quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cuidar da Mãe Terra e amar todos os seres

O amor é a força maior existente no universo, nos seres vivos e nos humanos. Porque o amor é uma força de atração, de união e de transformação. Já o antigo mito grego o formulava com elegância: “Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a Terra. Antes, tudo era silêncio, desprovido e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento”. O amor é a expressão mais alta da vida que sempre irradia e pede cuidado, porque sem cuidado ela definha, adoece e morre.

Humberto Maturana, chileno, um dos expoentas maiores da biologia contemporânea, mostrou em seus estudos sobre a autopoiesis, vale dizer, sobre a auto-orgnização da matéria da qual resulta a vida, como o amor surge de dentro do processo evolucionário. Na natureza, afirma Maturana, se verificam dois tipos de conexões (ele chama de acoplamentos) dos seres com o meio e entre si: uma necessária, ligado à própria subsistência e outro espontânea, vinculado a relações gratuitas, por afinidades eletivas e por puro prazer, no fluir do próprio viver.

 

 

Quando esta última ocorre, mesmo em estágios primitivos da evolução há bilhões de anos, ai surge a primeira manifestação do amor como fenômeno cósmico e biológico. Na medida em que o universo se inflaciona e se complexifica, essa conexão espontânea e amorosa tende a incrementar-se. No nivel humano, ganha força e se torna o móvel principal das ações humanas.
O amor se orienta sempre pelo outro. Significa uma aventura abraâmica, a de deixar a sua própria realidade e ir ao encontro do diferente e estabelecer uma relação de aliança, de amizade e de amor com ele.

O limite mais desastroso do paradigma ocidental tem a ver com o outro, pois o vê antes como obstáculo do que oportunidade de encontro. A estratégia foi e é esta: ou incorporá-lo, ou submete-lo ou eliminá-lo como fez com as culturas da África e da América Latina. Isso se aplica também para com a natureza. A relação não é de mútua pertença e de inclusão mas de exploração e de submetimento. Negando o outro, perde-se a chance da aliança, do diálogo e do mútuo aprendizado. Na cultura ocidental triunfou o paradigma da identidade com exclusão da diferença. Isso gerou arrogância e muita violência.

O outro goza de um privilégio: permite surgir o ethos que ama. Foi vivido pelo Jesus histórico e pelo paleocristianismo antes de se constituir em instituição com doutrinas e ritos. A ética cristã foi mais influenciada pelos mestres gregos do que pelo sermão da montanha e prática de Jesus. O paleocristianismo, ao contrário, dá absoluta centralidade ao amor ao outro que para Jesus, é idêntico ao amor a Deus. O amor é tão central que quem tem o amor tem tudo. Ele testemunha esta sagrada convicção de que Deus é amor(1 Jo 4,8), o amor vem de Deus (1 Jo 4,7) e o amor não morrerá jamais (1Cor 13,8). E esse amor incondicional e universal inclui também o inimigo (Lc 6,35). O ethos que ama se expressa na lei áurea, presente em todas as tradições da humanidade: “ame o próximo como a ti mesmo”; “não faça ao outro o que não queres que te façam a ti”. O Papa Francisco resgatou o Jesus histórico: para ele é mais importante o amor e a misericórdia do que a doutrina e a disciplina.

Para o cristianismo, Deus mesmo se fez outro pela encarnação. Sem passar pelo outro, sem o outro mais outro que é o faminto, o pobre, o peregrino e o nu, não se pode encontrar Deus nem alcançar a plenitude da vida (Mt 25,31-46). Essa saída de si para o outro a fim de amá-lo nele mesmo, amá-lo sem retorno, de forma incondicional, funda o ethos o mais inclusivo possível, o mais humanizador que se possa imaginar. Esse amor é um movimento só, vai ao outro, a todas as coisas e a Deus.

 

 

No Ocidente foi Francisco de Assis quem melhor expressou essa ética amorosa e cordial. Ele unia as duas ecologias, a interior, integrando suas emoções e os desejos, e a exterior, se irmanando com todos os seres. Comenta Eloi Leclerc, um dos melhores pensadores franciscanos de nosso tempo, sobrevivente dos campos de extermínio nazista de Buchenwald:

Em vez de enrijercer-se e fechar-se num soberbo isolamento, Francisco deixou-se despojar de tudo, fez-se pequenino, colocou-se, com grande humildade, no meio das criaturas. Próximo e irmão das mais humildes dentre elas. Confraternizou-se com a própria Terra, como seu húmus original, com suas raízes obscuras. E eis que a “nossa irmã e Mãe-Terra” abriu diante de seus olhos maravilhados um caminho de uma irmandade sem limites, sem fronteiras. Uma irmandade que abrangia toda a criação. O humilde Francisco tornou-se o irmão do Sol, das estrelas, do vento, das nuvens, da água, do fogo e de tudo o que vive e até da morte”.

Esse é o resultado de um amor essencial que abraça todos os seres, vivos e inertes, com carinho, enternecimento e amor. O ethos que ama funda um novo sentido de viver. Amar o outro, seja o ser humano, seja cada representante da comunidade de vida, é dar-lhe razão de existir. Não há razão para existir. O existir é pura gratuidade. Amar o outro é querer que ele exista porque o amor torna o outro importante.”Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não poderás morrer jamais” (G.Marcel); “tu deves existir, tu não podes ir embora”.

 

 

Quando alguém ou alguma coisa se fazem importantes para o outro, nasce um valor que mobiliza todas as energias vitais. É por isso que quando alguém ama, rejuvenesce e tem a sensação de começar a vida de novo. O amor é fonte de suprema alegria.

Somente esse ethos que ama está à altura dos desafios face à Mãe Terra devastada e ameaçada em seu futuro. Esse amor nos poderá salvar a todos, porque abraça-os e faz dos distantes, próximos e dos próximos, irmãos e irmãs.

Leonardo Boff é autor de O cuidado necessáro, Vozes 2013.
 
 
 
 

Reintegrar-se no espaço e no tempo

A partir dos anos 70 do século passado ficou clara para grande parte da comunidade científica que a Terra não é apenas um planeta sobre o qual existe vida. A Terra se apresenta com tal dosagem de elementos, de temperatura, de composição química da atmosfera e do mar que somente um organismo vivo pode fazer o que ela faz. A Terra não contem simplesmente vida. Ela é viva, um super-organismo vivente, denominado pelos andinos de Pacha Mama e pelos modernos de Gaia, o nome grego para a Terra viva.

A espécie humana representa a capacidade de Gaia de ter um pensamento reflexo e uma consciência sintetizadora e amorosa. Nós humanos, homens e mulheres, possibilitamos à Terra a apreciar a sua luxuriante beleza, a contemplar a sua intrincada complexidade e a descobrir espiritualmente o Mistério que a penetra.

 

 

O que os seres humanos são em relação à Terra é a Terra em relação ao cosmos por nós conhecido. O cosmos não é um objeto sobre o qual descobrimos a vida. O cosmos é, segundo muitos cosmólogos contemporâneos, (Goswami, Swimme e outros) um sujeito vivente que se encontra num processo permanente de gênese. Caminhou 13,7 bilhões de anos, se enovelou sobre si mesmo e madurou de tal forma que num canto dele, na Via láctea, no sistema solar, no planeta Terra emergiu a consciência reflexa de si mesmo, de donde veio, para onde vai e qual é a Energia poderosa que tudo sustenta.

Quando um eco-agrônomo estuda a composição química de um solo é a própria Terra que estuda a si mesma. Quando um astrônomo dirige o telescópio para as estrelas, é o próprio universo que olha para si mesmo.
A mudança que esta leitura deve produzir nas mentalidades e nas instituições só é comparável com aquela que se realizou no século XVI ao se comprovar que a Terra era redonda e girava ao redor do sol. Especialmente a transformação de que as coisas ainda não estão prontas, estão continuamente nascendo, abertas a novas formas de auto-realização. Consequentemente a verdade se dá numa referência aberta e não num código fechado e estabelecido. Só está na verdade quem caminha com o processo de manifestação da verdade.

 
 

Importa, antes de mais nada, realizar a reintegração do tempo. Nós não temos a idade que se conta a partir do dia do nosso nascimento. Nós temos a idade do cosmos. Começamos a nascer há 13,7 bilhões de anos quando principiaram a se organizar todas aquelas energias e materiais que entram na constituição de nosso corpo e de nossa psiqué. Quando isso madurou então nascemos de verdade e sempre abertos a outros aperfeiçoamentos futuros.

Se sintetizarmos o relógio cósmico de 13,7 bilhões de anos no espaço de um ano solar, como o fez ingeniosamente Carl Sagan no seu livro Os Dragões do Eden (N.York 1977, 14-16) e querendo apenas realçar algumas datas que nos interessam, teríamos o seguinte quadro:

A primeiro de janeiro ocorreu o big bang. A primeiro de maio o surgimento da Via-Láctea. A nove de setembro, a origem do sistema solar. A 14 de setembro, a formação da Terra. A 25 de setembro, a origem da vida. A 30 de dezembro, o aparecimento dos primeiros hominídeos, avós ancestrais dos humanos. A 31 de dezembro, irromperam os primeiros homens e mulheres. Os últimos 10 segundos de 31 de dezembro inauguraram a história do homo sapiens/demens do qual descendemos diretamente. O nascimento de Cristo ter-se-ia dado precisamente às 23 horas 59 minutos e 56 segundos. O mundo moderno teria surgido no 58º segundo do último minuto do ano. E nós individualmente? Na última fracção de segundo antes de completar meia-noite.

Em outras palavras, somente há 24 horas que o universo e a Terra têm consciência reflexa de si mesmos. Se Deus dissesse a um anjo: “procure no espaço e identifique no tempo a Denise ou o Edson ou a Silvia”, certamente não o conseguiria porque eles são menos que um pó de areia vagando no vácuo interstelar e começaram a existir a menos de um segundo atrás. Mas Deus sim, porque Ele escuta o pulsar do coração de cada filho e filha seus, porque neles o universo converge em autoconsciência, em amorização e em celebração.

 

 

Uma pedagogia adequada à nova cosmologia nos deveria introduzir nestas dimensões que nos evocam o sagrado do universo e o milagre de nossa própria existência. Isso em todo o processo educativo, da escola primária à universidade.

Em seguida faz-se mister reintegrar o espaço dentro do qual nos encontramos. Vendo a Terra de fora da Terra, nos descobrimos um elo de uma imensa cadeia de seres celestes. Estamos numa das 100 bilhões de galáxias, a Via Láctea. Numa distância de 28 mil anos luz de seu centro; pertencemos ao sistema solar que é um entre bilhões e bilhões de outras estrelas, num planeta pequeno mas extremamente aquinhoado de fatores favoráveis à evolução de formas cada vez complexas e conscientizadas de vida: a Terra.

Na Terra nos encontramos num Continente que se independizou há cerca de 210 milhões de anos atrás quando a Pangea (o continente único da Terra) se fraturou e que ganhou a configuração atual. Estamos nesta cidade, nesta rua nesta casa, neste quarto, e nesta mesa diante do computador partir donde me relaciono e me sinto ligado à totalidade de todos os espaços do universo.

Reintegrados no espaço e no tempo nos sentimos como Pascal diria: um nada diante do Todo e um Todo diante do nada. E nossa grandeza resie em pensar e celebrar tudo isso.

 

 

Pastorais da Juventude divulgam cartaz da Semana do Estudante 2014

Com o tema “Participação estudantil na construção do Projeto Popular para o Brasil” e lema “Eu vou à luta é com essa juventude, que não corre da raia a troco de nada”, será realizada, de 5 a 11 de agosto, a Semana do Estudante. O cartaz do evento deste ano, lançado pelas Pastorais da Juventude da CNBB, trata da participação estudantil na vida em sociedade. A semana terá como iluminação bíblica a passagem de Mateus 5, 13-14: “Vocês são o sal da terra e a luz do mundo”.
 
O evento tem como objetivo aproximar os jovens estudantes de uma proposta de transformação política para o Brasil, que valorize e consagre a participação popular na tomada de decisões. Motivada pelas palavras do papa Francisco “Ide, sem medo, para servir!”, a Semana do Estudante convida aos jovens ao protagonista social.
 
Com início em 2002, a Semana do Estudante (SdE) é uma atividade promovida anualmente pelas quatro Pastorais da Juventude, sendo a Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR), e pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude. Integra outras atividades permanentes a exemplo da Semana da Cidadania (em abril) e do Dia Nacional da Juventude (em outubro).
 
 

Mensagem para o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes

No dia 27 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é celebrado o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Em preparação para a data, o arcebispo de Palmas (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Pedro Brito Guimarães, publicou uma mensagem a todos os sacerdotes. Leia, na íntegra, o texto: 
 
 
 Mensagem para o dia de oração pela santificação dos sacerdotes
 
Caríssimos irmãos sacerdotes,
Tenho Sede!
Todo ano, a Igreja promove a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus que, neste ano, será no dia 27 de junho. Neste dia, ela convida todo o povo de Deus de nossas comunidades eclesiais, bem como as pessoas de boa vontade, para rezarem pelos seus sacerdotes para que, fiéis aos compromissos assumidos no dia da ordenação presbiteral, tenhamos uma vida íntegra e santa, de íntima e profunda comunhão com Jesus. Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado.
 
A santidade, além de ser um projeto pessoal de vida, deve ser também um projeto pastoral. São João Paulo II, no ano 2000, assim se expressou: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). E o apóstolo Paulo: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3). Tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade. Sem santidade, estamos sem horizonte, não somos nada, não valemos nada e não fazemos nada de bom.
 
No Cenáculo, durante a Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, o mandamento do amor fraterno e o sacerdócio ministerial, Jesus, o Santo e a fonte de toda santidade, revelou aos seus discípulos um dos seus desejos mais profundos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, e vós, os ramos” (cf. Jo 15,4-5). Permanecer em Jesus é a alegria verdadeira de nossa vida. Sem Ele, tudo em nossa vida emudece e perde sentido. Pois, foi Ele mesmo quem disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Decorrem desta íntima união com Jesus Cristo a conversão pessoal e pastoral, a solicitude pastoral pelos pobres e sofredores e o ardor missionário. Em outras palavras, a santidade.
 
Hoje, mais do que em tempos passados, o sacerdote deve ser o homem de Deus. Aquele que não se mantiver firme na fé, alegre na esperança, perseverante na oração e firme nas tribulações (cf. Rm 12,12), terá vida breve e estéril. Na realidade atual, perdemos muito daqueles papéis sociais de destaque que, em tempo de cristandade, os nossos antepassados tinham. Além do mais, com o advento dos potentes meios de comunicação, as nossas fragilidades e feridas aparecem com maior clareza, exigindo de nós mais coerência de vida e testemunho de santidade. Precisamos sempre ser pastores identificados com Jesus e com sua Igreja, pobre e para os pobres. Precisamos ser sacerdotes acolhedores, solidários, fraternos com os irmãos, encantados e apaixonados pela missão. Enfim, precisamos de sacerdotes santos. Sem a lógica da santidade, o ministério sacerdotal vale muito pouco e não passa de uma simples função social.
 
Neste sentido, é mister recordar o que o papa Bento XVI disse certa vez: "existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote: o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir".O encontro com Jesus deixa o sacerdote fascinado, encantado e apaixonado por sua pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús. Cada sacerdote deveria diariamente pedir a Jesus: “Fica conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando” (Lc 24,29). Quem se encanta por Jesus, entra em sintonia e em amizade íntima com Ele, e tudo passa a ser feito como agrada a Deus. Ser sacerdote não é mérito nosso. É um dom a ser vivido na companhia de Jesus com gratidão e generosidade.
 
E acrescenta o papa Bento XVI: "o convite do Senhor para o ministério ordenado não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido a que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado. Nunca nos devemos esquecer, como sacerdotes, que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da cruz”.
 
Cai bem aqui o que disse o papa Francisco: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a si mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
 
O coração do sacerdote é um coração sempre aberto para amar, acolher, celebrar e agradecer. Permitam-me, amados de Deus, concluir esta mensagem reportando, mais uma vez, ao que disse recentemente o papa Francisco sobre a necessidade de amar e santificar a nossa vocação sacerdotal. Diz ele: “Os sacerdotes, mais do que estudiosos, são pastores. Não podem nunca se esquecer de Cristo, seu primeiro amor, e devem permanecer sempre do seu lado.Como está hoje o meu primeiro amor? Estou enamorado como no primeiro dia? Estou feliz contigo ou te ignoro? São perguntas que temos que fazer com frequência diante de Jesus. Porque Ele pergunta isso todos os dias, como perguntou a Pedro: Simão, filho de João, tu me amas? Continuo enamorado de Jesus como no primeiro dia ou o trabalho e as preocupações me fazem olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor”?
 
Caríssimos, tenhamos sempre diante dos nossos olhos o exemplo e Jesus, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar a ovelha, a moeda e filho perdidos e salvá-los (cf. Lc 15,4ss). Prometo, no dia do Sagrado Coração de Jesus, rezar de modo especial por todos vocês, sacerdotes do Senhor, a fim de que a vida e o ministério de vocês sejam vividos na alegria do Evangelho que nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento. Peço também que todos os cristãos católicos façam momentos de oração, de adoração e súplica, pessoalmente ou reunidos em comunidade, implorando a Deus pela santificação dos nossos sacerdotes, tesouro precioso saído do Coração de Jesus. Que Maria, mãe dos sacerdotes, nos ajude a ter um coração manso e humilde como o Coração do seu Filho.
 
E todos, em uníssono, num só coração e numa só alma, possamos dizer: Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós! Amém!
 
Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/14452-mensagem-para-o-dia-de-oracao-pela-santificacao-dos-sacerdotes
 

Festa de São João Batista

 
João Batista, chamado o "homem enviado por Deus" era um profeta eremita e martir. Filho de Zacarias e Isabel, primo de Jesus. Nasceu em Ain-Karim ,perto de Jerusalém, e seu nascimento foi anunciado a sua mãe pelo anjo Gabriel .
 
Ele viveu recluso em um deserto da judéia e depois começou a pregar as margens do Rio Jordão e batizando grande numero de penitentes. Finalmente Jesus Cristo veio para ser batizado por ele antes de ir a Galiléia para iniciar sua pregação.
 
 
João continuou perto do Rio Jordão e foi preso a mando do Rei Herodes Antipas (4AC-39DC), rei da Perea e Galiléia. (Diz a tradição que como João pregava com veemência, contra a relação de Herodes com sua amante e rainha Herodias, a filha Salomé de Herodias que ela uma bela mulher conseguiu seduzir Herodes e exigiu dele a cabeça de João em um bandeja em troca de seus favores) e foi subsequente decapitado.
 
 

João, o batista, é o precursor do Messias A tradição diz ainda que ele nasceu livre do pecado original e foi santificado ainda no útero de sua mãe .
 
Na liturgia da Igreja Católica sua festa e celebrada desde os primeiros anos da igreja católica no dia 24 de junho, e sua carreira como profeta é descrita nos evangelhos.
 
João é venerado com como um dos primeiros a seguirem um vida de austeridade monástica. Na arte litúrgica ele é mostrado batizando Jesus e com uma bastão que termina numa cruz.
 
É o santo padroeiro da amizade e sua festa é celebrada no dia 24 de junho.
As notas musicais e o hino à São João: Amável colaboração da leitora Aline Lucas Gutierres.
 
As notas musicais dó, ré, mi, fa, sol, la, si foram retiradas de um hino em latim para São João Batista, por Guido ‘Arezzo, como abaixo:
"Utquent laxit
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solvi polluti
Labii reatum
Sancte joannes"
 
Com o passar do tempo Ut foi substituído por Dó, e Sa por si.

http://www.cademeusanto.com.br/sao_joao_batista.htm

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Oração da Noite.


 
Boa noite, Pai/Mãe Criador.

Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.

Obrigado por tudo e . . . perdão.

Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;

Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;

Obrigado também por isso que me fez sob sofrer . . .

Obrigado por que naquele momento de desanimo lembrei que tu es meu Pai;

Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação . . .

Obrigado Pai porque me deste uma mãe!

Perdão, também, Senhor!

Perdão por meu rosto carrancudo,

Perdão porque não lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos;

Perdão Pai pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto;

Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;

Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer "sim", como Maria.

Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.

Perdoa-me Pai, e abençoa os meu propósitos para o dia de amanhã. Que ao despertar, me invada novo entusiasmo, que o dia de amanhã seja um ininterrupto "sim" vivido conscientemente.

Boa noite, Pai/Mãe Criador. Até amanhã.

Significado de Corpus Christi

Corpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.
 
A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.
 
O Corpus Christi não é feriado nacional, tendo sido classificado pelo governo federal como ponto facultativo. Isso significa que a entidade patronal é que define se os funcionários trabalham ou não nesse dia, não sendo obrigados a dar-lhes o dia de folga.
 
 
Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira. Em 2013, o Corpus Christi foi celebrado no dia 30 de Maio.
 
A tradição de enfeitar as ruas começou pela cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. A procissão pelas vias públicas, é uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo Diocesano que tome as providências para que ocorra toda a celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a Santíssima Eucaristia.
 
A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pentecostes e Copa

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)
 
Nos antigos povos, Pentecostes era Festa das Colheitas, realizada com muita alegria e solenidade. A celebração era dedicada exclusivamente a Javé. Uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16,11-12). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários.
 
Hoje Pentecostes é chamada de Festa da Unidade, da presença do Espírito unificador, enviado por Cristo cinquenta dias após o domingo da Ressurreição e sete dias depois da Ascensão. No dinamismo da cultura, na diversidade dos dons, o Espírito Santo é proclamado como Aquele que veio para superar a “confusão babilônica”, os resquícios da “Torre de Babel” que reinam numa sociedade marcada por tantas situações extremistas e desumanas.
 
 
Estamos nas vésperas da Copa do Mundo, desta vez em nosso país. Teremos a presença de jogadores de diversas realidades do planeta. O foco principal deve ser a bola, para a qual o mundo todo estará olhando, formando uma unidade universal. Motivados pela mídia, muitos ficam aguçados em seus fanatismos, tanto dentro dos estádios, como fora deles.
 
Certamente, por causa de insatisfações e desrespeito no direito de cidadania, e aproveitando o momento propício, porque dá visibilidade, teremos variadas manifestações. São realidades legais, mas que não podem extrapolar em ações contra o patrimônio público, contra aquilo que pertence a todos. O espírito de unidade precisa superar o que lava a destruição.
 
A presença do Espírito Santo de Deus deve nos levar a falar a linguagem da justiça e do amor. Temos que superar nossas diferenças, canalizando tudo para a construção do bem, mesmo sabendo que a Copa tem sido caminho de enriquecimento ilícito de algumas pessoas e de alguns grupos.
 
É justamente por causa da má condução e fiscalização do uso do bem público, na preparação da Copa, que o povo brasileiro está indignado e isto tem se revelado nas grandes manifestações populares. Mas não podemos perder o rumo, fazendo o país ficar ainda pior. Torcemos por uma Copa do Mundo de paz e de vitória para quem estiver mais bem preparado.
 

Firmes contra todas as ciladas do inimigo

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)
 
 
A vida cristã é luta permanente e perseverante. Não há trégua para ninguém. Nesta vida, nunca estaremos livres da contaminação do mal e das tramas do maligno. Estar imunizado contra todas as artimanhas do pecado significa não se acostumar com ele e nem mesmo fingir que ele não existe. Ele existe sim e está aí para tentar nos destruir.
 
Porém, Deus é maior e a nossa força está no Senhor Jesus. Como afirma a o apóstolo Paulo: “Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e na força do seu poder. Vistam a armadura de Deus, para poderem resistir às manobras do diabo. A nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal que habitam nas regiões celestes. Por isso, vistam a armadura de Deus, para que possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz” (Ef. 6,10-15).
 
Com a armadura de Deus venceremos as manobras do diabo. “Se Deus é por nós quem será contra nós” (Rm. 8,4). Por isso estar com Deus é estar com o cinto da verdade, vestido com a couraça da justiça e ter nos pés as palavras do santo evangelho, o evangelho da paz.
 
Se hoje o mal parece ser mais forte do que o bem, a causa está no afastamento de Deus, principalmente pelos homens do poder e daqueles que têm autoridade constituída. O apóstolo deixa claro que a luta não é contra pessoas e sim contra o poder corrupto, contra as autoridades enganadoras, os dominadores do mundo das trevas, das manobras na calada da noite ou até mesmo na luz do dia. Mesmo que possa parecer impossível a luta dos cristãos, a batalha deve ser permanente e jamais devemos desanimar. Por isso “vistam a armadura de Deus, para que possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas”.
 
O mundo odeia a justiça, a verdade, a honestidade, o bem comum. O reino da mentira, que é do diabo, ocupa as primeiras manchetes dos noticiários, e é sustentado pelo sangue de inocentes que nas portas dos hospitais clamam por saúde, pelos milhares de profissionais da saúde que veem desparecer a vida das suas mãos por falta de recursos e condições de trabalho.
 
O reino da mentira e das manobras do diabo é sustentado pelos milhões gastos em obras que não são necessárias, apenas, maquiando um rosto que não existe. O reino das manobras diabólicas é sustentado pelo suor e sangue de trabalhadores e trabalhadoras, vivendo de um salário mínimo, de pequenas e médias empresas sufocadas por uma carga tributária insuportável. “A nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas” (Ef. 6,15).
 
Estar armado com a armadura da fé, da justiça e da verdade, é a condição para resistir às investidas do maligno, que quer ver os cristãos submetidos ao domínio do mal, das falcatruas e enganações. “Este caminho é largo e amplo, e são muitos os que entram por ele. Estreito e difícil é o caminho da benção e da salvação, e são poucos os que entram por ele” (Mt. 7,13).
 
Vamos ter tanta surpresa se chegarmos ao céu! Vamos encontrar pessoas que nunca pensamos em encontrar, como também não veremos pessoas que imaginávamos ter o céu garantido. Este é o tempo, esse é o dia da salvação. Não podemos esperar outro. O céu se conquista aqui e certamente a certeza da vida eterna nos faz lutar sempre, até o fim.
 
Mesmo sabendo que o mal te rodeia, lute sempre, não se canse. Lute no poder da oração e das obras. O Senhor conta contigo, sempre, para construir um mundo melhor. Por Jesus e com Jesus isso é possível. Só depende de você! Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo. Deus abençoe você e sua família. Boa semana!
 

Festa em Campus Universitário mistura satanismo, feminismo, drogas e orgias

As imagens são chocantes. Alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizaram uma festa satânica, nesta quinta-feira,28,na unidade de Rio das Ostras,RJ, com presença de um crânio humano, rituais satânicos, orgias sexuais, drogas e palavras de ordens ligadas ao feminismo.

Jovem corta a outra em ritual satânico.
 
O encontro diabólico chamado ” X****Satânica ” é apresentado no Facebook como “Festa de confraternização do Seminário Corpo e Resistência e – 2° Seminário de INVESTIGAÇÃO & CRIAÇÃO do Grupo de Pesquisas/CNPq Cultura e Cidade Contemporânea e bláblábláblá...”.
As cenas que mais parecem extraídas de um filme de terror mostram  mulheres nuas, cortando uma às outras como prescrevem os rituais satânicos e com muita bebida e droga no entorno.
O Portal G1 (Região dos Lagos) traz a denúncia de um aluno que preferiu não se identificar pedindo uma intervenção naquela Universidade. “A festa ocorreu ao lado do prédio novo chamado multiuso. O diretor do pólo permitiu o armazenamento de bebidas dentro da universidade. O uso de drogas é praticamente liberado. Precisamos de uma intervenção urgente”, disse.
A página da festa satânica classifica o evento como perfomático. “As x*** já sangram biologicamente, isso não nos basta, nós queremos fazê-la sangrar socialmente. As x***  são satânicas porque elas precisam ser des-santificadas, o diabo precisa deixar de ser demonizado e o mundo precisa ser menos homogêneo”,diz parte de um  manifesto na página publicado no  perfil Jokasta Bom Peixoto. 
No blog Faca na Caveira, um dos primeiros a publicar notícia sobre o fato, traz o depoimento de uma pessoa que se identificou na rede social como professora visitante da Uerj. Na colocação a professora agradece à organizadora da festa (imagem abaixo) e considera o evento apenas como “um acontecimento estético”.

 
 
Alguns alunos fotografaram o evento e vazaram as fotos na internet. As cenas são absurdamente chocantes. Em uma delas universitários costuram a vagina de uma mulher visivelmente dopada. Na imagem seguinte ela aparece sagrando. Nos comentários fica evidente o discurso feminino que versa sobre a mulher como dona do próprio corpo.
A Reitoria da Universidade anunciou nesta sexta-feira que abrirá sindicância urgente para investigar o uso de drogas e álcool nas dependências do campus. O Ministério Público também foi acionado. 
O Blog entrou em contato com organizadores com algumas perguntas mas não obteve resposta. Seguem abaixo as questões remitidas:
- Como surgiu a ideia da Festa?
- O uso de material de corte em ambiente inadequado não é oportuno para a transmissão de possíveis doenças?
 - As imagens da festa satânica não demonstram violência e preconceito contra a mulher?
- Que tipo de profissionais a sociedade pode esperar dos senhores?
- O que é o respeito humano para o coletivo?

 Abaixo imagens do encontro satânico. Avisamos ao leitor que são imagens  chocantes. 




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01 de Junho – Dia da Imprensa

O Dia Nacional da Imprensa no Brasil ainda confunde a cabeça de muita gente. Até 1999, essa data era comemorada no dia 10 de setembro, data que começou a circular no país o primeiro jornal publicado em terras brasileiras, “A Gazeta” - do Rio de Janeiro, no ano de 1808. Sob a proteção do governo de D. João VI, a publicação se caracterizava pelo forte viés oficial. Embora a imprensa já tivesse nascido oficialmente no Brasil em 13 de maio, com a criação da Imprensa Régia, seu início foi marcado pela primeira edição do periódico.
 

Tal celebração foi alterada com a lei 9831/99, criada pelo deputado Nelson Marchezan e sancionada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, que definiu a data oficial da Imprensa Brasileira no dia 1º de junho. A data escolhida marca a primeira publicação do Correio Braziliense, jornal de caráter ideológico editado pelo brasileiro Hipólito José da Costa em Londres, também em 1808. Esse periódico foi lançado três meses antes do jornal A Gazeta, com o intuito de informar a população brasileira sobre os eventos da Europa, sem a censura da Coroa Portuguesa.
 
 
A mudança no calendário oficial de duas datas, em função de duas publicações lançadas no mesmo ano, mas com linhas editoriais totalmente diferenciadas, mostra a síntese da Imprensa Brasileira: ora defensora dos interesses da população e das liberdades políticas e individuais, ora porta-voz do poder sem relação com esta mesma população.