segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O MAL QUE O POPULISMO SEMPRE TRAZ


Governo populista é aquele que sempre carrega em seu bojo uma marca administrativa calcada em ações superficiais e uma propaganda que, não mais das vezes, penetra no consciente das massas de forma intensa, impedindo qualquer postura crítica por parte do todo coletivo e levando o povo a atitudes meramente emocionais cujo resultado é o comprometimento do futuro e o agravamento dos problemas políticos e sociais, já que apenas as opiniões do “líder maior” são levadas em conta, evitando-se soluções compartilhadas, prática essencial nas verdadeiras democracias.
 
Na verdade, a grande falácia desse modo de governar é fazer  as pessoas acreditarem que estão diante de um estágio de desenvolvimento alentador, que irá resolver as questões do dia a dia num futuro próximo, pois suas agruras do agora foram causadas pelo governante anterior. Elas não questionam, nunca, as históricas condições degradantes nas quais sempre viveram, por conta da esmola assistencialista  que se torna perene, vindo daí o fatalismo que tudo aceita como coisa normal: a saúde ruim, os políticos corruptos, a educação pública ineficiente e a segurança inoperante que só faz causar o aumento da violência.
 
Por outro lado, essa anestesia coletiva eleva ao mais alto grau a popularidade do “grande pai”, não raras vezes pai dos pobres e mãe dos ricos, neste caso, por não mexer no sistema econômico concentrador.
 
O governo populista vive de paliativos e do incentivo a um orgulho nacionalista por conta de eventos anunciados como um elemento de supremacia sobre outros países, mesmo que isso não mude um milímetro a vida da maioria, que vai  continuar paupérrima. Com certeza, é uma concepção, podemos dizer, romântica, no sentido de fazer acreditar num mundo de fantasia em que apenas fatos positivos compõem a “pátria”.

 
O assistencialismo, a transferência de renda infinita é, talvez, a marca mais sensível do modelo populista, sendo uma forma de prender a povo e garantir eleições do líder ou de seus candidatos. Em uma nação pobre, a presença do poder público na assistência aos mais carentes é necessária e uma visão humana. Porém quando cada vez mais aumenta o contingente   desses  beneficiados é sinal claro que não há, verdadeiramente, uma distribuição de renda, já que esse pessoal não está sendo inserido no mercado de trabalho. Torna-se, tão-somente, a esmola que vicia o cidadão. Nem  cursos profissionalizantes são oferecidos, como uma forma de ensinar a pescar.
 
Por fim, essa falsa democracia, mascara a verdadeira face autoritária do modelo, pois não incentiva a emancipação do povo, não eleva a consciência cidadã da população, e, como diz frei Beto, troca-se um projeto político de Nação por um projeto de poder, de um partido ou de um grupo.
 

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