sábado, 30 de junho de 2012

Sem conhecimento da população os 13 vereadores de Sete Lagoas aumentam salários para R$ 9.989,17

Os 13 vereadores de Sete Lagoas aprovaram em primeiro e segundo turno, de forma unânime, reajuste salarial para a próxima legislatura. Com a aprovação da matéria os 17 vereadores eleitos em outubro, deixam de receber R$ 7.459,70 e passam a ter um contracheque de R$ 9.989,17. O próximo prefeito irá receber R$ 21.000,00, atualmente R$ 14.700 e o salário do vice-prefeito passa de R$ 9.000,00, para R$ 14.700,00. A votação aconteceu no apagar das luzes, quando o plenário da Câmara já estava vazio, na reunião da terça-feira (26).


projeto sequer entrou na pauta de votação da reunião do dia. Perguntado por que de não colocar o projeto na pauta, o vereador Reginaldo Tristeza se esquivou. “Essa matéria é de autoria da mesa diretoria, você tem que perguntar para o presidente”, disse.
 Perguntamos ao presidente da Câmara, vereador Toninho Rogério (PMDB), sobre a não colocação na pauta. “A gente precisava de uma declaração da Assembleia Legislativa, porque o valor a ser recebido por um vereador não pode ultrapassar 50% do salário de um deputado. E só chegou na última hora, por isso não colocamos na pauta do dia, não deu tempo,” explicou.
 A notícia foi recebida com tristeza pela população que se sentiu traída por não ter podido participar e opiniar sobre os novos salários dos políticos da cidade. O aposentado, Adolfo Rodrigues, ficou indignado ao saber. “Tá por fora, esse dinheiro todo pra não fazer nada. Isso que eles estão fazendo é uma vergonha”, desabafou. A secretária Marina Tavares, também ficou chocada com a notícia. “Que vergonha, as pessoas que precisam de um salário melhor, não recebem, e eles (vereadores) aumentam o deles quando querem”.
O radialista Gustavo Miranda, que acompanha todas as reuniões na Câmara, achou estranha a votação da matéria. “Não estava na pauta do dia, a gente fica triste porque é um assunto de extrema relevância e precisava da participação da comunidade”, disse.
 O projeto agora precisa ser aprovado pelo prefeito Maroca que disse que "ainda não chegou nada em minhas mãos, assim que o projeto chegar é que vou analisar", desconversou.
 Por Marcelo Paiva.
http://www.setelagoas.com.br/noticias/politica/16538-sem-conhecimento-da-populacao-vereadores-aumentam-salarios-para-r-998917

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Os líderes e as pessoas


Jamais permita que os impasses da vida o perturbem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios. Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida.

As pessoas não existem em função da religião. É a religião que existe em função das pessoas. Mesmo na política não é o povo que existe em função dos políticos. São os políticos que existem em função do povo.

No ensino, os professores existem em função dos alunos. Os médicos existem, acima de tudo, em função dos pacientes. Também a existência dos advogados, cientistas, jornalistas, tudo se resume em função do povo.

Entretanto, na maioria das vezes, essa posição está invertida. Utilizam-se do povo para os seus próprios interesses e satisfações. Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas. Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer.

Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoas. Os senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoa. As pessoas não existem para beneficiarem os líderes. O que deve ocorrer é justamente o oposto. Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas. Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes. Entretanto, muitos dos que se encontra em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas.

Cláudio Fonseca - freitanque@yahoo.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ORAÇÃO DE PROTEÇÃO


Senhor Jesus Cristo.
Eu (nome completo) coloco a minha casa, a minha família (pronunciar o nome de cada familiar), todos os que moram e convivem comigo, sob a proteção do vosso sangue precioso.
Protege esta (casa, empresa, escola, veículo, etc.) de assaltos, incêndios, violências, calúnias, difamações, maldições, pragas, pobreza, olhar maligno e todo mal.
Qualquer pessoa que tenha má intenção, não consiga se aproximar ou permanecer nessa (casa, empresa, escola, veículo, etc.) e nem passe por essa porta onde entronizo essa oração.
E assim, como lemos no livro do Êxodo, capítulo 12 (quando o Senhor protegeu a casa dos israelitas), que minha (casa, escola, empresa, veículo, etc.) por meio desta poderosa oração de proteção, seja marcada com o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, o poderoso, Deus com o Pai e o Espírito Santo, e que nos livre de todos os flagelos que possam assolar a vida humana.
Invoco a intercessão especial da Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo, confirmando esta oração.
Enfim esta porta e toda a minha (casa, escola, empresa, veículo, etc.) sejam seladas, marcadas e protegidas no sangue libertador de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que assim seja e assim já o é!
Amém.

domingo, 24 de junho de 2012

Quer diminuir a corrupção no Brasil? Tire poder das mãos de políticos!


Não chega a ser uma grande novidade a afirmação de que a corrupção é uma das grandes chagas qua ainda insistem em impedir o desenvolvimento do Brasil e a resolução de diversos problemas que ainda nos prendem ao subdesenvolvimento. Estima-se que percamos anualmente cerca de R$82 bilhões para a corrupção, dos quais apenas uma ínfima parcela (0,7%) é efetivamente recuperada.
 Também não é novidade o fato de que, entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, os casos de corrupção no Brasil parecem somente crescer em frequência e magnitude. O que a opinião pública parece ignorar solenemente, entretanto, é a estreita ligação entre a corrupção no Brasil e a excessiva abrangência do estado em nossa sociedade.
O gráfico abaixo é composto por dados de 25 países de distintas realidades políticas, geográficas e econômicas. Nele percebemos a forte correlação entre corrupção e liberdade econômica por meio da análise de dois rankings internacionalmente reconhecidos: o Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional, e o Índice de Liberdade Econômica, da Heritage Foundation.

A correlação entre as duas variáveis é visível. É claro que nem toda correlação implica em uma relação de causalidade, mas temos bons motivos para crer que um mercado mais livre afeta, sim, o nível de corrupção encontrado em um país. Isto deve-se fundamentalmente ao fato de que quanto maior a participação do estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes para interferirem no processo de mercado, maiores são as oportunidades de corrupção.
Dadas as dificuldades no cumprimento de tarefas tão prosaicas e, ao mesmo tempo, tão vitais ao crescimento e desenvolvimento do país, como a abertura de um negócio, a obtenção de uma licença ou o pagamento de tributos, é natural, e até instintivo, que se busque maneiras de contornar tais obstáculos. Some-se a isso a falta de uma cultura de transparência e prestação de contas por parte dos poderes públicos e um sistema penal permissivo e ineficiente (onde a probabilidade de punição é baixíssima) e temos um ambiente perfeito para o florescimento da corrupção em suas diversas formas.
Parafraseando Nelson Rodrigues, o subdesenvolvimento institucional brasileiro não é fruto de improviso, mas sim uma obra de séculos. Neste contexto de apatia da sociedade civil e hipertrofia de um estado com vocação patrimonialista, não se pode falar em diminuição da corrupção sem antes colocarmos o estado em seu devido lugar. O escritor e satirista político P.J. O’Rourke resume bem a questão: “Quando a compra e venda são
controladas por legislação, as primeiras agentes políticos a autoridade de definir de maneira tão arbitrária, e cada vez não só abdicando da nossa liberdade de escolher, mas também oferecendo um prato cheio para que interesses específicos “adotem” determinadas causas e políticos que as defendam.
 “Se os homens fossem anjos”, escreveu James Madison no número 51 d’O Federalista, “nenhum governo seria necessário”. A tragédia é que o processo político estabelece incentivos que parecem garantir que justamente aqueles dotados das características menos “angelicais” cheguem ao poder. Diante deste cenário, é absolutamente necessário que o governo seja tão enxuto quanto possível.
Quanto maior o escopo de atuação do estado e da “sociedade política, menos sobra para o indivíduo e para a sociedade civil. Em síntese: se queremos diminuir a corrupção que permeia e contamina as instituições políticas brasileiras, é preciso reduzir os poderes nas mãos dos políticos. Uma sociedade de homens livres deve reclamar para si o direito de escolher o que fazer com sua vida, liberdade e propriedade sem ter que delegar parte fundamental de sua autonomia a uma autoridade política.

Sobre o Autor


Fábio Ostermann é bacharel em Direito (UFRGS), graduado em Liderança para a Competitivdade Global (Georgetown University) e mestrando em Ciência Política (PUCRS). É consultor, associado do IEE (Instituto de Estudos Empresariais) e gerente de relações institucionais do Ordem Livre.

http://www.ordemlivre.org/2012/05/quer-diminuir-a-corrupcao-no-brasil-tire-poder-das-maos-de-politicos/

terça-feira, 19 de junho de 2012

MG é o 4º em denúncias de casos de pedofilia, mas silêncio ainda é obstáculo

domingo, 3 de junho de 2012
Falta de dados consolidados sobre crimes e ausência de diálogo entre órgãos responsáveis dificulta o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
Publicação: 18/05/2012 00:00 Atualização: 18/05/2012 10:24
Minas Gerais ocupa o 4º lugar no ranking nacional de denúncias envolvendo o abuso sexual de crianças e adolescentes, atrás somente da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Nos primeiros quatro meses de 2012, foram registrados, por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100), 692 casos. O Estado mantém a mesma posição na lista em relação à exploração sexual, com 190 denúncias no mesmo período. A implementação e ampliação do serviço faz parte do conjunto de ações de combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, proposto pelo Governo Federal, que completa uma década sem muitos avanços.
Em 2002, o Brasil decidiu declarar guerra à violência sexual contra crianças e adolescentes. Mais de 160 profissionais se reuniram para discutir o tema e foi lançado o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil. Dez anos se passaram sem que o documento fosse revisto e uma das principais metas traçadas, o estabelecimento de ações articuladas para o combate ao problema, ainda parece longe de se concretizar. A investigação científica do fenômeno é outro objetivo estabelecido pelo plano. No entanto, ainda não há dados estatísticos consolidados sobre o tema. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo estima que, somente na capital paulista, uma criança ou adolescente é vítima de abuso
Para especialistas, a ausência de troca de informações entre entidades e órgãos públicos que tratam o tema é o principal obstáculo no combate à pedofilia. “O mesmo silêncio das famílias que vivenciam o problema ocorre também entre as agências (órgãos do governo, institutos de pesquisa, ONGs, etc). É inadmissível que o enfrentamento funcione isoladamente, sem diálogo, porque envolve saúde, assistência social, defesa social, entre outros”, afirma Murilo Tadeu Moreira, técnico da Coordenadoria Especial da Política Pró-Criança e Adolescente (Cepcad) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese). Moreira está envolvido diretamente com o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (Pair). Trata-se de uma metodologia, importada dos Estados Unidos, que visa justamente a articulação e integração de serviços para enfrentamento dos crimes de pedofilia.                   

A coordenadora do Projeto Cavas (Crianças e adolescentes Vítimas de Abuso Sexual) da Universidade Federal de Minas Gerais, Cassandra França, confirma a ausência de diálogo. “É muita gente trabalhando com a mesma problemática. Vemos gestores que lidam diretamente com a causa se conhecerem em encontros que promovemos, sem nunca sequer terem discutido ações ou trocado experiências”, critica. Ela destaca ainda que a universidade tem sido a principal produtora de pesquisa nesta área e salienta que a falta de levantamentos estatísticos por parte das autoridades públicas compromete a articulações de ações sistemáticas de combate ao problema.

 Há quatro anos lidando diretamente no combate à pedofilia, o promotor de Justiça da Infância e Juventude do Ministério Público de Minas Gerais, Carlos Fortes, idealizador do Projeto Todos Conta a Pedofilia, também aponta a ausência de dados como fator que dificulta o trabalho. “Em Minas não há qualquer tipo de dado consolidado. Quando preciso apresentar números envolvendo o abuso sexual de crianças e adolescentes, recorro ao Hospital Pérola Byngton, de São Paulo, que é referência na América Latina no atendimento a essas vítimas”, relata.

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES) não possui levantamentos sobre o número de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual atendidas pela rede pública de saúde. A Polícia Civil de Minas também não sabe informar quantos inquéritos envolvendo crimes de pedofilia foram instaurados no Estado. Já a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) tem levantamento apenas dos casos consumados em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Os números são alarmantes: só nos dois primeiros meses de 2012, foram 62 registros, sendo 23 envolvendo menores de 11 anos, o que equivale a uma média de uma vítima por dia.
                                   
 O único levantamento consolidado em Minas Gerais é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e se refere às denúncias registradas exclusivamente por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100). Entre janeiro e fevereiro deste ano foram feitas, 46 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. No mesmo período do ano passado, foram 67 relatos. “Nosso diagnóstico aponta que 80% das denúncias se confirmam”, afirma a coordenadora especial de Políticas Pró-Crianças e Adolescentes da Sedese, Eliane Quaresma. Ela esclarece, no entanto, que o número de denúncias não reflete o de vítimas, já que pode haver mais de um relato sobre o mesmo caso.
 Silêncio ainda é entrave

A alta crescente do número de denúncias de crimes sexuais contra crianças e adolescentes evidencia o cumprimento de uma das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, que é a mobilização social. “O aumento dos índices de notificação indica que as pessoas estão se conscientizando. Isso é fundamental para que o estado invista no atendimento às vítimas. Podemos ter a melhor lei do mundo para os crimes de pedofilia, mas se a sociedade não estiver atenta a este tipo de violência, não haverá aplicação da lei, menos ainda socorro às vítimas”, avalia o promotor de Justiça Carlos Fortes.

De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, 80% dos abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes ocorrem dentro do ambiente familiar. É unânime entre os especialistas que atuam na área a afirmação de que a proximidade dos agressores faz com que os casos sejam subnotificados. “Esse é um processo histórico e vai demandar ainda muito tempo para se quebrar a barreira da denúncia. A questão sexual envolve muitos mitos e tabus e não vai ser fácil alterar essa situação dentro das famílias”, avalia o técnico do Cepcad Murilo Moreira.
 Há quem pense que a pedofilia é um fenômeno do século XXI. “Se você analisar historicamente, o abuso sexual contra crianças e adolescentes sempre existiu. Acontece que a Constituição Federal chamou a atenção para os direitos deles e somente quando veio o Estatuto da Criança e do Adolescente é que o olhar se voltou realmente para eles como sujeitos de direitos, sujeitos estes ainda em formação, que merecem todo o cuidado”, diz Eliane Quaresma, coordenadora da Cepcad.
http://www.todoscontraapedofiliamt.com.br/2012/06/mg-e-o-4-em-denuncias-de-casos-de.html

Padre suspeito de pedofilia é solto, mas continua afastado das funções.

Mesmo tendo ganhado a liberdade por meio de um habeas corpus, concedido pelo desembargador João Maroja do Tribunal de Justiça do Pará, o padre suspeito de abusar sexualmente de um menino de 12 anos, em Castanhal, nordeste paraense, continua afastado das funções sacerdotais, informa um comunicado oficial divulgado pela Cúria Diocesana.
Dom Verzeletti disse estar envergonhado com o caso de pedofilia que envolve um de seus padres (Foto: Raimundo Dias/O Liberal)
Na noite da última quarta-feira (13), policiais militares, que faziam rondas por um ramal no município, avistaram o carro em que estava o padre e o menino. Segundo os PMs, o padre tentou fugir do local ao perceber que ia ser abordado. Ao ser questionado, ele disse que estava sozinho no veículo. Mas, em seguida, os policiais viram o menino dentro do carro.
 O padre foi solto do Centro de Recuperação do município na tarde do domingo (17). Nesta segunda-feira (18), a Diocese de Castanhal não informou onde o padre passará os próximos dias. O inquérito que investiga o caso de pedofilia está em andamento e deve ficar pronto dentro de 30 dias. Até lá, a Diocese não comenta o caso, a não ser por meio de nota oficial.
O bispo de Castanhal, dom Carlos Verzeletti, divulgou uma carta dirigida aos padres da diocese conclamando a todos a participar, no próximo sábado (23), de um dia de oração e jejum nas igrejas da região, como forma de “penitência”.
Crime
A carta de dom Verzeletti foi a primeira manifestação pública oficial sobre o caso do padre suspeito de pedofilia. Ele reconheceu que o crime do qual o sacerdote é acusado “está entre os mais odiosos”. “É difícil pensar em algo mais grave”, enfatizou.
O padre suspeito de pedofilia trabalhava na cadetral, igreja onde também atua dom Carlos. Era alguém de confiança na igreja de Castanhal. “Enquanto não se provar a acusação, continua esperando na demonstração de sua inocência”, escreveu o bispo, que manifestou estar envergonhado pelo que aconteceu.
http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/06/padre-suspeito-de-pedofilia-e-solto-mas-cont inua-afastado-das-funcoes.html

Dona Odete e você

Segunda, 18 de Junho de 2012, 03h04
Denis Lerrer Rosenfield
Dona Odete tem 87 anos, usa bengala e tem dificuldade para ouvir e enxergar. Precisa de óculos e aparelho auditivo, desfazendo-se deles ao deitar. Mora sozinha, no 2.º andar de um prédio, em Caxias, no Rio Grande do Sul. Tudo nela aparenta uma pessoa indefesa, não fossem a força de vontade que a habita e sua capacidade, intacta, de defender a sua vida, de exercer numa situação-limite a liberdade de escolha.
Ademais, dona Odete é uma pessoa religiosa, que costuma rezar todos os dias, acreditando em Deus e louvando-o, como é a regra em pessoas de fé. O seu pensamento tem, portanto, uma relação com o absoluto, procurando nele se elevar. Pode-se dizer que dona Odete é uma pessoa comum no sentido conservador do termo, nada a predispondo a nenhum tipo de violência.
Ora, é essa mulher que foi exposta a uma situação completamente inusitada, devendo, hoje, responder a um processo por homicídio e por porte ilegal de arma. Provavelmente, terá de ir a júri, salvo se um juiz (e/ou um promotor) sensato der um basta à insensatez a que está submetida. Diga-se que os policiais não são tampouco responsáveis por essa situação, na medida em que devem seguir a lei. Caberia, então, a pergunta: Qual lei? Qual a sua inspiração, os ditos direitos humanos e o politicamente correto irmanados na injustiça?
Dona Odete dormia quando foi acordada pelos ruídos de um estranho que tinha entrado em seu apartamento. Na verdade, ele o invadiu a partir do telhado de uma escola vizinha, tendo de lá pulado para a janela de sua sala. Ao ver uma senhora indefesa dormindo, não prestou maior atenção, pois não via nela "perigo" algum.

Digamos, uma banalidade, pois às vezes uma banalidade é cheia de significação, considerando principalmente o Brasil de hoje, onde criminosos são tratados com máxima consideração pelos ditos representantes dos direitos humanos, enquanto suas vítimas são relegadas ao esquecimento.
O bandido portava uma faca, que certamente não seria usada para descascar batatas. Não iria, evidentemente, preparar uma janta para a senhora. Trazia consigo uma arma branca que seria utilizada segundo sua própria conveniência. Aliás, a sua força física também jogava a seu favor, pois a senhora acordada, movendo-se sem óculos e sem seu aparelho auditivo, foi quase estrangulada.
Note-se, além disso, que tal indivíduo já tinha sido condenado pela Justiça e estava sob liberdade provisória. Ele tinha uma ficha corrida policial, enquanto a senhora, como se dizia antigamente e se deveria dizer atualmente, é uma pessoa de bem.
Ocorre que dona Odete tinha em seu apartamento um revólver calibre 32, herdado de sua família, arma que estava guardada há mais de 35 anos. Ou seja, segundo a legislação brasileira, ela detinha uma posse ilegal de arma de fogo. Deveria ter entregue sua arma numa dessas campanhas do desarmamento, ficando literalmente desarmada, como uma cidadã dócil ao Estado e aos ditos direitos humanos. Hoje, estaria num caixão, esquecida por todos, salvo por seus familiares. A situação é a seguinte: se obedecesse à lei, estaria morta; desobedecendo-a, conseguiu sobreviver.
De posse do revolver "ilegal", reagiu à investida do invasor e conseguiu acertá-lo com três tiros, matando-o naquele instante. Ato seguinte, telefonou para seus familiares, que acionaram a polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que, quando chegaram, se depararam com o quadro da senhora e de seu algoz, que, no chão, já não apresentava mais nenhum perigo.
Ocorre que a dona Odete nada mais fez do que usar o seu direito de legítima defesa, exercendo a sua liberdade de escolha numa situação-limite, a que se faz entre a vida e a morte. Assinale-se, aqui, o exercício da liberdade de escolha, traduzindo-se pela conservação de sua própria vida. Mas, para que esse direito possa ser exercido, são-lhe necessários os seus instrumentos e condições correspondentes, no caso, uma arma.
O esdrúxulo da situação é que dona Odete terá de responder por homicídio e por posse ilegal de arma. Ela, ao se defender, ao optar por sua própria vida contra um bandido, é legalmente acusada. A alternativa é: ou ela está certa e a lei está errada (exigindo a modificação desta) ou a lei está certa e ela deveria estar morta. A alternativa é excludente.
Imaginem, agora, se o bandido a tivesse estrangulado ou matado a golpes de faca. Certamente não seria preso em flagrante e estaria perambulando pelas ruas. Se preso, responderia por seu processo em liberdade e sempre teria à sua disposição um defensor público, além de algum representante dos ditos direitos humanos que sairia em seu socorro. Hipótese tanto mais plausível se tivesse a habilidade de inventar uma boa história de vítima social, tornado a sua vítima - a idosa assassinada - uma mera consequência de sua condição. O assassino seria a vítima e a verdadeira vítima, um mero número de um registro policial. Os direitos humanos não seriam para ela, nem morta, de nenhum auxílio.
Sempre haverá uma estatística do politicamente correto para colocar o criminoso como vítima inocente das armas de fogo. Será "esquecido" que foi ele que invadiu uma moradia, habitada por uma senhora idosa, para roubar ou matá-la, segundo as circunstâncias. Teria sido a arma de fogo que o matou. Pretensa conclusão: torna-se ainda mais necessária uma campanha do desarmamento, pois as armas continuam produzindo vítimas!
Dona Odete pode ser você. Desarmado, sem nenhuma condição de exercer o legítimo direito à defesa de sua própria vida, em sua própria casa. Você está numa situação ilegal, caso tenha uma arma não registrada. E registrá-la, além de caro, é uma operação raramente bem-sucedida. A lei, nessa circunstância, não o protege. Em caso de encontrar um bandido em sua casa, renda-se a ele, entregue a sua própria vida, abdique da liberdade de escolha.
É essa a mensagem do politicamente correto? Renunciar à liberdade de escolha?
* PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS. E-MAIL: DENISROSENFIELD@TERRA.COM.BR

domingo, 17 de junho de 2012

Empresas e prefeituras fraudam concursos para indicar aprovados


Passar em um concurso público não é fácil. E pode ficar praticamente impossível se as vagas já estão marcadas. O Fantástico mostra o golpe que transforma concursos em cabides de emprego. A fraude beneficia parentes e assessores de políticos em todo o país.

Repórter: Quantos concursos o senhor acha que já fez?
Dono de empresa: Uns 500.
Repórter: De cada dez concursos que o senhor fez, em quantos houve fraude?
Dono de empresa: Oito.
Repórter: Você me dá o gabarito antes?

Dono de empresa: Fala baixo.
Dez milhões de brasileiros participam de concursos públicos a cada ano. E uma quantidade incalculável deles está sendo passada pra trás. Veja o que o Fantástico apurou: em todos os 26 estados do Brasil e no Distrito Federal, os ministérios públicos investigam algum tipo de fraude em concursos públicos. É maracutaia em todo o país! Só na Bahia, por exemplo, foram 36 casos de irregularidades em concursos. Em Mato Grosso do Sul, as questões de um concurso foram copiadas de uma prova feita antes no Pará. E, no Maranhão, um analfabeto foi aprovado graças ao esquema montado por um secretário municipal, parente dele.
Veja o que o ex-dono de uma empresa que fraudava concursos conta. Ele diz que agora se afastou dessa atividade:
Repórter: Qual era o perfil dos candidatos beneficiados aprovados fraudulentamente?

Dono da empresa: Unicamente apadrinhados políticos da administração municipal.

A maior parte das fraudes acontece nos concursos municipais. Prefeitos e vereadores contratam uma empresa para organizar a prova e indicam os candidatos que eles querem ver aprovados.
“A esposa do prefeito passou em primeiro lugar, a secretária de Educação passou em primeiro lugar no outro cargo, o secretário de administração passou em primeiro lugar em outro cargo”, conta uma mulher.
 Em Novo Barreiro, no Rio Grande do Sul, aconteceu um caso curioso: uma mulher, que tentou se beneficiar da fraude, mas acabou reprovada, resolveu denunciar o prefeito. “Ele chegou lá na minha casa e falou assim: ‘os meus eu tinha que deixar bem. Eu fiz o concurso dessa maneira porque eu não ia fazer um concurso para passar qualquer um’”, lembra.

O prefeito Flavio Smaniotto não quis comentar a acusação. A fiscal de um concurso em Itati, no Rio Grande do Sul, notou que vários candidatos entregaram a prova quase em branco e mesmo assim foram aprovados. “Irmã do secretário de administração, sogra do secretário de Administração, primo do secretário de Administração, sobrinha do prefeito, sobrinho do prefeito, filho do prefeito”, conta.
É a oficialização do cabide de empregos. “O perfil que nós identificamos é sempre de alguma forma ligado ao administrador. Ou por laços de parentesco, ou por afinidade partidária, político-partidária, ou até mesmo quem já presta serviços ao Executivo”, explica o promotor de Justiça Mauro Rockembach.
Trinta e oito candidatos foram indiciados na cidade, mas a maioria deles continua a ocupar os cargos conseguidos irregularmente.
Durante dois meses, com uma câmera escondida, o Fantástico gravou conversas com representantes de empresas que organizam concursos públicos. No início, o contato é cauteloso, como aconteceu com Marcos Perim, dono da empresa Inova.
Marcos Perim: A partir de hoje, não pode mais ter contato comigo, tá?
Repórter: Não, não.
Marcos: Contato zero. Os empresários não querem deixar pistas. Luiz Pereira de Souza é o dono da Ascon: “O importante é não falarmos por telefone. Evitar falar no telefone. Telefone é brabo”.
Mas depois de um certo tempo, a conversa com os empresários fica explícita. Clóvis Pauleti é sócio de Marcos Perim na Inova.
Repórter: Você consegue aprovar três?
Clóvis Pauleti: Dez vagas, três, eu consigo. Para algumas empresas, o repórter Giovani Grizotti se apresenta como assessor de uma prefeitura paranaense. Para outras, como assessor da câmara de vereadores de uma cidade gaúcha. A investigação foi feita com conhecimento tanto do prefeito quanto do presidente da câmara.
Repórter: Cinco a senhora garante a aprovação?
Neide Ferreira: Cinco eu posso garantir.
Neide Ferreira é dona da empresa DP. Para ficar com o contrato, ela negocia propina ao suposto assessor da prefeitura e o valor da fraude já vem com a previsão do imposto.

Repórter: O imposto da minha comissão a senhora joga no valor do contrato?

Neide: É, no contrato.
Repórter: Vamos supor R$ 19 mil. Vamos dizer que eu fique com R$ 3 mil, aí ficaria R$ 22 mil. Neide: R$ 22 mil. Daí eu jogaria com R$ 22,5 mil.
Repórter: R$ 500 de imposto.
Neide: É. Luís Pasinato é representante da empresa Lógica. Quando o repórter diz que quer indicar oito candidatos, Luiz responde que isso tem um preço: “Digamos assim que eles aceitem pôr oito. Eles pedem em torno de R$ 5 mil por caso”.
Repórter: R$ 5 mil para aprovar cada candidato?
Luíz Pasinato: Candidato indicado. Aqui, se negociar direito, ganha desconto.
Repórter: Esse valor que você me deu, R$ 5 mil, é o que a empresa costuma cobrar?

Luís Pasinato: Vamos ver. É o que costuma, mas eu estou pensando que é para dois, três cargos. De repente, para essa quantidade, fique bem menos.
E o representante da Lógica pede mais um dinheirinho por fora, na conta dele: “Como é um caso de extremo risco para mim, de alta confiabilidade, melindroso, eu sempre peço alguma coisa por fora. É para engrossar um pouco para valer a pena. E aí eu gostaria que você me depositasse, assim que estiver contratado e tudo definido, R$ 3 mil na minha conta”.

É a comissão da comissão. Ou seja: além de pagar para as empresas, paga-se também propina para o representante da empresa. Negócio fechado. Agora o suposto assessor quer saber como os seus candidatos serão aprovados no concurso.
“Isso aí você deixa comigo que eu sou especialista. A gente faz o concurso com tudo normal, bonitinho. A pessoa faz a prova e não comenta com ninguém. Depois, nós trocamos o gabarito”, explica José Roberto Cestari.
Repórter: Tira o cartão que o candidato preencheu e bota um cartão com as respostas certas.
Luiz Pereira de Souza: Isso. “Só que ele não pode bater com a língua nos dentes e falar: ‘não passei’. Se ele falar ‘não passei’, seja para quem for, como é que você vai ajeitar a vida do cara?”, ensina Celso de Abreu.
Celso Rangel de Abreu é diretor da empresa RCV e explica como faz a fraude: “Ele tem que dizer que foi bem. ‘Foi bem, acho que deu pra passar’. O que eu vou fazer para essa meia dúzia? Eu vou imprimir novamente os cartões-resposta”.
Repórter: Ou seja, o cartão-resposta vai ser trocado.
Celso: Vai ser trocado.
Repórter: Onde ele marcou errado, você marca certo.
Celso: Eu marco certo. Foi isso que a fiscal do início dessa reportagem descobriu ao rever os cartões de respostas que, no dia da prova, tinham sido entregues quase em branco. “Quando os cartões-resposta vieram estavam todos preenchidos”
Repórter: Mas se denunciarem não dá problema?
“Não”, garante Luiz Pereira de Souza. “O promotor vai achar que você não tem capacidade em uma prova?”, questiona José Roberto Cestari. José Roberto Cestari é dono da empresa Cescar. “Isso aí tu deixa comigo que eu sou especialista”, avisa.
Ele ensina ao suposto assessor uma forma de não chamar atenção para a fraude: adiar a convocação dos apadrinhados: “Se você tem dez vagas, você passa o cara lá em oitavo, nono lugar. Chama dois esse mês, depois chama mais dois. Porque os mais visados são o primeiro e segundo lugar”.
Você deve estar impressionado com os truques de quem frauda concursos públicos? Então preste atenção em mais um: a venda do gabarito antes das provas. A mulher que denunciou o cabide de empregos em Novo Barreiro diz que o prefeito da cidade vendia as respostas certas por um valor que depois era descontado no salário de quem entrava no esquema.

Repórter: Como que o prefeito conseguiu justificar este desconto nos salários?
Fiscal: Porque eles fizeram como se as pessoas tivessem feito um empréstimo no banco e dividido para as pessoas pagarem.
Mas o banco nega que esses empréstimos tenham sido feitos. Um candidato do Rio Grande do Sul seguiu as regras e tentou passar honestamente em um concurso que agora é investigado por fraude. Mesmo sendo a vítima, ele prefere não aparecer: “Eu, minha esposa e o meu filho, a gente queria uma oportunidade, que o lugar é pequeno, tem pouco trabalho. A gente tentou pelo menos um salário melhor, uma estabilidade melhor”, diz.

“É muito injusto que, enquanto alguns estudam, correm atrás, gastam seus recursos financeiros, seu tempo, sacrificam família para passar em um concurso público, e outra pessoa vai e compra esse espaço”, destaca Augusto de Souza Neto, presidente da Associação Nacional de Concurseiros.
“Quando a gente fala em fraude em concurso, a gente está falando de você botar corrupto e gente que vai ficar achacando a população. Nós temos inclusive projetos no Congresso que estão parados sem a atenção devida. E essa lei de concursos tem que criar instrumentos para que uma empresa de fundo de quintal não possa fazer concurso”, afirma o juiz federal William Douglas.
Repórter: Seu Luís, você vende vagas em concurso público, é isso?
Luís Pasinato: Eu não vendo.
Repórter: O senhor está sendo acusado de fraudes em concursos públicos, o senhor confirma?

Luiz Pereira de Souza: Claro que não.
Repórter: Nunca aprovou ninguém de maneira fraudulenta?
Celso Abreu Rangel: Certeza absoluta.
Repórter: Não cobra imposto sobre propina?
Neide Maria Ferreira: Imposto não, de jeito nenhum.
Marcos Perim é sócio de Clóvis Pauleti.
Repórter: O senhor está sendo acusado de fraude em concursos públicos, o que o senhor tem a dizer?
Marcos Perin: Nada, não tenho nada a dizer.
Repórter: O senhor nunca ofereceu vaga de maneira fraudulenta em concursos públicos?
Marcos Perim: Nada.
“Eu achei que foi cachorrada. Muita gente deixou de fazer muita coisa, se deslocou de longe, foram feitas de palhaço, foi um teatro”, reclama o candidato honesto.
Repórter: O que o senhor pensaria de uma empresa que fraudasse concursos públicos?
José Roberto Cestari: Eu acho que ela tá fazendo uma coisa muito errada.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681007-15605,00-GOLPE+TRANSFORMA+CONCURSOS+PUBLICOS+EM+CABIDES+DE+EMPREGO.html

terça-feira, 12 de junho de 2012

Movimento Acorda Sete Lagoas


           Audiência Pública - APA - Serra de Santa Helena. Dia Histórico.

Uma bela manifestação da população setelagoana contra a classe politica que quer sucatear a Serra de Santa Helena, ponto turístico e patrimônio setelagoano. O povo se coloca contra aqueles que usam a politica para seu bem próprio sem se preocupar com o bem estar da comunidade. Chega de politicagem.


 "A manifestação deu mostra de que a sociedade está atenta, voltou a ficar vigilante aos desmazelos dos políticos sem escrúpulos, que usam o bem público como se fossem seu quintal de casa, como um bem particular.


A partir de agora, eles precisam ficar espertos, pois qualquer deslize, vai parar nas mídias sociais, onde eles não tem nenhum poder de manipulação, como vemos nas mídias tradicionais. Quem sabe, agora, eles respeitem mais o que há de mais sagrado na cidade? A própria população."


domingo, 3 de junho de 2012

Com atraso... Vaticano investiga 7 padres por suspeita de pedofilia

11 de maio de 2012 • 11h09 • atualizado às 13h58


A Congregação para a Doutrina da Fé investiga sete sacerdotes da congregação Legionários de Cristo por supostos abusos sexuais a menores, disse à agência EFE o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. O porta-voz declarou que não entende o revoo midiático surgido com esta investigação, uma vez que os Legionários de Cristo informaram os casos à Congregação para a Doutrina da Fé no curso deste ano e o organismo está realizando seu trabalho há muito tempo.


Os Legionários de Cristo foram fundados no México em 1941 por Marcial Maciel, quando tinha apenas 20 anos, e experimentou um enorme desenvolvimento durante o pontificado de João Paulo II. No entanto, as acusações de abusos sexuais a seminaristas por parte de Maciel e de sua vida dupla - chegou a ter vários filhos - obrigou a intervenção do Vaticano.


O delegado pontifício para os Legionários de Cristo, Velasio de Paolis, criou uma comissão para ajudar às vítimas de abusos sexuais por parte de Maciel e para fazer uma limpeza na congregação. Bento XVI castigou Maciel (1920-2008) por seus "gravíssimos e imorais" comportamentos e pela vida que levou "sem escrúpulos e sem verdadeiro sentimento religioso".

Os Legionários de Cristo contam hoje com 900 sacerdotes e três mil seminaristas e estão estabelecidos em 18 países, além de terem 70 mil membros do Regnum Christi.


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5767724-EI8142,00-Vaticano+investiga+padres+por+suspeita+de+pedofilia.html

Interessante. “Fui vítima de boicote”, desabafa Padre Marcelo Rossi

Em forma de desabafo e com algumas revelações, o Padre Marcelo Rossi concedeu uma entrevista à revista Veja, onde contou porque resolveu diminuir as missas que frequentemente realizava para multidões. “Em 2007, às vésperas de completar 40 anos, concluí que precisava cuidar da saúde. O desgaste com a maratona de compromissos alterou minha pressão arterial. Tive picos de 19 por 16. Hoje, sou obrigado a tomar beta bloqueador para controlar a pressão alta”, afirmou ele.

No início do mesmo ano, ele relembra que viveu um grande baque durante a visita do Papa Bento 16 ao Brasil. “Eu tinha um sonho na vida: cantar para o papa na minha terra. Nunca escondi isso de ninguém. Mas me colocaram para fazer um espetáculo às 5h40 da manhã, no dia da cerimônia de canonização de Frei Galvão, no Campo de Marte, em São Paulo. Ou seja, em um horário em que não havia quase ninguém – muito menos o papa. Fui vítima de boicote”, declarou.


Segundo ele, o boicote teria sido feito por integrantes da arquidiocese de São Paulo e alguns organizadores da visita de Bento 16 ao país. “Eles capricharam na humilhação. Além de nos colocarem pra cantar de madrugada, eu e o padre Jonas (ABBC, fundador da Comunidade Canção Nova) fomos barrados. Na entrada, fomos informados por um agente da Polícia Federal de que, com o nosso tipo de crachá, não teríamos acesso ao palco, mas apenas à plateia, apesar de escalados para fazer uma apresentação. Ficamos lá, esperando num frio danado, de madrugada, com a garganta doendo, até sermos liberados”, comentou ele à publicação.

“Ser impedido de me aproximar do papa, de pedir sua bênção, me magoou profundamente. Faço tanto pela Igreja e fui jogado de lado”, desabafou. “Senti-me como Cristo no Horto das Oliveiras, quando ele se achou abandonado e pediu para afastar de si o cálice de sangue”, completou.

Sobre o assédio do público feminino, Padre Marcelo disse: “Algumas mulheres conseguem até o número do meu celular. Já alertei o Fábio [o padre-cantor Fábio de Melo] para que não deixasse de usar batina. E ele está usando, por acaso? Bem vê que eu não tenho influência sobre ele”, afirmou.

Mesmo sempre vestido com a roupa dos sacerdotes, Rossi admitiu uma de suas vaidades. “Só tomo o remédio finasterida para não ficar careca. Um amigo me avisou que só tinha um problema: o medicamento aumenta o risco de impotência. Para um padre que observa fielmente o celibato, não se trata de um problema”.

Fonte: Virgula UOL - 18/04/2011 17h00 por: Thiago Manholer – post inforgospel.com.br