sábado, 10 de dezembro de 2016

Odebrecht, a maior fábrica de corrupção do Brasil

Quem são os corruptos "Primo", "Angorá", "Justiça", "Botafogo", "Caju" e "Santo"? Você vai se surpreender

“As doações feitas pela Construtora Odebrecht foram todas por transferência bancaria e declaradas ao TSE. Não houve Caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente. O presidente repudia com veemência as falsas acusações”.

Você se engana redondamente se achar que essa frase foi feita durante a irresponsável administração do petista Lula. Também não é dos tempos da presidente cassada Dilma. É do pemedebista Presidente Michel Temer
 

Adriana Machado - Reuters
Presidente Michel Temer (PMDB), um dos citados na delação dos "77 da Odebrecht"
 
"Nas relações com agente públicos é vedado a todos os Integrantes da Organização: financiar, custear ou de qualquer forma patrocinar a prática de atos ilícitos". Também se engana se pensar que a frase acima foi feita por pessoas sérias e comprometidas com valores da sociedade onde vivem. Essa palavras são encontradas na seção de ética do site da Odebrecht.
 
Gisele Pimenta/Frame/Folhapress
Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira Odebrecht, sendo preso
 
Ou os donos da Odebrecht não leram seu próprio código de conduta, ou então são ladrões, hipócritas e mentirosos. A realidade mostra que a segunda opção é a verdadeira, quando ficou provado que membros da família Odebrecht adotaram a corrupção e lavagem de dinheiro como seu principal modelo de negócio, destruindo os valores básicos de decência e honestidade, que mantém uma sociedade unida, integra e produtiva.
 
E quem esta do outro lado desta equação? Nossos políticos ladrões e desonestos, que em nome de se manter no poder (e do seu enriquecimento pessoal), roubaram bilhões do povo brasileiro, incentivando e exigindo o superfaturamento de obras feitas por empreiteiras, como a Odebrecht.
 
Enquanto 2016 entrará para história como o ano da destruição e enterro dos mentirosos ideais sociais pregados pelo do Partido dos Trabalhadores, e que também colocou o legado de Lula e Dilma no vergonhoso pódio da corrupção, da mentira e da exploração do povo, 2017 será o ano que irá desmascarar outros partidos e que possuem esta mesma disponibilidade voraz para serem corrompidos e enolvidos neste mar da lama pútrida da corrupção como o PMDB e PSDB, através de figuras do calibre de Michel Temer, Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Moreira Franco e Eliseu Padilha, entre tantos outros.
 
A delação premiada da Odebrecht é uma verdadeira bomba para o presidente Michel Temer, já que aborda de forma explicita e detalhada a origem suspeita de doações para a campanha eleitoral do PMDB de 2014, fortalecendo a acusação contra o presidente de prática de abuso de poder econômico, num processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral.
 
Cláudio Melo Filho, um dos “77 da Odebrecht”, que assinou a riquíssima delação premiada, relata que durante um jantar ocorrido em 2014, o presidente Temer pediu pessoalmente para Marcelo Odebrecht recursos para a campanha de 2014. Ficou acertado que a empreiteira faria uma contribuição ilegal de R$ 10 milhões. Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil (codinome “primo”), que também participou deste rega bofe, foi o arrecadador da dinheirama e orientador da distribuição, parte recebida em seu próprio escritório.
 
Mais de duas dezenas de políticos de grosso calibre também fazem parte desta delação, como os pemedebistas Moreira Franco (codinome “angorá”) citado como um dos arrecadadores de dinheiro sujo, Renan Calheiros (codinome “justiça”) e Rodrigo Maia (codinome “botafogo”), que teriam se corrompido ao facilitar a aprovação de legislação que favorecia os negócios escusos e ilegais da Odebrecht, e Romero Jucá (codinome “caju”), citado como um dos intermediários no fluxo do dinheiro sujo entre a Odebrecht e alguns senadores do PMDB.
 
Outra estrela que faz parte da delação dos “77 da Odebrecht”, desta vez representando o PSDB, é o Governador Geraldo Alckmin (codinome “santo”), que teria recebido R$ 2 milhões em dinheiro vivo para suas campanhas de 2010 e 2014. Segundo os delatores, esse dinheiro fruto de corrupção, foi repassado para o cunhado do governador, Adhemar Ribeiro no seu escritório, em São Paulo. O atual Secretário de Planejamento de Alckmin, Marcos Monteiro, é um dos acusados como operador do caixa 2 para a campanha de reeleição do governador.
 
Agencia Brasi
Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), um dos citados na delação dos "77 da Odebrecht"
 
Só para não perder o costume, o PT continua firme como um dos principais partidos corruptos e vendido ao dinheiro sujo, citado nas delações de da Odebrecht. Dessa vez, o mais recente representante da ladroagem, é o ardoroso defensor da presidente cassada, Senador Lindbergh Farias (codinome “feio”). O antigo líder estudantil, é delatado por Leandro Andrade Azevedo, um do “77 da Odebrecht”, como um dos recebedores de dinheiro ilegal, no valor de R$3,8 milhões para suas campanhas ao Senado em 2010 e prefeitura de Nova Iguaçu, em 2008.
 
Agência O Dia
Senador pelo Rio de Janeiro Lindbergh Farias (PT), um dos citados na delação dos "77 da Odebrecht"
 
Que país é esse? Nas favelas, no Senado, sujeira para todo lado, ninguém respeita a Constituição. Mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas. Parte da letra da música “Que País é Este” da Legião Urbana de 1987.
 
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa 1849 - 1923
 

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