quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dimensões da Igreja na Diocese de Lages



UMA IGREJA PARTICIPATIVA

Participar nos Grupos de Família, expressão privilegiada das Comunidades Eclesiais de Base, CEB’s, de onde brotam todos os serviços pastorais e para os quais devem estar voltados.

Participar nos Conselhos Pastorais Comunitários, Paroquiais e Diocesano. São espaços de participação e democratização do poder da comunidade eclesial. São instrumentos de unidade entre as diversas iniciativas da evangelização, além de oportunizar a ação evangelizadora dos leigos e leigas.

Participar nas Assembléias Comunitárias, Paroquiais e Diocesana. São espaços de avaliação, da tomada das decisões, da elaboração dos objetivos, do estabelecimento das metas, programas e projetos pastorais.

Participar das celebrações comunitárias da Palavra, da Eucaristia, dos outros sacramentos, bem como da manutenção da comunidade através do dízimo, conforme as orientações pastorais diocesanas.

Participar nos diversos ministérios, pastorais e outras iniciativas comunitárias, que nascem das necessidades da comunidade e dos dons que cada pessoa coloca a serviço de todos.
UMA IGREJA MINISTERIAL

É missão da Igreja, através da ação evangelizadora, viver o mandamento do amor e a defesa da vida (Jo 10,10). A sua missão não é responsabilidade de alguns, mas de todos. Todos e todas são chamados a um serviço ou ministério, tanto na Igreja como na sociedade. Deste entendimento brotam todos os ministérios, nenhum mais importante do que o outro, pois todos devem estar a serviço da vida, da comunidade, indo ao encontro dos afastados e excluídos, para a edificação da comunidade, que é o Corpo de Cristo. (Jo 13,1ss)

Há ministérios ordenados (bispo, padres, diáconos permanentes) e ministérios não ordenados (consagrados e consagradas, leigos e leigas). Os ministérios e serviços pastorais emergem das necessidades da comunidade. Entre eles, enumeram-se: Animadores e Animadoras de Grupos de Família, Catequistas, Animadores e Animadoras da Palavra/Liturgia, Ministros e Ministras da Comunhão, Batismo e Testemunhas Qualificadas do Matrimônio, Pastoral Vocacional, Pastoral da Bênção, Pastoral da Visitação e da Acolhida, Agentes da Pastoral da Saúde, Pastoral dos Idosos, da Juventude, da Coordenação, Festeiros e Festeiras, Conselheiros e Conselheiras, Líderes da Pastoral da Criança, Agentes Cáritas, Legionárias, Apostolado da Oração, Movimentos Eclesiais, Coroinhas e Infância Missionária, Pastoral do Dízimo, Secretaria Paroquial, Administração.

Do ponto de vista da sociedade civil, é indispensável a presença e atuação dos cristãos leigos e leigas nas diversas organizações sociais e políticas, espaços do exercício da cidadania e garantia dos direitos: Centro dos Direitos Humanos e Cidadania da Região Serrana, Associações, Sindicatos, Conselhos Municipais, Cooperativas, Partidos Políticos, Fóruns Locais e Regionais, Comitês pela Vida e Reforma Agrária, enfim, em outros movimentos populares que estão a serviço da vida.

O Fórum das Pastorais Sociais da Diocese de Lages abriga, hoje, 50 organizações, entre pastorais, serviço hospitalar, entidades de atendimento, projetos de geração de renda e centros sociais. Essas organizações atingem milhares de pessoas excluídas, principalmente crianças, adolescentes e mulheres.
UMA IGREJA CELEBRATIVA

A comunidade reunida na fé, perseverante na escuta e na prática da Palavra, na comunhão fraterna, no partir do pão nas casas e no templo, atualiza a presença de Jesus, o Senhor Ressuscitado, experimentando verdadeiramente, “Ele está no meio de nós”. Por isso na igreja que queremos, a comunidade celebra sua vida litúrgica, os sacramentos, as festas, datas e fatos significativos. A celebração eucarística, as celebrações dominicais da Palavra, presididas por leigos e leigas, o encontro semanal dos Grupos de Família, são espaços privilegiados da igreja celebrativa. O modo como a celebração é preparada e realizada, revela o modo de ser igreja. 
 

UMA IGREJA MISSIONÁRIA

A Comunidade Eclesial de Base, ou seja, toda a Igreja-Povo de Deus, deve estar atenta em fazer sua a mesma prática missionária do Senhor e Mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10) .

Uma igreja sinal e instrumento do Reino está no mundo em defesa da vida, onde esta estiver mais ameaçada. Vai ao encontro e dialoga com o “outro”, com aquela pessoa que se diz católica, mas que não participa da comunidade eclesial, que está afastada, excluída do convívio da comunidade. Atenção especial merecem as famílias e casais nas mais diversas situações: separadas, divorciadas, recasadas, ajuntadas, mães e pais solteiros e pessoas em situação de pobreza. Os ministérios da acolhida e da visitação tornam-se serviços indispensáveis e de dimensão verdadeiramente missionária.

A primeira terra de missão é a família reunida em Grupo de Famílias. Ali se encontra a criança, o adolescente, o jovem, a mulher, o idoso, a pessoa empobrecida. A missão continua entre os grupos, entre comunidades e paróquias.


UMA IGREJA ECUMÊNICA

Importa ouvir sempre o apelo de Jesus: “Pai Santo, guarda-os em teu nome ... para que eles sejam um, assim como nós somos um... para que o mundo acredite que tu me enviaste” (Jo 17,20-21). A luta pela vida, pelos direitos da cidadania, definitivamente, não tem fronteiras.

Além das parcerias que a Igreja deve buscar junto às outras organizações da sociedade, segundo Jesus, é sinal de unidade o esforço conjunto das Igrejas Cristãs, na evangelização libertadora.

Somos filhos e filhas de Deus, não porque pertencemos à Igreja Católica, mas porque somos seres humanos feitos à imagem e semelhança do mesmo Criador, morando na casa comum dos irmãos e irmãs. Isto é ecumenismo.
UMA IGREJA SÓCIO-TRANSFORMADORA

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor. (...) Então Jesus começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que vocês acabam de ouvir” (Lc 4,18-19. 21).

Fieis à Palavra de Jesus na tradição dos profetas e das profetizas do Povo de Deus, queremos assumir o mesmo projeto do anúncio da Boa-Notícia/Boa Realidade e da denúncia de todos os sistemas que geram a morte. Somos Igreja de Jesus quando nos comprometemos, como nosso Mestre, em derrubar dos tronos os poderosos e exaltar a vida dos pequenos e humildes (Lc 1,46-56).

http://www.diocesedelages.org.br/dimensoesdaigreja.htm
  

terça-feira, 26 de julho de 2016

O que é honestidade

 
qualidade ou caráter de honesto, atributo do que apresenta probidade, honradez, segundo certos preceitos morais socialmente válidos.
 
característica do que é decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível; castidade.
Honestidade pode e deve começar  no nosso dia a dia. Sabe como?
 
Falar sempre a verdade, tratar todos com respeito e não levar para casa coisas que pertençam a outras pessoas.  E isso tem muito a ver com duas palavras que a gente escuta muito por aí: corrupção e crime.
 
O MPF está de olho nesses assuntos. Por isso, fiscaliza e denuncia problemas ligados à aplicação de impostos, ao tráfico de drogas, à pornografia infantil, ao racismo e muitos outros.
 

 

O que é pedofilia?

  
 
Esta foi a pergunta do Gabriel, de 8 anos. 
                    
A pedofilia está entre as doenças classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre os transtornos da preferência sexual. Pedófilos são pessoas adultas (homens e mulheres) que têm preferência sexual por crianças – meninas ou meninos - do mesmo sexo ou de sexo diferente, geralmente pré-púberes (que ainda não atingiram a puberdade) ou no início da puberdade, de acordo com a OMS.
 
O código penal considera crime a relação sexual ou ato libidinoso (todo ato de satisfação do desejo, ou apetite sexual da pessoa) praticado por adulto com criança ou adolescente menor de 14 anos. Conforme o artigo 241-B do ECA é considerado crime, inclusive, o ato de “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.”
 
A maioria dos pedófilos são homens, e o que facilita a atuação deles é a dificuldade que temos para reconhecê-los, pois aparentam ser pessoas comuns, com as quais podemos conviver socialmente sem notar nada de anormal nas suas atitudes. Em geral têm atividades sexuais com adultos e um comportamento social que não levanta qualquer suspeita. Eles agem de forma sedutora para conquistar a confiança e amizade das crianças.
 
Pedófilos costumam usar a Internet pela facilidade que ela oferece para encontrarem suas vítimas. Nas salas de bate-papo ou redes sociais eles adotam um perfil falso e usam a linguagem que mais atrai as crianças e adolescentes. Por isso é muito importante não divulgar dados pessoais na Internet, como sobrenome, endereço, telefone, escola onde estuda, lugares que frequenta, e fotos, que podem acabar nas mãos de pessoas mal intencionadas.
 
De acordo com Anderson Batista, fundador do site Censura, “às vezes, a criança envia uma foto para um colega de classe e essa imagem acaba caindo na rede dos pedófilos. Ou porque alguém ligado ao colega que recebeu a foto está numa rede de pedofilia, ou porque a imagem foi colocada em algum blog e, com isso, se tornou pública”.
 
 
Atenção: Violência sexual contra criança e adolescente é crime!
 
Para denunciar por telefone:  Ligue para o número 100, do Disque Denúncia Nacional, subordinado à Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. A ligação é gratuita e o serviço funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, num prazo de 24h.

Denúncia por e-mail:  É possível também enviar uma mensagem para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos no e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br.

Em ambos é possível:
• denunciar violências contra crianças e adolescentes;
• colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de crianças e adolescentes; e
• obter informações sobre os Conselhos Tutelares.
 

Assédio Moral no Trabalho

 
É uma forma de violência no trabalho que consiste na exposição prolongada e repetitiva dos trabalhadores a situações vexatórias, constrangedoras e humilhantes, praticadas por uma ou mais pessoas. Ocorre por meio de comportamentos com o objetivo de humilhar, ofender, ridicularizar, inferiorizar, culpabilizar, amedrontar, punir ou desestabilizar emocionalmente os trabalhadores, colocando em risco a sua saúde física e psicológica, além de afetar o seu desempenho e o próprio ambiente de trabalho.
 
O assédio pode assumir tanto a forma de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas) quanto indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social). Porém, para que sejam caracterizadas como assédio, essas ações devem ser um processo frequente e prolongado.
 
Alguns dos objetivos do assédio:
 Desestabilizar emocional e profissionalmente o indivíduo;
 Pressioná-lo a pedir demissão;
 Provocar sua remoção para outro local de trabalho;
 Fazer com que se sujeite passivamente a determinadas condições de humilhação e constrangimento, a más condições de trabalho etc.

As práticas de assédio moral podem se dar tanto do chefe para seu(s) subordinado(s) (assédio descendente), como do(s) subordinado(s) para seu(s) superior(es) (assédio ascendente), entre os colegas de trabalho, ou podem ser mistas, isto é, entre superiores, colegas e/ou subordinados.
 
As ações decorrem das relações interpessoais e/ou do assédio organizacional (quando a própria organização incentiva e/ou tolera as ocorrências).

O assédio nem sempre é intencional. Às vezes, as práticas ocorrem sem que os agressores saibam que o abuso de poder frequente e repetitivo é uma forma de violência psicológica. Porém, isso não retira a gravidade do assédio moral e dos danos causados às pessoas, que devem procurar ajuda para cessar o problema.
 
Considerações sobre a vítima
 
As vítimas de assédio moral não são necessariamente pessoas frágeis ou que apresentam qualquer transtorno. Muitas vezes elas têm características percebidas pelo agressor como ameaçadoras ao seu poder. Por exemplo, podem ser pessoas que reagem ao autoritarismo do agressor ou que se recusam a submeter-se a ele. Além desses casos, as vítimas são frequentemente identificadas em grupos que já sofrem discriminação social, tais como mulheres, homossexuais, pessoas com deficiências, idosos, minorias étnicas, entre outros.
 
Existe diferença entre assédio moral interpessoal e assédio moral organizacional?
 
Sim. No assédio moral interpessoal, a finalidade está em prejudicar ou eliminar o trabalhador na relação com o(s) outro(s), enquanto no assédio moral organizacional o propósito é atingir o trabalhador por meio de estratégias organizacionais de constrangimento com o objetivo de melhorar a produtividade e reforçar o controle.
 
Em alguns casos, o assédio moral organizacional ocorre com o objetivo de forçar o trabalhador indesejável a pedir demissão, o que evita custos à organização (como não pagar multas rescisórias). Esse tipo de assédio se dá por meio de práticas abusivas, tais como cobranças exageradas e persistentes ou o estabelecimento de metas abusivas e crescentes por parte de gestores ou representantes da organização, com o intuito de alcançar objetivos organizacionais, por exemplo.
 

O agrotóxico que assassina o homem e a natureza

No próximo dia 05 de junho “celebramos”, sob os auspícios da ONU, o Dia Mundial do Meio Ambiente. A propósito, quando nos debruçamos sobre a realidade nua e crua do nosso País, ficamos perplexos. Os mais incomodados se perguntam: há o que se comemorar nesse dia?
 
Com tantos descasos ambientais, rios poluídos (que dizer, por exemplo, da tragédia do Rio Doce?!), nascentes secando e o agrotóxico sendo despejado inescrupulosamente na Mãe-terra? Pois bem! Penso que a única coisa a se comemorar nessa ocasião são as mentes inconformadas com a situação dramática, as poucas mãos que se colocam a serviço da Casa Comum e os corações solidários que se doam pela vida do planeta que não mais geme em dores de parto, mas já padece às dores abortivas.
 
Proponho que nesse dia nos sintamos convocados a nos indignarmos e a fazermos alguma coisa, sobretudo, contra o uso indiscriminado dos agrotóxicos nas plantações. Como o próprio nome já diz, o elemento químico é o principal agente da intoxicação, tanto do homem quanto dos animais e do Meio Ambiente.
 
O elemento químico é o principal agente da intoxicação, tanto do homem quanto dos animais e do Meio Ambiente.
 
O portal Ecycle, observa que, ao longo dos anos, “acidentes” com agrotóxicos causaram graves problemas ambientais e de saúde por todo o mundo. Um dos casos mais graves da História e quase não divulgado aconteceu no ano de 2006, quando os moradores e animais da cidade de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, foram vítimas de intoxicação causada pela pulverização aérea do agrotóxico Paraquat, proibido em diversos países e na União Europeia. O produto, que era aplicado na produção agrícola da região, foi levado pelo vento até à cidade, causando diversos problemas.
 
A interrogação que instiga nossa criticidade é a seguinte: por que algo tão perigoso e nefasto ainda é utilizado pela nossa gente? Por que é tão fácil comercializá-lo? A resposta é absoluta e direta: por causa do deus dinheiro. Quem utiliza agrotóxico tende a produzir mais rápido, tende a ganhar mais dinheiro, ter mais lucro, multiplicar o patrimônio e ser "o tal"... Entretanto, ouso complementar: e ter menos vida. O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são despejados em nosso país. Um bilhão de litros ao ano: 5,2 litros por brasileiro! Um absurdo!
 
Urge uma política de fiscalização mais sistemática e aprimorada para averiguar o drama na qual nossa sociedade está imersa e criar consciência sobre o caso. Recordo-me que certo dia, visitando uma propriedade, senti-me obrigado a indagar o dono acerca do porquê haver duas plantações de alface, uma na beira de casa e outro bem longe. Prontamente ele me respondeu: “essa aqui perto da varanda é para o consumo da família, não utilizamos veneno, a outra é para comercializar”.
 
Olhei bem para ele e disse: o senhor dorme tranquilo? Ele preferiu silenciar. A princípio pensei ter sido inconveniente, mas por outro lado me coloquei no lugar dos consumidores que são obrigados a comprar produtos “envenenados” não só pelos agrotóxicos, mas pela ilimitada ganância capitalista do homem que recebeu a bela vocação de ser agricultor. Há de se considerar ainda o pensamento egoísta e predador dessas pessoas que fazem pouca conta da regrinha de ouro: “o que não quero para mim não quero para os outros” (cf. Mt 7,12).    
 
Pesquisadores brasileiros afirmam que há uma relação muito profunda entre câncer e agrotóxico, visto que, com o tempo, alguns tipos de agrotóxicos vão se acumulando no organismo e prejudicam a saúde. O Instituto Nacional do Câncer e a Fiocruz defendem o fim gradativo dos agrotóxicos e alertam: não existe dose segura para aplicar os pesticidas, ou seja, veneno é veneno. Ponto. Depois choramos e lamentamos o sepultamento de pessoas jovens vítimas, sobretudo, do câncer, mas não somos capazes de fazer da morte um grito de protesto para criar consciência desse temível risco que assombra tantas pessoas no nosso cotidiano!
 
Quando iremos acordar para esse crime socioambiental? Não é somente assassino quem puxa o gatilho de uma arma, desfere uma facada e/ou um golpe em alguém, mas também aqueles que ejetam veneno (alguns insistem em dizer que é remédio) de sua bomba - a nova pólvora que silencia a vida da Mãe-terra e a de tantos outros irmãos e irmãs. Inquietemo-nos. Denunciemos. Sejamos geradores e defensores da vida! 
 
 

Em Minas Gerais, fotógrafa encontra felino raro: o gato-mourisco

Por dez segundos, a fotógrafa Aline Patrícia Horikawa teve a chance de filmar o felino também conhecido como jaguarundi.

A fotógrafa Aline Patrícia Horikawa: paixão por registrar aves e outros animais (Alexandre Sá/TG)
 
As fotografias de Aline Patrícia Horikawa enchem de cores e encantos a página que mantém na rede social. A predileção pelas aves levou a auxiliar de escritório a muitos lugares. Ao caminhar por uma trilha em São Sebastião do Paraíso (MG), a fotógrafa amadora encontrou um felino. Não um felino qualquer, mas um gato-mourisco. Sem perder tempo, passou a filmar o animal. Segundo a fotógrafa, foram dez segundos inesquecíveis. A espécie considerada rara é um pouco maior que o gato-do-mato. Esta foi a segunda vez que Aline clicou o animal.
 
Pesquisadores acreditam que o gato-mourisco viva sozinho ou em pares. Em algumas áreas de ocorrência, o animal também é conhecido como jaguarundi.

Nas trilhas de Minas, registros ( Alexandre Sá/TG)
 
Gato-mourisco, também conhecido com jaguarandi: pose para a fotografia (Aline Horikawa/Você no TG)
 
Espécie difícil de ser avistada é um pouco maior que o gato-do-mato (Aline Horikawa/Você no TG)
 

Milhares de carreteiros se reúnem em Aparecida

Entre os dias 27 e 29 de julho será realizada a 37ª Feira do Carreteiro no Pátio do Santuário Nacional de Aparecida. Cerca de 50 mil pessoas são esperadas pela organização para os três dias de evento. Essa é a 21ª vez consecutiva que a Casa da Mãe recebe o evento.

Essa é a 21ª vez consecutiva que a Casa da Mãe recebe o evento
 
O objetivo principal da Feira do Carreteiro é levar aos motoristas produtos e informações da atividade do transporte rodoviário de cargas e proporcionar a oportunidade de conhecer as novidades do setor.
 
Entre as atividades está o Truck Test, que possibilita aos motoristas testarem e conhecerem em detalhes os caminhões mais modernos produzidos no Brasil. A feira também dedica um espaço para as esposas dos motoristas com serviços gratuitos de manicure, corte de cabelo e escova. Para as crianças, um espaço será montado para que os filhos dos carreteiros desenvolvam atividades educativas.
 
No último dia de feira, será realizada a bênção das chaves e objetos. Antes da celebração, um comboio de caminhões partirá do Posto Arco-Íris rumo ao Pátio das Palmeiras. As imagens de São Cristóvão e de Nossa Senhora Aparecida seguirão à frente da comitiva levadas por caminhão.
Os motoristas que participam da Feira do Carreteiro têm livre acesso a toda área de exposição, além de estacionamento grátis para seus caminhões. O credenciamento pode ser feito antecipadamente pelo site www.feiradocarreteiro.com.br.
 
Histórico da feira
 
A primeira edição da Feira do Carreteiro aconteceu em 1976, em Guaratinguetá (SP). e desde o início se manteve sempre em sintonia com os profissionais do setor, levando informação, lazer e diversão. A época da feira também foi estrategicamente escolhida: no mês em que se comemora o dia de São Cristóvão, o protetor de todos os motoristas.
 
Ao longo dos anos, o evento ganhou notoriedade e passou a ser realizado de forma itinerante em várias regiões do Brasil. Em 1996, o evento passou a acontecer em definitivo no pátio do Santuário de Aparecida (SP), devido à localização geográfica, no eixo São Paulo-Rio, e a infraestrutura para a realização de um evento de tal porte.
 

Cerca de sete mil brasileiros participam da Jornada Mundial da Juventude


Evento ocorre em Cracóvia, Polônia, e terá a presença do papa Francisco
 
Com o tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”, o maior evento da juventude católica começa hoje. De 25 de julho a 1º de agosto, jovens do mundo inteiro se reúnem em Cracóvia, na Polônia, para a 31º edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Esta é a segunda vez que a Polônia receberá o evento. 
 
Para o bispo de Caxias (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, a expectativa com a Jornada Mundial da Juventude é muito grande. “Queremos de verdade que essa jornada coloque no coração da juventude esse ardor, esse amor missionário, lembrando a frase do nosso querido papa Francisco: ‘Ide sem medo para servir uma Igreja jovem, uma Igreja missionária, uma Igreja comprometida com uma vida melhor para toda nossa juventude’”, enfatiza dom Vilsom.
 
Dos 600 mil jovens inscritos na Jornada Mundial da Juventude, aproximadamente sete  mil são brasileiros. O Brasil também é representado por 28 bispos. Cerca de 150 voluntários brasileiros estão participando da organização da JMJ, que acontece no Ano Santo da Misericórdia - proclamado pelo papa Francisco - tornando-se um verdadeiro e próprio Jubileu dos Jovens em âmbito mundial. “O papa quer angariar, quer unir-se a essa multidão de jovens do mundo todo que estarão lá e querem espalhar esse sentimento de misericórdia por um mundo melhor, uma Igreja solidária, uma Igreja misericordiosa, uma Igreja de portas abertas”, afirma dom Vilsom.
 
Não é a primeira vez que uma jornada coincide com um Ano Jubilar. De 1983 a 1984, São João Paulo II convocou,pela primeira vez os jovens do mundo todo para o Domingo de Ramos. Depois, durante o Grande Jubileu dos anos 2000, mais de dois milhões de jovens, provenientes de cerca de 165 países, reuniram-se em Roma para a XV Jornada Mundial da Juventude. Por esta ocasião, este ano, a JMJ 2016 celebrará a vida e missão daquele que instituiu as jornadas pelo mundo. São João Paulo II será homenageado na missa de abertura do evento, na terça, 26.
 
A programação da JMJ, que durará uma semana, contará com missa de abertura, cerimônia de boas-vindas, via-sacra, vigília e missa final. Desses atos principais,o papa Francisco irá participar de todos. Além disso, os jovens também poderão participar de catequeses coordenadas por brasileiros e por bispos do Brasil. Por aqui, inclusive, dioceses e arquidioceses promovem encontros, com o objetivo de oferecer aos jovens que não puderam ir à Cracóvia a mesma experiência de partilha. 
 
“Peço a Santa Faustina, com a sua pregação na misericórdia e São João Paulo II, aquele que passou essa paixão, esse amor, esse acreditar na juventude, que abençoe essa Jornada Mundial e que faça com que haja muitos frutos no coração da Igreja com a participação da juventude. Que Deus de fato abençoe a juventude do mundo, em especial, a juventude de nosso país”, finaliza dom Vilson Basso.
 

Papa Francisco condena toda forma de ódio, ao referir-se ao ataque à Igreja na França

 
Na manhã desta terça-feira, 26, dois homens armados com facas entraram na Igreja de Saint-Etienne de Rouvray, perto de Rouen, na França, e tomaram como reféns o pároco, duas religiosas e dois fiéis durante a missa, por volta das 10h. De acordo com as informações já divulgadas, foi confirmada a morte do sacerdote. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, declarou que o papa Francisco está informado sobre o caso e “participa da dor" e lamenta "o horror por esta violência absurda, condenando radicalmente toda forma de ódio”.
 
Em seu comunicado, Lombardi disse ser “uma notícia terrível, que se soma a uma série de violências que nestes dias já abalaram a todos, gerando imensa dor e preocupação”. O porta-voz afirmou que a Santa Sé acompanha a situação e aguarda novas informações “para tenta entender o que aconteceu”.
Segundo a Santa Sé, “o episódio abala ainda mais por ter ocorrido em uma igreja, local sagrado em que se anuncia o amor de Deus, onde foi barbaramente morto um sacerdote e envolvidos alguns fiéis”.
 
De acordo com notícia publicada pela Rádio Vaticano, um dos fiéis que participava da celebração teria fugido e alertado a polícia, que circundou e fechou imediatamente a área. “As informações são ainda fragmentárias, mas foi confirmado que um dos reféns, o pároco, foi degolado, e outro estaria entre a vida e a morte. Os dois criminosos foram mortos pela polícia”, diz o texto.
 
O presidente francês, François Hollande, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, estão a caminho da cidade.  
 
O arcebispo de Rouen, dom Dominique Lebrun, encontra-se na Polônia, com padres e grupos de jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Cracóvia. Segundo fontes locais, ele foi informado e deve retornar com urgência à sua diocese.  
 
Por enquanto, não se conhecem os motivos do ataque. O inquérito ao caso foi já entregue à procuradoria antiterrorismo e à direção geral de segurança.
 
Ainda na declaração, padre Federico Lombardi manifestou a proximidade da Santa Sé à Igreja na França, à arquidiocese de Rouen, à comunidade atingida e ao povo francês.
Com informações da Rádio Vaticano e foto da AFP