segunda-feira, 24 de março de 2014

Corrida e Atividade Cerebral.

     Os benefícios da prática de corrida e até mesmo de outras atividades aeróbicas já são amplamente elucidados do ponto de vista da estética, saúde e condicionamento físico. Mas apenas os praticantes percebem a melhoria da memória, humor e a rapidez cerebral.

      Quando exercitamos o coração dispara, o suor escorre e o fôlego diminui, dentro do seu crânio acontecem muitas reações: o aumento da circulação sanguÍnea faz com que uma quantidade extra de sangue inunde as suas células cerebrais com oxigênio e glicose, esta última é imprescindível para o seu funcionamento. Quanto maior a quantidade dessas substâncias, melhor o funcionamento do cérebro. ¨o exercício cardiovascular é mais importante do que qualquer outro fator isolado na preservação e na melhora da memória e do aprendizado”, afirma o psicólogo americano Thomaz Crook, pesquisador em memória.

 
      A evidência fisiologia que comprova a afirmação de Thomaz, está no fator Neurotrófico, conhecido como BDNF, esta substância participa do crescimento das células, da regulação do humor e do aprendizado.

     Não é á toa, que pessoas que praticam atividade física, notadamente atividades cardiorrespiratórias, são 23% mais produtivas que as pessoas sedentárias. Segundo estudo publicado no International Journal of Workplace Health Management. Sabendo disso o leitor pode se valer deste conhecimento e colocar o seu corpo para mexer seja pela manhã, no horário do almoço ou antes daquela reunião importante.

     A atividade física de fato altera a sua percepção do mundo. Uma pesquisa da Sociedade Americana de Neurociência analisou o cérebro de camundongos submetidos a situações stress. Os pesquisadores perceberam que as células cerebrais influênciadas pelo exercício melhoraram a resistência dos animais diante de situações que geravam nervosismo e ansiedade. O exercício é considerado um stress positivo que efetivamente ajudou a lidar com o stress ruim.

 
     Para colher esses benefícios não é preciso treinar como um maratonista, são necessários apenas 30 minutos de exercício aeróbico por dia, três vezes por semana, para obter esses benefícios, mas se você se exercitar diariamente o seu cérebro vai melhorar mais rapidamente do que em dias alternados.

     Ainda será necessário intensificar um pouco mais o treino para conseguir desenvolver aptidão cerebral que possibilite encarar situações de stress com desenvoltura. Desafie o corpo com treinos intervalados em vez de apenas praticar caminhada ou uma corrida leve.

     Acredite dentro de pouco tempo você vai conseguir os benefícios cerebrais, aí seu suor vai ter valido a pena.

 

 

Alexandre Magno Campolina Barbosa.

Cref-0084G.

Graduado em Educação Física.

Pós-Graduado em Treinamento Desportivo e Personal Trainner.

Treinador da Speed-Uai-Clube de Corrida.

Professor na Academia Fisioforma. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Por que a universalização do saneamento básico é uma meta tão difícil de ser atingida no Brasil? - Pensar Brasil

O desenvolvimento sustentável de um país deve ser caracterizado pelo crescimento econômico de baixo impacto ao meio ambiente, mas depende também de políticas públicas eficazes com vistas a soluções de desigualdades de ordem econômicas e sociais, dentre as quais, os direitos fundamentais à vida, à saúde e a habitação.
 
 
O saneamento é um direito essencial garantido constitucionalmente no Brasil. Este reconhecimento legal é reflexo das profundas implicações desses serviços para a saúde pública e do ambiente à medida que sua carência pode influenciar de forma negativa campos como educação, trabalho, economia, biodiversidade, disponibilidade hídrica e outros.
 
Entretanto, a realidade traduzida em um déficit de rede coletora de esgotos de 40,9% (PNAD, 2009) revela o atraso da agenda nacional em saneamento. Apesar de o Brasil possui hoje o 10º maior Produto Interno Bruto do mundo, está em 70ª posição com relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em um terceiro ranking, o de pessoas sem acesso a banheiro, divulgado pela UNICEF e OMS, o país, que sediará a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, aparece em 9º lugar, com uma fatia de 13 milhões de brasileiros que se quer tem banheiro em casa. 
 
Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em Maio sobre a prestação de serviços de água e esgoto nas 81 maiores cidades brasileiras, com mais de 300 mil habitantes, releva que, apesar do avanço de 4,5% no atendimento de coleta de esgoto e de 14,1% no tratamento de esgoto entre 2003 e 2008, ainda estamos longe de poder comemorar. Todos os dias são despejados no meio ambiente 5,9 bilhões de litros de esgoto sem tratamento algum, gerados nessas cidades, contaminando solos, rios, mananciais e praias, com impactos diretos na saúde da população. Se traduzirmos em números, as 81 cidades representam 72 milhões de habitantes, que consomem, em média, 129 litros de água por dia, sendo que 80% da água consumida se transforma em esgoto, e apenas 36% desse esgoto recebe tratamento adequado.
 
 
Além dos impactos ambientais citados acima, o Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, vem, desde o seu nascimento, realizando diversas pesquisas que comprovam que a falta de saneamento impacta de forma negativa os indicadores sociais e a economia, afetando principalmente as crianças.  
 
De acordo com a pesquisa “A falta que o saneamento faz”, encomendada pelo Instituto Trata Brasil a FGV, crianças que vivem ou estudam em áreas sem acesso aos serviços de saneamento básico tem redução de 18% no aproveitamento escolar. A pesquisa também revela que as principais vítimas da falta de saneamento são as crianças na faixa etária entre 1 e 6 anos, com probabilidade 32% maior de morrerem por doenças relacionadas a falta de acesso a esgoto coletado e tratado de forma adequada.
 
Outra pesquisa encomendada pelo Instituto Trata Brasil a FGV, “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro”, divulgada recentemente, comprova que a implantação de rede de esgoto reflete positivamente na saúde e na qualidade de vida do trabalhador gerando o aumento da sua produtividade e renda. A pesquisa revelou que, por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades devido a problemas gastrintestinais ligados a falta de saneamento. A cada afastamento, perde-se 17 horas de trabalho em média. A probabilidade de uma pessoa com acesso a rede de esgoto faltar as suas atividades por diarréia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso a rede. Considerando o valor médio da hora de trabalho do País de R$5,70 e apenas os afastamentos provocados pela falta de saneamento básico, os custos chegam a R$ 238 milhões por ano em horas pagas e não trabalhadas.
 
Por outro lado, ao ter acesso à rede de esgoto, um trabalhador aumenta a sua produtividade em 13,3%, permitindo assim o crescimento de sua renda na mesma proporção. A estimativa é que a massa de salários, que hoje gira em torno de R$ 1,1 trilhão, se eleve em 3,8% , provocando um aumento na renda de R$ 41,5 bilhões.
 
 
O estudo também apurou que em 2009, de acordo com o DATASUS, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrintestinais, 2.101 faleceram no hospital. Cada internação custa, em média, R$ 350,00. Com a universalização da rede de esgoto, seria possível obter uma economia de R$ 745 milhões em internações ao longo dos anos. Com o acesso universal ao saneamento, haveria uma redução de 25% no número de internações e de 65% na mortalidade, ou seja, 1.277 vidas seriam salvas. 
Os números apresentados acima deflagram a gravidade da situação atual do Brasil. Serviço absolutamente essencial, a coleta e o tratamento de esgoto têm sido deixados de lado por sucessivos governos. Em que pese os avanços, como o advento do Marco Regulatório do setor, a criação do Ministério das Cidades em 2003, as Parcerias Público-Privadas e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o País continua patinando e precisa investir muito mais para diminuir os déficits e garantir qualidade de vida e saúde a população.
 
Para atingir a universalização do saneamento básico, ou seja, prover água e ligação a rede de esgoto em todos os domicílios brasileiros, o País precisa mais do que dobrar os investimentos em saneamento. Segundo dados do setor, para universalizar os serviços, seriam necessários investimentos de R$ 270 bilhões. Considerando os valores do PAC, destinados ao saneamento no período de 2007 a 2010, de R$ 40 bilhões, seriam necessários pelo menos 7 PAC´s para alcançarmos essa meta. Ou seja, 7 governos priorizando os investimentos em saneamento.

A necessidade de priorização dos investimentos em saneamento foi reconhecida recentemente pelos coordenadores de campanha dos três principais candidatos a presidência. Xico Graziano, coordenador da campanha de José Serra, foi enfático ao afirmar, durante debate realizado pelo Instituto Trata Brasil, que esta é a década do saneamento. Durante o debate, foi consenso entre Graziano, José Eduardo Cardozo, coordenador de campanha de Dilma Rousseff, e João Paulo Capobianco, coordenador de campanha de Marina Silva, a necessidade de se incentivar e ampliar os investimentos em saneamento no País. Os coordenadores de campanha assumiram que seus candidatos têm clareza de que seus governos irão priorizar essa agenda.
 
Através de seu projeto “De Olho no PAC”, em que acompanha e monitora o status das obras do PAC Saneamento nas cidades com mais de 500 mil habitantes, o Instituto Trata Brasil identificou os principais entraves do setor. Visando contribuir para a redução das dificuldades e barreiras em todas as obras de saneamento do País, o Instituto Trata Brasil preparou um documento com sugestões de ações para que os entraves sejam vencidos ou minimizados e os apresentou formalmente ao Senado e a Câmara.
 
 
Esse documento nos ajuda a entender o porquê de a universalização do saneamento ser uma meta tão difícil de ser alcançada. Entre os principais entraves do setor apresentados neste documento do Instituto Trata Brasil merecem ser destacados: a implementação da Lei 11.445/07 com ênfase para a execução dos planos municipais de saneamento; investimentos e recursos insuficientes, com conseqüente estagnação, atrasos, prestação de serviço inadequada e não cumprimento de metas; a dependência de recursos federais, com a conseqüente ampliação dos prazos para se alcançar a universalização; os procedimentos para acesso aos recursos e execução dos empreendimentos, com conseqüente aumento dos custos e atrasos no inicio e na realização das obras; os projetos com viés políticos lançados sem o devido preparo; divisão de competências e pulverização de ações e recursos; os projetos de engenharia desatualizados, imprecisos e mal estruturados; desinformação sobre a importância do saneamento; o desinteresse e desconhecimento da legislação por parte dos titulares dos serviços; e o despreparo dos operadores, e principalmente dos municípios, para acessar os recursos devido a falta de capacidade de endividamento e incapacidade de atendimento aos procedimentos excessivamente burocráticos dos agentes financeiros. Saneamento é investimento e não despesa como provam as pesquisas divulgadas pelo Trata Brasil.
 
Diante de todos os pontos expostos acima, não há como negar que o País ainda não alcançou a universalização do saneamento por falta de vontade política e má gestão. Pesquisas estão sendo divulgadas regularmente para comprovar que o investimento em saneamento é uma ação de prevenção. Ao investir em saneamento, estamos economizando em saúde, preservando o meio ambiente, aumentando a qualidade de vida de nossos cidadãos, melhorando a educação de nossas crianças, sem contar no inegável legado que deixaremos para as próximas gerações. 
 
Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, divulgada recentemente pelo IBGE, mais do que comprovam que o saneamento foi deixado de lado pelos últimos governos: a sociedade hoje conta com mais acesso a tecnologia que a rede coletora de esgotos. Dado o contraste dos indicadores do setor de saneamento com os demais (rede elétrica, telefonia, internet, entre outros), cabe ao próximo governo priorizar o saneamento básico e promover todas as alternativas de investimentos previstas na legislação para prover esses serviços básicos para a população. E cabe, a sociedade civil, exercer a sua cidadania e exigir, cobrar e acompanhar de perto os investimentos em saneamento básico. 
 
* Carlos Tieghi é presidente do Conselho do Instituto Trata Brasil
 

domingo, 9 de março de 2014

Mais do que fiscalizar, é preciso punir

Para o sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati, além de fiscalizar, é preciso que o condutor infrator seja punido com rapidez. O especialista acredita que, para que isso aconteça, além de uma revisão na legislação que ele considera “enrolada”, é preciso mais servidores no setor administrativo de órgãos como o Departamento Nacional de Trânsito (Detran). Devido à falta de funcionários, o órgão não conseguiria dar um andamento rápido nos processos gerados a partir das autuações.


– Se a punição imediata não acontece, as pessoas acabam compartilhando a ideia de que não dá nada, de que não há punição – avalia Biavati.

Ele argumenta ainda que foram reduzidos o número de mortes, mas não mudou o perfil das vítimas: os homens continuam morrendo mais e a faixa etária de 20 a 30 anos continua sendo a de maior mortalidade.

– Isso demonstra que todo esse esforço não foi suficiente para reduzir qualitativamente. A violência continua lá com a mesma cara feia e matando gente – diz.

Segundo o Detran, até outubro de 2013, havia 3.480.578 de carros e 1.063.277 motos em circulação no Estado. Conforme Biavati, até 2017, o Brasil deve receber de seis a sete montadoras de automóveis.

– Se as pessoas acham que hoje já existe um número elevado de carros e motos nas ruas, é porque elas não sabem que a indústria irá investir R$ 4 bilhões. Por isso, será necessário mais campanhas, mais fiscalização e, principalmente, estratégias novas – alerta o sociólogo Biavati.

http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,2345,4386976,23515

Defensor público diz que é preciso fiscalizar e punir no trânsito

 
Com 135 acidentes registrados de 1º a 30 de novembro, com mortes e feridos graves, a Santa Casa lançou uma campanha contra a violência no trânsito a fim de diminuir os acidentes na cidade. O Defensor Público Denis Thomaz Rodrigues falou a respeito da campanha e afirmou que é preciso fiscalizar e punir.
 
“Nós chegamos a uma conclusão – precisa de fiscalização. Se não fiscalizarmos não vamos punir. Se não tiver punição, nenhuma campanha informativa vai dar resultado”. Disse.
 
Ele também ressaltou que é necessário intensificar as fiscalizações no trânsito. “A fiscalização é a Polícia Militar intensificar as blitz, as abordagens, com fins no trânsito, ou o poder público municipal contratar agentes de trânsito”.
 
Dados alarmantes –De acordo com o diretor técnico da Santa Casa, Anderson Carvalho. De 1º a 30 de novembro foram registrados 135 acidentes de trânsito com 4 mortes, 6 amputações, 3 casos de invalidez permanente e várias vítimas com sequelas.
 

Especialistas debatem projeto que prevê multa para quem suja a rua

 
Dentro de alguns meses, o peso de jogar lixo nas ruas de Porto Alegre não será sentido só na consciência – também poderá recair sobre o bolso. Se for aprovado, o novo Código Municipal de Limpeza Urbana permitirá a agentes públicos multar em até R$ 4 mil quem depositar resíduos de forma incorreta no município.
 
Na prática, jogar um papel de bala no chão pode render multa de R$ 263,82. Quem não pagar, fica impedido de tirar certidões municipais ou de participar de concursos.
 
A medida é semelhante ao programa carioca Lixo Zero, que, no final de agosto passou a espalhar fiscais em 75 ruas do centro da cidade abordando e multando quem lançasse lixo no chão. Conforme a prefeitura do Rio, somente na primeira semana a ação reduziu em 34% a quantidade de lixo.
 
De acordo com André Carús, diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre, a ideia do projeto é aumentar a conscientização sobre a importância do descarte correto de resíduos. A lei prevê que 20% do que for arrecadado seja destinado para ações socioambientais:
— É um projeto para conciliar punição com educação e conscientização das pessoas — defende Carús.
A proposta deve ser votada pela Câmara até o final do ano. Se for aprovada, projetos de educação para o assunto serão ofertados à população, prevê o diretor-geral.
Para Ivaldo Gehlen, professor do departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), medidas como esta são importantes para padronizar comportamentos necessários ao bom convívio social.
— Nem para todos a educação é suficiente para que regras sejam respeitadas — afirma.
O especialista explica que o Brasil vive um momento em que a população não tem referências claras de comportamentos coletivos. Isso gera conflitos sociais:
– Estamos numa fase de transição, os limites do respeito ao espaço do outro ainda não são bem definidos.
 
Lei e punição contribuem para induzir um comportamento diferente entre os que não incorporaram ainda bons hábitos, o que melhoraria o convívio coletivo, pondera Gehlen. A visão não é unânime. Punir os cidadãos por jogar lixo nas ruas é, para o urbanista Eber Pires Marzulo, professor do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Faculdade de Arquitetura da UFRGS e coordenador do Grupo de Pesquisa Identidade e Território, uma medida paliativa. Para ele, isso pode mascarar questões mais importantes sobre a poluição da capital gaúcha.
 
— Temos um conjunto de problemas associados à questão da limpeza urbana que dependem de políticas públicas adequadas — opina Marzulo.
Para o especialista, a falta do recolhimento adequado do lixo e uma “distribuição irracional” das lixeiras e contêineres na Capital são alguns desses problemas que precisam de solução urgente. Somente depois de resolvidos, seria adequado penalizar quem joga lixo na rua.
— Me parece que jogar isso sob responsabilidade no indivíduo é um equívoco. Ele é punido por jogar o lixo no chão, mas às vezes precisa caminhar quilômetros para encontrar uma lixeira na rua — afirma.
 
A multa é, para Marzulo, uma ação que poderá causar um impacto visual nas regiões centrais da cidade. As ruas pareceriam mais limpas, mas o grande problema do descarte incorreto de resíduos não seria resolvido: o risco de alagamentos derivado do lixo urbano, que é bem maior nos bairros mais longe do Centro.
 
 
A Prefeitura de Porto Alegre protocolou nesta terça-feira o Projeto de Lei Complementar que institui o novo Código Municipal de Limpeza Urbana. O texto atualiza regras de 1990 e prevê multas rigorosas para quem descartar resíduos de forma irregular na Capital. Para divulgar o Novo Código à sociedade, serão realizados cinco encontros públicos (conforme tabela abaixo).

De acordo com o projeto, as multas serão atribuídas conforme a gravidade das infrações. Os valores vão desde R$ 263,82 (infração leve) até R$ 4.221,21 (gravíssima)

Cronograma:- Região Centro: 24/09
- Região Norte: 26/09
- Região Leste: 01/10
- Região Sul: 2/10
- Região Extremo-Sul: 3/10
 A divulgação dos horários e locais dos encontros ocorrerá nos próximos dias.

Entenda os principais pontos do Novo Código:
— O Novo Código não faz qualquer referência à palavra “lixo”, utilizando o conceito de resíduo. As origens e tipologias dos resíduos sólidos urbanos são conceituadas em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, definindo-se a natureza de resíduos sólidos de limpeza urbana, resíduos sólidos ordinários domiciliares, resíduos sólidos recicláveis e resíduos sólidos especiais (aqueles que por sua composição, massa específica ou volume, necessitam de sistema de recolhimento diferenciado ou tratamento específico).

— Concede maior autonomia e agilidade na aplicação de notificações e autos de infração pelos fiscais. O agente poderá fazer uso de qualquer prova material, bem como de informações oriundas de equipamentos eletrônicos, de audiovisual ou outros meios tecnológicos disponíveis, como as câmeras de segurança do Ceic.

— Os valores das multas serão atribuídos em função da gravidade das infrações, que estão descritas na proposta e atingem empreendedores, proprietários de bares, restaurantes, terrenos baldios e imóveis, feirantes, vendedores ambulantes e o cidadão comum. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro:

I – Infração leve: multa de 90 UFM’s (cerca de R$ 263,82)
II – Infração média: multa de 180 UFM’s (cerca de R$ 527,65)
III – Infração grave: multa de 720 UFM’s (cerca de R$ 2.110,60)
IV – Infração gravíssima: multa de 1440 UFM’s (cerca de R$ 4.221,21)

— Esgotados os prazos administrativos, os valores de multas não recolhidas serão inscritos em dívida ativa.

— 20% da receita arrecada com multas será destinada a ações de educação socioambiental.
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Fraternidade e Tráfico Humano

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre nesta quarta-feira (5) a Campanha da Fraternidade de 2014, com o tema Fraternidade e Tráfico Humano e o lema É para a liberdade que Cristo nos libertou. A solenidade será às 14h, na sede da CNBB, em Brasília.
 
O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá a cerimônia, na qual será divulgada mensagem do papa Francisco para a Campanha da Fraternidade. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença na solenidade.
 
 
Primeiro dia da Quaresma (período do ano litúrgico que antecede a Páscoa), a Quarta-feira de Cinzas simboliza, para os cristãos, o dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a fragilidade da vida humana, sujeita à morte, explica o arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta. A data coincide com o dia seguinte à terça-feira de carnaval e é o primeiro dos 40 dias do período da Quaresma.
 
De acordo com dom Orani, nesse período recomendam-se os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje praticados pelos cristãos. No Brasil, a CNBB promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que focaliza sempre um tema da vida social, tem o objetivo de ajudar as pessoas e é considerada um instrumento de evangelização.
 
Segundo dom Orani, a origem do nome Quarta-Feira de Cinzas é puramente religiosa. Neste dia, celebra-se a Missa das Cinzas – as cinzas usadas no ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A essas cinzas, mistura-se água benta. Conforme a tradição, o celebrante da missa usa as cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na testa de cada fiel, proferindo uma dessas duas frases: "Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás" ou "Convertei-vos e crede no Evangelho".
 
 
Na Quarta-feira de Cinzas, assim como na Sexta-Feira Santa, a Igreja Católica recomenda o jejum, para os que têm de 18 a 59 anos, e a abstinência de carne, a partir dos 14 anos. Além disso, incentiva-se a prática de dar esmolas. O tema da pobreza é a mensagem do papa Francisco para esta Quaresma: "Fez-se pobre para nos enriquecer", lembra dom Orani.
 

Campanha da Fraternidade 2014

 
 
Significado do cartaz
 
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
 
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra, na parte superior do cartaz, expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
 
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
 
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.
 
(Fonte: CF2014).
http://www.cnbb.org.br/campanhas-1/fraternidade/13702-cnbb-disponibiliza-material-da-cf-2014