terça-feira, 29 de janeiro de 2013

''Combater o comércio de drogas não é difícil: é impossível''. Entrevista especial com Luiz Eduardo Soares


 Confira a entrevista.

Os últimos 30 anos da história ocidental comprovam que é “impossível” combater o tráfico de drogas, diz o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ao narrar o envolvimento do brasileiro Ronald Soares com as drogas, no seu recente livro Tudo ou nada (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012). “Não se trata de uma opinião, mas de constatação empírica”, declara à IHU On-Line, em entrevista concedida por e-mail. Segundo ele, foram gastos “bilhões de dólares na guerra contra as drogas e o tráfico vai muito bem, obrigado. O lucro permanece, a demanda se mantém mesmo nos países que possuem as melhores polícias e os mais sofisticados mecanismos de controle, como os Estados Unidos”.
                              
Soares explica que alguns fatores viabilizam a expansão do tráfico de drogas, como a criminalização e “a proibição, sem a qual não poderia realizar-se esse comércio em condições tão lucrativas e tão predatórias para o consumidor”. Diante dessa conjuntura, o ex-secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro questiona: “Ora, se esse é o fato e se é impossível revogá-lo, a interrogação racional deixa de ser ‘deve-se ou não permitir o acesso’ para formular-se nos seguintes termos: ‘Em que contexto institucional-legal seria menos mal que tal acesso ocorresse? O contexto em que drogas fossem questão relativa à polícia e prisão, isto é, à Justiça criminal? Ou o contexto em que drogas fossem matéria de educação e saúde, cultura e autogestão social?” E dispara: “Resta-nos superar preconceitos e ignorância, e adotar vias alternativas. O pior flagelo, entre as drogas, são o álcool e a nicotina. Mesmo assim, ninguém está propondo, felizmente, sua proibição”.

Na entrevista a seguir, Luiz Eduardo Soares antecipa a história do brasileiro Ronald Soares, preso em Londres por associação ao tráfico de drogas, e posteriormente no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, apontando as diferenças e aproximações entre os sistemas penitenciários. “Ambas são destrutivas, mostrando que a privação de liberdade representa, sempre, uma degradante violência estatal”, assegura.

 Luiz Eduardo Soares (foto abaixo) é mestre em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional-UFRJ, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ, e pós-doutor em Filosofia Política pelas universidades de Virgínia e Pittsburgh. Foi fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Pesquisas sobre Violência do Instituto de Estudos da Religião – ISER em 1991, onde desenvolveu várias pesquisas até janeiro de 1995. Entre janeiro e outubro de 2003, Luiz Eduardo Soares foi secretário nacional de Segurança Pública. Foi também subsecretário de Segurança Pública e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania no governo de Anthony Garotinho, entre janeiro de 1999 e março de 2000. Foi professor da UERJ e da Universidade Cândido Mendes. É autor de onze livros, entre eles Meu casaco de general: 500 dias no front da segurança pública do Rio de Janeiro (São Paulo: Companhia das Letras, 2000), Pluralismo cultural, identidade e globalização (Rio de Janeiro: Record, 2001) e Elite da tropa (Rio de Janeiro: Objetiva, 2005), este escrito com Rodrigo Pimentel e André Batista. Atualmente é coordenador do curso de especialização em Segurança Pública da Universidade Estácio de Sá.
                            
 
 Confira a entrevista.

 IHU On-Line – A partir da história de Ronald Soares, que tinha um futuro promissor, o que motiva e fomenta o tráfico internacional de drogas?

Luiz Eduardo Soares – Todo negócio, legal ou ilegal, é motivado pela busca do lucro e é viabilizado pela existência de oferta e demanda. No caso do tráfico, o fator que fomenta é a proibição sem a qual não poderia realizar-se esse comércio em condições tão lucrativas e tão predatórias para o consumidor. No livro mostro que cada tonelada que sai da selva colombiana é multiplicada por seis até o varejo, na Europa. Esse análogo perverso do “milagre dos pães” resulta da mistura das mais diversas e nocivas substâncias à cocaína pura. Sabe-se, aliás, que tais substâncias são muito mais lesivas do que a coca.

IHU On-Line – Que fatores favorecem a comercialização de drogas atualmente? Por que o tráfico de drogas é um dos mais difíceis de ser combatido?

 Luiz Eduardo Soares – O que favorece, ou melhor, torna possível a existência dessa rede ultralucrativa chamada tráfico de drogas tal como ela se dá é a sua criminalização. Combater o comércio de drogas não é difícil: é impossível. Pelo menos em contexto político não totalitário. Não se trata de uma opinião, mas de constatação empírica. Basta observar o que ocorreu nos últimos 30 anos no mundo ocidental. Foram gastos bilhões de dólares na guerra contra as drogas e o tráfico vai muito bem, obrigado. O lucro permanece, e a demanda se mantém mesmo nos países que possuem as melhores polícias e os mais sofisticados mecanismos de controle, como os Estados Unidos. 30 anos não são suficientes para revelar uma realidade e confirmar um diagnóstico? Vamos continuar fazendo mais do mesmo?
Quanto à pergunta sobre a razão da dificuldade (ou impossibilidade, fora dos totalitarismos) de reprimir, posso responder com outra indagação: por que os EUA venceram a guerra-fria? Entre os motivos, destaca-se a inviabilidade de anular o mercado quando há demanda e oferta. Pode-se disciplinar o mercado,
regulamentá-lo, domesticá-lo e circunscrevê-lo, submetendo-o a regras, etc. Porém, suprimi-lo é um objetivo insustentável. Na economia das drogas ilícitas, aplica-se o mesmo princípio. Eis a evidência: o acesso às drogas ilegais é uma realidade em toda sociedade não totalitária industrializada. Ora, se esse é o fato e se é impossível revogá-lo, a interrogação racional deixa de ser “deve-se ou não permitir o acesso” para formular-se nos seguintes termos: “Em que contexto institucional-legal seria menos mal que tal acesso ocorresse? O contexto em que drogas fossem questão relativa à polícia e prisão, isto é, à Justiça criminal? Ou o contexto em que drogas fossem matéria de educação e saúde, cultura e autogestão social? A primeira via tem sido experimentada pelo Brasil com resultados trágicos: o consumo de drogas não declina, o tráfico prospera, alimentando o negócio de armas, a corrupção policial e gerando mortes e violência, enquanto as prisões acumulam jovens pobres, com baixa escolaridade, em sua maioria sem vínculo com armas ou organizações criminosas e sem praticar violência. Essa via tem se mostrado inequívoco desastre. Resta-nos superar preconceitos e ignorância, e adotar vias alternativas. O pior flagelo, entre as drogas, são o álcool e a nicotina. Mesmo assim, ninguém está propondo, felizmente, sua proibição.
 IHU On-Line – Em que sentido pode-se dizer que o tráfico de drogas é um dos pilares da violência urbana?
 Luiz Eduardo Soares – Quanto ao tráfico ser um pilar da violência, parece-me que sim, porque sua dinâmica movimenta lucros que se aplicam parcialmente em armas, as quais servirão para vários propósitos, sempre destrutivos. Ou seja, o tráfico de drogas é uma fonte de financiamento do tráfico de armas e um indutor de práticas violentas, nas disputas por mercado e com as polícias.
 IHU On-Line – Como são os bastidores desse mundo quase desconhecido, do tráfico internacional de drogas?
 Luiz Eduardo Soares – O livro mostra como funcionam esses bastidores. Claro que há muitas estruturas diferentes e muitos métodos distintos para levar diversos tipos de drogas de um ponto a outro do planeta. O que a biografia do personagem real permite descrever é o transporte de algumas toneladas, todo ano, por mar, da Colômbia à Inglaterra, passando pela selva e pelo Caribe. Como isso é feito... bem, não teria como resumir. Há mil e um aspectos e detalhes, os quais, no livro, se convertem em suspense e aventura. Não gostaria de estragar o prazer da leitura. Se o livro tem valor, ele deve seduzir, emocionar, encantar os leitores e surpreendê-los a todo o momento. Não precisei ser imaginativo para alcançar esses objetivos ambiciosos. Bastou ser fiel à realidade.
 IHU On-Line – Como a questão da violência aparece intrinsecamente na história de Ronald Soares?
 Luiz Eduardo SoaresRonald nunca pegou em armas e sempre abominou a violência. Isso não o isenta, entretanto, de responsabilidades, porque o tráfico, mesmo quando praticado como um grande negócio empresarial, está ligado a máquinas de morte. Numa ponta está a inteligência asséptica; na outra, a brutalidade letal. Tratar de um lado sem olhar para o outro reduz o sentimento de culpa, mas não anula a responsabilidade. Eu mostro no livro como funciona a máquina de morte, na contramão das intenções e do pendor do biografado.
 
 
 IHU On-Line – Como a experiência do aprisionamento modificou o jovem Ronald? Em que sentido o cárcere transforma o sujeito?
 Luiz Eduardo Soares – Muito jovem, recém-saído da universidade, o economista brilhante fez fortuna e aderiu à idolatria yuppie do mercado, em sua acepção darwiniana, competitiva, individualista e feroz. Entretanto, esse caminho significava uma traição aos sonhos hippies de adolescência, nos quais o ideal era a valorização da paz e do amor, do hedonismo e da natureza. Diante de uma dramática desilusão amorosa, que o joga numa tremenda depressão, Ronald toma consciência de que estava traindo a si próprio ao abandonar suas utopias, assim como fora traído pela belíssima esposa e pelo melhor amigo. Decide, então, abandonar a fortuna que conquistara, comprar um veleiro e lançar-se ao mar. Navega pelos oceanos por dez anos, no fim dos quais acaba se aproximando do cartel de Cali, por labirintos existenciais quase inverossímeis. E aí começa a fase negativa de sua vida, que o conduzirá a celas claustrofóbicas, a uma condenação na Inglaterra a 24 anos de prisão. O biografado foi submetido ao julgamento mais longo da história inglesa: 14 meses. Por ter tentado uma fuga cinematográfica, foi classificado como o preso mais perigoso da Inglaterra e permaneceu em penitenciária de segurança máxima, sozinho. Enfim, foi transferido para o Brasil e cumpriu o final da pena em Bangu. Esteve perto da loucura, sofreu alguns abalos psíquicos gravíssimos, mas conseguiu sobreviver e restaurar a lucidez. Hoje, livre, reconstruiu sua vida, trabalha e se dedica aos filhos, que jamais o abandonaram e que constituíram, conforme ele mesmo diz, a grande usina de energia na qual alimentou sua resistência à loucura e aos sofrimentos.
 IHU On-Line – Quais foram as diferenças fundamentais entre os períodos de encarceramento em Londres e no Rio de Janeiro? Em que aspectos os sistemas prisionais dessas duas cidades diferem e se aproximam?
 Luiz Eduardo Soares – Na Inglaterra, as instituições penitenciárias são rigorosamente regidas pela legalidade, ninguém toca a mão em um preso, nem o agride verbalmente. As celas são tão limpas quanto salas cirúrgicas. No entanto, seu poder de destruição mental é devastador, por uma série de mecanismos sutis que descrevo no livro. No Brasil, impera a imundice, a promiscuidade, as violações aos direitos, o desrespeito à Lei de Execuções Penais. Ambas são destrutivas, mostrando que a privação de liberdade representa, sempre, uma degradante violência estatal. Por isso deveríamos recorrer a esse expediente apenas em casos extremos, que envolvam violência e impliquem riscos para inocentes. Casos para os quais não conhecemos, ainda, infelizmente, qualquer alternativa realista.

(Por Patricia Fachin e Márcia Junges)

http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/511536-combater-o-comercio-de-drogas-nao-e-dificil-e-impossivel-entrevista-especial-com-luiz-eduardo-soares
 

Momentos


Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

ATO DE CONSAGRAÇÃO DA FAMÍLIA À SANTÍSSIMA TRINDADE



“Sagrada Família por sua intercessão queremos através deste ato de fé consagrar à Santíssima Trindade a família (sobrenome da família...). Nesta consagração pedimos a sabedoria que o Espírito Santo infundiu no coração de São José a (nome do pai...) para que ele possa conduzir nossa família com honestidade, pureza e fidelidade. Pedimos a paciência e a mansidão com que o Espírito Santo concedeu à Virgem Maria à (nome da mãe...), para que ela conduza o nosso lar com o mesmo amor e dedicação da Mãe de Deus. Pedimos o Dom da obediência filial do Menino Jesus a (nome(s) do(s) filho(s)...) para que cresçam iluminados pelo Espírito Santo que O(s) conduz(iu) na infância, na adolescência e em toda sua vida de filho.

Sagrada Família, queremos ainda consagrar à Santíssima Trindade todos os outros membros da nossa família (citar aqui os outros nomes...) para que também recebam as graças e os benefícios desta consagração. Consagramos, também, através deste ato de fé todos os bens materiais, dons e talentos que Deus confiou aos membros da nossa família, entregando a Ele, por Sua intercessão, Ó Sagrada Família, o futuro de cada um de nós, pedindo que a Mão Protetora esteja sempre sobre os nossos lares, trabalhos e vidas.

Que os Santos Anjos, que serviram e ampararam a Sagrada Família, acampem agora e permaneçam para sempre ao redor da(s) família(s) (sobrenome da família...) guardando-a(s) de todos os males e livrando-a(s) de todo pecado. Unimo-nos nesta consagração a todos os membros falecidos da nossa família que já se encontram no céu e são nossos intercessores, rogando, juntamente com eles, a Misericórdia do Pai por nossos antepassados que, porventura, ainda aguardam Sua Ressurreição. Amém!...”

domingo, 13 de janeiro de 2013

chuva de meteoros é registrada em Natal, RN


De acordo com Marcelo Bruckmann, técnico de laboratório do Observatório Astronômico da PUC-RS, as chuvas de meteoros são bastante comuns, mas têm seu ápice em alguns meses do ano, como em novembro e dezembro, como ocorreu na madrugada desta sexta.

“A observação não requer uma necessidade de telescópio. Na observação visual, a posição quase privilegiada é horizontal e você tem que estar afastado da proximidade de um centro urbano, principalmente por causa da poluição luminosa, que faz com que o céu fique claro”, explicou o especialista.

Bruckmann disse ainda que apesar de possivelmente mais fraca ainda será possível observar o fenômeno na noite desta sexta. “No geral as chuvas têm um período de incidência e têm o dia da máxima intensidade. De ontem (quinta-feira) para hoje (sexta-feira), por exemplo. Nos dias subsequentes o decaimento é significativo, mas mesmo assim é possível observá-la”.

Como observar

Por volta da 0h, quando a constelação de Gêmeos (que dá nome à chuva de meteoros) ficou visível acima do horizonte (aproximadamente na direção nordeste, em todo o Brasil), já foi possível ver os primeiros flashes. O ideal é tentar ficar na posição horizontal. Ao invés de sentar em uma cadeira, use uma espreguiçadeira, por exemplo, ou deite completamente. Binóculos e telescópios não são necessários. Na verdade, eles nem ajudam devido à dificuldade de prever o local onde o meteoro vai passar, já que diminuem o campo de visão.

O que causa a chuva de meteoros

A maior parte dessas chuvas é causada pelo rastro de um cometa. Quando um desses objetos cruza o Sistema Solar, ele deixa uma grande quantidade de detritos por onde passa. Todo ano, quando a Terra atravessa algum desses rastros, os detritos queimam e brilham ao entrar na atmosfera, ou seja, viram meteoros.

Contudo, nas Geminídeas a coisa não é tão simples. O "culpado" pela chuva é um misterioso objeto chamado de 3200 Phaethon. Quando ele está mais próximo do Sol (periélio), apresenta um aumento de brilho como um cometa. Contudo, a sua órbita é característica de um asteroide. Segundo a Nasa, o debate para saber se ele é um cometa ou asteroide é intenso e atualmente ele é considerado um "cometa extinto" - ou seja, sobrou apenas o "esqueleto" rochoso após seu gelo derreter por causa do calor do Sol.

O internauta Luciano Toscano, de Natal (RN), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/vc-reporter-chuva-de-meteoros-e-registrada-em-natal-rn,9c8e2fde24b9b310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Oração de São Miguel.

São Miguel Arcanjo, guardião e guerreiro!
Quero te agradecer por toda proteção, e todas as bençãos, que em nome de Deus tens me enviado, peço amado: Arcanjo Miguel que continue sempre, a minha frente, as minhas costas, a minha direita, a minha esquerda,acima de mim e também abaixo de mim, para me proteger, me defender e me iluminar, cortando com sua poderosa espada, todo mal que por ventura forem dirigidos a mim ou a minha família em nome de Deus Pai Amém Amém e Amém!!!