quinta-feira, 4 de junho de 2015

A hora de mudar o fUTEBOL bRASILEIRO É AGORA.

Abilio Diniz
 
As investigações das autoridades americanas contra os principais dirigentes do futebol mundial me dão a esperança de que, finalmente, poderemos ver o início de uma nova era nesse esporte tão amado e também tão maltratado no Brasil e no mundo. Foi a maior vitória do futebol mundial dos últimos tempos, e aconteceu fora dos gramados.

 
Há muito tempo sabemos que essa casta há décadas encrustada na FIFA e em outras importantes entidades do futebol usa o esporte somente para benefício próprio, passando por cima de tudo que apareça, inclusive das leis.

A renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e a prisão de outros dirigentes, inclusive um ex-presidente da CBF, deve ser o pontapé inicial para devolver o futebol ao povo, que é o seu único dono.

Mas, apesar da comemoração da torcida, o jogo não está ganho. É preciso lembrar que na semana passada, poucos dias depois da prisão dos dirigentes num hotel em Zurique, a FIFA reelegeu com relativa folga Blatter e sua turma para um novo mandato à frente da organização até 2019! Foi um constrangimento e uma ofensa em nível planetário, que a renúncia atenua um pouco. Esses mesmos dirigentes agora terão de eleger um novo presidente.

 
O que fazer? Como garantir que a maior conquista do futebol mundial em décadas, ocorrida, sintomaticamente fora dos campos, se transforme de fato em um caminho para o avanço do esporte mais amado do mundo? Torcer só não basta.

Aqui no Brasil já temos uma iniciativa muito importante pela melhoria do futebol: a Medida Provisória em tramitação no Congresso que estabelece que os clubes terão de aperfeiçoar sua gestão para refinanciar suas dívidas milionárias com a União.

A CBF, cujo vice-presidente hoje aguarda numa prisão suíça a extradição para os EUA, as federações estaduais e dirigentes de futebol em geral já fazem grande pressão no Congresso brasileiro contra as mudanças propostas. Esse mesmo Congresso, diante do escândalo mundial, acaba de aprovar a criação de uma CPI para investigar tanto a FIFA quanto a CBF.

 
Há uma ligação clara entre os desmandos no futebol mundial e os desmandos na gestão dos clubes brasileiros. O combate numa frente ajuda no combate na outra frente. Que a CPI ajude na aprovação da MP.

O Poder Executivo fez a sua parte. Agora a bola está no Congresso Nacional. O futuro do futebol brasileiro está nas mãos de nossos deputados e senadores. Que eles defendam o povo brasileiro que tanto ama o futebol e aprovem a MP que pode mudar a história do futebol brasileiro. Assim vamos fazer a nossa parte para começar a limpeza e a reestruturação do nosso futebol.

Isso o FBI não fará por nós. Quem tem que mudar esse estado lamentável do futebol brasileiro somos nós mesmos.


http://abiliodiniz.blogosfera.uol.com.br/2015/06/02/a-nossa-parte-no-escandalo-da-fifa/

BH e o feriado de Corpus Christi

 
Quem gosta de frio não terá do que reclamar no feriadão nacional de Corpus Christi, que vai de hoje a domingo, com operação especial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas rodovias, celebrações religiosas nas paróquias – incluindo um tapete de um quilômetro na Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte – e muito tempo para descansar ou passear com a família. A previsão é de quatro dias sem chuvas, com possibilidade de pancadas apenas nas regiões Leste e Nordeste de Minas, de acordo com informações do Centro de Climatologia da PUC Minas/TempoClima. BH oferece diversas atrações, e é bom saber, antes de sair de casa, o que abre e o que fecha na cidade (veja o quadro).

A partir de hoje, a nebulosidade deve diminuir e as temperaturas vão entrar em declínio, com frio intenso nas regiões Central, Sul e Centro-Oeste. A temperatura mínima deverá ser de 12 graus, principalmente na madrugada e de manhã, e a máxima, na faixa dos 24 graus. Amanhã, no sábado e no domingo, os dias serão ensolarados, e a previsão é também de muito frio, com umidade relativa do ar de 40%. Portanto, hora de pôr o pé no inverno antecipado em grande estilo, tirando do armário casacos, cachecol e cobertores.

Na estradas, todo cuidado é pouco. Na tarde de ontem, o congestionamento atingiu 39 quilômetros na BR-381, na saída para Vitória (ES). Iniciada à meia-noite, a operação da Polícia Rodoviária Federal nas rodovias irá até a meia-noite de domingo, com esquema especial de fiscalização. As ações desenvolvidas pela PRF serão concentradas na prevenção e diminuição da gravidade de acidentes, fluidez do trânsito, combate às infrações de trânsito, em especial às condutas que costumamprovocar acidentes, como excesso de velocidade e consumo de bebidas alcoólicas por motoristas. Estarão a postos cerca de 930 policiais, em escalas de revezamento, usando 24 radares e 150 etilômetros. Além de viaturas e motos, a PRF terá apoio de um helicóptero.

Duas das principais rodovias que cortam Minas terão obras paralisadas no feriado prolongado. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai manter técnicos na BR-381, saída para Governador Valadares, entre o trevo de Barão de Cocais, na Região Central, e Caeté, na Grande BH, a fim de orientar os motoristas e informar sobre congestionamentos. As mensagens serão transmitidas pelo Twitter da PRF. A Via 040, concessionária responsável pela BR-040, informou que não haverá obras na rodovia, na saída e na chegada do recesso.

Grandes veículos de carga – bitrens, rodotrens, treminhões, cegonheiras carregadas e veículos com cargas excedentes – terão restrição de circulação em rodovias federais de pista simples durante o recesso. Os caminhoneiros não poderão circular por essas vias hoje, 6h às 12h, e domingo, das 16h às 24h. O condutor que descumprir a determinação está sujeito a multa de R$ 85,13, valor da infração média, além de perder quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o veículo retido.
CELEBRAÇÃO
 
A Igreja celebra hoje Corpus Christi – o mistério da eucaristia e o sacramento do corpo e do sangue de Jesus. Em Belo Horizonte, um dos momentos mais bonitos do dia será a montagem de um tapete de serragem, na Avenida Afonso Pena, unindo a Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem e a Igreja São José, no Centro. O serviço de 500 voluntários começará às 6h, repetindo a iniciativa do ano passado. Às 17h30, o arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo, vai celebrar missa na Catedral da Boa Viagem, saindo, na sequência, a procissão luminosa em direção à Igreja São José.
 
 
A Avenida Afonso Pena amanheceu mais colorida. Dezenas de fiéis montam um tapete de serragem em comemoração a Corpus Christi, data católica destinada à celebração da eucaristia. O tapete ligará a entrada da Igreja São José à Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, ambas no Centro de Belo Horizonte, perfazendo trajeto de 1 mil metros.

"O Corpus Christi é a festa da hóstia consagrada, a presença viva de Jesus", afirmou o pároco da Igreja São José, Nelson Antônio Linhares. O tapete, conforme lembra, simboliza o caminho e a peregrinação de Jesus. "Que Cristo passe por essa Avenida e possa entrar nas empresas, comércios e em cada um que passa por aqui apressado", afirmou o paróco.
 
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/06/04/interna_gerais,654707/bh-oferece-diversas-atracoes-para-aproveitar-o-feriado-de-corpus-chris.shtml

Você sabe o significado de Corpus Christi?

Um dos dez feriados nacionais brasileiros, o Corpus Christi – expressão que vem do latim e significa O Corpo de Cristo – celebra o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, Deus presente na Santa Eucaristia.


A comemoração ocorre após a Festa da Santíssima Trindade, sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando foi realizada a Última Ceia e se deu a instituição do sacramento. A data sempre acontece 60 dias após a Páscoa, podendo cair então entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.

A celebração do Corpus Christi começou no século 13, em 1243, em Liège, na Bélgica, quando a freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon teria tido visões de Jesus Cristo desejando que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.


A Bíblia diz que durante a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos, ele teria mandado que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho, que se transformariam em seu corpo e seu sangue.

Foi a partir da visão e da cobrança de Jesus que a freira belga lutou para que houvesse um reconhecimento da data, que mais tarde ficou conhecida como Corpus Christi, quando, em 1264, o papa Urbano 4º consagrou a festa para toda a Igreja.


A celebração do feriado consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. Além disso, a tradição católica também tem o costume de enfeitar as ruas com grandes tapetes coloridos que formam desenhos que fazem alusão à figura de Cristo, do pão e do cálice.


A tradição da confecção do tapete surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores. Os desenhos utilizados são variados, mas enfocam principalmente o tema Eucaristia. No Brasil essa tradição foi ampliada, atingindo inclusive comunidades, bairros e até colégios.


Para confeccionar esses tapetes especialmente feitos para a festa de Corpus Christi, são utilizados diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia, flores e outros acessórios.

Romário comemora decisão de Blatter e pede a renúncia de Del Nero da CBF

Rio - O senador e ex-jogador de futebol, Romário, do PSB-RJ, reagiu com bastante alegria a renuncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciada nesta terça-feira. O Baixinho se pronunciou no seu perfil oficial no Facebook. Além de comemorar a saída do suíço, o senador ainda sugeriu que o presidente da CBF, Marco Pollo Del Nero, siga o mesmo caminho.

 fotografia de Blatter. Ele coça a cabeça e olha para baixo. Sobre a imagem está escrito “Blatter renuncia ao cargo de presidente da FIFA. Ao lado dele, há um bonequinho caindo”.
 
Renuncia de Blatter

Joseph Blatter anunciou nesta terça-feira que está colocando o seu cargo à disposição e renunciando do seu posto na presidência. O suíço convocou um congresso extraordinário, a ser realizado o "mais rápido" possível, para eleger seu sucessor no comando da entidade máxima do futebol.
Ainda em seu pronunciamento, Blatter avaliou os seus 14 anos no comando da Fifa e disse amar o futebol. O dirigente fez um balanço do último pleito, ocorrido contra o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein. Segundo ele, a eleição foi apertada e isso mostrou que ele já não estava sendo apoiado pelo mundo do futebol.
Blatter também disse que tentará limitar o tempo de mandato tanto da presidência quanto de membros do comitê executivo da Fifa. O dirigente suíço também afirmou que sua luta, agora, será por mais transparência na entidade.

presidente da CBF, Marco Polo Del Nero
 
Também ficou definido que Domenico Scala será o presidente do comitê eleitoral da Fifa e responsável pela organização do próximo pleito que será feito entre dezembro e março de 2016.
Confira o texto completo de Romário:
" Melhor notícia dos últimos tempos! A renúncia de Joseph Blatter ao cargo de presidente da FIFA representa o início de uma nova era para o futebol mundial. Todos os gestores corruptos das confederações, mundo afora, sentirão sua queda como um tsunami. Espero, agora, que as águas desta grande onda sejam suficientes para varrer toda a corrupção liderada pela entidade maior do futebol.
A prisão de vários dirigentes na última semana, fez com que eclodisse a maior crise já enfrentada pela FIFA e Blatter que, até então, dizia nada ter a ver com as investigações, não suportou uma semana de pressão. Sorte do futebol. A crise neste momento é mais do que bem-vinda. Temos uma ótima oportunidade de fazer uma limpeza efetiva no futebol em todo o mundo. Prisão para os corruptos e que se apresentem grandes ídolos, bons gestores esportivos, amantes do futebol, todos aqueles que podem contribuir com este novo momento.
A saída de Battler abre uma enorme lacuna, é hora de darmos as mãos. Agora sim, podemos dizer que abrimos caminho para uma mudança efetiva no futebol mundial. Nas últimas décadas, a FIFA se transformou apenas em uma máquina de ganhar dinheiro. Interesse que ficou acima da missão do futebol de unir os povos, derrubar barreiras sociais, despertar paixões. É hora de retomarmos essa missão social.
Espero sinceramente que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também renuncie. Deus é grande e as palavras têm poder.
 

Escândalo da FIFA revela poder de Hawilla sobre o futebol

José Hawilla: ele detalhou para promotores dos EUA como se tornou peça central na distribuição de mais de US$ 100 milhões em propinas
 
O poder de José Hawilla sobre o futebol brasileiro parecia insuperável, tanto que o jornal O Globo, o maior do Rio de Janeiro, o chamou de “dono do futebol brasileiro”.
 
Durante décadas ele lucrou por meio de sua empresa de marketing, a Traffic Group, intermediando acordos de transmissão para os maiores torneios latino-americanos e contratos de patrocínio entre a Seleção Brasileira e empresas como Nike Inc. e Coca-Cola Co.
 
Ele também recebia uma parcela dos ganhos de jovens jogadores que ele preparava no Brasil para jogar na Europa e era dono de times de futebol em três continentes.
 
“Não é segredo que a compra e venda de direitos de mídia para os torneios é onde a maior parte do dinheiro rola”, disse Davi Bertoncello, presidente da Hello Group, uma agência de pesquisa de mercado, inteligência e marketing esportivo.
 
“Hawilla era dono da empresa que detinha os direitos de transmissão dos maiores torneios, razão pela qual ele era uma das personalidades mais importantes do esporte”.
 
Agora, Hawilla, de 71 anos, é um dos personagens principais do escândalo da FIFA, que envolve 14 dirigentes e executivos globais do futebol.
 
Ele detalhou para promotores dos EUA como se tornou peça central na distribuição de mais de US$ 100 milhões em propinas para garantir direitos comerciais e fechou um acordo para devolver US$ 151 milhões. Ele também terá que vender a Traffic, segundo documentos judiciais.
 
Superando Pelé
 
Hawilla, filho de proprietários de uma fábrica de lácteos do estado de São Paulo, iniciou seu império com 30 carrinhos de cachorro-quente. Ele construiu esse negócio após ser afastado de seu emprego de repórter esportivo na TV Globo.
 
Em 1980, ele comprou a Traffic, uma empresa que vendia publicidade para pontos de ônibus. Sete anos depois, ele conseguiu um contrato para comercialização dos direitos de televisão e de patrocínio de uma das maiores competições do futebol internacional, a Copa América, intermediando um acordo com a CBF, que gerencia a Seleção Brasileira.
 
Seu domínio no futebol possibilitou que ele superasse até mesmo Pelé, campeão de três Copas do Mundo com o Brasil, que perdeu um contrato de transmissão de um torneio brasileiro nos anos 1990 para a Traffic.
 
Na fase mais recente de sua carreira, Hawilla se transformou em um recurso dos promotores na investigação, usando uma escuta durante uma reunião em Miami, em maio, na qual teriam sido acertadas as propinas para a Copa América, que será realizada neste ano no Chile, segundo documentos judiciais.
 
Os advogados de Hawilla nos EUA e no Brasil não responderam aos pedidos de comentário feitos por telefone e e-mail. Seu advogado brasileiro, José Luís Oliveira Lima, disse que Hawilla continua livre nos EUA após declarar-se culpado e está cooperando com a investigação.
 
Inquérito de 2001
 
Hawilla transformou parte de suas comissões para patrocínios e acordos de transmissão em propinas para autoridades do futebol no Brasil e em outras partes, segundo declarações aos investigadores em sua confissão, anunciada na semana passada pelo Departamento de Justiça dos EUA.
 
Ele foi um dos quatro réus denunciados nas 47 acusações divulgadas no dia 27 de maio contra nove dirigentes e cinco executivos da FIFA por extorsão, fraude e conspirações para lavagem de dinheiro, entre outros delitos.
 
A investigação surge após a crescente irritação no Brasil em relação à corrupção em torno da Copa do Mundo de 2014. A indignação pelo uso de dinheiro público para construção de estádios para a Copa do Mundo provocou os maiores protestos de rua do Brasil em duas décadas em 2013.
 
Uma investigação a respeito de um escândalo de corrupção na companhia petrolífera estatal, a Petrobras -- que envolveu as empresas que construíram os estádios da Copa do Mundo --, manteve a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff com protestos e pedidos de impeachment.
 
A acusação dos promotores dos EUA não foi a primeira vez que as autoridades voltaram o foco para Hawilla. Ele foi chamado em 2001 para depor no Brasil em uma comissão parlamentar de inquérito sobre a CBF, o órgão que gerencia a Seleção Brasileira. O inquérito não resultou em nenhuma acusação.
 
Durante o interrogatório, foi revelado que sua empresa tinha uma receita anual de US$ 262 milhões na época e que Hawilla havia negociado um corte de 20 por cento no contrato da Coca-Cola com a Seleção Brasileira em 1994 e uma comissão de 5 por cento sobre o contrato de patrocínio de US$ 369 milhões e 14 anos da Nike com a equipe, em 1996.
 
Hawilla pagou metade do dinheiro que obteve em um patrocínio de material esportivo, em 1996, para um dirigente não identificado da CBF, segundo documentos judiciais.
 
A Coca-Cola e a Nike não foram citadas na acusação. Porta-vozes das empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
 
Quando, em 2001, os parlamentares perguntaram a ele como ganhava dinheiro em um momento em que a Seleção Brasileira passava por problemas financeiros, ele disse que suas operações no Brasil não eram tão lucrativas -- 98 por cento de suas receitas vinham de outros países.
 
Emissora de TV
 
“Nós não somos ricos, nem nossa empresa é rica”, disse Hawilla na época.
“O contrato com a CBF, depois mais amplo, ele foi muito importante pra nossa empresa internacionalmente. Embora financeiramente não tenha sido um bom contrato, um ótimo contrato pra nós, ele institucionalmente foi muito importante, porque a Seleção Brasileira, todos nós sabemos, é famosa no mundo inteiro”.
 
Um porta-voz da CBF não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
 
Com base na receita estimada da Traffic, em seus interesses imobiliários e em sua situação de caixa, Hawilla pode ter sido um bilionário em sua época de auge -- pelo menos em reais.
 
O Departamento de Justiça dos EUA poderá ir atrás de seus outros ativos se ele não puder vender a Traffic pelo preço-meta de US$ 126,7 milhões, segundo documentos judiciais.
 
Em São José do Rio Preto, sua cidade natal, no estado de São Paulo, a família de Hawilla é dona do empreendimento imobiliário Georgina Park e do empreendimento residencial Quinta do Golfe, cada qual avaliado em centenas de milhões de reais, segundo a imprensa local.
 
Seu filho Rafael, diretor da incorporadora do Georgina Park, não respondeu a um pedido de comentário feito por telefone.
 
Hawilla também é acionista da TV Tem, uma rede de emissoras de TV no interior do estado de São Paulo afiliadas à Globo, a empresa de comunicação da bilionária família Marinho.
 
Jovens talentos
 
Em 2005, Hawilla iniciou um novo empreendimento, o Desportivo Brasil, que prepara jovens talentos para clubes profissionais do Brasil e do exterior, deixando para a Traffic uma fatia de seus futuros salários.
 
Segundo esse acordo com os promotores dos EUA, Hawilla terá que vender o Desportivo Brasil juntamente com a Traffic.
 
Mas nem tudo está perdido. Se ele conseguir vender a Traffic por um valor superior ao preço-meta de US$ 126,7 milhões, o Departamento de Justiça dos EUA permitirá que ele fique com 25 por cento do montante acima desse valor.
 
O dono do futebol brasileiro sempre consegue sua fatia.
 
 

Vaticano: Papa critica «ideologia do género»

  
O Papa Francisco criticou hoje a “ideologia do género”, numa catequese dedicada à importância da diferença entre homem e mulher na definição da família e do matrimónio.
“Questiono-me, por exemplo, se a chamada teoria do género não é também uma expressão de frustração e de resignação, que procura eliminar a diferença sexual porque não já sabe confrontar-se com ela”, referiu, durante a audiência pública semanal que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro.
 
Numa reflexão sobre a importância do matrimónio, Francisco observou que a cultura moderna trouxe “novos espaços, novas liberdades” para a compreensão da diferença homem-mulher, mas também “muitas dúvidas e muito ceticismo”.
 
“Corremos o risco de dar um passo atrás. A remoção da diferença, de facto, é o problema, não a solução: para resolver o problema das relações, o homem e a mulher devem, pelo contrário, falar mais, ouvir-se mais, conhecer-se mais, gostar mais um do outro”, recomendou.
 
O Papa sustentou que, com “respeito” e “amizade”, é possível projetar o casamento “para toda a vida”, uma realidade que é mais do que religiosa e que deve envolver também os “intelectuais”, em favor “de uma sociedade mais livre e mais justa”.
 
“O homem e a mulher, como casal, são imagem de Deus”, acrescentou.
 
Francisco alertou para as consequências negativas da ausência de reconhecimento da “reciprocidade” entre os dois sexos, “no pensamento e na ação, nos afetos e no trabalho, também na fé”.
 
“Pergunto-me se a crise coletivas de confiança em Deus, que nos faz tanto mal, que nos faz ficar doentes de resignação à incredulidade e ao cinismo, não estará ligada à crise da aliança entre homem e mulher”, observou.
 
A Conferência Episcopal Portuguesa publicou em 2013 uma nota pastoral sobre a ideologia do género, que apresentava “como uma antropologia alternativa, quer à judaico-cristã, quer à das culturas tradicionais não ocidentais”, através da qual se “nega que a diferença sexual inscrita no corpo possa ser identificativa da pessoa”.
 
 

Papa: idolatrias do nosso tempo nos tornam cristãos medíocres

 
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa presidiu nesta quinta-feira, (04/06), a Missa de Corpus Christi na praça diante da Basílica São João de Latrão. Na homilia, Francisco refletiu sobre o significado de separar e padecer nos dias de hoje.
 
 “Nós nos separamos quando não somos dóceis à Palavra do Senhor, quando não vivemos a fraternidade entre nós, quando competimos para ocupar os primeiros lugares, quando não encontramos a coragem de testemunhar a caridade, quando não somos capazes de oferecer esperança”.
 
A Eucaristia nos permite não nos separarmos, pois é o vínculo da comunhão, é o cumprimento da Aliança – prosseguiu o Papa – sinal vivo do amor de Cristo que se humilhou e aniquilou, para que permanecêssemos unidos.
 
“O Cristo presente em meio a nós, no sinal do pão e do vinho, exige que a força do amor supere toda laceração e, ao mesmo tempo, torne-se comunhão com o pobre, apoio para o fraco, atenção fraterna aos cansados em carregar o peso da vida cotidiana”.
 
Padecer
 
“E o que significa hoje para nós “padecer-nos”, ou seja,  diminuir a nossa dignidade cristã? “, questionou o Papa.
 
“Significa deixarmo-nos atingir pelas idolatrias do nosso tempo: o aparecer, o consumir, o eu no centro de tudo; mas também ser competitivos, a arrogância como comportamento vencedor, o não dever nunca admitir ter errado ou ter necessidades. Tudo isto nos abate, nos torna cristãos medíocres, mornos, insípidos, pagãos”.
 
Transformação
 
Francisco continuou sua reflexão afirmando que “Jesus derramou o seu sangue como preço e como batismo, para que fôssemos purificados de todos os pecados”. Se bebermos dessa fonte, acrescentou, “o Sangue de Cristo nos libertará dos nossos pecados e nos restituirá a nossa dignidade”.
 
“Sem nosso mérito, com sincera humildade, poderemos levar aos nossos irmãos o amor de nosso Senhor e Salvador. Seremos os seus olhos que vão em busca de Zaqueu e de Madalena; seremos a sua mão que socorre os doentes no corpo e no espírito; seremos o seu coração que ama os necessitados de reconciliação e de compreensão”.
 
Aliança
 
Assim, concluiu Francisco, “a Eucaristia atualiza a Aliança que nos santifica, nos purifica e nos une em comunhão admirável com Deus”. E, lembrando os cristãos oprimidos e perseguidos, fez um pedido antes do inicio da procissão:
 
“Sintamo-nos em comunhão com tantos nossos irmãos e irmãs que não têm a liberdade de expressar a sua fé no Senhor Jesus. Sintamo-nos unidos a eles: cantemos com eles, louvemos com eles, adoremos com eles. E veneremos no nosso coração aqueles irmãos e irmãs aos quais foi pedido o sacrifício da vida pela fidelidade a Cristo: o seu sangue, unido ao do Senhor, seja penhor de paz e de reconciliação pelo mundo inteiro. (JE)
 
 

“A ideologia de gênero é demoníaca"

O Papa Francisco condenou duramente a ideologia de gênero em uma conversa privada com o bispo austríaco Andreas Laun, no início deste ano, relatou o próprio bispo em um artigo.
 
 
Ao fazê-lo, o Papa segue as pegadas de seu predecessor, o Papa Bento XVI. Ao fim de seu pontificado, o papa emérito falou duas vezes sobre a ideologia de gênero como “uma tendência negativa para a humanidade” e uma “profunda falsidade”, sobre “a qual é um dever dos pastores da Igreja” colocar os fiéis “em alerta”.

Dom Laun, bispo auxiliar de Salzburg, escreveu sobre as palavras do Papa Francisco em março, em um artigo para o portal de notícias católica alemão Kath.net. Dom Laun declarou a LifeSiteNews que se encontrou com o Papa brevemente, em 30 de janeiro, como parte da visita ad limina dos bispos austríacos, um encontro que os bispos devem ter a cada cinco anos. Laun acrescentou que ele foi o último dos bispos a falar com o Santo Padre.
 
“Ao responder minha pergunta, Papa Francisco disse, 'a ideologia de gênero é demoníaca!'”. Laun escreveu em seu artigo, acrescentando que o Papa não exagerava em seu comentário. “De fato, a ideologia de gênero é a destruição das pessoas, e é por isso que o Papa tinha razão em chamá-la de demoníaca”, disse.
 
Escrevendo sobre a ideologia de gênero, Dom Laun explicou que a “tese central desse doentio raciocínio é o resultado final de um feminismo radical que o lobby homossexual fez seu”.
 
“Ele sustenta que não há apenas homem e mulher, mas também outros ‘gêneros’. E mais: toda pessoa pode escolher o seu gênero”, acrescentou.
 
“Hoje a ideologia de gênero é promovida por governos e pessoas importantes, e um montante substancial de dinheiro é lançado para difundi-la, mesmo em materiais de ensino de jardins de infância e escolas”.
 
Para mais informações a respeito, Dom Laun indicou a leitura do último livro da famosa socióloga alemã Gabriele Kuby, Die globale sexuelle Revolution: Zerstörung der Freiheit im Namen der Freiheit (“A revolução sexual global: destruição da liberdade em nome da liberdade”, tradução livre).
 
Kuby, uma conhecida de longa data do Papa Bento XVI, presenteou o agora Papa emérito com uma cópia do livro em novembro de 2012. “Graças a Deus que a senhora escreve e fala (sobre esses assuntos)”, disse o Papa Bento a ela.
 
Para Kuby, não é chocante chamar a ideologia de gênero de demoníaca.
 
“A ideologia de gênero é a mais profunda rebelião contra Deus possível”, declarou Kuby a LifeSiteNews. “A pessoa não aceita que é criada como homem ou mulher, não, e diz, ‘Eu decido! É minha liberdade!’ — contra a experiência, a natureza, a razão, a ciência!”
 
“É a última das perversões do individualismo”, explicou. “Ela rouba o homem do último fragmento de sua identidade, isto é, o ser homem e mulher, depois de ter perdido a fé, a família e a nação”.
 
“É realmente diabólico”, concluiu, “que uma ideologia, que toda pessoa pode discernir como uma mentira, possa capturar o senso comum das pessoas e se tornar uma ideologia dominante em nossos tempos”.
 
Em seu discurso de 21 de dezembro de 2012 à Cúria Romana, o Papa Bento XVI lançou uma ampla advertência quanto ao uso do “termo ‘gênero’ como nova filosofia da sexualidade”.
 
“De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia”, afirmou. “Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente”.
 
Continuava o Papa:
 
"O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza.
 
Bento XVI notou o dano dessa filosofia à dignidade humana, à família e às crianças. “Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser”.
 
O Papa Bento abordou a ideologia de gênero novamente, um mês mais tarde, em 19 de janeiro de 2013. “Os Pastores da Igreja — a qual é «coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15) — disse Bento — têm o dever de alertar contra estas derivas tanto os fiéis católicos como qualquer pessoa de boa vontade e de razão reta”.
 
“Trata-se de uma deriva negativa para o homem, não obstante se disfarce de bons sentimentos, no sinal de um progresso hipotético, ou de supostos direitos ou ainda de um presumível humanismo”, afirmou. “Por isso, a Igreja reitera o seu grande sim à dignidade e à beleza do matrimônio, como expressão de aliança fiel e fecunda entre um homem e uma mulher, e o seu não a filosofias como aquela do gênero se motiva, pelo fato de que a reciprocidade entre masculino e feminino expressa a beleza da natureza desejada pelo Criador”.
 
 

Justiça italiana nega recurso, e Pizzolato poderá ser extraditado

O Tribunal Administrativo Regional (TAR) do Lácio, em Roma, rejeitou o recurso do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e manteve a extradição dele para o Brasil.
 
 
A sessão ocorreu às 11h no horário da Itália (6h no horário de Brasília) desta quarta-feira (3) e durou cerca de 30 minutos. A expectativa inicial era que a decisão fosse anunciada ainda na quarta.
 
Agora, o brasileiro deverá recorrer no Conselho de Estado, que é a segunda e última instância da Justiça Administrativa. O Brasil deve ter 20 dias para tirar Pizzolato da Itália, mas isso depende do Conselho de Estado, que pode suspender temporariamente a extradição ou deixar que ele volte para o Brasil enquanto analisa o caso.
 
Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no caso do mensalão, mas fugiu para o país europeu antes de ser expedido seu mandado de prisão.

O julgamento analisou um recurso apresentado no início de maio por Pizzolato que suspendeu o processo de extradição, que já havia sido aprovada pela Justiça e também autorizada pelo governo italiano. O recurso questionava o decreto do ministro da Justiça, Andrea Orlando, que permitia às autoridades brasileiras trazer Pizzolato ao Brasil.
 
O julgamento ocorreu em um tribunal administrativo, instância que julga decisões do Executivo da Itália. Pizzolato recorreu a esta Corte alegando que o ministro da Justiça da Itália levou em conta somente informações apresentadas pelo Brasil sobre as condições em que ficará preso no país, sem que a defesa pudesse se manifestar.
 
A decisão, no entanto, também poderá ser objeto de um novo recurso, por qualquer uma das partes, a uma instância administrativa superior, o Conselho de Estado. A defesa tenta ainda fazer com que Pizzolato cumpra a pena na Itália, conforme prevê um tratado internacional assinado com o Brasil.
 
Histórico

 Henrique Pizzolato teve a extradição aprovada, em fevereiro, pela Corte de Cassação de Roma, a mais alta instância judicial apta a analisar o caso.
 
Com base nesta decisão, o governo da Itália autorizou, em abril, que ele fosse enviado ao Brasil para cumprir a pena do mensalão. O prazo inicial para a extradição venceu no último domingo, dia 31 de maio, mas o Brasil tenta uma prorrogação por mais 20 dias junto ao Tribunal Administrativo Regional.
 
O tempo de pena que o ex-diretor cumpriu na Itália – 1 ano – será descontado da pena total de 12 anos e 7 meses.
 
Fuga e prisão

 O ex-diretor do Brasil fugiu para a Itália em 2013, antes de ser expedido seu mandado de prisão pela condenação no processo do mensalão do PT. Declarado foragido, ele foi encontrado em 2014 e preso pela Interpol em Maranello, município do norte da Itália. Após Pizzolato ser detido, o governo brasileiro pediu sua extradição à Justiça italiana.
 
A solicitação do Brasil foi negada na primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha, mas, depois de a PGR protocolar um recurso, a Corte de Cassação de Roma acatou a extradição em fevereiro deste ano.
 
Se o tribunal administrativo mantiver o decreto de extradição, a Itália deverá informar ao Brasil o lugar e a data a partir da qual a entrega do ex-diretor do BB poderá ser realizada. A norma também permite que o Brasil envie à Itália, com prévia concordância, agentes devidamente autorizados para conduzirem Pizzolato de volta ao país.
 

HSBC pagará US$ 43 milhões para encerrar investigação na Suíça

O HSBC informou nesta quinta-feira (4) que vai pagar 40 milhões de francos suíços (US$ 43 milhões), em acordo com o Ministério Público da Suíça para encerrar uma investigação sobre lavagem de dinheiro e sonegação de impostos na filial do banco no país europeu. O procurador-geral Olivier Jornot disse ter colocado fim ao procedimento iniciado em fevereiro para investigar as práticas do banco. O escândalo de fraude fiscal e lavagem de dinheiro ficou conhecido como "SwissLeaks".
 
Fachada do HSBC em Zurique,
na Suíça (Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann)
 
O banco disse em comunicado que o pagamento é para compensar as autoridades por falhas organizacionais do passado e que nenhuma acusação penal será apresentada. No comunicado, o HSBC informou ainda que melhorou as práticas para evitar que clientes usem o banco "para sonegar impostos ou lavar dinheiro", e reduziu drasticamente o número de contas, de 30.000 para 10.000.
 
"O Ministério Público de Genebra reconheceu o progresso que o banco fez nos últimos anos, incluindo melhorias nas suas funções de compliance, processos internos e tecnologia", diz o banco.
 
Os dados do SwissLeaks foram vazados por um funcionário do banco e são analisados por um grupo de jornalistas do mundo inteiro, chamado de Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Desde fevereiro, o consórcio começou a divulgar as informações segundo as quais o HSBC teria ajudado clientes a esconder bilhões de dólares no país europeu entre 2006 e 2007.
 
De acordo com o jornal francês "Le Monde", que iniciou a investigação sobre o caso, cerca de 180,6 milhões de euros pertencentes a mais de 100 mil clientes e 20 mil pessoas jurídicas transitaram entre novembro de 2006 e março de 2007 por contas bancárias na Suíça, escondidos atrás de sociedades offshore.

O caso começou no final de 2008, quando o ex-funcionário Hervé Falciani entregou arquivos de computador HSBC da subsidiária suíça para as autoridades francesas. Seu ato permitiu que várias investigações fossem abertas na Europa, principalmente na Espanha e na Bélgica. Na França, os juízes contaram com a ajuda de clientes que apareceram nos arquivos e que denunciaram as práticas do banco.

No Brasil, no fim de março, a Secretaria da Receita Federal recebeu 8.732 arquivos eletrônicos do HSBC, que são investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
 

Papa Francisco condena ideologia de gênero pela terceira vez: ‘A família está sendo atacada’

 
Pela terceira vez em seu pontificado, o Papa Francisco usou uma linguagem muito forte para condenar a ideologia de gênero, uma das bases intelectuais da agenda ‘LGBT’. No último domingo, falando aos jovens em sua viagem a Nápoles, Itália, o Papa Francisco falou da “colonização ideológica” das famílias vista na Europa e no Ocidente.
 
“A ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão”, disse ele. “Portanto, a família está sendo atacada.” No que diz respeito a como lidar com a “secularização” ou a “colonização ideológica”, o Papa disse que ele não tem a resposta. Porém, ele mencionou o Sínodo da Família, que ele disse ser inspirado pelo Senhor.
 
Os comentários ecoam aqueles feitos em uma entrevista realizada durante o voo de retorno de Manila, nas Filipinas, em 19 de janeiro de 2015. Francisco lamentou a prática ocidental de impor uma agenda homossexual a outras nações por meio de ajuda externa, algo que ele chamou de uma forma de “colonização ideológica” e comparou com a máquina de propaganda nazista.
 
Depois que um jornalista pediu ao Papa que explicasse a frase “colonização ideológica”, o Papa deu um exemplo de 1995 quando, disse ele, uma ministra da educação de uma região pobre foi informada de que ela poderia ter um empréstimo para construir escolas, contanto que estas utilizassem livros que ensinavam a “ideologia de gênero”.
 
“Isso é colonização ideológica”, disse ele. “Coloniza-se as pessoas com uma ideia que quer mudar uma mentalidade ou uma estrutura.” Essa colonização ideológica, acrescentou ele, “não é nova, os ditadores do século passado fizeram o mesmo.” “Eles vieram com sua própria doutrina. Pense em BalilLa (a Juventude Fascista de Mussolini), pense na Juventude Hitlerista.”
 
Os primeiros comentários de Francisco da mesma natureza foram feitos em uma entrevista de outubro de 2014 que só foi publicada em janeiro deste ano no livro Papa Francesco: questa economia uccide” (‘Papa Francisco: esta economia mata’).
 
Nela o Papa fala dos “Herodes” modernos que “destroem, que tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.” Ao dar exemplos, ele disse: “Pensemos nas armas nucleares, na possibilidade de aniquilar em alguns instantes um número muito elevado de seres humanos. Pensemos também na manipulação genética, na manipulação da vida, ou na ideologia de gênero, que não reconhece a ordem da criação.”
 
“Com essa atitude, o homem comete um novo pecado, aquele pecado contra Deus Criador… Deus colocou o homem e a mulher no topo da criação e confiou a eles a terra… O projeto do Criador está escrito na natureza.”
 
As condenações do Papa Francisco à ideologia de gênero seguem os passos do Papa Bento XVI, que explicou “a profunda falsidade” da ideologia de gênero e a “revolução antropológica contida nela.”
 
Bento XVI descreveu a ideologia de gênero como pessoas opondo-se “à ideia de que elas têm uma natureza, dada por sua identidade corporal, que serve como um elemento definidor do ser humano.” Em vez reconhecer que Deus criou as pessoas como homens e mulheres, a ideologia afirma que [o ser homem e o ser mulher] são constructos sociais e que agora nós podemos decidir o que seremos.
 
“Quando a liberdade para ser criativo se torna liberdade para criar a si mesmo, então necessariamente o próprio Criador é negado e no final das contas também o homem é despojado de sua dignidade como criatura de Deus, como a imagem de Deus no núcleo do seu ser”, concluiu Bento XVI. “A defesa da família tem a ver com o próprio homem. E fica claro que, quando se nega a Deus, a dignidade humana também desaparece.”