sábado, 11 de junho de 2016

Polícia indicia padre por estupro de adolescente em Caldas Novas, GO

Fabiano Gonzaga, 28, que atua em MG, está preso desde o último dia 4. Delegada conclui que menor, deficiente mental, foi abusado; pároco nega.
 
Padre Fabiano Gonzaga foi indiciado por estupro, em Goiás (Foto: Divulgação/Arquidiocese de Uberada)
 
Testemunhas

 Segundo a delegada, a oitiva de testemunhas também foi determinante para o indiciamento do padre. “Um homem, que se apresentou espontaneamente na delegacia, nos disse que ficou constrangido no clube, quando percebeu que o padre estava olhando para as partes íntimas dele e para os dois filhos dele, que são crianças”, disse.
 
Sabrina destacou, ainda, que as fotos e conversas de teor pornográfico que foram encontradas no celular do pároco ajudaram a determinar a personalidade de Gonzaga.
 
“Apesar dessas imagens não terem ligação direta com o estupro que era investigado, ela nos ajudou a traçar o perfil dele. Ou seja, a maioria das fotos e conversas eram com outros homens, o que reforçou o desvio de conduta em relação à função de padre que ele exerce”, ressaltou.
 
Gonzaga permanece preso e vai responder ao crime de estupro de vulnerável, que tem pena prevista de até 15 anos de reclusão. “Remetemos o inquérito para o Poder Judiciário na sexta-feira (10), quando concluímos a investigação”, explicou a Sabrina.

 Celular de padre foi apreendido pela polícia durante investigações (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
 
Afastamento

 O padre pertence ao clero da Arquidiocese de Uberaba, que o afastou do exercício do ministério presbiteral ou qualquer outro encargo eclesiástico por tempo indeterminado. Por meio de nota, divulgada no último dia 6, o padre Saulo Emílio Pinheiro Moraes, vigário geral, pediu perdão pelo constrangimento ou dor causados e disse que aguardava as investigações.

Nesta manhã, representantes da arquidiocese chegaram a Caldas Novas para conversar com Gonzaga. Eles ainda não se pronunciaram sobre o indiciamento.

Confira a nota que foi divulgada na íntegra:
 
“Diante do caso vinculado pelos meios de comunicação e que vem sendo apurado pelas autoridades legais, sobre o presbítero pertencente ao nosso clero, e o seu envolvimento em um caso de abuso sexual contra um adolescente, na cidade de Caldas Novas, no estado de Goiás, a Arquidiocese de Uberaba, vem a público para manifestar, que diante do exposto aguarda a apuração dos fatos, pelas autoridades competentes.

Como Igreja, repudiamos todo tipo de violência e abuso, nos mais diferentes níveis; e sentimos as dores daqueles que sofrem, principalmente quando envolve um dos nossos representantes. Informamos, também, que o referido padre foi privado do “uso de ordens”, pelo Senhor Arcebispo, Dom Paulo Mendes Peixoto, ou seja, não tem jurisprudência para presidir ou administrar qualquer sacramento. Sendo vedado o exercício do ministério presbiteral ou qualquer outro encargo eclesiástico, por tempo indeterminado para apuração dos fatos.

Pedimos perdão por qualquer constrangimento ou dor que pudemos causar com tal fato, e esperamos que tudo seja averiguado e resolvido o mais rápido possível, para que não haja maiores constrangimentos".
 

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