domingo, 29 de janeiro de 2012

15ª EXPLOSÃO DA FÉ

EXPERIMENTE VIVER UM CARNAVAL DIFERENTE

18, 19, 20, 21 fevereiro de 2012

Local:

Escola Estadual Rui Barbosa

Pedro Leopoldo – MG



  PRESENÇA TODOS OS DIAS

Missionário Católico Sidney Viega

(Ex-pastor da Assembleia de Deus - Pará)


Tema:

“O poderoso fez em mim maravilhas

Santo é o seu nome”. (Lucas 2,49)


Dia 18/02 – Missa de abertura ás 20h
Dias 19, 20, 21 – De 9h as 17h
(Haverá missa todos os dias do evento)
Entrada franca
Informações: (31) 3665-0070

Realização: Comunidade Católica Agnus Dei - CCAD
Apoio: ASSER- Associação Comunitária São Sebastião

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

NATAL, EFICÁCIA TEMPORÁRIA

Faustino Vicente *
Presenciamos uma cena em um supermercado que nos levou a uma reflexão sobre a eficácia temporária do espírito natalino. Estávamos na fila de um caixa e na nossa frente um garoto que, ao pedir que lhe desse dinheiro para pagar o pacote de açúcar e de café, que trazia nas mãos, teve a sua iniciativa bruscamente interrompida. Ato contínuo, ao seu pedido, surgiu um segurança bem trajado, boa aparência pessoal e avantajada compleição física que, inclinando-se para o garoto, disparou a seguinte frase: “você tem trinta segundos para cair fora da loja...29,28,27...”.Assustado, o garoto largou as mercadorias e saiu em disparada.

Essa foi a constrangedora cena protagonizada por um garoto pobre e um segurança despreparado profissionalmente. No exato momento nos veio a mente o pensamento do pacifista indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que dizia – “a pobreza é a mais cruel das violências”. Mesmo que o garoto estivesse simulando uma eventual compra, apenas para comover as pessoas para lhe dar dinheiro, a orientação da empresa poderia ser outra. Acreditamos que o segurança agiu por pura ignorância, que o dicionário conceitua como: “Ausência de conhecimento, falta de saber, condição de quem não é instruído. Estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa, não tem conhecimento dela.”


Foi exatamente o que o funcionário demonstrou não ter, conhecimento dos mais elementares princípios de respeito ao ser humano, de cidadania e da essência dos programas de responsabilidade social, cujos resultados têm sido eficazes. Cabe às empresas capacitar a todos os seus dirigentes e funcionários a dar soluções adequadas, a cada uma das situações similares a que foi presenciada por nós. A atitude do segurança pode ter incentivado no garoto o espírito de revolta contra a sociedade.


Apesar da maioria dos gestores públicos mundiais se vangloriarem de que p PIB do seu país cresceu acima da média mundial e que a renda familiar, per capta, é a maior dos últimos anos, a desigualdade social revela um profundo abismo entre a ilha de ricos e o oceano de pobres.


Participar de ONGs, como voluntário em projetos de responsabilidade social do Terceiro Setor, é uma das formas disponíveis para a redução da cruel desigualdade social existente hoje no mundo. Será nos relacionamentos interpessoais do dia-a-dia que vamos revelar se, realmente, estamos exercitando o mais nobre dos sentimentos - o amor ao próximo. Na família, na escola, no trabalho e nas nossas atividades recreativas, esportivas e sociais temos inúmeras oportunidades de demonstrar a nossa responsabilidade social (individual) tratando as pessoas como gostamos de ser tratados - como seres humanos.


Cabe ao Primeiro Setor – poder público – a responsabilidade de desenvolver políticas que levem educação e saúde de excelente qualidade para todos os cidadãos, gerando um mundo menos injusto socialmente e mais igualitário financeiramente.


A elevadíssima carga tributária e as altíssimas taxas de juros bancários, pré-embutidas nos preços dos produtos, são os mais vorazes predadores do poder aquisitivo das pessoas assalariadas.


O Segundo Setor – iniciativa privada – tem, na manutenção de um clima organizacional prazeroso, a oportunidade de demonstrar o seu respeito aos funcionários através do estilo de liderança compartilhada, programas de incentivos motivacionais, sistema de comunicação interativa, oportunidades de carreiras e salários compatíveis com a função. O comportamento ético da classe empresarial poderá minar o mais poderoso império do planeta – o Quarto Setor. O “faturamento” das atividades da chamada - informalidade – representa o maior “PIB” do mundo. O tão famigerado CD pirata é apenas a ponta do iceberg de uma gigantesca “nuvem” financeira que gravita em torno da terra semeando “emprego” de alto risco, sonegação de impostos e operações comercias com elevado grau de ilicitude.


A cena de discriminação ocorrida no supermercado nos leva a concluir que Albert Einstein (1879-1955) tinha razão: “é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.” Ah! Em dezembro teremos mais uma (curta) temporada de espírito natalino.
* Faustino Vicente                  



Faustino Vicente – Advogado,Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – tel.(011) 4586.7426 – Celular (011) 7674.6983 – Jundiaí (Terra da Uva) - SP - e-mail: faustino.vicente@uol.com.br

O olhar de Verissimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.


Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
 Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).



Luis Fernando Veríssimo
É cronista e escritor brasileiro

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
http://jornalsportnews.blogspot.com/2012/01/o-olhar-de-verissimo-sobre-o-bbb.html


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Viver o tempo


Viver o tempo
Deixar os medos
Se for preciso, voltar atrás
Reaprendendo com velhos erros
Lições antigas que vale rever

Ser feliz não é impossível
Se você acreditar que pode ser
Ser feliz
Até mesmo no sofrimento
Não temer a própria luta
Pra ter histórias pra contar

Seguir em frente
Amar sem medo
Buscar o sonho é acreditar
Que é possível viver agora
O que Deus quer pra você ser feliz

                                                       André Luna, scj

domingo, 1 de janeiro de 2012

Vida Passageira


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, ainda em botão.

Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas não somos adivinhos. Não sabemos por quanto tempo estaremos enfeitando esse jardim e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor.

E descuidamos. Cuidamos pouco.

De nós , dos outros.

Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos.

Perdemos dias, às vezes anos.

Nos calamos quando deveríamos falar;

falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.

Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.

Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós.

Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.

Cobramos dos outros, Da vida e De nós mesmos.

Nos consumimos.

Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente.

E se experimentássemos nos comparar com aqueles que possuem menos?

Isso faria uma grande diferença.

E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos.

E então nos perguntamos: E agora?

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente!

Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo passageira, ainda está em nós.

Pense!...

Não o perca mais!...


F E L I Z   2 0 1 2  

Este texto me foi enviado por e-mail, agradeço a Enir, Marcela, Duda e Felipe Silveira