quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O materialismo do Papai Noel e a espiritualidade do Menino Jesus.

 21/12/2013  


Um dia, o Filho de Deus quis saber como andavam as crianças que outrora, quando andou entre nós, “as  tocava e as abençoava” e que dissera: ”deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino de Deus”(Lucas 18, 15-16).
À semelhança dos mitos antigos, montou num raio celeste e chegou à Terra, umas semanas antes do Natal. Assumiu a forma de um gari que limpava as ruas. Assim podia ver melhor os passantes, as lojas todas iluminadas e cheias de objetos embrulhados para presentes e principalmente seus irmãos e irmãs menores que perambulavam por aí, mal vestidos e muitos com forme, pedindo esmolas. Entristeceu-se sobremaneira, porque verificou que quase ninguém seguira as palavras que deixou ditas: ” quem receber qualquer uma destas crianças em meu nome é a mim que recebe”(Marcos 9,37).
E viu também que já ninguém falava do Menino Jesus que vinha, escondido, trazer na noite de Natal, presentes para todas as crianças. O seu lugar foi ocupado por um velhinho bonachão, vestido de vermelho com um saco às costas e com longas barbas que toda hora grita bobamente: ” Oh, Oh, Oh…olhem o Papai Noel aqui”. Sim, pelas ruas e dentro das grandes lojas lá estava ele, abraçando crianças e tirando do saco presentes que os pais os haviam comprado e colocado lá dentro. Diz-se que  veio de longe, da Finlândia, montado num trenó puxado por renas. As pessoas haviam esquecido de outro velhinho, este verdadeiramente bom: São Nicolau. De família rica, dava pelo Natal presentes às crianças pobres dizendo que era o Menino Jesus que lhes estava enviando. Disso tudo ninguém falava. Só se falava do Papai Noel, inventado há mais de cem anos.
Tão triste como ver crianças abandonadas nas ruas, foi perceber como elas eram enganadas, seduzidas pelas luzes e pelo brilho dos presentes, dos brinquedos e de mil outros objetos que os pais e as mães costumam comprar como presentes para serem distribuídos por ocasião da ceia do Natal.
Propagandas se gritam em voz alta, muitas enganosas, suscitando o desejo nas crianças que depois correm para os pais, suplicando-lhes para que comprem o que viram. O Menino Jesus travestido de gari, deu-se conta de que aquilo que os anjos cantaram de noite pelos campos de Belém ” eis que vos anuncio uma alegria para todo o povo porque nasceu-vos hoje um Salvador…glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa-vontade”(Lucas 2, 10-14) não significava mais nada. O amor tinham sido substituído pelos objetos e a jovialidade de Deus que se fez criança, tinha desaparecido em nome do prazer de consumir.
Triste, tomou outro raio celeste e antes de voltar ao céu deixou escrita uma cartinha para as crianças. Foi encontrada debaixo da porta das casas e especialmente dos casebres dos morros da cidade, chamadas de favelas. Ai o Menino Jesus escreveu:


Meus queridos irmãozinhos e irmãzinhas,

Se vocês olhando o presépio e virem lá o Menino Jesus e se encherem de fé de que ele é o Filho de Deus Pai  que se fez um menino, menino qual um de nós e que Ele é o Deus-irmão que está sempre conosco.

Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente nos pobrezinhos, a presença escondida do Menino Jesus nascendo dentro deles.

Se vocês fizerem renascer a criança escondida no seus pais e nas pessoas adultas para que surja nelas o amor, a ternura, o carinho, o cuidado e a amizade  no lugar de muitos presentes.

Se vocês ao olharem para o presépio descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e se decidirem já agora, quando grandes, mudar estas coisas para que nunca mais haja crianças chorando de fome e de frio,

Se vocês repararem nos três reis magos com os presentes para o Menino Jesus e pensarem que até os reis, os grandes deste mundo e os sábios reconheceram a grandeza escondida desse pequeno Menino que choraminga em cima das palhinhas,

Se vocês, ao verem no presépio todos aqueles animais, como as ovelhas, o boi e a vaquinha pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela Menino Jesus e que todos, galáxias, estrelas, sois, a Terra  e outros seres da natureza e nós mesmos formamos a grande Casa de Deus,

Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda e recordarem que sempre há uma Estrela como a de Belém sobre vocês,  iluminando-os e mostrando-lhes os melhores caminhos,

Se vocês  aguçarem bem os ouvidos e escutarem a partir dos sentidos interiores, uma música celestial como aquela dos anjos nos campos de Belém que anunciavam paz na terra,

Então saibam que sou eu, o Menino Jesus, que  está chegando de novo e renovando o Natal. Estarei sempre perto de vocês, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, à Casa do Pai e Mãe de infinita bondade para sermos juntos eternamente felizes como uma grande família reunida.
                                    Belém, 25 de dezembro do ano 1.

http://leonardoboff.wordpress.com/2013/12/21/o-materialismo-do-papai-noel-e-a-espiritualidade-do-menino-jesus/

Jesus, caminho, verdade e vida.


Com Jesus, melhor ainda.


Começar de novo, vai valer a pena.

 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Prodes contrata mais cinco estações de tratamento de esgoto.

 
Em virtude de um remanejamento orçamentário, o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), da Agência Nacional de Águas (ANA), terá mais R$ 16 milhões para contratação de cinco estações de tratamento de esgoto (ETE) em seis cidades mineiras: Carmo do Paranaíba, Mateus Leme, São Gotardo, Igarapé, São Joaquim de Bicas e Ribeirão das Neves. Os empreendimentos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) beneficiarão cerca de 212 mil pessoas com a redução da carga poluidora lançada nos rios desses municípios.
 
Com os novos recursos, o Prodes 2013 disponibilizará cerca de R$ 77 milhões – sendo R$ 10 milhões do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) – para 11 estações que atenderão a aproximadamente 1,12 milhão pessoas nos seis municípios mineiros e em: São José dos Campos (SP), Volta Redonda (RJ), Barreiras (BA), Cataguazes (MG), Indaiatuba (SP) e Porto Alegre (RS).
 
O Prodes visa a incentivar a implantação ou ampliação de estações de tratamento para reduzir os níveis de poluição em bacias hidrográficas, com prioridade para as bacias dos rios São Francisco, Doce, Paraíba do Sul, Paranaíba e Piranhas-Açu em 2013. Também conhecido como "programa de compra de esgoto tratado", o Prodes paga pelo esgoto efetivamente tratado – desde que cumpridas as condições previstas em contrato (metas de remoção de carga poluidora) – em vez de financiar obras ou equipamentos. A seleção dos empreendimentos corresponde a uma expectativa de contratação, já que ela é condicionada à disponibilidade financeira do Programa.
 
Podem participar do Prodes os empreendimentos destinados ao tratamento de esgotos com capacidade inicial de tratamento de pelo menos 270kg de DBO (carga orgânica) por dia, cujos recursos para implantação da estação não venham da União. Participam da seleção as estações ainda não iniciadas ou em construção com até 70% do orçamento executado. O Prodes também estimula a ampliação ou melhorias de estações, desde que representem um aumento da carga orgânica tratada ou da eficiência do tratamento.
 
Para classificar os empreendimentos inscritos, a ANA considerou diversos fatores, entre os quais: o porte e a eficiência do processo de tratamento empregado; a localização das estações em regiões que contavam com comitês de bacias instalados e em pleno funcionamento até 31 de dezembro de 2012; a localização em bacias prioritárias (São Francisco, Doce, Paraíba do Sul, Paranaíba e Piranhas-Açu); e a localização em municípios considerados em situação crítica em relação à qualidade da água, conforme a Portaria ANA nº 062/2013.
 
A seleção do Prodes também considera se o empreendimento está em municípios nos quais o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, da ANA, tenha identificado a necessidade de investimentos em tratamento dos esgotos para proteção dos mananciais de sistemas de produção de água, entre outros critérios. Segundo o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2013, o Brasil trata cerca de 30% dos esgotos domésticos urbanos produzidos.
 
Saiba mais sobre o Prodes
 
 
Desde seu início, em 2001, o Programa já contratou ou selecionou para contratação 69 empreendimentos que atenderão a cerca de 8 milhões de brasileiros quando estiverem em pleno funcionamento. Enquanto a ANA já disponibilizou aproximadamente R$ 335 milhões pelo esgoto tratado, tais recursos alavancaram investimentos de aproximadamente R$ 1,38 bilhão por parte dos prestadores de serviços de saneamento na implantação ou ampliação das estações de tratamento de esgotos.
 
Após o lançamento do edital e a inscrição dos empreendimentos, as propostas são analisadas pela ANA. Depois da fase de habilitação e seleção, o próximo passo é contratar os projetos. Em seguida, os recursos são aplicados num fundo de investimento do Prodes na Caixa Econômica Federal. O dinheiro apenas é liberado quando as ETE estão operando plenamente e atingindo as metas definidas em contrato, o que é auferido pelas certificações trimestrais realizadas pela Agência.
 
 
Texto:Ascom/ANA
Foto: Tomás May / Banco de Imagens ANA
http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/noticia.aspx?id_noticia=12386

Região Hidrográfica do São Francisco


Águas que contribuem para o desenvolvimento de 521 municípios.

Fundamental pelo volume de água transportada para o Semiárido, a Região Hidrográfica do São Francisco abrange 521 municípios em seis estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Goiás, além do Distrito Federal. Com 2.700km, o rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e escoa no sentido Sul-Norte pela Bahia e Pernambuco, quando altera seu curso para o Sudeste, chegando ao Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. Devido à sua extensão e aos diferentes ambientes que percorre, a região está dividida em Alto, Médio, Sub-Médio e Baixo São Francisco.

A área de drenagem (638.576Km2)ocupa 8% do território nacional e sua cobertura vegetal contempla fragmentos de Cerrado no Alto e Médio, Caatinga no Médio e Submédio e de Mata Atlântica no Alto São Francisco, principalmente nas cabeceiras. A bacia concentra a maior quantidade e diversidade de peixes de água doce da região Nordeste. A vazão natural média anual do rio São Francisco é de 2.846 metros cúbicos por segundo, mas ao longo do ano pode variar entre 1.077m³/s e 5.290m³/s.  

Mais de 14,2 milhões de pessoas, o equivalente a 7,5% da população do País, habitavam a região em 2010, sendo a maioria habitante da região metropolitana de Belo Horizonte. A agricultura é uma das mais importantes atividades econômicas, mas a região possui fortes contrastes socioeconômicos, com áreas de acentuada riqueza e alta densidade demográfica e áreas de pobreza crítica e população bastante dispersa. Dos 456 municípios com sede na bacia, somente 93 tratam seus esgotos.

Como reflexo das principais atividades econômicas da Bacia, há necessidade de recuperação ambiental das áreas degradadas para mitigar os impactos sobre os recursos hídricos. A região vive extremos de secas e de cheias. O semi-árido, que extrapola a Bacia, é vulnerável e sujeito a períodos críticos de prolongadas estiagens, que têm sido responsáveis por êxodo de parte de sua população. Por outro lado, os moradores da região metropolitana de Belo Horizonte enfrentam enchentes frequentes.

Rica em recursos naturais, a bacia do São Francisco abriga uma diversidade de culturas, de locais históricos, de sítios arqueológicos e de importantes centros urbanos. Tudo isso associado à imensidão do rio e às belezas naturais da região oferece um grande potencial para o desenvolvimento do turismo, atividade ainda incipiente.

O potencial hidrelétrico aproveitado da bacia é de 10.473MW, distribuídos principalmente nas usinas Três Marias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó. Os reservatórios Três Marias e Sobradinho têm papel fundamental na regularização das vazões São Francisco. Um dos maiores desafios é que a bacia registra todos os tipos de usos dos recursos hídricos (irrigação, geração de energia, navegação, saneamento, pesca e aquicultura, atividades turísticas e de lazer), o que exige uma análise do conjunto para que se possa planejar adequadamente sua gestão.

O crescimento da agricultura, a pretendida revitalização da navegação, o aumento da demanda energética e a retirada de água da bacia por transposição são temas que podem gerar conflitos entre os setores usuários. Em 2005, a ANA concedeu outorga para o Projeto de Integração do rio São Francisco (Pisf), que prevê duas captações (Eixo Norte e Eixo Leste) no São Francisco, para complementar a oferta de água local no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. A captação do Eixo Norte está prevista para ser implantada em Cabrobó (PE), na calha do rio, e a do Eixo Leste, em Floresta (PE), no reservatório da Hidrelétrica de Itaparica.

http://www2.ana.gov.br/Paginas/portais/bacias/SaoFrancisco.aspx

Os anjos na doutrina da Igreja

Recorrer aos anjos está ficando cada vez mais na moda. Mas o que sabe a grande maioria das pessoas a respeito dessas criaturas espirituais e imortais?
Guy de Ridder
Após uma época de ceticismo e materialismo triunfante, durante a maior parte dos séculos XIX e XX, o Ocidente voltou a demonstrar uma definida apetência pelo mundo dos espíritos. Se até duas ou três décadas atrás, falar de anjos era considerado por muita gente como sinal de imaturidade ou de falta de cultura, hoje em dia tornou-se moda. Abundam os filmes e livros retratando seres extraordinários, poderosos, dotados de qualidades sobrenaturais, seres super-humanos ante os quais o comum dos mortais é impotente. Não será isso um sintoma de interesse pelo mundo angélico? Ao lado da fantasia e do mito, obras esotéricas de grande divulgação apresentam uma visão distorcida desses seres espirituais, e a ignorância religiosa só fez aumentar os equívocos nesta matéria. Se quisermos saber a realidade sobre os anjos, onde achar a verdade no meio de tanta desinformação?

As Sagradas Escrituras
Muito antes das definições teológicas dos últimos séculos, o ensinamento sobre os anjos encontra-se fundamentado na autoridade das Sagradas Escrituras e dos Padres da Igreja. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, numerosas passagens nos mostram os anjos
 
 
em ação, na tarefa de proteger e guiar os homens, e servindo de mensageiros de Deus. O versículo 11 do Salmo 90 menciona claramente os Anjos da Guarda: "Deus confiou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos". Se nalgumas ocasiões os anjos da mais alta hierarquia celeste são os encarregados de missões na terra - casos de São Gabriel e São Rafael - em muitas outras trata-se por certo de uma atuação do anjo guardião da pessoa concernida, mesmo se a Bíblia não o mencione especificamente. Tem-se essa impressão na leitura do profeta Daniel, salvo de ser devorado no cárcere por feras famintas, pois ele declara ao rei Dario: "Meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões, os quais não me fizeram malalgum" (Dn 6, 22). Do mesmo modo, nos Atos dos Apóstolos, quando vemos São Pedro ser libertado da prisão por um anjo (cf. At 12, 1-11). Nosso Senhor faz uma referência muito clara aos Anjos da Guarda, quando diz: "Vede, não desprezeis um só desses pequeninos; pois vos declaro que os seus anjos nos Céus vêem incessantemente a face de meu Pai, que está nos Céus" (Mt 18,10). São Paulo, na Epístola aos Hebreus, ensina que todos os anjos são espíritos a serviço de Deus, o qual lhes confia missões em favor dos herdeiros da salvação eterna (cf. Hb 1,14).

Os Padres da Igreja
Na esteira das Sagradas Escrituras, a maioria dos Padres da Igreja trata dos anjos enquanto nossos guardiães. São Basílio Magno, na obra Adversus Eunomium, declara: "Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor, para o conduzir à vida". No século II, Hermas, na obra "O Pastor", diz que todo homem possui seu Anjo da Guarda, o qual o inspira e o aconselha a praticar a justiça e a fugir do mal. No século III, a crença nos Anjos da Guarda de tal maneira estava arraigada no espírito cristão, que Orígenes lhe dedica várias passagens. E sobre a mesma matéria encontramos belos textos de São Basílio, Santo Hilário de Poitiers, São Gregório Nazianzeno, São Gregório de Nissa, São Cirilo de Alexandria, São Jerônimo, os quais nos ensinam: o Anjo da Guarda preside às orações dos fiéis, oferecendo-as a Deus por meio de Cristo; como nosso guia, ele solicita a Deus que nos guarde dos perigos e nos conduza à bem-aventurança; ele é como um escudo que nos envolve e protege; ele é um preceptor que nos ensina a cultuar e a adorar; nossa dignidade é maior por termos, desde o nascimento, um anjo protetor.

Desdobramentos posteriores
No século XII, Honório de Autun promoveu a doutrina de que cada alma, no momento em que é unida ao corpo, é confiada a um anjo cuja missão é induzi-la ao bem e dar conta de suas ações a Deus. Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino, no século XIII, ensinaram, com São Pedro Damião, que o Anjo da Guarda não abandona nem sequer a alma pecadora, mas procura levá-la ao arrependimento e reconciliação com Deus.

Em 1608, o Papa Paulo V instituiu a festa dos Santos Anjos da Guarda. Posteriormente, em 1670, coube ao Papa Clemente X fixar sua comemoração de modo definitivo no dia 2 de outubro, tornando-a obrigatória para toda a Igreja. O Catecismo da Igreja Católica trata da missão do Anjo da Guarda em relação a nós, dizendo: "Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão" (nº 336). E o Papa João Paulo II, na Audiência Geral de 6 de agosto de 1986, acentua que "a Igreja confessa sua fé nos Anjos Custódios, venerando-os na Liturgia com uma festa especial, e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração freqüente, como na invocação ao ‘Santo Anjo do Senhor'."

(Revista Arautos do Evangelho, Out/2006, n.58, p. 36 e 37)

Quem foi Átila, o huno?


 
 
Átila foi um importante conquistador do século V, famoso pelos ataques que comandou contra o Império Romano. Ele era chefe dos hunos, um povo nômade de origem mongólica. "Átila parece ter sido um comandante astuto e de grande habilidade. Sob sua liderança, os hunos dominaram e aterrorizaram vastas áreas da Europa e da Ásia", afirma o historiador inglês John Warry. Além de habilidosos como guerreiros e de contarem com uma forte liderança, os hunos tinham outra importante vantagem militar: um grande número de soldados, o que era garantido pelas populações que subjugavam, obrigando-as a fornecer homens para o exército conquistador. Átila parecia ter um apetite insaciável por ouro: se recebesse uma boa quantidade do precioso mineral, era capaz de interromper ofensivas e poupar cidades da destruição. Mas há poucas informações confiáveis sobre sua vida, cercada de lendas, e não se sabe ao certo nem onde nem quando ele nasceu.
 
 
O que parece certo é que, por volta do ano 434, Átila herdou a liderança de várias tribos desorganizadas e enfraquecidas por disputas internas, conseguindo unificá-las. Ele governou os hunos ao lado do irmão mais velho, Bleda, até assassiná-lo por volta de 445, quando se tornou chefe único de seu povo. Nos oito anos seguintes, Átila liderou seguidas ofensivas na Europa, deixando em pânico o Império Romano do Ocidente. Apesar de ter ficado conhecido como um soberano violento, ele provavelmente não era tão impiedoso como indica a fama que ganhou de seus inimigos. No ano 453, quando preparava um ataque contra o Império Romano do Oriente, Átila morreu, ao que tudo indica de causas naturais. Ele teria então entre 50 e 60 anos. Com a perda do grande líder, a força dos hunos nunca mais foi a mesma.

Cavaleiro temido

Partindo da Ásia, ele comandou um povo nômade numa devastadora invasão da Europa

1 - Os hunos são originários provavelmente da Ásia Central. Eles usavam os cavalos com maestria nas batalhas e sabiam tirar proveito de sua enorme habilidade com o arco e flecha. Em fins do século 4, iniciaram uma longa marcha em direção ao oeste. Em seu avanço, forçaram povos bárbaros a fugir e invadir territórios controlados pelo Império Romano

2 - Átila passou a comandar os hunos no ano 434, quando já haviam ocorrido choques com os romanos. Ele negociou a paz com o Império, que passaria a pagar 300 quilos de ouro anuais aos hunos. Como o acordo parece não ter sido cumprido, Átila iniciou um grande ataque, destruindo cidades importantes na região do rio Danúbio, como Serdica (hoje Sófia, capital da Bulgária)

3 - Por volta de 447, quando devastava a região entre os mares Negro e Mediterrâneo, Átila foi informado das riquezas de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). Decidiu então conquistar a cidade, que só escapou da destruição por ser protegida por grandes muralhas

4 - De volta à marcha rumo ao oeste, Átila invadiu a Gália em 451. Um de seus objetivos com essa campanha teria sido conquistar o direito de se casar com Honória, irmã de Valentiniano III, que governava o Império Romano do Ocidente. Se o casamento tivesse sido realizado, Átila poderia reinvindicar como dote a posse de metade do Império

5 - As ambições de Átila, porém, foram frustradas por uma aliança militar entre os romanos e os visigodos, um povo bárbaro de origem germânica. No mesmo ano 451, os hunos foram derrotados pelos aliados na Batalha de Chalons, na região nordeste da França atual. Átila teve que desistir do casamento e se retirou da Gália

6 - A derrota fez com que os hunos mudassem os planos e invadissem a Itália em 452, aproveitando a fragilidade do semimorto Império Romano. Há o mito de que Átila só não saqueou Roma por causa de um pedido do papa Leão I. O mais provável, porém, é que a falta de suprimentos e as epidemias da região tenham incentivado a retirada dos hunos. Um ano depois, Átila morreria.
 
 
Mergulhe nessa

Na livraria:

Attila, King of the Huns: The Man & the Myth - Patrick Howarth, Carrol & Graf, 1996

The Huns - E. A. Thompson, Blackwel Publishers, 1999

Na internet:

http://members.gcronline.com/attila/main.htm

www.newadvent.org/cathen/02061b.htm

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-foi-atila-o-huno


Qual é o nome de Deus?

A primeira parte da Bíblia não foi escrita em português, mas em hebraico, um idioma que se lê da direita para a esquerda. Nessa língua, o nome divino aparece na forma de quatro consoantes, יהוה. Esses quatro caracteres hebraicos — transliterados YHWH — são conhecidos como Tetragrama. É uma tradução do nome de Deus em português que tem sido usada por séculos. Embora alguns eruditos prefiram a forma “Javé”.
 
 
YHWH / YAHWEH: "SENHOR" (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) - a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como "SENHOR" (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, "Senhor". A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés "Eu sou quem eu sou" (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3).

Qual a verdadeira origem do nome Jesus?


O nome português Jesus vem do latim Jesus.

Jerônimo quando traduziu a Bíblia na versão conhecida como Vulgata usou o original hebraico para traduzir o VT e uma versão chamada de Antiga Latina junto com algumas outras versões em grego para traduzir o NT. A versão Septuaginta (grega) que traduzia o nome hebraico Yeshua como Iesous serviu de base para a tradução da Antiga Latina.

A forma latina “Iesus”, que aparece na Vulgata Latina de Jerônimo, não foi inventada ou criada por Jerônimo, como afirmam erroneamente os adeptos do Nome Yehôshuah, mas é simplesmente uma transliteração natural do grego para a escrita latina. Ou seja: do Grego para o Latim


I      =   I 
E     = 
S     =   S  
OU =   U
S     =   S

Obs: O ditongo grego ou soa como u, por isso, Iesous, foi abreviado para Iesus. Do Latim para o Português:
I  =  J
E =  E
S =  S
U = U
S =  S

Como se formou o nome Jesus?

1. O “S” final no nome Jesus

O s final em Jesus se explica pela necessidade de tornar esse nome declinável: como vimos os judeus substituíram o ayin final por um sigma (o “s” grego) do caso nominativo. Nos outros casos a palavra se declina assim: Iesou (genitivo), Iesoi (dativo), Iesoun (acusativo) e Iesou (vocativo). Com isso mataram-se dois coelhos com uma só cajadada: o nome ficou declinável, e o ayin final, que não tem equivalente em grego, foi substituído por um sigma (s).

Fato semelhante se deu com Judas, que reflete a forma grega Ioudas, que em hebraico é Yehudah (Judá). Outros nomes hebraicos que terminam com a gutural he tem em grego, em latim e em português no final o som s: Isaías, Jeremias, Josias, Sofonias et al. Outro exemplo é o vocábulo Mashiach, que termina com a gutural sonora cheth (ch), a qual em grego, em latim e em português deu também lugar ao som s: em Messias.

2. O “S” médio em Jesus

No vocábulo hebraico Yeshua”, o grupo sh representa a consoante shin. Por não haver em grego som correspondente a essa consoante fricativa palatal, que soa como xis (por exemplo a palavra eixo), os judeus a substituíram por sigma s, também fricativa mas línguodental, que em grego, mesmo entre vogais, soa como ss. A evolução do termo de uma língua para outra é a seguinte: Yeshua” (hebraico) > Iesous (grego) > Jesus (latim) > Jesus (português).

3. De onde Surgiu a letra “J” no Nome Jesus?

Dizem os adeptos do Movimento do Nome Yehoshuah que o nome correto de nosso Salvador não pode ser “Jesus” por não existir a letra j na língua hebraica.

A única transliteração ( reduzir um sistema de escrita a outro, letra por letra) possível do nome do Messias é Yehoshuah, e não Jesus, que seria uma deturpação greco-romana, pois na língua hebraica não há correspondente para a letra “j”. Portanto, o nome do Senhor, para essas pessoas, não poderia em hipótese nenhuma ser transliterado com a letra “j”.

A questão da letra “J”

É verdade que o j não existe no hebraico, grego e latim. Como, então, aparece essa letra em nomes bíblicos em quase todas as línguas com as quais estamos familiarizados? Porque todas as Bíblias trazem Jeremias, Jacó, Jersusalém, Judá sendo que não existia o J em hebraico?

O que aconteceu foi o seguinte: os judeus da Dispersão, empenhados em traduzir as escrituras hebraicas para o grego (a Septuaginta), não encontraram nessa língua uma consoante que correspondesse ao yodh do hebraico, e a solução foi recorrer à vogal grega iota, que corresponde ao nosso i. Então escreveram Ieremias, começando com i, e assim por diante, inclusive Iesous. No hebraico a letra y yud representa tanto o som vogal i como a consoante y. O mesmo acontecia com o latim com as letras i e u. O emprego das letras j e v para representar i e u consonânticos ocorreu na época do Renascimento, foi difundido por Pierre de la Ramée, também conhecido como Petrus Ramus. Foi filósofo francês, reformador da lógica aristotélica, aderiu à reforma protestante em 1561. Morto no massacre que se seguiu à noite de são Bartolomeu. Escreveu instituições dialéticas (1543) e Contra Aristóteles (1543).

A expressão “letra Ramista”, ficou sendo uma designação comum dada às consoantes j e v, em homenagem a ele, que primeiro as distinguiu das vogais i e u em textos franceses. (BARSA)

Por isso lemos Jerusalém, e não Yerushalayim; Jeremias, e não Yeremiahu; Jonas, e não Yonah; Joaquim, e não Yehoiacin; e assim por diante.

Há tempos, especialistas em hebraico são unânimes em transliterar palavras que começam com a letra hebraica yod (a letra inicial de Yehoshuah), ora com “i” (ou “y”), no caso de substantivos comuns, ora com “j”, no caso de nomes próprios. Uma rápida consulta a qualquer léxico, analítico ou gramática de hebraico bíblico confirma esta afirmação.

http://www.cacp.org.br/o-nome-jesus/


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lei nº 7566 de 17 de Março de 2008


INCLUI A CORRIDA IVECO FIAT NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE SETE LAGOAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 

(Originária do Projeto de Lei nº 172/2007 de autoria do Vereador Milton Luiz Saraiva)

O Povo do Município de Sete Lagoas, por seus representantes legais votou, e eu em seu nome sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica incluído no Calendário Oficial do Município de Sete Lagoas a CORRIDA IVECO FIAT. Ver tópico

Art. 2º O evento que trata o Art. 1º desta Lei, será realizado anualmente no mês de novembro, durante as comemorações oficiais do aniversário de Sete Lagoas. Ver tópico

Art. 3º A corrida será organizada pela IVECO FIAT e ASCEEBAN- Associação Cultural, Educacional e Esportiva Bandeirantes, com apoio das Secretarias Municipais de Esporte e Comunicação. Ver tópico

Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

Prefeitura Municipal de Sete Lagoas, 17 de março de 2008.

LEONE MACIEL FONSECA

Prefeito Municipal

ELIZABETH DAS GRAÇAS ABREU E SILVA

Secretária Municipal de Governo, Particular do Prefeito e Assuntos Especiais

GERALDO CÉSAR MACIEL

Secretário Municipal de Esporte e Lazer

MAURO CLEBER GONÇALVES JÚNIOR

Secretário Municipal de Administração

ANA LAURA DE OLIVEIRA E SILVA

CADÊ O CONSELHO TUTELAR.....???

São constantes as reclamações por parte dos Conselheiros Tutelares por melhoria de salário e por melhores condições de trabalho.
 
 
Porém, hoje começo a entender o porquê deles não terem qualquer reconhecimento e valorização por parte do poder público.

Conheço um pouco do trabalho e das atuações do atual conselho tutelar, pois tenho o DESPRAZER de conhecer algumas das atuais conselheiras.

Sei que elas se sentem realizadas quando por algum motivo punem homens, seja por envolvimento com adolescentes, seja por falta sustento aos filhos adolescentes etc.

Como todos sabem neste domingo foi realizada a Corrida Circuito das Lagoas.

 
Passei por vários pontos da corrida e em vários deles constatei que estavam menores (13, 14 e 15 anos no máximo) trabalhando fiscais de trânsito do evento e o mais grave, nenhum deles estavam devidamente vestidos com roupas apropriadas para chuva e muito mesmo com vestimenta fluorescente para fácil visualização dos motoristas.

Resumindo: Os promotores do evento colocaram em risco a saúde e a integridade física dos menores e dos adolescentes que com certeza estavam trabalhando de forma voluntária, porém ilegal perante a lei...!!!

Agora quero saber: cadê o conselho tutelar que permitiu tamanho absurdo...???
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Situação municipal é discutida em Fórum de Vereadores

Foi aberto nessa terça-feira (26), na cidade de São Lourenço, no sul do estado, o Fórum Mineiro de Vereadores, realizado pela Associação dos vereadores e câmara municipais da Microrregião do Circuito das Águas - AVEMAG. O encontro reúne diversas autoridades da região, com o objetivo de orientar e criar um espaço de interação entre os legisladores municipais de todo o estado.
 
 
Durante a abertura, o presidente da Associação Mineira de Municípios – AMM e prefeito de Barbacena, Antônio Carlos Andrada, explicitou aos presentes o arrocho financeiro com o qual os municípios têm convivido. Andrada lembrou o excesso de demandas que as cidades têm assumido nos últimos anos, mas sem receber recursos para executar estas obrigações.
 
O presidente da AMM ainda ressaltou a necessidade de se discutir um novo pacto federativo e a importância dos gestores municipais serem mais independentes para elaborarem suas próprias políticas públicas, não ficando presos aos programas federais e estaduais. Para Andrada é preciso aproximar os recursos dos problemas, para que os municípios não se tornem verdadeiros indigentes federativos. Hoje, a União concentra 70% de toda a receita do país.
 
Durante a solenidade de abertura, o presidente e o superintendente geral da AMM, Ângelo Roncalli, foram homenageados pelos organizadores do evento. Andrada recebeu uma placa de agradecimento pela associação ser uma apoiadora do fórum de vereadores, e Roncalli por sua palestra.
 
O evento tem continuidade nesta quarta e quinta-feira, com destaque para a palestra “Os desafios do movimento municipalista e a necessidade da integração do executivo e do legislativo”, apresentada pelo superintendente da AMM, Ângelo Roncalli.
 
 

Francisco vai receber Leonardo Boff em Roma

O papa Francisco pediu, ao chegar ao Brasil, um exemplar de "Francisco de Assis e Francisco de Roma", do teólogo Leonardo Boff, na qual o autor analisa o processo de ruptura que o pontífice pôs em prática na Igreja com a volta às origens do Cristianismo.

"Entreguei o livro ao arcebispo do Rio, Orani Tempesta, e ele já o entregou ao papa", me disse Boff no momento em que estava embarcando para encontros com mais de mil jovens em Santa Catarina e São Paulo.

 
Sobre a possibilidade de Francisco encontrar-se com o teólogo brasileiro que seu antecessor, Bento XVI, condenou ao silêncio quando era prefeito da Congregação da Fé, Leonardo explica: "Não pude cancelar um compromisso que tinha com esses jovens. Por isso, só poderei estar no Rio no sábado, último dia da visita do papa".
 
Boff disse-me, porém, que "uma amiga do papa dos tempos de arcebispo de Buenos Aires, com a qual ele fala por telefone todas as semanas, me disse ter perguntado ao pontífice se ele tinha a intenção de receber-me e a resposta foi: ‘Vou recebê-lo, mas só depois de concluir a reforma da Cúria´".

O encontro será oficial, o que não impedirá Francisco de receber o teólogo informalmente no Rio, antes de regressar a Roma. Boff é hoje um defensor incondicional da revolução que o papa está levando a cabo na Igreja, a qual Leonardo define como "ruptura".

Filho do guerreiro Inácio de Loyola


Boff confirmou-se também o que já havia declarado ao jornal O Globo, que Francisco pretende reabilitar os mais de 500 teólogos condenados pela Igreja durante os anos em que nela mandavam Ratzinger e Wojtyla, mas não o fará enquanto Bento 16 estiver vivo.

Boff acredita que a Cúria romana, na linha da doutrina de Maquiavel, use de todos os meios para manter-se no poder e que venha a boicotar a renovação de Francisco. Não obstante, o teólogo recorda também que este papa, além de ter escolhido simples de Francisco de Assis, "é um jesuíta".

Quando lhe perguntei o que isto significa, Boff respondeu sorrindo: “Significa que ele é filho de Inácio de Loyola, o grande estrategista da Companhia de Jesus, que sobrevive até hoje depois de passar por todos os vendavais a que foi submetida, não só por parte da Cúria romana, mas até de um papa que acabou dissolvendo-a para vê-la ressuscitar mais tarde com força ainda maior. Perseguida ontem pela Igreja de Roma, a Companhia de Jesus conta hoje com um papa todo seu. Francisco está muito bem respaldado”.

 
*Juan Arias é correspondente do El País no Brasil. Tradução: Marco Lacerda