sábado, 26 de novembro de 2016

O Menestrel - William Shakespeare

 
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança.
Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la...
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam...
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo... mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão... e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens...
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém...
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Texto de: Veronica Shoffstall ("After a While"), adaptado por Shakespeare
 
William Shakespeare
 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cada povo tem o governo que merece, disse um francês no século XIX.

"Sai vitorioso das urnas, o candidato que fala o que o povo quer e não o que precisa  ouvir"".." 

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filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821).
 
Ferrenho defensor do regime monárquico e crítico fervoroso da Revolução Francesa, o filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821) escreveu seu nome na história ao lançar a expressão “cada povo tem o governo que merece”. Datada de 1811, a frase registrada em carta, publicada 40 anos mais tarde, faz referência a ignorância popular, na visão do autor a responsável pela escolha dos maus representantes. Contrário a participação do povo nos processos políticos, Maistre acreditava que os desmandos de um governo cabiam como uma punição àqueles que tinham direito ao voto, mas não sabiam usá-lo. Passaram-se exatos duzentos e cinco anos e a expressão do francês permanece atemporal por estas bandas.
 
No Brasil de democracia imatura e educação capenga, o voto ainda é definido pelo poder econômico e promessas bajuladoras totalmente descabidas feitas por candidatos visivelmente desinformados nas questões econômicas e sociais dos locais que pretendem governar. Por aqui se define voto também pela simpatia, crença, a boa oratória e o assistencialismo. Raros os que votam pela análise do passado, das relações interpessoais e do plano de governo fundamentado. O País que causou admiração no vocalista do U2 pela criação da Lei da Ficha Limpa, não tem punição para o político que, acometido do esquecimento conveniente, deixa de cumprir promessas e compromissos firmados com o eleitor.
 
Sai vitorioso das urnas, o candidato que fala o que o povo quer e não o que precisa ouvir. 
 
 

A tolice das análises econômicas atuais.

Sigo com atenção as análises econômicas que se fazem no Brasil e pelo mundo afora. Com raras e boas exceções, a grande maioria dos analistas são reféns do pensamento único neoliberal mundializado. Raramente fazem uma auto-crítica que rompa a lógica do sistema produtivista, consumista, individualista e anti-ecológico. E aqui vejo um grande risco seja para biocapacidade do planeta Terra seja para a subsistência da nossa espécie. O título do livro de Jessé Souza “A tolice da inteligência brasileira”(2015) impirou o título de minha reflexão: “A tolice das análises econômicas atuais”.
 
Meu sentido do mundo me diz que se não tomarmos absolutamente a sério dois fatores fundamentais, podemos conhecer cataclismas ecológico-sociais de dimensões dantescas: o fator ecológico, de teor mais objetivo e o resgate da razão sensível de viés mais subjetivo.
 
Quanto ao fator ecológico: em sua grande maioria a macroeconomia ainda alimenta a falsa ilusão de um crescimento ilimitado, no pressuposto ilusório de que a Terra dispõe de recursos igualmente ilimitados e que possui ilimitada resiliência para suportar a sistemática exploração a que é submetida. A maldição do pensamento único mostra soberano desdém aos efeitos negativos em termos de aquecimento global, devastação de ecossitemas, escassez de água potável e outros, tidos como externalidades, vale dizer, dados que não entram na contabilidade das empresas. Esse passivo é deixado para o poder estatal resolver. O que deve ser garantido de qualquer forma é o lucro dos acionistas e a acumulação de riqueza em níveis inimagináveis que deixaria Karl Marx enlouquecido.
 
A gravidade reside no fato de que as instâncias que se ocupam com o estado da Terra, por parte dos organismos mundiais como a ONU ou mesmo nacionais que denunciam a crescente erosão de quase todos os ítens fundamentais para a continuidade da vida (uns 13), não são tomados em conta. A razão é que são anti-sistêmicos, prejudicam o crescimento do PIB e os ganhos das grandes corporações.
 
Os cenários projetados por sérios centros de pesquisa são cada vez mais perturbadores. O aquecimento, por exemplo, não cessa de aumentar como se afirmou agora em Marrakesch na COP 22. A temperatura global de 2016 ficou 1,35 C acima do normal para o mês de fevereiro, a mais alta dos últimos 40 anos. Os próprios cientistas como David Carlson da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da ONU, declarou: “isso é espantoso…a Terra certamente é um planeta alterado”. Tanto a Carta da Terra quanto a encíclica do Papa Francisco Laudato Si: como cuidar da Casa Comum alertam sobre os riscos que a vida corre sobre o planeta. A Carta da Terra (grupo animado por M. Gorbachev, do qual tenho participado) é contundente: ou formamos uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscamos a nossa destruição e a da diversidade da vida”.

Nos debates sobre economia, em quase todas as instâncias, os riscos e o fator ecológico sequer são nomeados. A ecologia não existe, mesmo nas declarações do PT, nas quais a palavra ecologia sequer aparece. E assim, gaiamente, poderemos trilhar um caminho sem retorno, por igorância, irresponsabilidade e cegueira produzida pela volúpia da acumulação de bens materiais.
 
Donald Trump declarou que o aquecimento global é um embuste e que cancelará o acordo de Paris, já assinado por Obama. Paul Krugman, Nobel de economia, já alertou que tal decisão poderá significar um grave dano aos USA e ao planeta inteiro.
 
Conclusão: ou incorporamos o dado ecológico em tudo o que fizermos, ou então nosso futuro não estará garantido. A estupidez da economia só nos cega e nos prejudica.
 
Mas esse dado científico, fruto da razão instrumental analítica, não é suficiente, pois ela friamente analisa e calcula e entende o ser humano fora e acima da natureza que pode explorá-la a seu bel-prazer. Temos que completá-la com o outro fator, o  resgate da razão sensível, a mais ancestral em nós. Nela reside a sensibilidade, o mundo dos valores, a dimensão ética e espiritual. Ai residem as motivações para cuidarmos da Terra e nos engajarmos por um novo tipo de relação amigável com a natureza, sentindo-nos parte dela e seus cuidadores, reconhecendo o valor intrínseco de cada ser, e inventando outra forma de atender nossas necessidades e o consumo com uma sobriedade compartida e solidária.
 
Temos que articular os dois fatores: o ecológico (objetivo) e o sensível (subjetivo): caso contrário dificilmente escaparecemos, mais cedo ou mais tarde, da ameaça de um colapso do sistema-vida.
 
Leonardo Boff escreveu: Cuidar da Terra, proteger a vida: como escapar do fim do mundo, Record 2010.
 


 

FANTÁSTICO, violência sexual e impunidade

Postado por Carlos José e Silva Fortes em 14 setembro 2016 às 13:01

FANTÁSTICO, violência sexual e impunidade - Todos contra a pedofilia


 


Ótima reportagem do FANTÁSTICO (2016.09.11) mostrando a impunidade que reina em nosso país, especialmente em relação aos crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes (crimes de pedofilia). Precisamos nos prevenir desses crimes e lutar pela punição justa e severa dos criminosos. Esses são os objetivos do movimento TODOS CONTRA A PEDOFILIA. Estou farto de injustiça!
 
Parabéns ao repórter Marcelo Canellas e toda a sua equipe, bem como à produtora Vera Solto, pela competência, consciência e sensibilidade! Gratidão aos amigos queridos, Eduardo & Iara Gracielli Xavier (os Caçadores de Bons Exemplos), pela indicação. www.todoscontraapedofilia.ning.com #todoscontraapedofilia

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2016/09/fantastico-percorre-sombras-de-uma-ameaca-que-ronda-nossas-familias.html

http://todoscontraapedofilia.ning.com/

Pedofilia em Inglaterra: dois novos casos aumentam escândalo

São já sete os testemunhos de antigos jogadores que sofreram abusos sexuais enquanto jovens.
 
Em Inglaterra continua a aumentar o número de antigos jogadores a queixarem-se de terem sido vítimas de abusos sexuais quando eram menores de idade.
 
Ao todo são já sete os ex-atletas que dizem ter sido alvo de abusos outrora, os últimos dos quais Chris Unsworth e Jason Dunford.
 
 
«Fui violado entre 50 a 100 vezes», confessou Unsworth, em declarações à BBC, ele que alinhou nas camadas jovens do Manchester City e do Crewe.
 
Na mesma entrevista, o antigo jogador disse que na primeira vez tinha apenas nove anos, tendo deixado o futebol aos 16.
 
«Os meus pais faleceram e dói-me não ter contado. Ainda que não saiba se não foi melhor assim, porque, se calhar, ter-se-iam sentido culpados», acrescentou.
 

Escândalo de pedofilia. Cada vez mais ex-jogadores denunciam abusos.

O Manchester City é um dos clubes aos quais o treinador que terá abusado dos jogadores esteve associado|  DR
 
Depois de vários futebolistas terem vindo a público revelar terem sido vítimas de abusos, surgiram mais casos.
 
Três polícias britânicas estão atualmente a investigar alegações de abusos sexuais feitas por vários futebolistas e contra várias pessoas. O escândalo de pedofilia no futebol, que surgiu depois de vários antigos jogadores terem revelado publicamente, terem sido vítimas, está agora a entrar numa nova fase com outras vítimas a seguirem-lhes o exemplo.
 
A imprensa britânica avança que a polícia de Cheshire, de Hampshire e Northumbria estão a investigar alegações de abusos sexuais feitas por antigos futebolistas, sendo que, admite a primeira, estas são contra mais do que um indivíduo.
 
Vários antigos jogadores do Crewe Alexandra - nomeadamente Andy Woodward, Steve Walters e David White - revelaram publicamente nos últimos dias terem sido alvo de abusos por parte do treinador Barry Bennell, já condenado por pedofilia. Depois destes, já esta semana, foi a vez de ex-futebolista Paul Stewart, que jogou no Tottenham, Liverpool e Manchester City, dizer ter sido abusado sexualmente por um treinador quando era criança, que ameaçava matar a sua família caso ele contasse a alguém. O ex-internacional, de 52 anos, avançou que outros jogadores também foram abusados pelo mesmo homem, mas não revelou a sua identidade.
 
Ex-internacional Paul Stewart diz que foi vítima de abuso sexual.
 
A 16 de novembro, numa entrevista ao The Guardian, Andy Woodward incentivou outros revelar os abusos. "Quero deitar tudo cá para fora e dar às outras pessoas a oportunidade de fazer o mesmo. Quero dar força a essas pessoas. Eu sobrevivi. Perdi a minha carreira, que era muito importante para mim, mas ainda aqui estou", disse.
 
Antigo futebolista revela que sofreu abusos sexuais de treinador
 
O capitão da seleção britânica de futebol, Wayne Rooney, elogiou a coragem dos jogadores que vieram a pública denunciar os abusos e aconselhou estes e outros a pedirem ajuda através de uma linha de apoio especialmente criada para lidar com este escândalo.
 
De acordo com a Sky News, nas duas horas que se seguiram à criação dessa linha, chegaram 50 chamadas telefónicas.
 
Hoje mesmo, num especial da BBC dedicado ao assunto, dois outros jogadores deram a cara: Chris Unsworth,agora com 44 anos, disse que foi violado entre 50 e 100 vezes pelo treinador Barry Bennell quando tinha cerca de 12. O antigo futebolista defendeu que os responsáveis do Crewe Alexandra sabiam do que se passava, mas preferiram "esconder debaixo do tapete".
 
Jason Dunford afirmou ter sido abusado pelo mesmo treinador, que o tentou tocar na cama e o sujeitou a jogos psicológicos.
 
O treinador em causa, Barry Bennel, 62 anos, trabalhou no Crewe Alexandra, mas também teve ligações ao Manchester City e ao Stoke City. O antigo olheiro - que procurava os jovens talentos dos relvados ingleses - já cumpriu três penas por abuso sexual, a última delas em 2015.
 
 

Marcelo Calero: caiu ou foi caído?

Jotabê Medeiros analisa a demissão do ministro da Cultura e a substituição pelo Roberto Freire.
 
O ministro da Cultura do governo em exercício, Marcelo Calero, teria se demitido na tarde desta sexta-feira, após somente seis meses no cargo. Há controvérsia: ele teve audiências, na quarta e na quinta, com o senador Romero Jucá, líder do governo no Senado, e com Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil. Ambos externaram reclamações do governo com sua performance. Finalmente, foi chamado ontem para conversar com o próprio Michel Temer, que chamou sua atenção para o fato de que parlamentares da base o procuraram com queixas sobre ele (desmarcava compromissos sem justificativas e agia com arrogância, teriam dito alguns deles ao chefe). Convicto de que seria demitido, pode ter inventado uma saída honrosa, demitindo-se antes.
 
Há outra versão: a saída de Calero seria sinal de que o PSDB estaria abandonando progressivamente o governo do golpe, que já faz água, para assumir em um sonhado “mandato-tampão” no ano que vem. Essa tese foi defendida por Xico Graziano em artigo na Folha de S.Paulo recentemente. Ou saiu para livrar-se de uma calamidade iminente. Calero era oriundo do PSDB, embora tivesse escondido essa gênese. Mas sua saída não muda nada: a ausência preenche uma lacuna, como diz o velho ditado; não havia de fato uma política cultural sendo esboçada.
 
Calero permaneceu seis meses no cargo, marcado por críticas, protestos e insatisfação da classe artística – Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ocorre que Calero vinha se esmerando em descobrir que a realidade era mais imperiosa do que as aspirações dos golpistas na área cultural. Quase tudo que dizia era desmentido em seguida pelos fatos. Por exemplo: em 26 de junho, após reunião com dirigentes de associações integrantes do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), Calero havia dito o seguinte: “Temos que buscar uma política de direito autoral mais conciliatória. Não poderia ser arrogante e achar autoritariamente que o Ministério tem que impor uma determinada decisão. Temos que escutar os vários lados e, a partir disso, trilhar o caminho do meio”. Ato contínuo, o STF decidiu (por 8 votos a 1) que a Lei do Direito Autoral decidida por CPI mista era legítima (Lei 12.853/2013), não tinha nada de inconstitucional ou autoritária. O STF derrubou a demanda do Ecad, que era abraçada por Calero.
 
Calero também tentou boicotar a CPI da Lei Rouanet, que é um front casuístico da bancada da bala e dos evangélicos, também da base do governo em exercício. Teve de curvar-se à realidade: os vícios da legislação, já controlados pela polícia e pelo TCU, nunca justificaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas a conveniência política sim. Do seu lado, se permanecesse, teria de deslocar durante meses técnicos do Ministério da Cultura (que já são poucos) para atender às exigências de uma comissão sem norte e sem propósito a não ser o revanchismo político. Corria o risco de uma paralisia involuntária.
 
Calero tinha se desgastado também com setores influentes da música e do audiovisual, não tinha como progredir em ações nessas áreas, que são vitais no entrechoque da cultura. Por outro lado, tinha construído alianças entre as forças economicamente mais poderosas do espectro cultural, o que lhe tinha garantido até uma certa estabilidade no cargo. Levou para seu governo nomes como o do ex-secretário de Cultura de São Paulo, Marcelo Araújo, homem forte da área de museus. Essa estrutura deve ruir com Roberto Freire, que tem seu próprio exército de mão de obra disponível para empregar.
 
Presidente nacional do PPS (ex-PCB), o pernambucano Freire, que foi anunciado como substituto, é um mastim ideológico. Nunca teve estofo nem para assumir cargos de segundo escalão nas gestões que seu partido apoiou, como as dos governos paulistas. Apesar do voluntarismo, também não conseguiu cargos em estatais e outros cabides, apesar de sua dedicação canina. É a primeira vez que é premiado, e certamente não por suas qualidades na gestão cultural.
 
A saída de Calero tem um mérito indireto: ela escancara o início do isolamento de um governo ilegítimo que acumula indicadores negativos nas áreas econômica e social, e não demonstra capacidade de articulação parlamentar. Também se somam a essa onda as prisões de Sérgio Cabral e Anthony Garotinho, no Rio, capturas que esboçam um período negro para o partido no poder, o PMDB. Soa a debandada. Nesta semana, o governo já cedeu aos estados na questão da partilha do repatriamento de recursos. Vai continuar cedendo, é sua única alternativa, até que o vale-tudo extremo revele todas as vigas que os cupins já devoraram da forma como estão de fato hoje.
 

Sob pressão até de Moro, Câmara adia voto que pode anistiar o caixa dois

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líder das negociações a respeito de uma possível anistia ao caixa dois, anunciou na tarde desta quinta-feira 24 que a votação do pacote de medidas contra a corrupção, que poderia ensejar a anistia, vai ocorrer apenas na terça-feira 29.
 
Maia afirmou que vai se reunir com líderes e presidentes de partido para tratar sobre a proposta. “Não pode sem debate e não precisamos de afogadilho nem aprovar 100% do relatório, nem rejeitar 100% do relatório”, disse.
 
O adiamento se dá após muita pressão sobre os deputados, que incluiu até mesmo uma nota pública de Sergio Moro, juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância.  
 
Boatos a respeito da manobra surgiram na quarta-feira 23, mesmo dia em que cerca de 70 executivos da Odebrecht começaram a assinar acordos de delação premiada com a Procuradoria Geral da República e com a força-tarefa da Lava Jato.
 
Maia: ele comandou as negociações entre os partidos para anistia o caixa dois.
 
Trata-se de uma segunda tentativa de anistiar o caixa dois. A primeira se deu em setembro, em sessão realizada durante a madrugada. Naquele dia, tentou-se a aprovação de um projeto de 2007 que perdoaria o recebimento de recursos financeiros não contabilizados oficialmente.  
 
Desta vez, a discussão se dá em torno do parecer do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) na Comissão Especial que discutia a transformação em lei das "10 medidas contra a corrupção" propostas pelo Ministério Público Federal. 
 
O parecer do parlamentar gaúcho foi aprovado de maneira unânime por 30 votos a zero na quarta-feira 23, mas os líderes dos principais partidos passaram a discutir com Maia a possibilidade aprovar no plenário um substitutivo que traria uma a anistia à prática de caixa dois
 
Segundo o site Buzzfeed, o possível texto da anistia diz que: "Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores e serviços, para financiamento de atividade político partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei."
 
Embora atualmente o crime de caixa dois não esteja previsto no direito penal, ele é punível de acordo com o Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de prisão. Caso aprovada, a falta de punição na esfera eleitoral contraria a própria legislação atual. 
 
Este é o texto da anistia do caixa 2. Só falta um deputado para assinar. Está sendo discutido por todos grandes partidos. Rede e Psol contra.
 
Rodrigo Maia tentou justificar-se afirmando que "não existe anistia para crime que não existe": "Estamos tipificando (o crime de caixa 2) e não há anistia para crime não tipificado". Ao menos um homem forte do governo de Michel Temer é favorável à anistia: Geddel Vieira Lima, que afirmou em setembro ser "pessoalmente a favor da medida".
 
Os únicos partidos que se posicionaram oficialmente contra a anistia foram o PSOL e a Rede. No PT, houve racha. Metade da bancada, posicionou-se contra o novo texto. O vice-líder do partido na Câmara, Vicente Cândido (PT-SP), trabalhava, porém, para a aprovação da anistia. "Vamos votar um substitutivo que muda bastante o conteúdo do texto, muda quase tudo, cerca de 70%", disse Cândido a jornalistas.    
 

Aparecida identifica e une todo o país em uma só devoção mariana.

Jubileu oportuniza renovação da esperança do povo brasileiro, diz bispo de Toledo (PR).
 
Envio da Imagem Jubilar para a Diocese de Toledo no Paraná (Foto Thiago Leon)
 
 O bispo da Diocese de Toledo (PR), Dom João Carlos Seneme, esteve presente no Santuário Nacional de Aparecida na manhã desta quinta-feira (17), para acolher a Imagem Jubilar de Nossa Senhora Aparecida. O bispo presidiu a missa das 9h, no Altar Central e recebeu a Imagem das mãos do reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida.
 
Em sua homilia, o bispo lembrou que Aparecida identifica e une todo o país em uma só devoção mariana. “Aparecida é sempre um símbolo. Quando o nosso país não tinha nada que nos pudesse identificar, o nosso povo se uniu na mesma devoção de norte a sul do país, e hoje, nós temos essa devoção que nos identifica e nos une”, frisou o bispo.
 
 
Dom João Carlos pediu que os fiéis de todo o Brasil, aproveitem a ocasião da celebração do Jubileu Tricentenário para fazer dele “um momento de esperança” para todo o país.
 
“Nós cristãos, brasileiros cristãos e católicos, estamos diante de sinais difíceis neste momento em nosso país”. O bispo referiu-se a realidades que tentam dividir e tirar “a alegria do nosso povo” e “a força do nosso povo pobre”.
 
Diante de tais realidades, o bispo enfatizou que Jesus veio ao mundo para trazer a unidade e essa promessa ele já cumpriu. Nesse sentido, disse que é preciso buscar na devoção de Aparecida e na vivência desse Jubileu esse momento de renovação da esperança, porque ela é quem indica Jesus, o Caminho, Verdade e Vida.
 

Pastoral Carcerária realiza assembleia nacional em Brasília

 
O tema será "O sonho de Deus, um mundo sem cárceres".
 
desencarceramento e justiça social serão os destaques na assembleia nacional da Pastoral Carcerária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece entre 25 a 27 de novembro, em Brasília. Membros da coordenação nacional, dos estados e do Distrito Federal se reúnem a cada dois anos com o propósito de avaliar o agir da Pastoral no país, planejar ações e prestar contas das atividades feitas ao longo do biênio. Neste ano, terá como tema: "O sonho de Deus, um mundo sem cárceres" e lema: "Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres" (Gálatas 5, 1). 
 
Este ano, os representantes da Pastoral em 22 estados e no Distrito Federal refletirão de modo especial sobre como a Pastoral vivenciou o Ano Santo extraordinário da Misericórdia, e as permanentes mobilizações para a garantia da plena justiça social e da luta pelo desencarceramento, tendo como diretrizes as exortações feitas pelo Papa Francisco ao longo deste jubileu e as propostas da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, elaborada pela Pastoral Carcerária e outras entidades que atuam na defesa dos direitos humanos. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, o frei franciscano Olávio Dotto, será o facilitador na reflexão central da assembleia. Ele falará sobre os princípios da organização e o papel das pastorais sociais no Brasil. Durante a assembleia também terá momentos específicos para pensar as ações da pastoral para o próximo ano, tendo em vista pautas comuns à Igreja no Brasil, como o Ano Nacional Mariano e questões peculiares ao universo prisional, como a comemoração dos 20 anos da Campanha da Fraternidade de 1997, que teve por tema “A Fraternidade e os Encarcerados”, e os 25 anos do Massacre do Carandiru de 1992.

Audiência Pública

As mazelas recorrentes do sistema prisional brasileiro, como a superlotação das unidades prisionais, as precárias condições das unidades prisionais, a morosidade ou o punitivismo encarcerador da justiça no julgamento dos casos, o desrespeito às especificidades das mulheres encarcerados, as permanentes e cotidianas torturas física e psicológica às quais são submetidas as pessoas encarceradas e a falaciosa eficácia das prisões privatizadas também serão debatidas na assembleia em um momento de reflexão sobre a conjuntura política e o sistema prisional.
 
Nesse sentido, também haverá um momento para partilha de percepções a respeito da audiência pública sobre desencarceramento e a desmilitarização, que a Pastoral Carcerária promoverá na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, dia 24, às 14h.  
 
Mais informações sobre a audiência pública na Câmara dos Deputados no link:
 
Com informações da Ascom da Pastoral Carcerária

CNBB lança a Doutrina Social da Igreja para os Jovens

Com 12 capítulos, o livro apresenta temas que se referem ao amor humano, a família, economia e política.
 
A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quarta-feira, 23 de novembro, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja para os Jovens – Docat. A cerimônia ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF) e reuniu a presidência da entidade, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e representantes do Youcat Foundation. 
 
Na cerimônia, o vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger contextualizou o surgimento da Doutrina Social da Igreja (DSI). “A Doutrina Social da Igreja se olharmos bem tem princípios lá no Antigo Testamento com o ensinamento dos profetas, mas foi Jesus que nos apresentou em pontos claros o que a Igreja deve ensinar a todos. A partir de Leão XIII, no final do século 19, essa Doutrina da Igreja foi sendo solidificada, apresentada de forma muito clara, especialmente através das encíclicas papais, e com o resultado de toda essa caminhada surgiu a Doutrina Social da Igreja".
 
Para dom Murilo, a DSI é a base do Docat, apresentado pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Cracóvia, na Polônia. “Um jovem lendo esse catecismo, estudando e refletindo vai poder saber o que a Igreja espera dele como alguém que é ‘Sal da Terra e Luz do Mundo’. Esse presente que o papa deu aos jovens e que muito ajuda a Igreja é colocado agora também nas mãos dos jovens brasileiros”, sublinhou o bispo. 
 
Com uma adaptação atraente e ilustrativa, o Docat é um pequeno manual dos Ensinamentos Sociais da Igreja. O livro foi idealizado pelos mesmos criadores do Catecismo Jovem (Youcat). Seu principal objetivo é ensinar numa linguagem dialógica, com perguntas e respostas, como os jovens cristãos podem mudar o mundo através da ação social e política, com base nos ensinamentos do Evangelho.
 
 
A elaboração e a ilustração do livro contou com a participação de jovens de diferentes países, inclusive do Brasil. Um deles é o missionário e responsável pelo Youcat Center Brasil, Jeronimo Lauricio, que esteve presente na abertura de lançamento. Para ele, a experiência de colaborar na elaboração do Docat é de “gratidão”. O diretor executivo do Youcat Center, Dr.Christian Lerman também participou da cerimônia. 

Interatividade

Visando aproximar mais ainda os jovens da DSI, o Docat também pode ser acessado por celulares e outros dispositivos móveis, por meio de um aplicativo (app). De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude da CNBB, padre Antônio Ramos Prado, a versão traz a íntegra do documento, que é organizado em 12 capítulos. Além disso, há uma área de jogos, que testa o conhecimento do usuário e também proporciona interatividade entre eles.
 
O livro já disponível na ‘Edições CNBB’. Acesse o site da editora e confira o lançamento.
 

História de Santa Bárbara

 
Santa Bárbara nasceu na cidade de Nicomédia na região da Bitínia, onde hoje se localiza a cidade de Izmit, na Turquia, às margens do Mar de Mármara. Bárbara viveu no final do Século III. Foi uma bela jovem, filha única de Dióscoro, um rico e nobre morador de Nicomédia.
 
Dióscoro não queria deixar sua filha única viver no meio da sociedade corrupta daquele tempo. Por isso, decidiu fechá-la numa torre. Lá, ela era ensinada por tutores da confiança de seu pai. Porém, aquilo que parecia um castigo, começou a abrir a mente de Bárbara. Do alto da torre ela contemplou a natureza: as estações do ano, a chuva, o sol, a neve, o frio, o calor, as aves, os animais, etc. Tudo isso fez Bárbara questionar se aquilo era realmente criação dos “deuses”, como seus tutores e seu povo creditavam, ou se havia “alguém” muito mais inteligente e poderoso por trás da criação.

A beleza de divina

Quando atingiu a idade para o casamento, por volta de 17 anos, seu pai a trouxe para casa e permitia que ela recebesse a visita de pretendentes, mas não permitia que ela visitasse a cidade. Bárbara era uma jovem muito bela e de família rica. Por isso, muitos eram os pretendentes que queriam se casar com ela. Mas Bárbara não aceitava nenhum, enxergando neles a superficialidade e o interesse, e nenhum toque de amor verdadeiro.
Para seu pai, isso era um problema sério, pois, segundo os costumes, ele tinha obrigação de casar sua filha. Dióscoro pensava que as “desfeitas” da filha diante dos pretendentes se davam por causa do tempo que ela passou na torre. Então, ele decidiu permitir que Bárbara conhecesse a cidade.

O contato com os cristãos

Santa Bárbara, então, começou a frequentar a cidade. Nessas visitas, acabou conhecendo os cristãos de Nicomédia. Estes passaram para Bárbara a mensagem de Jesus Cristo. Falaram-lhe também sobre o mistério da Santíssima Trindade. A novidade cristã tocou profundamente o coração de Bárbara. Com os cristãos ela encontrou a resposta para seus questionamentos: o Criador de tudo era o Deus Único e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e não os deuses que seu povo cultuava.
 
Bárbara se converteu ao cristianismo de todo o coração. Logo, um padre vindo de Alexandria ministrou a ela o batismo. E Bárbara passou a ser uma jovem fervorosa e cheia de virtudes cristãs. Em Jesus Cristo ela encontrou o sentido mais profundo de sua vida.

Santa Bárbara e as perseguições

Dióscoro, pai de Santa Bárbara, decidiu construir para ela uma casa de banho na torre, onde ele planejou instalar duas belas janelas. Quando a obra começou, Dióscoro teve que fazer uma longa viagem. Durante a viagem do pai, Santa Bárbara ordenou que construíssem uma terceira janela na obra. Sua intenção era que a torre tivesse três janelas em homenagem à Santíssima Trindade. Além disso, Santa Bárbara esculpiu uma cruz na torre.
 
Quando Dióscoro voltou, reparou logo nas mudanças feitas na construção e foi perguntar à filha o por que daquilo. Santa Bárbara explicou que as mudanças eram símbolos de sua nova fé: três janelas em homenagem ao Deus Uno e Trino, Criador de todas as coisas. E a Cruz lembrava o sacrifício do Filho de Deus para salvar a humanidade. Dióscoro ficou furioso.

A sentença de morte de Santa Bárbara

Ao perceber que a filha estava irredutível em sua fé cristã, Dióscoro, num impulso de ira, denunciou a filha ao prefeito da cidade. Este ordenou que Bárbara fosse torturada em praça pública, para tentar fazer com que a jovem renegasse a fé cristã. Porém, para surpresa de todos, Santa Bárbara não renegou sua fé, mesmo diante dos mais atrozes sofrimentos.
Durante a tortura, uma jovem cristã chamada Juliana denunciou os nomes dos carrascos, coisa que era expressamente proibida na época. Por isso, Juliana foi presa e condena à morte por decapitação juntamente com Santa Bárbara.
As duas jovens cristãs foram levadas amarradas pelas ruas de Nicomédia, sob os gritos furiosos de muita gente. Santa Bárbara teve os seios cortados. Depois, foi conduzida para fora da cidade. Lá, seu próprio pai a degolou.

Bárbara e os raios

Quando Dióscoro degolou a filha e a cabeça de Santa Bárbara rolou pelo chão, um raio riscou o céu e um enorme trovão foi ouvido pelo povo. E, para o assombro de todos, o corpo de Dióscoro caiu no chão sem vida, atingido pelo raio. Parece que a natureza se revoltou contra a atitude desse pai infanticida.
 
Depois deste fato, Santa Bárbara ganhou o status de "protetora contra relâmpagos e tempestades", além de ser nomeada Padroeira dos artilheiros, dos mineradores e das pessoas que trabalham com fogo.

Devoção à Santa Bárbara

A festa de Santa Bárbara é celebrada na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa. A festa é celebrada no dia 4 de Dezembro de cada ano.
 
Mas a grande mensagem de Santa Bárbara destina-se a todos aqueles que buscam a verdade, principalmente os jovens. Ela nos ensina a buscar a verdade com coração sincero e aberto. Ensina também que o casamento não deve acontecer por mero interesse, mas sim por amor. Por fim, Santa Bárbara nos dá uma mensagem de coragem e fé. A palavra mártir quer dizer testemunha e se aplica aos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé e pecar. Este é o grande testemunho de Santa Bárbara.

Oração de Santa Bárbara

“Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”