sábado, 10 de dezembro de 2016

"Foi um assassinato", diz ministro boliviano sobre tragédia da Chapecoense

"Alguém que se atreve a levar passageiros, mais de 70 pessoas, com a gasolina exata, viola um protocolo fundamental básico da aeronavegação civil", afirmou o ministro de Defesa da Bolívia, Reymi Ferreira.

Reprodução
O ministro de Defesa da Bolívia, classificou tragédia da Chapecoense como 'assassinato'

O ministro de Defesa da Bolívia, Reymi Ferreira, afirmou, na última sexta-feira (9), que a queda do avião da empresa LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, onde aconteceria a final da Copa Sul-Americana, diante do Atlético Nacional, foi um "assassinato". Ao todo, dos 77 passageiros, 71 morreram e seis foram resgatados com vida.
 
"Não houve um acidente, houve um homicídio. O que ocorreu em Medellín é um assassinato porque alguém que se atreve a levar passageiros, mais de 70 pessoas, com a gasolina exata, viola um protocolo fundamental básico da aeronavegação civil", disse o ministro aos veículos de comunicação na região de Cochabamba sobre tragédia com a Chapecoense.
 
"Não se deve perder muito em especulações (...) está muito claro que houve um homicídio. Mas teve cúmplices, alguém que permitiu que esse avião decolasse com essa rota de voo é cúmplice", continuou o ministro.
 

Críticas à funcionária

 
Ele também criticou a funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, que havia percebido os erros no plano de voo no aeroporto de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra. "E essa senhora vai se declarar perseguida política e ir para outro país, algo que é incorreto", acrescentou Ferreira.
 
A funcionária, que pediu refúgio no Brasil e foi aceita pela Polícia Federal provisoriamente, disse em carta divulgada por veículos de comunicação da Bolívia que sofreu pressões de seus superiores na AASANA para alterar o conteúdo do relatório com observações no plano de voo da LaMia.
 
A técnica havia apresentado cinco observações ao plano de voo e passou à companhia aeronáutica em três ocasiões, sendo a primeira duas horas antes do avião decolar e a última 20 minutos antes. Ela ressaltou que chamou a atenção sobre a autonomia de voo.
 
Reymi Ferreira recordou que o piloto poderia ter pousado a aeronave para abastecer. "Se o piloto só tivesse cumprido o que diz a norma de aterrissar em Cobija (norte da Bolívia) ou em Bogotá, ou pelo menos antes de acidentar-se tivesse anunciado emergência desde o começo, é possível que não tivesse havido esta tragédia", finalizou o ministro.
 

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