domingo, 5 de julho de 2015

Papa Francisco começa pelo Equador novo giro pela América Latina

Papa Francisco fará 22 discursos e tomará sete vezes o avião nesta nona viagem
 
O papa Francisco deixou neste domingo (5) pela manhã o aeroporto Rome-Fiumicino para uma viagem de oito dias pela América Latina. Sua primeira etapa será o Equador e na sequência o sumo pontífice irá à Bolívia e ao Paraguai.
 
Nesta sua nona viagem ao exterior, o Papa Francisco, de 78 anos, terá um programa bastante intenso. Ele tem previsto 22 discursos e tomará sete vezes o avião para percorrer 24 mil quilômetros. No sábado à noite, como faz em toda véspera de uma viagem, Francisco visitou a basílica Santa-Maria Maior de Roma, para orar pela Virgem, da qual é devoto, e pedir proteção para seu périplo. Ele depositou um buquê de flores com as cores dos três países que irá visitar: vermelha, amarela, verde, branca e azul.
 
O Papa Francisco tem encontros marcados com os
presidentes do Equador, Bolívia e Paraguai
(Foto: Arquivo Reuters/Alessandro Garofalo)

O papa deverá chegar a Quito às 15hs (hora local). Nos dias 8 e 10 de julho ele irá à Bolívia e encerra entre os dias 10 e 12 de julho no Paraguai sua visita pela região. Nessa sua viagem, o papa abordará, entre outros temas, a participação da Igreja católica no "debate democrático", o respeito pela "identidade cultural de cada país", o objetivo de unidade no continente, as culturas dos povos indígenas, a injustiça social e a luta contra a corrupção e os vários tipos de tráficos.
 
Região bem conhecida Em entrevista à RFI, o padre Luc Larire, responsável pelo pólo América Latina da Conferência de Bispos Franceses, explicou o significado bastante simbólico dessa visita ao Equador, à Bolívia e ao Paraguai. "Esses países resumem um conjunto de problemas que são constantes em todo o continente. Seja o Equador, com as tensões que conhecemos em relação aos recursos naturais, o respeito à natureza e à questão da exploração do petróleo, seja a Bolívia com dimensão social e política, onde a população é majoritariamente indígena, mas na qual também há divisões. E o Paraguai, que foi muito esquecido depois de muitos anos de ditadura, com uma instabilidade política e dificuldades reais, (o papa quer) que a população guarani seja ouvida", afirmou.
 
"Esses países são o símbolos de diferentes temáticas presentes no continente", insiste o padre Larire. Segundo ele, a voz do papa é muito ouvida pela população desses países. "Primeiramente, há o orgulho de ter um papa latino-americano, que fala a a língua deles. E também o fato de que ele conhece bem o continente. Ele sabe com que ele fala e do que ele fala", concluiu.
 

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