segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Religião: uma visão da Bíblia sobre os animais

Texto escrito por Aline Parkin, jornalista formada na UFRN e irmã da voluntária Regina Luizão. A ONG ComPaixão Animal não possui vínculo com nenhuma religião específica e respeita todas as crenças religiosas, bem como todos os que acreditam ou não em Deus. O texto é uma manifestação pessoal da autora e atinge o objetivo por nós pretendido: propagar noções de respeito e cuidado para com os animais.
ComPaixão Animal.

 
“Que pecado!” Eu já ouvi muita gente dizer isso quando vê um animal sendo maltratado. O que talvez possa parecer apenas uma maneira de falar é,  na verdade, uma afirmação corretíssima. Pecado, por definição, é uma ação que não está de acordo com a vontade ou lei moral de Deus e, na sua Palavra, a Bíblia, Ele diz claramente como deseja que os animais sejam tratados: “O justo importa-se com a vida do seu animal doméstico”, diz Provérbios 12:10.
 
Na verdade, o assunto é tão sério do ponto de vista de Deus que, quando determinando as leis que governariam seu povo, Ele incluiu leis que garantiam que os animais seriam bem tratados.  Nos tempo bíblicos, jumentos, touros e ovelhas eram os animais mais comuns e por isso algumas dessas leis se aplicavam diretamente a eles: “Não deves ver o jumento de teu irmão ou seu touro cair na estrada e deliberadamente esquivar-se deles. Deves terminantemente ajudar a levantá-los” declara Deuteronômio 22:4.  Similarmente, outra lei em Êxodo 23:4 e 5 ordenava que animais perdidos fossem devolvidos aos seus donos e que animais em perigo fossem ajudados. Até mesmo o descanso sabático incluía os animais: “Seis dias deves fazer teu trabalho; mas no sétimo dia deves parar, para que teu touro e teu jumento descansem”, é o mandamento em Êxodo 23:12.
 
Além de várias leis de proteção aos animais, a Bíblia contém varias passagens que mostram o cuidado de Deus com os animais. Um relato muito tocante da Bíblia fala de um certo homem que era tão apegado a sua ovelha  que  “ela crescia com ele e com seus filhos, todos juntos. Comia do seu bocado e bebia do seu copo e deitava-se no seu colo e veio a ser para ele como uma filha” (2 Samuel 12:3). Essa história foi usada na Bíblia como exemplo de uma relação preciosa e que deveria ser preservada. Tenho certeza que muita gente se identifica com esse relato e se sente da mesma forma em relação ao seus animais de estimação, como parte da família.
 

Jesus, como filho de Deus, também demonstrava compaixão para com os animais. “Quem é o homem entre vós que tendo uma só ovelha e caindo esta numa cova, num sábado, não a agarra e levanta para fora?” disse ele em Mateus 12:11 como exemplo de algo excelente a ser feito. Em outro relato, Jesus expressou a importância que seu Pai dava mesmo aos animais mais pequenos, ainda que eles tivessem pouco ou nenhum valor financeiro, dizendo “Não se vendem dois pardais por duas moedas de pequeno valor? Contudo, nenhum deles está esquecido diante de Deus” (Lucas 12:6).
 
Através dessas passagens da Bíblia, pode-se ver claramente que Deus não considera os animais como sendo descartáveis ou sem valor. Como cristã e amante dos animais, saber que Deus se importa com eles  e espera que nós humanos também nos importemos é uma ideia bastante confortadora, pois me mostra que o amor de Deus se estende a  todos, inclusive aos animais (1 Joao 4:8, Genesis 1:25) e me motiva  ainda mais a zelar pelo bem estar deles, não apenas por compaixão, mas pelo o que de fato é: um mandamento de Deus e um ato de amor cristão.
 
 

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