sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Índios brasileiros Isolados da Fronteira Acre-Brasil/Peru estão em risco

              Amigos e amigas.
A Frente de Proteção Etnoambiental Rio Envira, base da FUNAI para proteção dos povos isolados na fronteira Acre-Brasil/Peru, há 32 km do município de Tarauacá, se encontra em situação de risco máximo.

José Carlos Meirelles, sertanista que há mais de 25 anos é responsável pela Frente, vem se dedicando incondicionalmente na proteção dos isolados do Peru que, nos últimos sete anos, estão migrando para o Brasil por pressão das madeireiras ilegais, concessões de prospecção de petróleo e gás na região toda, mineração irregular e rotas do tráfico de drogas.

Ele, dois funcionários e o coordenador da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato da FUNAI estão, neste momento, firmes na vigilância no posto da Frente, por conta dos últimos acontecimentos.

Em julho passado, a base foi invadida e saqueada por traficantes peruanos, logo depois que a equipe deixou o local por segurança. Nesta sexta feira, 05 de agosto, a equipe retornou à base e ali pretendem permanecer, pois a polícia federal abandonou a região depois de prender apenas um dos traficantes.



A seguir, o comunicado que Meireles fez lá da base, neste sábado, dia 06 de agosto de 2011 e  a reportagem de Maria Emília Coelho, correspondente da UOL Notícias.

A todos,

Vocês já sabem das notícias. Vão as últimas. Desculpem por mandar prá todo mundo, mas o tempo pra ficar no notebook aqui tá curto. Um olho na tela e outro nos peruanos não dá.
Seguinte:
1- Pela quantidade de vestígios aqui ao redor, temos certeza que os caras se dividiram em grupos de cinco ou seis e estão fazendo uma verdadeira varredura aqui ao redor da base.
2- Os isolados não andaram aqui não. As coisas que desapareceram daqui indicam que não foram eles.
3- Cremos tambem que junto desses peruanos existam índios sim, contatados de lá.
4- A gente conhece apito de índio remedando bicho. Parece que tem uma reunião de nambú azul aqui por perto.
5- Se esses caras estão procurando alguma coisa, ainda não acharam.
6- Todo mundo que está aqui ( nós cinco gatos pingados) é manso na mata, como eles.
7- O nome de nosso dois mateiros: Francisco Alves da Silva Castro o Marreta.
8- Francisco de Assis Martins de Oliveira - O Chicão.
9- O dia que a Funai descobrir que um homem como eles, valem por 20 indigenistas e 20 sertanistas, talvez resolva contratá-los, sem concurso público, pois são analfabetos, mas os maiores doutores da mata que conheço, talvez a segurança dos índios isolados possa ser melhor conduzida.
Permaneceremos aqui, dê o que dê, até que o Estado Brasileiro decida RESOLVER DE VEZ esse absurdo!!!! Não prá proteção nossa. PARA PROTEÇÃO DOS ÍNDIOS!!!!!!
Quem não tiver atualizado, por favor procure Uol, sites e tal que já tá no mundo.
Quem puder reclamar, precionar etc., será bem vindo. Os isolado agradecem.
Um grande abraço a todos da nossa equipe de " irresponsáveis", como estamos sendo chamados.
Pensem bem: Quem é o irresponsável mesmo...
Meirelles

Funcionários da Funai retornam a base no Acre invadida por traficantes peruanos e reclamam da falta de segurança

            Vista aérea da região onde está localizada a Base de Vigilância Xinane, no Acre

Maria Emília Coelho
Especial para o UOL Notícias
Em Tarauacá (Acre)

Quatro funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) e um sertanista que trabalha com eles retornaram nesta sexta-feira (5 de agosto) à base invadida por traficantes peruanos durante o mês de julho. Os funcionários se queixam que a Polícia Federal não permaneceu na base para garantir a proteção da fronteira e dizem que pretendem ficar por lá devido “ao compromisso que têm com os índios”. A PF, por sua vez, diz que está analisando a situação e que provavelmente fará um sobrevoo na área esta manhã.
A invasão à base da Funai aconteceu no dia 23 de julho. Segundo relatório da Funai a que o UOL Notícias teve acesso, eram cerca de 40 pessoas vindas do Peru. A Fundação, alertada por índios Ashaninka, que vivem em uma aldeia a três horas de barco da base pediu ajuda ao Ministério da Justiça, à PF (Polícia Federal) e ao Exército. A base, que fica em 32 quilômetros da fronteira do Peru e a cinco dias de barco do município de Feijó (AC) foi saqueada após evacuação dos funcionários da Funai.
Uma semana depois, no dia 30 de julho, teve início uma operação do Comando de Operações Táticas  (COT) e da CAOP (Coordenadoria de Aviação Operacional) da Polícia Federal na área, com o apoio logístico do Estado do Acre e do Exército. A ação resultou na prisão de uma pessoa, o traficante português Joaquim Antônio Custódio Fadista.
O português foi detido na última quarta-feira (3 de agosto). Ele atua no Peru e já havia sido preso na mesma base da Funai em março deste ano e encaminhado à PF. Após ser interrogado, foi extraditado para o Peru. No entanto, retornou à região em julho. “Quando o português foi preso nesta semana ele debochou da cara de todo mundo, dizendo que logo iria sair e que ainda pagaríamos a passagem dele de volta”, disse Artur Meirelles, atual Coordenador da Frente de Proteção Envira.
A dificuldade para chegar ao local dificultou a ação das autoridades. “Por ser muito distante, a PF não pôde agir prontamente e necessitou do helicóptero do Exército”, afirmou Carlos Travassos, Coordenador Geral de Índios Isolados e Recente Contato (CGIIRC) da Funai.
A Base de Vigilância Xinane faz parte da Frente de Proteção Etnoambiental Envira. A equipe que trabalha no local é responsável por garantir a proteção territorial dos grupos de índios isolados que vivem nesta região do Acre, que faz fronteira com o Peru.
No local
Na quinta-feira (4 de agosto), a PF orientou a retirada de todas as pessoas da base. Apesar disso, o sertanista José Carlos Meirelles, ex-Funai e que trabalha no projeto há 23 anos, e mais quatro pessoas da equipe da Funai decidiram permanecer no local.
“Já que ninguém deste Estado brasileiro se dispõe a ficar aqui, tomamos a decisão de vir para cá”, disse Meirelles ao UOL Notícias, por e-mail. Meirelles afirma que os invasores ainda estão na região, pois foram encontrados rastros na mata. “Achamos vestígios de, no mínimo, seis pessoas. Tem saco de dormir, plástico, corda. Os peruanos ficaram aqui no bananal em frente à base no último dia da operação, apenas olhando a equipe da polícia ser retirada.”
"Ficaremos aqui até que alguém ache que uma invasão do território brasileiro por um grupo paramilitar peruano é algo que mereça atenção. Somos irresponsáveis, talvez. Mas antes de tudo existe um compromisso maior com os índios”, completou.
"Está tudo bem porque o pior não aconteceu, mas os caras estão nos espiando, vimos os rastros deles aqui no entorno da base agora, pela manhã estiveram aqui", disse, neste sábado, Carlos Travassos, coordenador-geral de Índios Isolados da Funai. "Está tudo bem até o pior acontecer. Os peruanos não vão embora, isso é certo. Estamos cercados, não teve troca de tiros, ainda."
Polícia federal
José Carlos Calazans, superintendente da Polícia Federal no Acre, disse na manhã deste sábado ao UOL Notícias que está em contato com os funcinários da Funai na base. Ele diz que, nesta manhã, foi informado de que estava "tudo sob controle".
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Lígia Kloster Apel
Comunicação Comunitária e Educação Popular
(68) 8405-2350 / 3223-9297
Assessoria de Comunicação - Comissão Pró-Índio do Acre
(68) 3225-1952 / 9975-2325

O que é corporativismo?

O corporativismo é um sistema político no qual o poder legislativo é atribuído a corporações que representam grupos económicos, industriais ou profissionais. É um sistema não-democrático, pois não é o povo, ou os seus representantes, quem detêm o poder. Assim sendo, propô-se a eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Num suposto equilíbrio, os interesses conflitantes entre capital e trabalho seriam atenuados e direcionados positivamente pelo Estado - aqui visto como uma entidade neutra. O regime que vigorou em Portugal até à revolução de 25 de Abril de 1974 mostrava fortes aspectos corporativistas. Também no Brasil, entre os anos de 1937-45, o chamado Estado Novo, sob a liderança do presidente Getúlio Vargas apelava para um modelo corporativo de Estado, sendo sua legislação trabalhista claramente inspirada na "Carta del Lavoro" de Mussolini. A palavra "corporativismo" provém da palavra latina corpus, corpo.

Fonte(s):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Corporativismo
Vou responder na visão comum, na cara larga, sem meandros: corporativismo é a famosa panelinha, são grupinhos que tem por objetivo afastar quaisquer ameaças consideradas perigosas aos interesses desse grupinho, como quando chega um novo funcionário e não é parente ou indicado de ninguém e começa a trabalhar e a chamar a atenção do superior, que também coordena a panela, sabe que os outros empurram com a barriga ou jogam deliberadamente o trabalho para outros fazerem, só que dão presentes, elegiam, bajulam, puxam o saco na caruda e este coitado que foi parar no meio dessa corja, só quer fazer o seu trabalho da melhor maneira possível e começa a incomodar o grupinho. Então começam as discórdias, as fofocas pelos cantos, falando mal dessa pessoa. Se ela trabalha mostra competência e entende o trabalho de todos e até faz o trabalho de todos, essa pessoa é um perigo para o sossego do grupo e no final das contas o grupinho se une para livrar-se dela, mesmo todos sabendo da competência e profissionalismo, mas como não seguiu os aviso dados pela panela e até pelo chefe para maneirar, ir com calma e levar as coisas na manha para não prejudicar ninguém, acabam ou perdendo o emprego ou isolado até verem aonde essa pessoa aguenta sendo pressionada a mostrar resultados de trabalhos que não lhe diz respeito ou não aguentar mais tanta fofoca e pedir as contas. Agora ou pergunto a você. Você é o cara que trabalha ou o cara que sempre procura ferrar os outros quando acha que esse alguém possa tomar seu lugar ou mostrar que é muito melhor que você?

O corporatismo em uma empresa é o fim para ela porque as pessoas acabam criando uma "proteção" que na verdade impede tanto elas, com a empresa de crescer, de buscar novas formas de trabalho, inovação e tecnologia. Mudanças na forma de como se atende o cliente, fornecedor ou os próprios funcionários, porque a panela nunca irá aceitar uma nova idéia, uma crítica conscisa; vão sempre querer levar a vida daquele jeitinho que estão acostumadas. Então uma concorrente que tem um estilo de administração que privilegia o trabalho, a competência, as novas idéias, que deixa seus funcionários exporem toda sua criatividade, é uma empresa empolgante, gostosa de se trabalhar, que todo mundo vê que vai pra fentre e que eles podem conseguir novos cargos e a grande maioria consegue e acabam sempre desbancando as empresas aonde o corporativismo impera.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Sacerdócio visto por São João Maria Vianney (Santo Cura d'Ars)


"Se tivéssemos , veríamos Deus oculto no sacerdote, como a luz por trás da vidraça, como vinho misturado na água."

"Devemos considerar o sacerdote quando está no altar e no púlpito como se fosse o próprio Deus"

"Oh! como o sacerdote é algo sublime! Se ele se apercebesse morreria... Deus lhe obedece: diz duas palavras e Nosso Senhor desce do céu."

"Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem o colocou no tabernáculo? O sacerdote. Quem foi que recebeu nossa alma à entrada da vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar força de fazer sua peregrinação? O sacerdote.
"Quem a preparará para comparecer perante Deus, lavando a alma pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se alma vier a morrer, quem a ressuscitará, quem lhe dará a calma e a paz? Ainda o sacerdote."

"O Sacerdote não é para si, mas para vós...

"Quem recebeu vossa alma à sua entrada na vida? É o sacerdote. - Quem a sustenta para dar-lhe a força de fazer sua peregrinação? O sacerdote. - Quem há de prepará-la para se apresentar diante de Deus, purificando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. -
"E se a alma morrer quem há de ressuscitá-la? Ainda o sacerdote. - Não há benefício alguma de que vos lembreis sem ver logo ao lado desta recordação a figura do sacerdote. - O sacerdote tem as chaves dos tesouros celestiais; é o procurador de Deus, é o ministrador de seus bens."

"Só no céu compreenderemos a felicidade de poder celebrar a Missa."

"O sacerdote não é para si. Não dá a si a absolvição. Não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós."

"Se um sacerdote vier a morrer em conseqüência dos trabalhos e sofrimentos suportados pela glória de Deus e a salvação das almas não seria nada mal."

"O Sacerdote só será bem compreendido no céu... Se o compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de amor."

"Se não fosse o sacerdote, a morte e a Paixão de Nosso Senhor de nada serviriam."

"O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o sacerdote, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo."

São João Maria Vianney é padroeiro dos sacerdotes e a Igreja celebra sua festa no dia 4 de agosto.
(São João Maria Batista Vianney)


Sete Lagoas, uma cidade egológica

 Lagoa do Vapabuçu (Lagoa do Matadouro), um dos nossos "7 lagos encantados", caminha para seu final, quase seca tornou-se um depósto de lixo, pasto para os animais e esta super assoreada.

 Por um bom tempo (por incompetencia do SAAE) as famílias que dependem da água para cuidar da horta comunitaria estavam utilizando uma bomba reserva, pagando a gasolina do próprio bolso e retirando água da Lagoa do Vapabuçu. Ou seja, a pouca água que lá existe.

Fica a pergunta: por onde anda o IMPOSTO que pagamos?