mudaram de hábitos na sua relação com os media.
 
Mudaram que hábitos?
Já não estão dependentes, como há 25 anos, da versão de um ou dois jornais que compravam, ou de uma rádio, ou de uma revista. Têm muito mais fontes. O desafio que se coloca ao jornalismo é distinguir-se do resto. O pior que lhe poderá acontecer será ficar sepultado por baixo da falsa informação, do excesso de notícias e de opinião. Tem de dar à audiência um valor de conteúdos que o diferencie claramente. É isso que terá de fazer o jornalismo profissional e organizado como negócio.
 
Que balanço faz a vossa Fundação da forma como os media norte-americanos estão a lidar com o fenómeno Trump?
Nós, na América Latina, temos regimes presidencialistas. E ao longo da nossa História têm sido uma constante figuras presidenciais fortes, algumas de recorte caudilhista. Ainda recentemente vimos o tipo de relação com a Imprensa que tinha Chávez, e agora Maduro, na Venezuela, Rafael Correa no Equador, ou os Kirchner na Argentina. Conhecemos bem essa espécie de confrontos entre Presidentes e os media.
 
No caso de Trump, nota-se claramente que o seu estilo colide com a independência dos media.
Mas vê-se também que pelo menos alguns dos media que são líderes converteram isto numa oportunidade. Aproveitaram para afirmar o seu papel de vigilância em relação ao poder e, ao mesmo tempo, para manter um ambiente de crítica aberto a toda a sociedade. Sou leitor do Washington Post e do New York Times e vejo que não se limitam a dar espaço às posições anti-Trump. Fica sempre também claro qual é a versão oficial, a republicana.
 
No vosso site criaram uma espécie de 'Quizz' para treinar os jornalistas a distinguir notícias falsas de verdadeiras. Até que ponto isso é possível?
Trata-se sobretudo de fomentar uma atitude de alerta. Criámos um consultório ético online, para resolver dúvidas de jornalistas de todas as partes do mundo e que pode ser consultado não só em espanhol, mas também em português. Aliás, quase metade dos trabalhos finalistas do nosso Prémio Gabriel García Márquez de Jornalismo são em português, sobretudo do Brasil. A ética, através da verificação, é algo que interessa a todos. Um dos projetos que temos para este ano é abrir esta espécie de exercícios de reflexões a todos os cidadãos.
 
O vosso consultório ético aborda, por exemplo, o terrorismo. Critica a divulgação de imagens de feridos, de pessoas a correr, do som de ambulâncias e até dos meios usados pelos terroristas para iludir a segurança. O que resta então para noticiar, em caso de atentado?
Além de vários convidados sobre esse tema, temos um perito principal, jornalista e professor respeitadíssimo. Abrimos o debate com ele, mas não quer dizer que o seu texto represente a posição oficial da Fundação. Cada caso pode prestar-se a diferentes interpretações. O que tentamos promover é o cuidado, o contrário da ligeireza no tratamento do tema. Quem ler atentamente as recomendações, vê que são apenas orientações. Mas temos a noção de que este consultório chega a jornalistas que estão praticamente sozinhos, seja na sua redação ou na província, e que muitas vezes são pessoas expostas a ameaças, a riscos, a situações complicadas. Procuramos ser úteis. O mais importante é criarmos o sentido de responsabilidade, mas não pretendemos dar uma resposta ortodoxa.
 
Que balanço faz de um fenómeno como o Wikileaks?
Mostrou-nos o lado B, o lado obscuro, ao trazer à luz uma grande quantidade informação tida por confidencial. 
O poder maneja-se com informação. E, ao mostrar a que foi ocultada, deixou claro que isto nem sempre é um jogo inocente. A sociedade deve estar cada vez mais consciente de que há interesses, há espionagem, há manipulação, há redes ocultas. Nesse sentido, quem serviu de veículo de informação, a Wikileaks, assim como quem foi fonte, Chelsea Manning, entretanto indultada, prestaram um serviço à sociedade.
 
Vê a Wikileaks como um caso de serviço público, portanto?
Claro. E para o jornalismo representou uma oportunidade, já que foi fornecido o material em bruto. Mostrou que jornalismo não é apenas libertar informação. Há que valorizá-la, organizá-la, hierarquizá-la e interpretá-la. Mas a Wikileaks como organização acabou por se converter também numa espécie de ator político, em função de interesses, sobretudo do seu fundador, Julian Assange. Por isso, tem méritos e também aspetos questionáveis. O balanço é que o acesso à informação deve ter um valor jurídico, deve considerar-se um direito humano e torná-lo realidade. Já no caso dos Panama Papers a divulgação foi mais ordenada.
 
Partiu de um consórcio de jornalistas.
Tratou-se de uma modalidade de jornalismo em colaboração, uma aliança mundial de jornalistas de investigação e houve uma política editorial partilhada de forma muito clara. Tentou mostrar-se como funcionam os paraísos fiscais e dar a conhecer casos de fraudes. Nesse sentido, creio que foi uma experiência mais enriquecedora. São duas partes de um processo do nosso tempo que há que valorizar positivamente. Mas também não podemos iludir-nos e pensar que a solução agora é trazer tudo à luz do dia.
 
E quanto a resultados, o que achou dos Panama Papers?
Evidentemente que, nalgumas partes do mundo, teve impacto político e noutras não. Isso dependeu de cada país. O importante é que se mostrou o modus operandi das finanças ocultas, que muitas vezes estão associadas à corrupção, à fuga aos impostos. 
O Estado, que tem o poder de mudar as coisas, parece disposto a manter esses paraísos fiscais. Mas hoje temos uma geração de pessoas mais esclarecidas. E as eleições em cada país mostrarão até que ponto os cidadãos querem eleger pessoas mais comprometidas com a transparência, com a honestidade.
 
Apesar de todos estes fenómenos, continua a não se ver uma saída para a crise da Imprensa.
O jornalismo nasceu associado à luta política e à informação comercial. Depois, profissionalizou-se e converteu-se em verdadeiro serviço público para a democracia. A internet pôs a circular muito mais informação, muito mais opinião, mas a publicidade passou a ser mais controlada pelas plataformas digitais do que pelos media. Mudaram as regras. O que fazia as pessoas comprarem os jornais era a informação, fosse a noticiosa ou a opinativa. Hoje, tudo isso se partilha online. A economia dos media mudou. Nós, na Fundação, promovemos umas 150 iniciativas por ano, algumas presenciais, como workshops e seminários. Criámos o prémio de jornalismo e estamos sempre a acompanhar as tendências e a interagir.
 
E que tendências vão registando?
Tudo o que sentimos é que estamos numa época de readaptação, com o surgimento de novas formas de jornalismo e também de novos projetos jornalísticos, que muitas vezes têm de se viabilizar economicamente de modo pouco convencional. Assim como vão surgindo alianças entre media e outras instituições, como universidades e fundações. É uma época de experimentação de fórmulas, de procura de novas narrativas e nichos. Agrada-nos muito poder premiar a inovação jornalística. A atitude correta é estarmos abertos à inovação. Ao mesmo tempo, devemos tentar manter os terrenos conquistados, defender a existências da empresa jornalística tradicional, a sua presença no mercado, assim como o trabalho digno dos jornalistas.
 
Os grandes diários têm vindo a desaparecer.
E outros a nascer.
 
Há quem acredite que a solução dos diários estará em edições em papel só ao fim de semana. Nos outros dias, só estarão online. Que lhe parece?
As pessoas leem hoje muito mais jornais. Só que não os leem em papel, mas nas plataformas digitais. Infelizmente, essa maior circulação não se traduz em lucro. É uma crise de adaptação. O papel que suja as mãos de tinta continua a ter a preferência dos leitores mais tradicionalistas, mas a maioria lê online. Temos de aceitar e defender-nos nos novos cenários.
 
http://visao.sapo.pt/atualidade/entrevistas-visao/2017-07-23-Por-tras-das-fake-news--ha-interesses-muito-poderosos

Perdas com a greve superam R$ 75 bilhões

Em alguns casos, os prejuízos ainda podem aumentar mesmo após o fim do movimento.

Os produtores de leite perderam R$ 1 bilhão. (Reprodução) 
         
As projeções preliminares de diversos segmentos da economia após dez dias de greve dos caminhoneiros apontam para perdas de mais de R$ 75 bilhões. Em alguns casos, os prejuízos ainda podem aumentar mesmo após o fim do movimento, pois, dependendo do tipo de atividade, a retomada poderá levar de uma semana a 20 dias.
 
Também há preocupação sobre como será a volta das atividades. "Não sabemos ainda, por exemplo, como será precificado o aumento do frete", afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). "Dá arrepios só de pensar."
 
O setor calcula que deixou de gerar, até agora, R$ 3,8 bilhões, e precisará de duas a três semanas para retomar totalmente as atividades.
 
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estima que as áreas de comércio e serviços deixaram de faturar cerca de R$ 27 bilhões entre os dias 21 e 28.
 
"São nítidos os transtornos causados pelo desabastecimento generalizado, que pode provocar danos ainda maiores ao País, como aumento do desemprego, falta de gêneros alimentícios, estoques, baixo fluxo de vendas e prejuízo ao desenvolvimento econômico", diz o presidente da Fecomércio de Minas Gerais, Lúcio Emílio de Faria Júnior.
 
Os supermercados contabilizam R$ 2,7 bilhões em prejuízos. Para os distribuidores de combustível, as perdas já atingem R$ 11,5 bilhões. 
 
Volta lenta
 
Com menos bloqueios nas estradas e a volta, lentamente, do abastecimento de combustíveis, algumas empresas estão retomando operações.
 
Das 167 unidades produtoras de aves, ovos e suínos que estavam paradas em todo o País, 46 reiniciaram atividades nesta quarta-feira, 30, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As empresas do setor acumulam prejuízos de R$ 3 bilhões e perderam 70 milhões de aves, mortas por falta de ração. Com parte do abastecimento retomado, a mortandade deve acabar.
 
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.
 
Os produtores de leite perderam R$ 1 bilhão, parte disso com o descarte de mais de 300 milhões de litros de leite. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que produtores em geral devem levar de seis meses a um ano para se reestruturarem.
 
O setor têxtil estima perdas de R$ 1,8 bilhão e, até esta quarta ainda tinha cerca de 70% das empresas paradas ou prestes a parar. A previsão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é de que serão necessários pelo menos 20 dias para que a situação seja normalizada.
 
Carros
 
Na indústria automobilística quase todas as fábricas estão paradas desde sexta-feira. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, diz que "a maioria retomará a produção, de maneira gradual, a partir de segunda-feira". As unidades da Fiat em Minas Gerais e da Jeep em Pernambuco voltam a operar nesta quinta-feira, 31.
 
A Anfavea não divulgou prejuízos, mas, com base na produção média de veículos em abril, cerca de 51 mil veículos deixaram de ser fabricados. O resultado deste mês poderá interromper uma sequência de 18 meses de alta na comparação interanual.
 
Até terça-feira as vendas do setor tinham caído 11% em relação a abril (para 192,8 mil unidades), mas ainda devem superar o volume de maio de 2017, de 195,6 mil unidades.
 
A indústria química soma R$ 2,5 bilhões em perda de faturamento e calcula em dez dias o período para retomada de atividades. 
 
http://domtotal.com/noticia/1263318/2018/05/perdas-com-a-greve-superam-r-75-bilhoes/

Um país bloqueado. Um povo paralisado. O caos instalado

O debate sobre a paralisação dos caminhoneiros não se resume aos impostos.
 
Mudanças sociais não acontecem em gabinetes refrigerados. (Tomaz Silva/Ag Brasil)
 
A greve não causou o caos. O caos causou a greve. Quem o instaurou não foram os caminhoneiros. Foi o neoliberalismo imposto pela “articulação partidária” composta pela mídia golpista, Poder Judiciário e mercado financeiro que colocou no governo uma facção corrupta a seu serviço. As instituições foram reorganizadas em função dos interesses do capital. O neoliberalismo destruiu o Estado de Direito. Uma sociedade desnorteada, um povo paralisado. Não apenas os caminhoneiros, todos os trabalhadores estão sendo roubados pela cleptocracia instalada em Brasília.
 
A situação é muito pior do que alardeia o (des) governo e seus porta-vozes. Desastres em série levaram ao bloqueio: corte de investimentos em programas sociais, implosão da CLT, congelamento dos gastos em saúde e educação, asfixia das universidades públicas, cortes nas políticas de combate à violência contra a mulher, contra a homofobia e na promoção da igualdade racial, cortes na agricultura familiar, em programa de aquisição de alimentos e no combate ao trabalho escravo, paralisação da reforma agrária e demarcação de terras indígenas e quilombolas, encolhimento do crédito para a casa própria, explosão do desemprego, do aumento do custo de vida. Mais de um milhão de famílias voltou a cozinhar no fogão a lenha. Até quando o povo vai aguentar?
 
O debate sobre a paralisação dos caminhoneiros não se resume aos impostos. Logo após o golpe de 2016, a Petrobrás instituiu uma política de preços pautada pela variação da cotação do petróleo no mercado internacional. Associado à venda de poços, refinarias e outras medidas, Pedro Parente colocou o lucro dos acionistas internacionais acima dos interesses nacionais. Não importa quanto o Brasil produz, porque o preço é determinado pelo mercado internacional. Por isso os combustíveis aumentaram 239 vezes. Há quase 40 anos que o Brasil não constrói uma refinaria. Quando um governo decidiu construí-las, surge a Lava Jato que suspendeu a construção. A primeira iniciativa do atual (des) governo foi paralisar a produção de derivados. Na Rússia a gasolina custa em média R$2,32. No país da Copa o preço do combustível não está atrelado às flutuações do mercado. Gazprom, empresa pública, é a maior companhia energética do mundo. Lá o Estado dita as regras do jogo.
 
Situações extraordinárias clamam por saídas extraordinárias. Mudanças sociais não acontecem em gabinetes refrigerados. O direito de greve faz parte da democracia e está garantido na Constituição Federal: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” (Art.9º). A Rede Globo e outras mídias tenta deslegitimar a greve e desmoralizar os grevistas, acusando-os de prejudicar a economia.
 
Este movimento sem estrutura sindical alastrou-se via Whatsapp. Os trabalhadores descobriram que seu poder não está no voto, mas na capacidade de parar a produção. É chance para conhecer a realidade dos caminhoneiros. A greve revela que é o trabalho que produz e faz circular a riqueza. As pessoas descobriram que as mercadorias não chegam sozinhas ao mercado. Por trás da mercadoria há muito trabalho realizado em condições precárias. Os caminhoneiros estão nas estradas dirigindo durante 12 horas ou mais, passam dias longe de casa dormindo na boleia, nos postos e em pátios. A maioria não têm direitos trabalhistas, arca com o combustível, a manutenção do veículo e o pagamento dos pedágios. A jornada de trabalho, a baixa remuneração, a falta de proteção social e o alto índice de acidentes não estão na pauta das reivindicações dos caminhoneiros. Sua ação pleiteando direitos trabalhistas está com tramitação suspensa no STF desde dezembro de 2017. Você realmente está preocupado com os caminhoneiros?
 
O “país mais católico do mundo” é um país caótico. Por onde anda a grande massa de cristãos que faz do Brasil um dos países mais religiosos do mundo? Igrejas tomadas por conservadorismos, devocionismos, infestada por um clericalismo alienado. Não cabe neutralidade ou afastamento. É a humanidade que precisa ser defendida. Neoliberalismo e humanidade são antagônicos. A sobrevivência de um ameaça a continuidade de outro. Neoliberalismo é uma arma de destruição das massas. As previsões de Karl Marx sobre a tendência do capitalismo de aprofundar a desigualdade e acirrar a luta de classes, destruir o gênero humano e a natureza deve ser levado a sério. Para a Doutrina Social da Igreja “nenhum ganho é legítimo quando diminui a promoção integral da pessoa humana, a destinação universal dos bens e a opção preferencial pelos pobres” (Oeconomicae et pecuniariae quaestiones).
 
 Como transformar o caos em uma nação? Como derrotar aqueles que ganham muito paralisando a população? Um país minimamente civilizado exige reverter esta barbárie, reorientar a economia para que ela esteja a serviço do bem comum da população que produz de fato a riqueza deste país. Isso implica a restauração da democracia, um Estado que desbloqueie o país e represente os interesses da sociedade.
 
*Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na FAJE. Autor de: Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja (Paulinas, 2001); Cristianismo e economia (Paulinas, 2016).
 
http://domtotal.com/noticia/1263142/2018/05/um-pais-bloqueado-um-povo-paralisado-o-caos-instalado/