segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mobilidade: Canadá dando show!


Mobilidade, essa é a palavra que está tomando conta do nosso dia a dia, fazendo pessoas mudarem de cidade ou perderem cada dia mais e mais tempo no trânsito. Segundo uma definição que achei bem legal no Google para “mobilidade urbana”: é o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizados de maneira efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. Nesse sentido, a cidade de Vancouver aqui no Canadá quer ser considerada a cidade mais verde do mundo até 2020 (The Greenest City 2020 Action Plan adotado em julho de 2011).
 
Vancouver, hoje, é considerada a cidade com melhor qualidade de vida na América do Norte. Fato que está fazendo com que mais e mais pessoas migrem a todo ano, especialmente, os Chineses. O inverno lá é mais brando comparado com outras regiões do Canadá, a primavera é linda e colorida, o verão quente e vivo, porém outono e inverno com bastantes dias cinzas e chuvosos. Então, para quem quiser morar lá, uma boa dica é o um casaco de chuva e guarda-chuva há há há.
 
Uma matéria do Auto Esporte que foi ao ar no dia 26 de setembro, há um destaque e foco na questão mobilidade urbana na cidade de Vancouver, aqui no Canadá. Como eles pretendem ser a cidade mais verde do mundo? Pois vamos começar: 50% dos moradores usam as soluções públicas e alternativas para se locomover, sendo que possuem sistemas de trem eficientes, tanto para turismo como para trabalho, evitando a perda de tempo. Segundo pesquisa, os Paulistas hoje gastam em média 3 horas no trânsito, o que chega a 45 dias em um ano (mais de 10% do ano, muito né?). Na América do Norte, anda-se de 7 a 10 km de carro por dia, assim, os carros costumam ficar 95% do tempo parados, daí surgiu a ideia de compartilhar.

Exemplo de ônibus com bike racks.
 
Vancouver possui cerca de pouco mais de 600 mil habitantes e conta com uma cooperativa de compartilhamento de carros (mais de 50 modelos) chamada Evo, que funciona há 20 anos e que com cada carro compartilhado tira 9 a 13 carros de circulação. Você só precisa se cadastrar e como pré-requisito apenas ter carteira de habilitação, além disso, pagar uma mensalidade anual de aproximadamente CAD$75,00 e R$14,99 por hora (lembrando que o dólar canadense custa em média R$2,60). Nesse valor, o seguro, estacionamento e gasolina já estão inclusos. Para gasolina, cada veículo vem com um cartão de crédito para abastecimento e cada cliente deve deixar o carro com pelo menos 1/4 do tanque cheio para o próximo usuário. Ah, outro bônus dos carros é que eles possuem Bike e Skii/snowboard racks.
 
Até 2020 a estimativa é que 26 milhões de pessoas compartilhem veículos – incluindo bikes, carros, motos, etc. Em 2014, esse número não chegava a mais de 4 milhões. A cidade de Vancouver possui, ainda, o compartilhamento de bikes que em julho já contava com 50 estações e mais de 500 bikes, número que deve ser triplicado até o final desse ano. Para se ter uma ideia, esse número é igual a São Paulo que tem quase 20x mais habitantes que Vancouver. Somado a isso, 270km de ciclofaixas, sendo que 20% delas são exclusivamente para bicicleta. Desse jeito fica fácil ir à praia com uma pedalada de em média 30 minutos.
 
Saskatoon – cidade aonde moro – ainda está um pouco atrás de ações como em Vancouver, porém já é possível contar com o centro e algumas ruas principais da cidade com várias ciclovias, ou então com vias compartilhadas para pedestres/bicicletas. Além disso, ônibus com suporte para a bike, e vários eventos e workshops que incentivam o uso de meios de transporte de maneira sustentável.

Ciclovia em uma das principais ruas de Saskatoon.
 

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