segunda-feira, 31 de julho de 2017

Igreja no Rio inicia ajuda aos servidores estaduais com a doação de 500 cestas básicas


No dia 20 de julho, o Cardeal Orani João Tempesta recebeu na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória, líderes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que vieram pedir ajuda para uma campanha de doação de cestas básicas a servidores com salários atrasados. Na ocasião, Dom Orani confirmou ajuda, fazendo a doação imediata de 500 cestas básicas para os servidores da cidade de Campos dos Goytacazes, no interior do Estado do Rio. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do Estado do Rio de Janeiro (Sind-DEGASE), João Luiz Rodrigues, os servidores de Campos estão entre os mais fragilizados pela crise do estado.
 
“Estamos acompanhando tudo o que está acontecendo. Somos solidários com todas as famílias em dificuldade. Estamos disponíveis para ajudar, na procura de amenizar a situação até que os salários sejam normalizados”, disse Dom Orani.
 
O arcebispo explicou que a campanha será organizada e incentivada pela Cáritas da Arquidiocese do Rio, convidando os fiéis a fazer as doações nos locais especificados. As doações em dinheiro também serão destinadas à compra de cestas básicas. Ele também reafirmou o compromisso de conversar com os bispos do Regional Leste 1 para que a campanha seja estendida por todo o Estado do Rio de Janeiro.
 
“Estamos à disposição para ajudar, solidários com todos aqueles que trabalham para o bem público em nosso estado. Vamos envolver as dioceses da região para que possam ser bases de arrecadação e favorecer a logística de distribuição das cestas básicas. Apesar da situação, os servidores públicos estão unidos e vivem na esperança de que tudo possa ser resolvido”, afirmou o arcebispo. 
 
Ajuda humanitária
 
O presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa do Estado do Rio de Janeiro (Sind-Degase), João Luiz Rodrigues, agradeceu a Dom Orani pelo trabalho que a Igreja já realiza no dia a dia, e destacou não só as preocupações, mas também o que já foi realizado pelo movimento.
"Nós já estamos acostumados com a presença de Dom Orani e de agentes da Igreja nas nossas unidades do Degase. Agradecemos pela acolhida nesse momento de penúria dos servidores e da população, devido à crise que acometeu o Estado do Rio. Este movimento unificado é um ato de solidariedade”, disse.
Segundo João Rodrigues, o movimento dos servidores não entende a decisão do governo em pagar algumas classes e outras não, a campanha não vai pagar as contas dos servidores, mas que o servidor não tem culpa do colapso do estado.
“O servidor não tem culpa que não recebe, por isso criamos a campanha para minimizar os efeitos da crise. Já distribuímos 1,3 mil cestas básicas, mas estamos preocupados, porque são mais de 200 mil servidores precisando desse auxílio, e sabemos que a Igreja tem um papel fundamental nessa ajuda humanitária e nos ajudará muito diante dessa realidade”, disse.

Unidade

 
O animador das pastorais sociais na arquidiocese, Dom Joel Portella Amado, também presente na reunião, disse que a situação calamitosa e sofrida não isolou os servidores, nem ficaram uns contra os outros.
 
“Todos estão juntos. Esse é o caminho. Que os servidores não percam esse senso de unidade e sensibilidade para com um problema muito maior, crônico, e que não vai se resolver só com essa campanha. Há muita coisa para fazer por esse Brasil, pelo nosso estado, pelo mundo. Eles não podem deixar esse sonho da solidariedade desaparecer, pois se a calamidade tomou conta de nós, não tomou conta de nossos corações", afirmou Dom Joel.
 
Campanha permanente
 
O vigário episcopal para a Caridade Social, cônego Manuel Manangão, disse que as campanhas de arrecadação de alimentos fazem parte da ação permanente da Igreja através das paróquias. Disse ainda que a campanha em benefício dos servidores seguirá os mesmos padrões, destacando três ações complementares.
 
“Confirmando as ações sugeridas por Dom Orani, a campanha será estendida pelo regional, com o apoio dos bispos diocesanos, que facilitará bases de arrecadação e distribuição; também o lançamento da campanha em nossos meios de comunicação da arquidiocese, e a disponibilização de uma conta bancária da Cáritas, cujos recursos serão revertidos na compra de alimentos da cesta básica”, explicou o cônego Manangão.

 
 
http://arqrio.org/noticias/detalhes/5975/igreja-no-rio-inicia-ajuda-aos-servidores-estaduais-com-a-doacao-de-500-cestas-basicas

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