terça-feira, 22 de julho de 2014

Santa Teresa de Los Andes

Nasceu em Santiago do Chile,  aos 13 de julho de 1900. Seus pais batizaram-na na Paróquia de Sant’Ana, na véspera da festa de Nossa Senhora do Carmo, com o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações. 
 
 
Foi criada no seio de uma família cristã. Seus pais se chamavam Miguel Fernández Jara e  Lucia Solar Armstrong. Eram ricos em bens materiais e virtudes,   e tiveram sete filhos.  

Desde menina cultivou uma profunda fé na eucaristia. Recebeu uma esmerada educação nos melhores colégios da capital chilena. Aos 11 de novembro de 1910 fez a sua primeira comunhão, com  9 anos de idade.  Mais tarde escreverá sobre este dia: “Nosso Senhor falava comigo depois que eu comungava. Mas minha devoção especial era a Virgem: eu lhe contava tudo”. Aos 15 anos fez um voto particular de virgindade.

Durante sua adolescência padeceu de inúmeras enfermidades,  que a deixaram muito debilitada, mas a ajudaram a descobrir sua vocação religiosa. No dia 11 de janeiro de 1919, ingressou no Mosteiro Carmelita de Los Andes, no Chile, para um período de experiência.

No dia 3 de abril do mesmo ano escreveu a seu pai,  pedindo-lhe permissão para se tornar Carmelita. Vestiu  o hábito no dia 14 de outubro, quando recebeu o nome de Teresa de Jesus. Desde então entregou-se intensamente à sua vocação.

Durante sua vida no convento dedicou-se ao serviço de suas irmãs de comunidade, que afirmaram: “Teresinha sempre quis ser a última em tudo”. Começa a escrever cartas cheias de amor a Deus e com o sincero desejo de fazer bem aos seus destinários. Vive mergulhada em Deus, “seu centro e morada”, desejosa de ser “corredentora do mundo” através da “Oração, trabalho e alegre vida fraterna”.  

Sua saúde foi pouco a pouco deteriorando-se e, sem que ninguém tomasse conhecimento, começou a sofrer uma estranha enfermidade, que hoje sabe-se ter sido tifo.

Nos começos de março de 1920, afirma que morrerá em breve. Escreve: “Para uma carmelita a morte nada tem de terrível, pois assim vai-se viver a verdadeira vida e cair-se nos braços daquilo que se amou aqui na terra sobre todas as coisas. Com a morte, mergulha-se eternamente no amor”.

No dia 2 de abril, quinta-feira santa, fica gravemente enferma. No dia 6 faz sua profissão religiosa. Falece santamente no dia 12 de abril, às 19:15 horas. Contava 19 anos e nove meses de vida e apenas onze meses como Carmelita.

O Pe. Julián Cea, C.F.M, que a conheceu, afirmou: “Não tardará a fazer milagres”. O religioso não se enganou. Desde então, muitas graças e favores tem-se obtido através de sua intercessão.

No dia 3 de abril de 1987, diante de uma multidão calculada em um milhão de fiéis, o papa João Paulo II a declara Beata. O mesmo Pontífice canonizou-a em 1993.  É a primeira santa chilena, conhecida como “Santa Teresinha da América Latina”. No ano 2000 celebra-se o centenário de seu nascimento.

A essência de sua espiritualidade: que estejamos dispostos a deixar tudo para seguir Jesus Cristo; que nossos maiores amores sejam Jesus e Maria; que nossa família não seja obstáculo, mas um meio para seguirmos Jesus; que amemos com toda a alma a Ordem do Carmo.

Sua oração 

Deus misericordioso, alegria dos santos, que inflamaste o coração jovem de Santa Teresa com o fogo do amor virginal a Cristo e a sua Igreja e  fizeste de sua vida um testemunho alegre do amor,  mesmo em meio a tantos sofrimentos, concede-nos por sua intercessão que, inundados da docilidade de teu espírito, proclamemos no mundo, por palavras e obras, o Evangelho do Amor. Amém.
 

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