quarta-feira, 27 de março de 2013

Manuscrito egípcio do século IV relata Jesus como ser que muda a aparência


               Texto apócrifo em língua copta conta outra relação de Pôncio Pilatos com Jesus.
Um antigo manuscrito do século IV escrito em língua copta foi recentemente decifrado e revela variações na história canônica de Jesus como a conhecemos. O texto, encontrado no Egito em 1910, é supostamente uma homilia do São Cirilo de Jerusalém ou de alguém que escreve usando o nome do santo.

No manuscrito, o autor informa sobre um livro encontrado em Jerusalém com os escritos de apóstolos contando a vida e a crucificação de Jesus e relata os ensinamentos contidos nele. O que o texto apresenta, porém, varia bastante dos evangelhos oficiais. De acordo com esse manuscrito, Jesus jantou com Pôncio Pilatos na noite anterior da sua crucificação e o prefeito da Judeia teria oferecido o próprio filho para morrer no seu lugar.

O fato de o texto ter sido decifrado não significa que os acontecimentos ocorreram, mas sim que algumas pessoas daquela época acreditavam nessa versão da história. Esse é o alerta do autor do livro "Pseudo-Cyril of Jerusalem on the Life and the Passion of Christ", Roelof van den Broek, que fez a pesquisa sobre o material apócrifo.
 

Parte do manuscrito que conta outra versão da história de Jesus. Fonte da imagem: Reprodução/The Morgan Library & Museum
Existem duas cópias desse manuscrito, uma no museu da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, e outra no Morgan Library & Museum, em Nova York. O autor da pesquisa utilizou principalmente a cópia de Nova York para o seu estudo, já que o material da Pensilvânia está ilegível em grande parte do texto.

Um Jesus mutante


Na passagem mais impressionante do manuscrito, Jesus teria sido grato pelo jantar com Pilatos e haveria demonstrado que poderia desaparecer no ar e escapar caso quisesse – ainda que tivesse preferido cumprir a condenação. Na noite que antecedeu a crucificação, Pilatos e a esposa tiveram, supostamente, visões de uma águia sendo morta, em analogia a Jesus.

O texto explica ainda que a razão de Judas usar um beijo para identificar Jesus frente os inimigos seria porque Jesus tinha a capacidade de mudar de forma. Como ele assumia aspectos diferentes, não seria possível passar uma descrição de sua aparência. Com o beijo no rosto, as pessoas saberiam exatamente quem ele seria.

Apesar das variações do relato histórico no manuscrito e de como as informações contradizem o texto canônico, é importante pensar que muitas passagens da vida de Jesus são melhores compreendidas no sentido alegórico, muito mais pelo que a história representa do que pela realidade dos fatos. O significado de sua vida, no que ela inspira e emociona, se mantém imutável.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Anunciação do Senhor


Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."

Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).


Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.

Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

 

 "Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

http://www.padredecio.com.br/03.santo_do_dia.htm

sábado, 23 de março de 2013

Pouco a comemorar no Ano Internacional da Água


É até difícil ter que falar de sua importância. De tão óbvio chega a ser redundante: lembrar o quanto esse bem natural é essencial para a nossa existência. Mas o fato é que a água sofre com o desprezo e os maus-tratos generalizados.  São governos, empresas e populações que consideram, ou melhor, não consideram a água como algo indispensável e fundamental.

Cheguei a usar o bom humor ao retratar uma fictícia animação “Rebelião das Águas” (disponível clicando AQUI) para ressaltar o quanto devemos cuidar da água, pois, sem ela, nós não sobreviveríamos.

Em sala de aula e palestras costumo dizer que o petróleo é visto como mais importante que a água, pois rende royalties e é reverenciado como riqueza, enquanto a água, coitada, é usada de modo muitas vezes aviltante, até mesmo para varrer calçadas, lavar carros, além de outros incontáveis absurdos.

E longe de mim falar mal do petróleo! Ele foi e é responsável por importantes avanços e grandes progressos da humanidade. Mas faça um simples exercício: se o petróleo simplesmente desaparecesse de uma hora para outra, o que aconteceria? No mínimo um grande caos e a quebra de economias pelo mundo afora, entre outras terríveis consequências. Agora, pense o mesmo para a água. Qual o resultado? Somente a extinção da vida no planeta. Aí pergunto novamente: o que é mais importante, a água ou o petróleo?

Prejuízo em números: desperdício de água tratada causa perda de bilhões de reais

Tanta obviedade sobre os cuidados que deveriam ser tomados já deveriam ter sido percebidos, assimilados e corrigidos. Se a água sofreu agressões e contaminações, se em muitas partes do mundo ela já se tornou escassa e se nas grandes regiões metropolitanas do país é necessário buscar o líquido em lugares cada vez mais distantes, temos agora consciência dos desafios e das ações urgentes para mudar essa realidade?

Infelizmente parece que ainda não! Pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Trata Brasil constatou que, as empresas responsáveis pelo tratamento de água no Brasil, perdem em média 35,7% ou cerca de 10 bilhões de reais de faturamento causados por vazamentos, ligações clandestinas e problemas de medição, entre seus principais fatores.

Os problemas de vazamento decorrem da idade avançada e falta de manutenção de boa parte das instalações e encanamentos existentes. As maiores perdas ocorrem no Norte (51,55%) e no Nordeste (44,93%), regiões nas quais as suas populações estão acostumadas a sofrer muito com problemas de abastecimento de água.

A título de comparação, no Japão, o desperdício das empresas de tratamento de água não passa de 3%.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, as perdas de água e de faturamento representam um dos maiores desafios para a expansão das redes de distribuição de água e até mesmo para a ampliação do saneamento básico no Brasil. O dinheiro que deixa de entrar no caixa das empresas poderia ser utilizado para obras de infraestrutura, mas escorre junto com a preciosa água, pelos buracos da ineficiência.

Pouco a comemorar, mas muito por fazer

O dia 22 de março é o Dia Mundial da Água. Mas em 2013 as Nações Unidas foram além e proclamaram o Ano Internacional da Cooperação da Água, visando chamar a atenção de todos para a importância de se fazer o manejo sustentável dos recursos hídricos.

E já que todos os dias do ano foram destinados a pensar sobre o melhor uso e interromper o grande ciclo de bobagens feito até hoje, talvez seja hora de reverencia-la destinando a ela, água, todo o respeito e carinho que sempre fez por  merecer. Da próxima vez que olhar para esse líquido tão familiar ao nosso corpo, reflita sobre seus hábitos, a maneira como interage e utiliza esse insumo poderoso e vital. Tenho certeza que a partir dessa reflexão estará sendo construída uma nova relação de amor feliz e sustentável.

Água é vida! Um brinde à nossa saúde!
 
Reinaldo Canto
Jornalista especializado em Sustentabilidade e Consumo Consciente e pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do País. Foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos. Atualmente é colaborador e parceiro da Envolverde, professor em Gestão Ambiental na FAPPES e palestrante e consultor na área ambiental
http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/pouco-a-comemorar-no-ano-internacional-da-agua/?autor=599
 

Vítimas de pedofilia pedem ação ao Papa Francisco


por Graciosa Silva, com AFP15 março 2013

As vítimas de abusos sexuais por parte de membros da Igreja Católica na Irlanda pediram ao Papa Francisco que agisse para que os culpados respondessem pelas suas ações.

 

"Queremos que prestem contas", disse à AFP Tom Hayes, da Aliança de Apoio às Vítimas, também ele vítima de abusos sexuais por parte de membros da congregação Irmãos Cristãos quando estudava no condado de Limerick.

"Gostaríamos de acreditar que, como jesuíta, ele será forte o suficiente para satisfazer as nossas expetativas, mas sentimos que pode ser desencorajado pelo sistema em vigor em Roma, e provavelmente pelo Papa Bento XVI", acrescentou Hayes. O agora Papa emérito Bento XVI, que renunciou em fevereiro, apresentou em 2010 um pedido de desculpas às vitimas irlandesas de padres pedófilos, mas muitos reprovaram a sua atitude pouco interventiva, e o facto de não ter agido contra os culpados.

Na Irlanda, onde cerca de 80% da população é católica, uma série de relatórios publicados nos últimos anos levantaram o véu sobre décadas de violência sexual, física e moral cometida em instituições católicas. Marie Collins, abusada sexualmente desde os 13 anos pelo capelão de um hospital em Dublin, nos anos 60, disse esperar mais empatia e ação por parte do Vaticano, dizendo que é preciso "não só que peçam desculpas, mas que se atue publicamente".

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=3110017&especial=Elei%E7%E3o%20do%20Papa%20Francisco&seccao=MUNDO

ONG acusa Papa Francisco de acobertar pedófilos



O Papa em encontro nesta quarta-feira com representantes de outras religiões L’OSSERVATORE ROMANO/AP


BUENOS AIRES — Em meio ao encantamento de milhões de fiéis do mundo inteiro com o Papa Francisco, surgiram novos questionamentos à sua atuação como arcebispo de Buenos Aires. Nesta quarta-feira, representantes da ONG americana Bishop Accountability, dedicada a investigar a atuação de bispos no mundo inteiro, acusaram Jorge Mario Bergoglio de não ter atuado com a necessária rapidez e firmeza e, até mesmo, de ter acobertado dois padres argentinos julgados e condenados por pedofilia. A ONG americana avalia que o novo Papa deveria pedir perdão pela suposta proteção dada pela Igreja argentina aos padres Julio César Grassi e Napoléon Sasso. Na Argentina, Bergoglio nunca foi questionado neste sentido.

Desde que o Vaticano confirmou seu nome como sucessor de Bento XVI, a única crítica ao Papa Francisco partiu de familiares de vítimas da última ditadura (1976-1983). Ontem, o padre jesuíta Franz Jalics, sequestrado em 1976 junto a seu colega Orlando Yorio, negou que o Papa os tenha denunciado por suposta participação em grupos subversivos, refutando a principal suspeita sobre Bergoglio.

Na Argentina, como em muitos outros países, a Igreja enfrentou denúncias de pedofilia, algumas delas durante os anos em que Bergoglio era presidente da Confederação Episcopal. Em entrevista à Associated Press, Ernesto Moreau, advogado da ONG americana, afirmou que “a cúpula da Igreja argentina nunca fez nada para afastar os padres acusados de seus postos, nem para aliviar a dor das vítimas”.

O caso de Grassi foi o mais escandaloso das últimas décadas, já que o padre vinculou-se com celebridades locais, como a apresentadora de TV Susana Gimenez, que doaram dinheiro para sua fundação “Felizes as crianças”. As primeiras denúncias contra Grassi foram realizadas pelo programa de TV “Telenoche Investiga”, que entrevistou jovens que disseram ter sido abusados sexualmente pelo padre, condenado em 2009 a 15 anos de prisão. Bergoglio ordenou uma investigação interna e constatou várias irregularidades. Na época do julgamento, o então cardeal argentino não fez qualquer declaração sobre o caso. Para jornalistas locais, que pediram para não ser identificados, “Bergoglio não acobertou Grassi; tampouco fez algo para ajudar nas investigações”.

A posição do Papa Francisco foi muito diferente, porém, da adotada pelo arcebispo de Boston, Bernard Law, que pagou advogados para que defendessem padres acusados de pedofilia, apontou o doutor em Teologia Alejandro Lamberti.

— Bergoglio sempre defendeu o julgamento de padres acusados de abusos sexuais — explicou Lamberti.

Em livro, críticas à prática

O segundo caso denunciado pela ONG americana foi o de Sasso, acusado de cometer abusos sexuais na província de San Juan, em 1994. De acordo com o advogado, três anos depois “Sasso foi levado para um lugar de descanso destinado a padres com problemas sexuais”. Posteriormente, o padre argentino foi trasladado para um refeitório popular no município de Pilar, a cerca de 40 quilômetros da capital argentina. Nesse lugar, teria abusado de 25 meninas entre 3 e 16 anos. Em 2007, o padre foi condenado a 17 anos de prisão.

Moreau afirmou que Bergoglio nunca aceitou reunir-se com familiares das vítimas. Já o Comitê Argentino de Monitoramento e Aplicação da Convenção Internacional sobre Direitos das Crianças assegurou que o então cardeal nunca recebeu um pedido de audiência.

Em seu livro publicado em 2010, “Sobre el Cielo y la Tierra”, Bergoglio defende a punição em casos de pedofilia na Igreja. “Quando isso acontece, não se deve encobrir. Não se pode estar numa posição de poder e destruir a vida de outra pessoa”, escreveu ele.
http://oglobo.globo.com/mundo/ong-acusa-papa-francisco-de-acobertar-pedofilos-7901387

domingo, 17 de março de 2013

Papa encontra cardeal acusado de encobrir mais de 200 casos de pedofilia


O papa Francisco teve um embaraçoso encontro na quinta-feira (14), na basílica Santa Maria Maior com o cardeal Bernard Law, acusado de ter encoberto cerca de 250 padres pedófilos entre 1984 e 2002, quando foi arcebispo da diocese de Boston, nos Estados Unidos.

Em seu primeiro dia de pontificado, Francisco visitou ontem Santa Maria Maior, onde mora o cardeal aposentado, de 82 anos, que estava no local no momento, segundo reconheceu depois o porta-voz da Santa Sé, o jesuíta Federico Lombardi.

O jornal italiano "Il Fatto Quotidiano" publicou hoje que Francisco comentou aos que lhe acompanhavam: "Não quero que [o cardeal] frequente esta Basílica".

O cardeal Law, é arcipreste (presbítero mais antigo) emérito da Basílica Santa Maria Maior e, após os casos de pedofilia que teria encoberto, abandonou o cargo de arcebispo de Boston.

"O cardeal Law estava presente em Santa Maria Maior como arcipreste emérito e viu o papa, depois cumprimentou Francisco e continuou seu caminho", relatou Lombardi. 

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/03/15/papa-encontra-cardeal-acusado-de-encobrir-mais-de-200-casos-de-pedofilia.htm

O arcebispo sul-africano defende que a pedofilia seria uma "doença" psicológica, "não uma condição criminal".


O arcebispo sul-africano Wilfrid Fox Napier, um dos 115 cardeais que participaram da eleição do novo papa, defendeu neste sábado que a pedofilia seria uma "doença" psicológica, "não uma condição criminal".

A afirmação causou indignação entre especialistas e vítimas de abusos de sacerdotes da Igreja Católica. "(A pedofilia) é uma condição psicológica, uma desordem. O que você faz com transtornos? Você tem que tentar consertá-los", declarou, em entrevista à Rádio 5, da BBC. "Se alguém 'normal' escolher quebrar a lei, sabendo que está quebrando a lei, então eu acho que precisa ser punido. Agora não me diga que essas pessoas (pedófilos) são criminalmente responsáveis, como alguém que escolhe fazer algo assim. Eu não acho que você pode realmente tomar a posição de dizer que a pessoa mereça ser punida. Ele mesmo foi afetado (na infância)", considerou.

 Os comentários de Napier foram amplamente criticados. "Pode ser que (pedofilia) seja uma doença, mas também é um crime e os crimes são punidos. Os criminosos são responsabilizados pelo que fizeram e o que fazem", diz Barbara Dorries, que foi vítima de abusos por parte de um padre quando era criança e hoje trabalha para uma ONG com sede em Chicago que trata do tema.

Para Michael Walsh, que escreveu uma biografia do falecido papa João Paulo 2º, as afirmações do cardeal Napier refletem uma posição que já foi comum na Igreja Católica no Reino Unido e nos Estados Unidos. "Eles chegaram a acreditar que essa era uma condição que podia ser tratada. Muitos bispos simplesmente mudaram o lugar de atuação de seus sacerdotes e tentaram esconder o fato de que eles tinham cometido esses crimes", disse. Informações da BBC Brasil.
 
http://senadorsaonline.blogspot.com.br/

quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam! Sua Santidade Papa Francisco


Habemus Papam!

Queridos irmãos e amigos,
É com grande fé que acolhemos o novo Romano Pontífice, o Santo Padre o Papa Francisco.


Embora ainda o conheçamos pouco, desde já exercitamos a fé e nele reconhecemos Pedro. Que ele receba a graça de realizar a missão que o Senhor lhe confiou de confirmar a nossa fé, na fé dos Apóstolos.

Por isto, rezemos.

Jesus, Nosso Senhor, cobri com a proteção do vosso divino Coração o nosso Santíssimo Padre Papa Francisco e sede sua luz, sua força e seu consolo.

V. Oremos pelo nosso Sumo Pontífice Francisco.
R. O Senhor o conserve, vivifique e beatifique na terra, e não o entregue nas mãos de seus inimigos. Amém.


Padre Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.

http://padrepauloricardo.org/blog/habemus-papam-sua-santidade-papa-francisco

À espera da fumaça branca

A partir de amanhnã o mundo estará com os olhos atentos para o telhado da Capela Sistina

Terminou nesta manhã, na Sala nova do Sínodo, a última Congregação Geral dos cardeais antes do início do Conclave. Ao todo foram realizadas 10 congregações. Estiveram presentes no encontro 152 cardeais. Dentre as atividades da reunião, foram feitos os sorteios que definiram os membros da Congregação particular, grupo formado pelo Cardeal Camerlengo Tarcisio Bertone e mais três prelados. A Congregação particular é responsável por assessorar o Colégio Cardinalício. Foram escolhidos para a equipe o Cardeal Antonios Naguib, pela Ordem dos Bispos; Cardeal Marc Ouellet, pela Ordem dos Presbíteros, e o Cardeal Francesco Monterisi, pela Ordem dos Diáconos. Caso o Conclave não tenha um desfecho dentro de três dias, novos sorteios deverão ser feitos para escolha de outros cardeais.

A "Missa Pro Eligendo Romano Pontifice" será celebrada na Basílica de São Pedro, nesta terça-feira, às 10h locais. Estima-se que a Missa dure quase duas horas. A entrada será livre para todos os fiéis que conseguirem entrar na Basílica. De acordo com o portal de notícias do Vaticano, a Missa será presidida pelo Cardeal Decano Angelo Sodano e concelebrada por todos os cardeais. A homilia será em italiano.

A partir das 16h30, terá início a procissão dos cardeais da Capela Paulina até a Capela Sistina. Logo após, os purpurados farão o juramento e será proclamado o "extra omnes", hora em que todas as pessoas que não participarão do Conclave sairão e a Capela Sistina será fechada. Os cardeais darão início às meditações, que será dirigida pelo Cardeal Prosper Grech, e depois seguiram para a eventual primeira votação. Segundo o porta voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, as cédulas das votações serão queimadas após o término dos escrutínios da manhã e da tarde. Sendo assim, os horários das fumaças nas chaminés possivelmente serão entre 10hs30min e 11hs na parte da manhã e entre 17hs30min e 18hs (horário de Roma) na parte da tarde.

Caso o novo papa seja eleito na primeira votação da manhã ou na primeira da tarde, a fumaça branca sairá da chaminé instalada no telhado da Capela Sistina, no meio da manhã ou no meio da tarde. Na eleição do Papa Bento XVI, Ratzinger foi eleito na primeira votação da tarde e a fumaça apareceu somente após as 17 horas locais.

http://padrepauloricardo.org/blog/a-espera-da-fumaca-branca

sexta-feira, 8 de março de 2013

Desespero da Igreja Católica brasileira leva Dom Odilo Scherer a desmentir Bento XVI


Passando a borracha – Dizem os clérigos que mentir é pecado, que torna-se ainda maior quando um religioso falta com a verdade ou tenta travesti-la por interesses múltiplos. Na última missa que rezou como papa, Joseph Ratzinger falou em hipocrisia da fé e divisão de poderes. Foi diplomático ao não chamar de bandidos os que frequentam os corredores do Vaticano e desrespeitam descaradamente os mandamentos de Cristo, um dos pilares da Igreja Católica.

Bento XVI direcionou sua fala para o maior problema da Santa Sé, os escândalos de corrupção marcam a Praça São Pedro há algumas décadas. Os cardeais que participaram da missa de Cinzas sabem exatamente ao que o papa se referia. Há uma organização criminosa intramuros que não será desbaratada tão cedo, se é que isso um dia acontecerá.

Arcebispo da diocese de São Paulo, o cardeal Dom Odilo Scherer prefere a contramão da lógica e dos fatos e afirma que Bento XVI não mandou recado algum e que inexiste divisão interna na Igreja Católica. A fala de Scherer é explicável, não justificável, porque a Igreja Católica, que sangra por causa da saída de Ratzinger, pode perdem um bom número de fiéis para as igrejas pentecostais, que no Brasil crescem e avançam em ritmo acelerado. Religião é uma coisa, fé é outra. Religião é negócio, fé é de graça.
 
Dom Odilo Scherer, com todo o respeito que merece como ser humano e clérigo, não pode fechar os olhos para a realidade, por mais dura que seja. Desde que a Opus Dei passou a controlar a Igreja Católica, o Vaticano transformou-se em um covil, o que não invalida os ensinamentos de Jesus Cristo, que, segundo os relatos históricos, jamais pregou o banditismo, a corrupção, a lavagem de dinheiro, os assassinatos por encomenda.

Dom Odilo Scherer, que é um dos candidatos com alguma chance de transformar-se em pontífice, não pode negar a conivência burra e covarde de Paulo VI com os crimes cometidos na Santa Sé. Ter como assessor Paul Marcinkus, um criminoso truculento não é bom sinal. Como também não é bom sinal nomear um integrante da Cosa Nostra, Michele Sindona, para ser assessor financeiro do Vaticano.

Dom Odilo Scherer não chegou ao comando da arquidiocese de São Paulo porque é um incauto. No íntimo o cardeal sabe os motivos que levaram Albino Luciani (João Paulo I) à morte e patrocinaram o atentado contra Karol Wojtyla (João Paulo II).

Os 119 cardeais que participarão do conclave para eleger o substituto de Ratzinger escolherão alguém que dê continuidade ao staus quo, que em vão três pontífices tentaram liquidar: Bento XVI, João Paulo II e João Paulo II.

Bento XVI foi claro, polêmico e incisivo na missa da quarta-feira de Cinzas (13), mas Odilo Scherer prefere insistir na tese de que a renúncia de Ratzinger se deu por motivos de saúde. O irmão do papa diz exatamente o contrário, afirmando que foram as transgressões que o levaram a desistir do cargo. Clique e confira o cenário que levou Joseph Ratzinger a abreviar o seu pontificado.

http://ucho.info/desespero-da-igreja-catolica-brasileira-leva-dom-odilo-scherer-a-desmentir-bento-xvi

quarta-feira, 6 de março de 2013

Distinção entre PADRE e SACERDOTE


As ordens ministeriais da Igreja Católica Romana incluem as ordens dos bispos, diáconos e presbíteros. O sacerdócio ordenado e o sacerdócio comum (ou sacerdócio de todos os batizados) são diferentes em função e essência.

O Sacramento da Ordem recebe-se ao entrar para o clero, através da consagração das mãos com o santo óleo do Crisma e, no rito latino (ou ocidental), envolvem um voto de castidade. O sacramento das Ordens Sagradas é dado em três graus: o do diácono (desde o Concílio Vaticano II um diácono permanente pode ser casado antes de se tornar diácono), o de sacerdote e o de bispo.

A distinção deve ser feita entre o "padre" e "sacerdote e presbítero". De acordo com o Código de Direito Canônico de 1983, “As palavras em latim sacerdos e sacerdotium são usadas para se referir, em geral, ao sacerdócio ministerial compartilhado por bispos e presbíteros.

As palavras presbyter, presbyterium e presbyteratus referem-se a sacerdotes e presbíteros".

Sacerdote: O catolicismo não ensina que Cristo é sacrificado novamente, mas que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício". Em vez disso, a Igreja Católica mantém o conceito judaico de memorial no qual "...memorial não é apenas uma recordação de eventos passados... esses eventos tornam-se de certa forma presente e real", portanto, "...o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz permanece sempre presente". Propriamente falando, na teologia católica, expressa por São Tomás de Aquino, "Só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros". Assim, o clero católico compartilha um único sacerdócio, o sacerdócio de Cristo.

O Código de Direito Canónico da Igreja Católica defende que o sacerdócio é um estado vocacional sagrado e perpétuo, não apenas uma profissão. Os que empregam mais o termo sacerdote têm como principal elemento distintivo é o estar em posição de mediação entre Deus e os homens. Na ordenação presbiteral isso fica claro no rito de entrega do pão e do vinho pelo bispo ao Sacerdote Ministerial: "Recebe a oferenda do povo para apresentá-la a Deus. Toma consciência do que vais fazer e põe em prática o que vais celebrar, conformando tua vida ao mistério da cruz do Senhor."

Padres: São os colaboradores dos bispos e só têm um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis. Isto porque eles não receberam ainda a totalidade do sacramento da Ordem. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese e têm vários títulos (uns honoríficos, outros nem por isso).

 
 
Existem dois tipos de padres: religiosos e diocesanos. Os padres religiosos professam os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Pertencem a uma Congregação Religiosa, como por exemplo os Franciscanos, Salesianos, Scalabrinianos. Vivem uma Regra de Vida própria, com um carisma e vivem em comunidade e são missionários. Já os padres diocesanos ficam ligado à diocese pela qual foi ordenado. É o colaborador do Bispo diocesano. Não professam os votos. Trabalham quase sempre em sua diocese.

Assim, os padres católicos (e bispos que são "sumos sacerdotes") ao presidirem à Eucaristia, juntam cada oferta dos elementos eucarísticos em união com o sacrifício de Cristo. Os ministros católicos ordenados são conhecidos como padres porque, por sua celebração da Eucaristia, a sua oferta torna presente o sacrifício eterno de Cristo.

Existem determinadas tarefas, como por exemplo a celebração da Missa (nomeadamente a consagração da hóstia) e dos sacramentos (excetuando o batismo em casos de extrema necessidade), que são exclusivos dos membros do clero (excetuando os diáconos). Eles podem-se distinguir entre aqueles que compõem o clero regular e o clero secular.

Portanto um Padre é Solteiro, faz parte de um Clero e está subordinado a uma Diocese e a um Bispo. Todo Sacerdote é um Padre (estado vocacional sagrado e perpétuo), mas nem todo Padre (apenas uma profisão) é um Sacerdote. Há Padres que deixam o seu trabalho na Diocese para viver maritalmente com uma mulher ou viverem uma profisão liberal. Deixam de ser PADRES (não estão subordinados a uma Diocese e a um Bispo - apenas uma profisão), mas não deixam de ser SACERDOTES. O Sacedócio é eterno, Sacerdos in Eternum.

Bibliografia: Código de Direito Canónico, Catecismo da Igreja Católica e Dicionário de Conceitos Fundamentais de Teologia – Editora Paulus.

domingo, 3 de março de 2013

Veja que constrangimento. Como isso não vazou na imprensa internacional na época

 
Muito constrangedor!!!
 
Nunca fui admirador dele, entretanto, acho que é até de causar pena vê-lo caminhando.....,

"COM A MÃO NO AR"... QUE TRISTE FIGURA!!!
1 - Afinal, PARA TODOS OS EFEITOS, ele era o SUMO PONTÍFICE!!!
2 - Que Sacanagem - com licença da palavra - falta de respeito e de consideração!!!!!
3 - Por Que somente AGORA, isso "veio à tona" ???
4 - Deve haver muuuuuuuiiita coisa......., por trás dessa "renúncia".....
5 - Certamente, não foi APENAS por isso, que ele SAIU FORA!!!!!!!

"Eu sabia da renúncia desde Setembro de 2011"


Publicamos este interessante artigo do jornalista italiano Antonio Socci que, num furo jornalístico extraordinário, já havia anunciado, há um ano e meio (!), a decisão de Bento XVI de renunciar ao Pontificado.

Autor: Antonio Socci | 12 de fevereiro de 2013.

A renúncia de Bento XVI não é somente uma notícia explosiva, mas um evento epocal, sem precedentes (pode-se citar o caso de Celestino V, há setecentos anos, mas foi um acontecimento muito diferente, num contexto bem diverso).

O que está acontecendo diante de nossos olhos é um acontecimento que, pela sua própria natureza planetária e espiritual, faz empalidecer todas as outras notícias de acontecimentos destes dias e certamente não tem relação alguma com elas (a começar com as eleições italianas).

Ontem, Ezio Mauro, na reunião de redação de "República" transmitida no site, e que obviamente foi dedicada ao pontífice, revelou que Bento XVI chegou a esta decisão "depois de uma longa reflexão. Hoje pela manhã – acrescentou Mauro – ele nos disse que já tinha tomado a decisão há tempo e que mesmo assim a manteve no segredo".

Na realidade a decisão foi tomada, pelo menos desde o verão de 2011 e não era mais uma notícia secreta desde 25 de setembro de 2011, quando, neste jornal, eu a trouxe à luz, tendo dela sabido de diversas fontes, todas confiáveis e independentes umas das outras. Naquela ocasião, a entrega do cargo fora pensada, por Ratzinger, para o seu aniversário de 85 anos, ou seja, na primavera de 2012.

O problema é que, dois meses depois do meu artigo, no outono de 2011, começou a eclodir o caso do vazamento de informações do Vaticano (conhecido como Vatileaks) e imediatamente ficou claro – até que não se concluísse o caso – que o Santo Padre não colocaria em prática sua decisão. De fato, no livro de entrevista publicado há alguns anos, "Luz do mundo", com Peter Seewald, analisando a possibilidade de renúncia de forma teórica, explicara que, quando a Igreja se encontra em meio a uma tempestade, um Papa não pode renunciar.

Por isto, no dia 11 de março de 2012, faltando um mês para o aniversário de 85 anos do Pontífice (que é 16 de abril), eu escrevi nesta coluna: "É necessário que se diga que a tempestade que se abateu nestes meses sobre a Cúria vaticana, em particular sobre a Secretaria de Estado, afastou a hipótese da renúncia do Papa, o qual sempre deixou claro que a renúncia deve ser excluída quando a Igreja está em grande dificuldade, pois poderia parecer uma fuga da responsabilidade". A forma como os fatos se desenvolveram posteriormente confirma esta reconstrução. Já que a renúncia do Papa aconteceu, finalmente, passado exatamente um mês da conclusão definitiva do caso Vatileaks, com o perdão concedido ao mordomo Paulo Gabriele.

Sinal de que esta renúncia já havia sido efetivamente pensada no verão de 2011.

Eis as razões apresentadas ontem pelo Papa: "cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino".

Com sua habitual clareza, o Papa disse a simples verdade e fez a escolha que considera a melhor para o bem da Igreja, escolha esta, aliás, de humildade, que é uma característica importante de sua humanidade e de sua fé.

Nós, no entanto, podemos e devemos observar que quase todos os papas precedentes envelheceram e permaneceram no cargo, embora com forças reduzidas, governando através de seus colaboradores.

Pode-se então levantar a hipótese que Bento XVI não tenha feito esta escolha por julgar não ter colaboradores à altura desta tarefa (com a sua renúncia, decaem os cargos mais importantes da cúria).

Pode-se claramente dizer que Bento XVI foi um grande pontífice e que o seu pontificado foi – ao menos em parte – dificultado por uma Cúria que não estava à sua altura, mas também pela escassa sintonia com o Papa por parte do episcopado.

Joseph Ratzinger, que confirma ser um papa extraordinário também com esta sua saída de cena, certamente carregou a cruz do ministério petrino sofrendo muito e dando tudo de si mesmo (não lhe faltaram nem incompreensões, nem desprezo).

Foi uma pena verificar que o seu esplêndido magistério muitas vezes não foi escutado.

Quando publiquei o meu furo jornalístico, escrevi que teria o desejo de ser desmentido pelos fatos e esperava que nós católicos rezássemos para que Deus nos conservasse este grande Papa por mais tempo.

Infelizmente, muitos crentes, ao invés de escutar este meu apelo à oração se puseram a me atacar, como se fosse crime de lesa majestade dar a notícia de que o Papa estava considerando a renúncia. Uma reação puritana que demonstra um certo clericalismo bem comum. Bento XVI – com a sua constante apologia da consciência e da razão – está entre os poucos que não possuem uma mentalidade clericalista.

Basta recordar que não hesitou em chamar com o seu nome próprio todas as pragas da Igreja e de denunciá-las como jamais se fizera.

Na sua admirável liberdade moral ele não hesitou nem mesmo em desmentir alguns de seus colaboradores mais próximos sobre o "segredo de Fátima". Aconteceu em 2010, quando decidiu fazer uma repentina peregrinação ao santuário português e lá declarou:

"Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída [...] Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima. [...] Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade".

Uma expressão que certamente faz pensar (o centenário das aparições de Fátima será em 2017), também numa relação com os famosos "dez segredos" de Medjugorje.

Por outro lado, o próprio anúncio da renúncia aconteceu em uma data gloriosamente mariana, o 11 de fevereiro, aniversário (e festa litúrgica) das aparições da Virgem de Lourdes. É fácil prever que agora irão se desencadear explicações fantasiosas, que irão evocar Malaquias, a monja de Dresden e todo o resto.

Permanece, porém, o fato que o Papa, com o peso da decisão epocal que assumiu, coloca toda a Igreja diante da gravidade dos tempos que vivemos. Gravidade que Nossa Senhora enfatizou dolorosamente um todas as aparições modernas, desde La Salette, Lourdes, Fátima e Medjugorje (passando pelo misterioso e milagroso derramamento de lágrimas da imagem de Nossa Senhora em Civittavecchia).

É de se esperar, além do mais, que não se atribua a este nosso amado Papa, aquilo que foi atribuído a um seu predecessor, Pio X, que a Igreja proclamou santo.

É um episódio que tem sido difundido há alguns meses em alguns ambientes católicos e também na Cúria.

Parece que Pio X, em 1909, teria tido uma visão durante uma audiência que o angustiou: "O que vi foi terrível! Serei eu, ou um meu sucessor? Vi o Papa fugir do Vaticano entre os cadáveres de seus padres. Irá refugiar-se em algum lugar, incógnito, e depois morrerá de morte violenta".

Parece que teria voltado a esta visão em 1914, perto de sua morte. Ainda lúcido, transmitiu novamente o conteúdo da visão e comentou: "O respeito a Deus desapareceu dos corações. Deseja-se até mesmo apagar a sua lembrança".

Há algum tempo circula esta "profecia" também porque se diz que Pio X teria igualmente declarado que se trata de "um de meus sucessores com nome igual ao meu". O nome de Pio X era Giuseppe Sarto. Ou seja, José, portanto, Joseph. Desejo ardentemente que se trate de uma falsa profecia ou que não diga respeito aos nossos dias.

Mas a sua divulgação faz ver o quanto o pontificado de Bento XVI – como o de seu predecessor – esteja circundado de inquietações.

Além do mais, foi ele mesmo quem o iniciou pedindo a oração dos fieis para que não fugisse diante dos lobos. O Papa não fugiu.

Sofreu e realizou a sua missão até que pôde e hoje pede à Igreja um sucessor que tenha as forças para assumir este pesado ministério. Além do mais, para todos é evidente que o papado, já faz três séculos, tornou-se um lugar de martírio branco, da mesma forma com que, nos primeiros séculos, significava certamente o martírio de sangue.

De fato, os tempos modernos se abriram com um outro evento místico acontecido com o papa Leão XIII, o papa da "questão social" e da "Rerum novarum". No dia 13 de outubro de 1884 (13 de outubro é também o dia do milagre do sol em Fátima) o pontífice teve uma visão durante a celebração eucarística.

Ficou chocado e abalado. O pontífice explicou que dizia respeito ao futuro da Igreja. Revelou que Satanás, nos cem anos seguintes, chegaria ao cume de seu poder e que faria de tudo para destruir a Igreja.

Parece que ele teria visto também a Basílica de São Pedro assediada por demônios que a faziam tremer.

O fato certo, porém, é que o Papa Leão se recolheu imediatamente em oração e escreveu aquela maravilhosa oração a São Miguel Arcanjo, vencedor de Satanás e protetor da Igreja, que desde então era recitada em todas as igrejas, no fim da Missa.

Esta oração foi abolida com a reforma litúrgica que se seguiu ao Concílio Vaticano II, a reforma litúrgica que Bento XVI procurou tanto reelaborar. Nunca como hoje a Igreja necessita da oração de proteção a São Miguel Arcanjo.

Fonte: antoniosocci.com | Tradução: padrepauloricardo.org