sábado, 11 de junho de 2016

Falta qualidade na educação

Sabemos há muito que a educação brasileira é precária. Ainda mais a pública. E isso é consequência de uma série de fatores. O sistema educacional brasileiro é falho, e os projetos criados para tentar superar as falhas também são ineficazes.

 
A formação e a preparação de professores não são eficientes, e muitos chegam à sala de aula sem o suporte necessário. Para completar o ciclo, aquela educação que vem de casa também não é executada como deveria. Os pais não entendem que a educação é, acima de tudo, um processo que deve ser iniciado dentro do lar, junto à família e continuado ao lado do sistema escolar. O resultado é que muitos alunos terminam o colegial com uma grande deficiência em múltiplas áreas do ensino.

É realmente absurdo um aluno terminar o ensino médio mal sabendo escrever e ler um texto. E quando digo ler, me refiro ao sentido não só de juntar as letras, mas de entender o que é dito, de conseguir interpretar. Muitos alunos não se interessam pelos estudos, mas as políticas públicas também não incentivam. Os pais jogam a culpa nos professores, e os professores passam o abacaxi para o governo, que por sua vez devolve a culpa aos dois primeiros. E nada se resolve.

 
Além dos problemas já citados, há ainda o conflito interno, por assim dizer. Os professores são tratados com muito descaso pelo governo. As condições de trabalho (salário, espaço, material, entre outros) são inaceitáveis. Não há como cobrar um bom serviço de um profissional oferecendo a ele uma base frágil.

Claro que existem pessoas engajadas em projetos que visam a melhoria educacional, pessoas que lutam e fazem mudanças. Há pequenos avanços ocorrendo. Mas para dizer que o ensino brasileiro é de qualidade, ainda falta um longo caminho.

 
Luiza Nunes é aluna do Cursinho da Poli

http://blogs.estadao.com.br/rotina-de-estudante/2011/09/08/falta-qualidade-na-educacao/

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