domingo, 26 de abril de 2015

Vulcão Calbuco segue em erupção no Chile; voos são cancelados

Visto de Futillar, no sul do Chile, o vulcão Cabulco expele fumaça e causa relâmpagos no céu. A erupção gerou um alerta vermelho na região (Foto: Martin Bernetti/AFP)

O vulcão Calbuco, que entrou em erupção nesta quarta-feira (22) no Chile e expeliu uma potente coluna de cinzas de vários quilômetros de altura, o que não acontecia há quase 50 anos, continuava em atividade nesta quinta-feira (23), causando o cancelamento de voos de cidades próximas tanto no Chile quanto na Argentina.
 
O vulcão está localizado na turística região dos Lagos, 900 quilômetros ao sul de Santiago, e sua atividade ocorre no mesmo momento em que outro vulcão no país, o Villarica, também está em fase de erupção.
 
O governo chileno decretou estado de exceção em cidades próximas, o que significa que as Forças Armadas assumiram o controle nestas localidades, disse o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo.Quase meia hora depois do início da atividade, uma coluna de 10 quilômetros de altura havia se transformado num verdadeiro cogumelo gigante em direção ao leste. O Calbuco teve sua última grande erupção em 1961.
 
Até esta quinta, mais de 4 mil pessoas foram evacuadas das áreas próximas ao vulcão, e as autoridades focam seus esforços na cidade de Ensenada, que fica a 15 km de distância. Um montanhista que estava perto do topo quando ocorreu a erupção está desaparecido.
 
Voos foram cancelados nas cidades de Puerto Montt, no Chile, e em Bariloche, na Argentina, visto que as cinzas podem danificar as aeronaves. As aulas nas escolas locais foram suspensas.
 
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, irá nesta quinta-feira junto com vários ministros para a região de Los Lagos (sul), onde ocorreu a erupção.
 
Turistas

 A área recebe muitos turistas de todo o mundo graças seus lagos, rios e abundante vegetação, cercada por vulcões.
 
"As pessoas tinham mais expectativa que temor e se aproximaram das margens do lago Llanquihue, onde fizeram fotografias", disse à AFP Álvaro Ascencio, que mora na região.
 
"Eu vim como turista ao Chile para passa três meses, mas não esperava isto. A erupção foi incrível. Minhas férias estão pagas com o espetáculo do Calbuco", disse Cody Fritz, um turista americano de 30 anos.
 
Em Puerto Varas, o comércio e as outras atividades estavam relativamente normais nesta quinta-feira, mas com todos de olho no vulcão, que fica a 40 km de distancia.
 
Pessoas observam de Puerto Varas, no Chile, a coluna de cinzas e lava do vulcão Calbuco, na quarta-feira (22) (Foto: AFP Photo/Giordana Schmidt)
 
 

"Minha Casa, Minha Vida" gera exclusão, diz arquiteto

Unidades do Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, na Bahia

Para Héctor Vigliecca, arquiteto e especialista em habitação social, alguns programas de moradia, como o "Minha Casa, Minha Vida", acabam gerando ainda mais exclusão. O poder público constrói "depósitos de prédios", com o objetivo de atingir metas numéricas, mas sem se preocupar com estruturas que promovam a cidadania, afirma.
 
"Quando damos uma casa que dificulta o transporte, o acesso aos centros culturais, praticamente excluímos esses grandes bairros de habitação do valor da cidade", disse em entrevista à DW Brasil. "Isso vai nos custar muito caro no futuro, porque essa separação é o estopim de um confronto de classes."
 
Conhecido por seus projetos de urbanização e habitação em favelas, o arquiteto uruguaio vive no Brasil desde 1975. Nesta quinta-feira (23/04), ele lança em São Paulo o livro O Terceiro Território – Habitação Coletiva e Cidade, que reúne seus trabalhos na área de habitação social.
 
Vigliecca busca conectar as comunidades, social e geograficamente excluídas, com a cidade formal. Para isso, religa vielas sem saída, abre novas ruas e instala elevadores sociais para melhorar a circulação. Seu trabalho inclui desde a drenagem de terrenos até a definição de locais para instalação de serviços públicos, bem como a criação de parques, prédios e pontes que se integrem à favela.
Atualmente, o arquiteto realiza projetos como parte dos programas municipais Renova SP (Morro do S4, São Paulo) e Morar Carioca (Morro dos Macacos, Rio de Janeiro). Confira a entrevista abaixo:
 
O que significa fazer boa arquitetura na favela?

A favela é uma área excluída por várias razões, uma delas é a distância das vantagens da cidade tradicional. Isso não é fácil de corrigir, mas podemos melhorar essa condição. Primeiro, criamos um sistema viário, de conexão e mobilidade, que seja legível, o que é uma condição importante da cidadania. Depois, inserimos elementos novos, de maneira a não excluir o existente, mas coincidir amigavelmente com a favela, compondo o que chamamos de terceiro território.
 
É comum ver ações do Estado, antigas, em que se cometia um erro: as intervenções produziam uma exclusão da exclusão. A ação pública pega um terreno afastado e faz um depósito de prédios. Nós tentamos fazer o contrário, inserir elementos de urbanidade, que transformem aquela área em cidade, para que o habitante perceba que ele não é um excluído. Nós chamamos isso de urbanidade por infiltração.
 
Ainda se faz muito esse tipo de intervenção excludente?

Sim, lamentavelmente se faz isso no maior plano de habitação que o Brasil conhece, o "Minha Casa, Minha Vida". Mas, a partir dos anos 1980, houve uma mudança significativa, e as prefeituras começaram a entender que a boa arquitetura e o bom urbanismo são fundamentais. E, além disso, trazem votos. A comunidade assume o projeto, se identifica e se sente valorizada.
 
Então, o "Minha Casa, Minha vida" está baseado num modelo ultrapassado?

Não é ultrapassado, é um problema mais filosófico. Eles destinaram dinheiro para conseguir apenas uma quantidade, mas nós não transformamos o déficit habitacional do Brasil apenas atingindo um número. Temos que transformar as cidades.
 
O senhor pode dar algum exemplo?

Tem alguns exemplos desastrosos...fazem enormes conjuntos habitacionais, que custam uma quantidade de dinheiro impressionante. Mas não basta dar uma casa, tem que dar cidadania. E isso abrange outros tipos de condicionantes na hora de projetar. Quando damos uma casa que dificulta o transporte, dificulta chegar aos centros culturais, onde está o comércio e o lazer, praticamente excluímos esses grandes bairros de habitação do valor da cidade. Isso vai nos custar muito caro no futuro, porque essa separação é o estopim de um confronto de classes.
 
Então, houve mais avanços na esfera municipal?

Sim, em algumas prefeituras. As próprias escolas de arquitetura começaram a incluir a questão das periferias como um tema de trabalho apenas nos 1970 e 1980. Antes era um assunto de política e sociologia. Eu discordava disso, era como se os arquitetos não tivessem nada para contribuir. E os arquitetos têm muito para contribuir.
 
Como se traduz, na prática, a sua arquitetura nas favelas?

Não há fórmulas fixas, porque uma favela em São Paulo é diametralmente oposta a uma no Rio de Janeiro ou em Salvador. Há favelas que estão incrustadas nos centros históricos, dentro da cidade. Então, é diferente, essa favela tem transporte público, hospital, tudo. Elas estão excluídas? Sim, mas do âmbito urbano, o que não é mensurável. Paraisópolis [em São Paulo], por exemplo, tem transporte interno próprio, televisão e rádio locais, mas você entra lá dentro e está em outro lugar, não na cidade formal.
 
Como essa experiência pode ser aplicada em outras cidades do mundo?

Todas as cidades têm áreas críticas. Paris e Madri têm, por exemplo. Não se compara à América Latina, em termos de escala, mas há sempre essa problemática dos guetos raciais. Mesmo assim, não há uma solução única. Cada caso precisa de uma reflexão própria.
 

A Suíça é o país mais feliz do mundo

Torcedores da Suíça durante jogo da Copa do Mundo contra a Argentina, em São Paulo
 
Nem só de praia, sol e carnaval vive a felicidade. Ao que parece, ela está mais voltada para as montanhas, os chocolates, os queijos e os relógios pontuais. Na terceira edição do Relatório Mundial da Felicidade de 2015, quem aparece na liderança como país mais feliz do mundo é a Suíça, seguida por Islândia, Dinamarca, Noruega e Canadá.
 
Finlândia, Holanda, Suécia, Nova Zelândia e Austrália completam o top 10. O Brasil é o 16º da lista — o mais feliz da América do Sul —, atrás dos Estados Unidos (15º), mas à frente da Alemanha (26º) e da Inglaterra (21º), entre 160 países.
 
Entre os 20 menos felizes constam países asiáticos e africanos, alguns dos mais pobres do planeta. A República Democrática do Congo aparece como o mais infeliz de todos os pesquisados.
 
O ranking é baseado em diversos fatores, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida saudável, sistema de ajuda social e percepção de corrupção ou a ausência dela no governo.
 
Jeffrey Sachs, da Universidade de Colulmbia, nos Estados Unidos, comandou a pesquisa em nome da Organização das Nações Unidas (ONU) e destacou que os 13 primeiros países da lista são os mesmos da amostragem anterior, apenas com mudanças na posição. Para ele, a fórmula vencedora dessas nações é a relativa riqueza combinada com um forte sistema social e governos responsáveis.
 
"Países abaixo desse grupo de elite estão aquém tanto nas questões econômicas quanto no suporte social", declarou Sachs, que espera que os governantes de todo o mundo leiam o relatório com a devida atenção.
 
"Falando abertamente, queremos que [o relatório] tenha um impacto nas deliberações a respeito do desenvolvimento sustentável, porque acreditamos que isso realmente importa", disse.
 
Co-autor do relatório, John Helliwell, também da Universidade de Columbia, disse à TV canadense CBC que, embora a riqueza tenha papel fundamental na questão da felicidade, "a importância de fatores sociais e de normas e redes que aproximam as pessoas" são temas que foram além dos níveis econômicos.
Segundo Helliwell, isso diz respeito a fatores que vão "desde o grau de confiança e colaboração no ambiente de trabalho até o tempo gasto com a família e os amigos, por exemplo."
 
Outro co-autor, Richard Layard, da London School of Economics, salientou o grande valor da infância para o grau de felicidade que cada indivíduo pode esperar para a vida adulta.
 
"Temos que investir muito cedo na vida das crianças. Assim, elas crescerão independentes, produtivas, serão adultos felizes, contribuindo social e economicamente", concluiu Layard.
 
Países mais felizes
 
1º Suíça
2º Islândia
3º Dinamarca
4º Canadá
5º Noruega
6º Finlândia
7º Holanda
8º Suécia
9º Nova Zelândia
10º Austrália
11º Israel
12º Costa Rica
13º Áustria
14º México
15º Estados Unidos
16º Brasil
17º Luxemburgo
18º Irlanda
19º Bélgica
20º Emirados Árabes Unidos
 
Países menos felizes
 
141º Togo
142º Burundi
143º Síria
144º Benim
145º Ruanda
146º Afeganistão
147º Burkina Faso
148º Costa do Marfim
149º Guiné
150º Chade
151º República Centro-Africana
152º Madagascar
153º Tanzânia
154º Camboja
155º Níger
156º Gabão
157º Senegal
158º Uganda
159º Comores
160º República Democrática do Congo

http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-suica-e-o-pais-mais-feliz-do-mundo-4667.html

Dez razões para não comemorar os 50 anos da Globo

A Globo tem sido alvo de protestos de ativistas que a acusam de manipular a cobertura de manifestações e de ser contra a democratização da mídia
 
Sem o brilho de outras épocas, a TV Globo comemora cinco décadas de existência. Nunca a sua audiência esteve tão baixa. No dia 1ª de abril ocorreram atos em prol da cassação de sua concessão em diversas cidades brasileiras. O do Rio e Janeiro contou com 10 mil pessoas.
 
Artistas globais e a falecida viúva de Roberto Marinho integram a relação de suspeitos de crimes de evasão fiscal e serão alvo de investigação pela CPI do Senado, criada para analisar o caso batizado como “Suiçalão”.
 
Ao assumir a postura pró-tucanos durante a campanha eleitoral de 2014, a emissora perdeu parte da regia publicidade oficial com que sempre foi contemplada. Os protestos contra a TV Globo vão continuar e existem pelo menos 10 razões para que os setores comprometidos com a democratização da mídia no Brasil não tenham nada a comemorar neste cinquentenário.
 
1. Marinho ficou com o canal 4 – Nos idos de 1950, a rádio líder absoluta de audiência e mais querida do Brasil era a Nacional, de propriedade do governo federal. O sucesso era tamanho que animou seus dirigentes a solicitarem ao presidente Juscelino Kubitschek a concessão de um canal de TV. Juscelino considerou a reivindicação justa e prometeu para “ breve” a concessão.
 
No final de 1957, o Canal 4 era concedido para a inexpressiva Rádio Globo, de Roberto Marinho. As pressões do então magnata da comunicação, Assis Chateaubriand, foram decisivas contra a Rádio Nacional. Ele aceitava qualquer coisa, menos que a Nacional ingressasse no segmento televisivo. O Brasil perdeu assim a chance histórica de ter, no nascedouro, duas modalidades de televisão, a comercial e a estatal voltada para o interesse público como seria a TV Nacional.
 
2. O acordo que feriu os interesses nacionais - A TV Globo começou a operar de forma discreta em 26 de abril de 1965 e seus primeiros meses foram um fracasso de audiência. Sua operação só foi possível graças aos milhares de dólares que recebeu do gigante da mídia norte-americana Time-Life, apesar da emissora ainda hoje sustentar que se tratou apenas de “um contrato de cooperação técnica”. A realidade, fartamente documentada por Daniel Herz, no já clássico A história secreta da Rede Globo (1995) prova o contrário. Roberto Marinho e o grupo Time-Life contraíram um vínculo institucional de tal monta que os tornou sócios, o que era vedado pela Constituição brasileira. Foi este vínculo que assegurou à Globo o impulso financeiro, técnico e administrativo para alcançar o poderio que veio a ter.
 
3. Apoio à ditadura (1964-1985) - Durante quase 20 anos, TV Globo e governos militares viveram uma espécie de simbiose. Os militares, satisfeitos por verem na telinha apenas imagens e textos elogiosos ao “país que vai para a frente”, retribuíam com mais e mais benesses e privilégios para a emissora. Ela enfrentou alguns casos de censura oficial, após a edição do AI-5 em 1968, mas o que prevaleceu foi o apoio incondicional de sua direção aos militares e a autocensura por parte da maioria de seus funcionários. Some-se a isso que a TV Globo sempre se esmerou em criminalizar quaisquer movimentos populares.
 
4. Combate às TVs Educativas – No poder, algumas alas militares viram na radiodifusão um caminho para combater a “subversão” e, ao mesmo tempo, promover a integração nacional. Por isso, em 1965, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) solicita ao Conselho Nacional de Telecomunicações a reserva de 98 canais especificamente para a TV Educativa. Pouco depois, Roberto Marinho começava a agir.
 
O decreto-lei nº 236 de março de 1967 formalizava a existência das emissoras educativas, mas criava uma série de obstáculos para que funcionassem. O artigo 13, por exemplo, obrigava estas emissoras a transmitirem apenas “aulas, conferências, palestras e debates”, além de proibir qualquer tipo de propaganda ou patrocínio a seus programas. Traduzindo: as TVs Educativas estavam condenadas à programação monótona e à falta crônica de recursos. O que contribuiu para cristalizar a visão de que a Globo é sinônimo de qualidade.
 
5. O programa global de Telecursos - O projeto de Educação Continuada por Multimeios envolvia um convênio entre a Secretaria de Planejamento da Presidência da República, o BID, a Fundação Roberto Marinho (FRM) e a Fundação Universidade de Brasília (FUB). Aparentemente, o objetivo era nobre: “o atendimento à educação de população de baixa renda do país, mediante a utilização e métodos não tradicionais de ensino”.
 
Na prática, o convênio ficou conhecido como Programa Global de Telecursos e atendia exclusivamente aos interesses da FRM. Através dele, a FRM pretendia, sem qualquer custo, apoderar-se do milionário “negócio” da teleducação no Brasil. Para tanto, esperava contar com recursos nacionais e internacionais inicialmente da ordem de 5 milhões de dólares embutidos em um pacote de 20 milhões de dólares solicitados pelo governo ao BID no início de 1982.
 
A tentativa das Organizações Globo de se apropriar dos recursos destinados às TVs educativas chega à imprensa no início de 1983. O “tiroteio” entre os jornais Globo e Folha de S.Paulo durou meses e o convênio, que acabou não sendo assinado, só foi sepultado três anos depois, com o fim do regime militar. Ainda hoje a FRM representa o Brasil em vários fóruns internacionais sobre educação.
 
6. O caso Proconsult - Leonel Brizola foi um dos políticos brasileiros mais combatidos pela TV Globo. Marinho nunca o perdoou por ter comandado a “rede da legalidade”, emissoras de rádio pró João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, em 1961. Com a vitória do golpe civil-militar de 1964, Brizola foi para o exílio e só pode retornar ao Brasil com a anistia, em 1979.
 
O Caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para inviabilizar a vitória de Brizola para o governo do Rio de Janeiro. A fraude foi denunciada pelo Jornal do Brasil, então o principal concorrente de O Globo e relatada pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Maria Helena Passos e Eliakim Araújo no livro Plim Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral (Conrad, 2005). Devido à participação de Marinho no caso, a tentativa de fraude é analisada no documentário  britânico Beyond Citizen Kane, de 1993. A TV Globo defendeu-se argumentando que não havia contratado a Proconsult e que baseava a totalização dos votos em apuração própria. Em 15 de março de 1994, Brizola, como governador, voltou a vencer a TV Globo ao obter, na Justiça, direito de resposta na emissora contra críticas de que era vítima.
 
7. Ignorou as Diretas Já - O primeiro grande comício das “Diretas-Já” aconteceu em São Paulo, em 25 de março de 1984 e coincidiu com o 430º aniversário da cidade. A TV Globo tratou o comício da Sé como um dos eventos comemorativos do aniversário da cidade, diminuindo deliberadamente sua relevância política. Omissões semelhantes repetiram-se em outras capitais. De acordo com o ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em entrevista ao jornalista Roberto Dávila, na TV Cultura, em dezembro de 2005, foi o próprio Roberto Marinho, quem determinou a censura daquele comício, impedindo que manifestantes fossem ouvidos e proibindo o aparecimento do slogan "Diretas Já".
 
A versão de Boni é diferente da que aparece no livro Jornal Nacional - A Notícia Faz História (Zahar, 2004), e que representa a versão da Globo. Aliás, a emissora vem tentando reescrever a sua história e, ao mesmo tempo, reescrever a própria história brasileira. A partir das Diretas-Já teve início a utilização, pelos movimentos populares, do bordão “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”.
 
8. Manipulação - Na eleição de 1989, a TV Globo manipulou o último e decisivo debate entre o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva e o do PRN, Fernando Collor. No telejornal da hora do almoço, a emissora fez uma edição equilibrada do debate. Para o Jornal Nacional, houve instruções para mudar tudo e detonar Lula, editando-se os seus piores momentos e os melhores de Collor. Desde então, pesquisas e estudos sobre este “caso” têm sido feitas, destacando-se as realizadas por Venício A. Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília.
 
9. Contra a democratização da mídia - Todos os países democráticos possuem regulação para rádio e televisão. No Reino Unido, por exemplo, a mídia e sua regulação caminharam juntas. Quando, em 2004, o governo Lula enviou ao Congresso Nacional projeto de lei criando o Conselho Nacional de Jornalismo, uma espécie de primeiro passo para esta regulação, foi duramente criticado pela mídia comercial, TV Globo à frente. Desde sempre, as Organizações Globo foram contrárias a qualquer medida que restrinja o poder absoluto que a mídia desfruta no Brasil. Prova disso é que o Capítulo V da Constituição brasileira, que trata da Comunicação Social, até hoje não saiu do papel.
 
Os compromissos dos mais diversos movimentos sociais brasileiros com a regulação da mídia foram reafirmados durante o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, de 10 a 12 de abril em Belo Horizonte. Sua carta final, “Regula Já! Por mais democracia e mais direitos”, conclama movimentos sociais e ativistas a unirem forças para pressionar o governo a abrir o diálogo com a sociedade sobre a necessidade de se regular democraticamente a mídia.
 
10. Ativismo pró-impeachment - A mídia, em especial a TV Globo, tem tido papel protagonista nas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Alguns estudiosos chegam a afirmar que dificilmente estas manifestações teriam repercussão se não fosse a Rede Globo. Em outras palavras, a Rede Globo, tão avessa à cobertura de qualquer movimento popular, entrou de cabeça na transmissão destas manifestações. No domingo 15/04, por exemplo, mobilizou, como há muito não se via, toda a sua estrutura com o objetivo de ampliar e dar visibilidade a estes atos. A título de comparação, as manifestações de 13/04, que também aconteceram em todo o Brasil e defenderam a Reforma Política, não mereceram cobertura tão dedicada da sua parte.
 
Nas redes sociais, internautas repudiaram a cobertura feita pela TV Globo e alcançaram, durante 48 horas ininterruptas, para a hashtag #Globogolpista, a primeira posição entre os assuntos mais comentados do Twitter. Novos protestos estão previstos.
Este já é o pior aniversário da TV Globo em toda a sua história.
 
*Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Este artigo foi publicado no blog Estação Liberdade

Significado de Justiça

Justiça significa respeito à igualdade de todos os cidadãos, e é um termo que vem do latim. É o principio básico de um que tem o objetivo de manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal.

É um termo abstrato que designa o respeito pelo direito de terceiros, a aplicação ou do seu direito por ser maior em virtude moral ou material. A Justiça pode ser reconhecida por mecanismos automáticos ou intuitivos nas relações sociais, ou por mediação através dos tribunais.

Em Roma, a justiça é representada por uma estátua, com olhos vendados, que significa que "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre todos.Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade.

Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).Justiça também é uma das quatro virtudes cardinais, e, segundo a doutrina da Igreja Católica, consiste "na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido".

História de São Judas Tadeu

 
 
São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos de Jesus. Era filho de Cléofas (irmão de São José) e de Maria de Cléofas (irmã de Nossa Senhora). Assim, ele era primo de Jesus. Diziam que se parecia muito com o Mestre. São Judas era também irmão de São Tiago, chamado “O Menor”, e de São Simão. Ambos discípulos de Jesus. O nome Judas significa “Deus seja louvado”.

Bodas de Caná

Alguns estudiosos chegam a cogitar na possibilidade de São Simão, ser o noivo do casamento em Caná da Galiléia, onde Jesus operou seu primeiro milagre, transformando água em vinho. São Judas teria presenciado o milagre e esta pode ter sido a causa de ele ter se tornado discípulo de Jesus. Lucas também chama Judas de "Zelote" - Lc 6,15. Alguns estudiosos afirmam que "zelote" significa zeloso. Outros afirmam que ele poderia ser membro do movimento revolucionário dos zelotes, que lutavam contra a dominação romana em Israel.

Escritor São Judas Tadeu

São Judas é o autor da menor carta do Novo Testamento: "A Carta de Judas".
A epístola de Judas foi escrita com muito amor e dedicação. Judas se preocupava com a pureza da crença na pessoa de Jesus Cristo e com a boa imagem dos cristãos perante a população. Talvez ele até quisesse escrever algo diferente, mas ao ouvir os falsos relatos de alguns cristãos, decidiu escrever esta carta chamando a atenção e alertando toda a Igreja nascente para terem cuidado com os falsos profetas.

Martírio

A história, baseada nos escritos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas", relata que depois de anunciar o Reino de Deus no Egito, Simão encontrou-se com Judas e eles foram evangelizar a Pérsia. Escritos do século VI descrevem o martírio de ambos.
 
Simão e Judas foram martirizados na Pérsia, na cidade de Sufian. Eles foram mortos por pregarem destemidamente a fé em Jesus Cristo. Por causa da pregação deles, grande foi o número de persas que se converteram ao cristianismo. Isso incomodou os poderosos da Pérsia. Por isso, foram condenados à morte. Vários estudiosos das escrituras acreditam que São Judas foi decapitado por carrascos que usavam como ferramenta o machado afiado. Esta era a pena capital mais usada pelos persas na época.
Muitos se converteram ao verem o testemunho destemido de São Judas diante da morte. O corpo de São Judas está sepultado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Paulo III escreveu uma bula concedendo indulgência plenária para todos aqueles que rezarem em seu túmulo no dia 28 de outubro, dia da sua festa.

Representação de São Judas Tadeu

Na arte cristã, São Judas Tadeu é representado como um homem segurando um machado, como referência à maneira pela qual ele foi martirizado.

Devoção a São Judas Tadeu

Acredita-se que as relíquias de São Judas Tadeu possam estar nas cidades deRheims e Touluse, na França. Há séculos, São Judas é venerado pelos cristãos como um dos santos mais populares da Igreja. Ele é invocado como o “Santo das Causas Perdidas”.

Intercessão de São Judas Tadeu

 Muitas vezes São Judas Tadeu é confundido com Judas Iscariotes, aquele que traiu Jesus por 30 moedas. Por isso, o nome Judas caiu na desonra e passou a ter um significado de traidor, criminoso, assassino, desprezível ou diabólico. Santa Brígida diz que Jesus quis reparar esse mal. Ao aparecer a Brígida da Suécia, que vivia um momento difícil em sua vida, Jesus disse para ela pedir a intercessão de São Judas Tadeu, pois Ele, Jesus, queria conceder graças às pessoas do mundo todo. Por isso, ainda hoje, a devoção a São Judas Tadeu é forte em todo o mundo. São tantas as graças alcançadas pela intercessão do Santo que ele é conhecido como o advogado das causas perdidas ou difíceis de serem resolvidas.

Oração a São Judas Tadeu

(Para ser rezada em grandes aflições, quando parecemos desamparados de todo socorro visível ou para casos desesperados)
 
São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor é causa de serdes esquecido por muitos, mas a Santa Igreja honra-vos e invoca-vos universalmente como padroeiro de casos desesperados, sem remédio. Intercedei por mim que sou tão miserável pondo em prática, eu vo-lo rogo, o privilégio particular que vos é concedido a fim de trazer ajuda pronta e visível onde isso é quase impossível. Vinde valer-me nessa grande necessidade para que eu possa receber as consolações e socorros do Céu em todas as minhas aflições, necessidades e sofrimentos, particularmente (aqui dizer a graça que deseja obter...) e que possa bendizer a Deus convosco e todos os eleitos por toda a eternidade. Eu vos prometo, bem aventurado São Judas Tadeu, ter sempre presente esta grande graça e não cessar de honra-vos, como meu especial e poderoso Padroeiro e farei quanto possa para espalhar a devoção para convosco. Amém.
 
São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e vos invocam.
Rezar um Pai-Nosso, uma Ave-maria e um Glória ao Pai
 

Programação da Festa de São Benedito 2015 em Aparecida (SP)

 
A 106ª Festa de São Benedito em Aparecida (SP) terá início no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, com a abertura da novena, que reflete sobre o tema: “Homem do serviço e do acolhimento fraterno”. A expectativa para este ano é que a cidade receba 350 mil pessoas até o dia 13 de abril, dia do encerramento da Festa,  que é considerada a maior manifestação religiosa, cultural e folclórica do Estado de São Paulo. 
 
As novidades deste ano são a realização de uma Carreata pelas ruas da cidade no dia 06 de abril às 15horas, depois no dia 11 de abril às 18 horas Terço no Santuário Nacional e procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito até a igreja do santo mouro, e por fim a mudança no horário da grandiosa procissão realizada no último dia da festa, que foi antecipado para as 15h30.
 
Neste ano, a Festa tem como reis, Paulo César Aluvino e Francisca Rodrigues dos Santos, que lideram 39 comissões que somam mais de 950 voluntários para organização e realização da Festa. Foram encomendadas 30 toneladas de doces (mamão, abóbora e batata) para a tradicional distribuição no dia 13. Vinte e nove congadas e moçambiques dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Goiás foram convidadas para cortejarem e prestigiarem a Festa.
 
A parte recreativa da festa tem além de muitas atrações, quermesse, shows e bingo todos os dias. A produção musical divulga a agenda de shows e destacam-se a dupla sertaneja Zé Henrique e Gabriel, o grupo Pixote e a banda Legião Urbana Cover.
 
A novena de São Benedito acontecerá na praça Dr. Benedito Meireles no centro de Aparecida. Demais informações sobre a programação pelo site www.festadesaobenedito.net ou pela página oficial da Festa no Facebook: facebook.com/festadesaobenedito
 
Programação litúrgica:
 
DIA 05/04 – Domingo de Páscoa – Abertura da Novena – 19 h (gesto concreto: óleo) 
DIA 06/04 – Novena: 17 h e 19 h (gesto concreto: macarrão) 
DIA 07/04 – 4ª. Caminhada de Fé da Comunidade – 5 h da manhã (saída da Igreja de São Benedito)
Novena: 17 h e 19 h (gesto concreto: açúcar)
DIA 08/04 – Novena 17 h e 19 h
 (gesto concreto: feijão)                                                                             
 DIA 09/04 – Novena 17 h e 19 h (gesto concreto: arroz)
 Dia 10/04 – Novena - 17 h, na Igreja e 19 horas, na praça (gesto concreto: farinha de mandioca ou de milho)
 Dia 11/04 – Terço e procissão de N. Sra. -18 h . – Saída do Santuário Nacional
Novena 19 h, na Praça (gesto concreto: fubá)
Dia 12/04 – Novena 19 h, na Praça (creme dental e sabonete)
SÁBADO DIA 11/04
9 h – Missa dos Enfermos e Idosos – (Espaço Felício Goussain) (após a missa, benção dos bonecos e das crianças)
11 h - Acolhimento das Congadas, no Santuário (transmitida ao vivo pela TV Aparecida)
15h30 – Consagração das Congadas, na Praça da Matriz-Basílica
17 h. – Procissão para buscar Santa Rita
19 h – Novena, na Praça
DOMINGO DIA 12/04
09 h – Missa Conga
14 h – Procissão e bênção do Mastro
15 h – Cavalaria
19 h – Encerramento da Novena, na praça
DIA 13/04 – Segunda Feira (Dia da grandiosa Festa)
05 h – Alvorada: Reverência ao Mastro pelas congadas e Moçambiques09 h – Saída dos Reis: Rua Oliveira Braga, 4610 h – Missa Solene12 h – Bênção e Distribuição dos Doces - Rua Miguel Mathias, 76 (Centro Comunitário S. Benedito)15h30 – Procissão em louvor a São Benedito
Anúncio dos novos reis

http://www.a12.com/noticias/detalhes/programacao-da-festa-de-sao-benedito-2015-em-aparecida-sp



Nota da CNBB sobre o momento nacional

 
Nota da CNBB sobre o momento nacional
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
 
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
 
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
 
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
 
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
 
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
 
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
 
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
 
Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.
Aparecida, 21 de abril de 2015.
 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís do Maranhão, Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário Geral da CNBB
 
 
Dom Sérgio da Rocha, o novo presidente da CNBB
 
Em nota que encerra sua 53ª Assembleia Geral, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou preocupação com o ajuste fiscal que o governo Dilma Rousseff pretende fazer, com o projeto de lei 4330, que libera as terceirizações em toda a cadeia produtiva e não poupou críticas a pautas conservadoras do Congresso, como a redução da maioridade penal e a PEC 215, que tira do Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas.
 
O texto é assinado pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, que nesta sexta-feira 24 transmitiu a dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, o cargo de presidente da CNBB. Rocha prometeu manter a postura ativa da CNBB, que, de acordo com ele, continuará a "denunciar o que vai contra o reino de Deus".
 
Na nota, a CNBB afirma que a retomada do crescimento da economia é necessária, mas que ela "precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres". Na mesma linha, a CNBB critica o PL da terceirização, afirmando que ele "não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores", uma vez que "é inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise".
 
A maior parte da nota é dedicada a criticar avanços conservadores no Congresso, onde, diz a CNBB, "se formam bancadas que reforçam o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres".
 
Para entidade, a redução da maioridade penal "é um equívoco que precisa ser desfeito", a PEC 215, "uma afronta à luta histórica dos povos indígenas" e o projeto de lei 3722/2012, que revoga o Estatuto do Desarmamento, uma ilusão criada pela indústria das armas, que "está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas."http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/cnbb-critica-terceirizacao-reducao-da-maioridade-e-ajuste-fiscal-5666.html
 
 

Papa Francisco condena antissemitismo na Europa

Papa Francisco na praça São Pedro, no Vaticano
(Foto: Andrew Medichini / AP)
 

O Papa Francisco condenou nesta segunda-feira (20) o antissemitismo na Europa, uma tendência que considera "preocupante", defendendo ante os rabinos europeus "o diálogo" entre os cristãos e judeus há mais de 50 anos.
 
"As tendências antissemitas e alguns atos de ódio e violência são preocupantes na Europa. Os cristãos têm de ser firmes na condenação de todas as formas de antissemitismo", declarou Jorge Bergoglio, que tem mostrado repetidamente seu bom relacionamento com os judeus.
 
O pontífice argentino recebeu os responsáveis da Conferência dos Rabinos Europeus (CRE), pela primeira vez desde a fundação da organização em 1956.
 
Francisco destacou que o diálogo entre cristãos e judeus avança "há quase meio século de maneira sistemática", referindo-se ao documento do Concílio Vaticano II, "Nostra Aetate", que, em 1965, expressou a necessidade de respeitar as outras religiões.
 
"Os judeus e os cristãos têm a responsabilidade de manter vivo o sentido religioso dos homem e da sociedade, que atestam a santidade da vida humana", declarou Francisco.
 
O papa fez uma homenagem ao rabino Elio Toaff de Roma, "homem de paz e de diálogo", falecido no domingo na capital italiana, que desempenhou um papel fundamental na aproximação judaico-cristã, ao receber o papa João Paulo II de 1986.
 
Por sua vez, o grande rabino de Moscou, Pinchas Goldshmidt, presidente da CRE, assegurou ante o papa que os judeus são as "vítimas colaterais" de uma ofensiva antimuçulmana instrumentalizada pela extrema-direita na Europa.
 
Os judeus são "como um homem de pé sobre uma via férrea, entre dois trens que se aproximam em grande velocidade um contra o outro, e que não sabe qual dos dois o atingirá primeiro", afirmou.
A CRE é uma das principais vozes do judaísmo na Europa e reúne cerca de 600 rabinos ortodoxos de cerca de 40 países.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/papa-francisco-condena-antissemitismo-na-europa.html

Papa aceita demissão de bispo que protegeu padre católico nos EUA

Robert Finn, bispo de Kansas City, nos EUA, em foto de 2012 (Foto: Tammy Ljungblad/The Kansas City Star via AP 
 
O Papa Francisco aceitou nesta terça-feira a demissão de Robert Finn, bispo de Kansas City (Missouri, Estados Unidos), que representa um caso emblemático nos Estados Unidos por ter acobertado um padre pedófilo, anunciou o Vaticano.
 
Esta medida era exigida há muito tempo pelas associações de vitimas de padres nos Estados Unidos, como a rede SNAP.
 
O prelado de 62 anos foi reconhecido culpado em 2012 pela justiça americana de não ter denunciado o padre pedófilo.
 
É provável que sua demissão tenha sido exigida pelo Vaticano, seguindo a política de "tolerância zero" do papa Francisco ante estes escândalos que abalaram a reputação da Igreja.
 
Em setembro de 2012, depois de um processo de várias semanas, Finn foi reconhecido culpado de não ter denunciado o padre de sua diocese, Shawn Ratigan, acusado de pedofilia e de posse de imagens de pornografia infantil.
 
Em compensação, a nomeação em janeiro pelo papa de um bispo chileno, Juan de la Cruz Barros, suspeito de ter protegido outro padre pedófilo, foi considerada uma decisão infeliz por especialistas laicos, que aconselham o Vaticano e expressaram seu desejo de que a indicação seja anulada.
 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/papa-aceita-demissao-de-bispo-que-protegeu-padre-catolico-nos-eua.html
 
 

Papa diz que eliminar as diferenças entre os sexos 'é passo para trás'

  O Papa Francisco chega à Praça São Pedro para audiência geral nesta quarta-feira (15) (Foto: Vincenzo Pinto/AFP)
 
O Papa Francisco afirmou nesta quarta-feira (15), ao se referir à chamada "ideologia do gênero", que a eliminação de diferenças entre sexos que esta propõe "é um passo para trás", durante sua catequese em ocasião da audiência geral na Praça de São Pedro.
 
Francisco, que dedicou sua reflexão à ideia católica da criação do homem e da mulher, afrontou a "teoria de gênero" e o aumento das crises matrimoniais.
 
"Me pergunto, por exemplo, se a chamada teoria de gênero não será expressão de uma frustração ou de uma resignação que leva a eliminar a diferença sexual porque não sabe enfrentá-la", argumentou.
Para Francisco, trata-se "de um passo para trás", já que "eliminar a diferença (de sexo) é o problema e não a solução".
 
O papa defendeu que "a diferença entre eles (homem e mulher) não é para competir ou para dominar, mas para que se dê essa reciprocidade necessária para a comunhão e para a geração, a imagem e semelhança de Deus".
 
"Esta complementaridade está baseada a união matrimonial e familiar para toda a vida, sustentada pela graça de Deus", acrescentou.
 
Francisco também fez referência à crise dos casamentos e pediu que o casal "fale mais, se escute mais e se conheça, mas se trate com respeito e coopere com amizade".
 
Além disso, "para superar as dificuldades desta união", o papa indicou dois pontos: "fazer mais a favor da mulher" e "voltar a redescobrir a beleza do projeto criador de Deus"
 
"Temos que fazer muito mais a favor da mulher. Não só para que seja mais reconhecida, mas para que sua voz tenha um peso real, uma autoridade efetiva na sociedade e na Igreja", apontou.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/papa-diz-que-eliminar-diferencas-entre-os-sexos-e-passo-para-tras.html

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Trabalho em equipe


O mundo está cada vez mais interligado e os negócios mais complexos e dinâmicos. È necessário acabarmos com a idéia de que o mundo é formado por forças individuas. O trabalho em equipe busca valorizar cada indivíduo e permiti que todos façam parte de uma mesma ação, além de possibilitar a troca de conhecimento e experiência, pois motiva a equipe  a buscar de forma coesa os objetivos traçados.
Portanto podemos definir que o trabalho em equipe é de vital importância, pois significa compartilhar numa direção comum: o sucesso.

Dicas para o sucesso do trabalho em equipe:
1- Seja paciente
 
Nem sempre é fácil conciliar opiniões diversas, afinal “cada cabeça uma sentença”. Por isso é importante que seja paciente. Procure expor os seus pontos de vista com moderação e procure ouvir o que os outros têm a dizer. Respeite sempre os outros, mesmo que não esteja de acordo com as suas opiniões.
2. Aceite as idéias dos outros

Às vezes é difícil aceitar idéias novas ou admitir que não tenhamos razão; mas é importante saber reconhecer que a idéia de um colega pode ser melhor do que a nossa. Afinal de contas, mais importante do que o nosso orgulho, é o objetivo comum que o grupo pretende alcançar.

3. Não critique os colegas

Às vezes podem surgir conflitos entre os colegas de grupo; é muito importante não deixar que isso interfira no trabalho em equipe. Avalie  idéias do colega, independentemente daquilo que achar dele. Critique as idéias, nunca a pessoa.

4. Saiba dividir

Ao trabalhar em equipe, é importante dividir tarefas. Não parta do princípio que é o único que pode e sabe realizar uma determinada tarefa. Compartilhar responsabilidades e informação é fundamental.

5. Trabalhe

Não é por trabalhar em equipe que deve esquecer suas obrigações. Dividir tarefas é uma coisa, deixar de trabalhar é outra completamente diferente.

6. Seja participativo e solidário

Procure dar o seu melhor e procure ajudar os seus colegas, sempre que seja necessário. Da mesma forma, não deverá sentir-se constrangido quando necessitar pedir ajuda.

7. Dialogue

Ao sentir-se desconfortável com alguma situação ou função que lhe tenha sido atribuída, é importante que explique o problema para que seja possível alcançar uma solução de compromisso que agrade a todos.
 
8. Planeje
Quando várias pessoas trabalham em conjunto, é natural que surja uma tendência para se dispersarem. O planejamento e a organização são ferramentas importantes para que o trabalho em equipe seja eficiente e eficaz. É importante fazer o balanço entre as metas a que o grupo se propôs e o que conseguiu alcançar no tempo previsto.

9. Evite cair no “pensamento de grupo”

Quando todas as barreiras já foram ultrapassadas, e um grupo é muito coeso e homogêneo, existe a possibilidade de se tornar resistente a mudanças e a opiniões discordantes. É importante que o grupo ouça opiniões externas e que aceite a idéia de que pode errar.

10. Aproveite

O trabalho em equipe Afinal, o trabalho de equipe acaba por ser uma oportunidade de conviver mais perto de seus colegas, e também de aprender com eles.

Ética e Moral e Ética no Servico Público



Ética e Moral

São temas relacionados, mas são diferentes, porque moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos e a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano.

Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida. A ética abrange diversos campos, como antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, política, e até mesmo educação física e dietética.


Ética no Serviço Público

O tema da ética no serviço público está diretamente relacionada com a conduta dos funcionários que ocupam cargos públicos. Tais indivíduos devem agir conforme um padrão ético, exibindo valores morais como a boa fé e outros princípios necessários para uma vida saudável no seio da sociedade.

Quando uma pessoa é eleita para um cargo público, a sociedade deposita nela confiança, e espera que ela cumpra um padrão ético. Assim, essa pessoa deve estar ao nível dessa confiança e exercer a sua função seguindo determinados valores, princípios, ideais e regras. De igual forma, o servidor público deve assumir o compromisso de promover a igualdade social, de lutar para a criação de empregos, de desenvolver a cidadania e de robustecer a democracia. Para isso ele deve estar preparado para pôr em prática políticas que beneficiem o país e a comunidade a nível social, econômico e político.

Um profissional que desempenha uma função pública deve ser capaz de pensar de forma estratégica, inovar, cooperar, aprender e desaprender quando necessário, elaborar formas mais eficazes de trabalho. Infelizmente os casos de corrupção no âmbito do serviço público são fruto de profissionais que não trabalham de forma ética.

Páscoa

 
Páscoa (do hebraico Pessach) significa passagem. É uma grande festa cristã para nós, é a maior e a mais importante festa. Reunimo-nos como povo de Deus para celebrarmos a Ressurreição de Jesus Cristo, Sua vitória sobre a morte e Sua passagem transformadora em nossa vida.

O Tempo Pascal compreende cinquenta dias a partir do domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes, vividos e celebrados com grande júbilo, como se fosse um só e único dia festivo, como um grande domingo. A Páscoa é o centro do Ano Litúrgico e de toda a vida da Igreja. Celebrá-la é celebrar a obra da redenção humana e da glorificação de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida.

Foi com a intenção de celebrar a Páscoa de Cristo que, desde os primórdios do Cristianismo, os cristãos foram organizando esta bela festa. Mas a partir de muitas propagandas midiáticas e de muitos outros costumes da nossa sociedade, vemos, sem dúvidas, que essa bela intenção foi se perdendo. Para muitos a Páscoa virou sinônimo de um "feriadão" ao lado de muitos outros feriadões, com o único objetivo de quebrar a monotonia da vida; com intenções e modos que não expressam os reais valores e sentidos da grande festa que é a Páscoa.

Em muitas casas, a Páscoa é vivida de forma paganizada e estragada pelas bebidas e orgias desse mundo, sem um mínimo de senso religioso ou moral; ou como um mero folclore, um mero tempo para viajar, comer chocolates e descansar de suas fadigas. Assim, um tempo que nasceu para construir laços familiares e renovar a nossa sociedade com valores perenes, acaba não atingindo o seu objetivo.

As confraternizações, os alimentos específicos e muitos outros costumes são importantes e nos ajudam a celebrar a Páscoa, mas não podem nos desviar do seu principal e essencial sentido. Hoje, temos uma geração que não entende nada do verdadeiro sentido da Páscoa, mas devemos celebrá-la bem – nós que não nos fechamos às suas origens e sabemos que ela é mais do que um "feriadão"; é uma "grande semana" na qual vivenciamos os mistérios da vida de Cristo e os mistérios da nossa própria vida.

Todos nós cristãos devemos, hoje, nos comprometer em nos mantermos fiéis às nossas origens e celebrarmos o sentido original, belo e profundo da nossa maravilhosa festa, que é a celebração da Ressurreição do Senhor. Que nossas boas obras e nossas vozes, em cada canto das nossas cidades, possam levar a alegria do Ressuscitado; sobretudo aos pobres, doentes, distanciados e a todas as pessoas, pois são amadas pelo Pai.

Irradiemos ao nosso redor a esperança e a certeza da presença de Cristo Ressuscitado. Que se encha nosso olhar de luz, como os das mulheres que viram o sepulcro vazio e o Filho de Deus ressuscitado (Mt 28). Que possamos também nós, numa só fé, exclamar como elas “o Senhor Ressuscitou, aleluia”.