quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Convido a todos, sua presença é indispensável.


Décio Marcio Majela Abreu, natural de Belo Horizonte. Passou sua infância no bairro Piedade na Rua Marcilio Dias numero 19, em Sete Lagoas. Iniciou seus estudos no Jardim Milton Campos, passando pelas escolas Artur Bernardes, Marcio Paulino, Sinhá Andrade e Estadual onde se formou em Contabilidade. Foi militante estudantil na década de 80 sendo vice-presidente da União Colegial em 1984. Participou do grupo de jovens JUSLAGOS da Catedral de Santo Antônio. Participou ainda de vários movimentos da Igreja Católica, sendo um deles a Pastoral da Juventude. Entrou para o seminário católico em 1987 na diocese de Sete Lagoas-MG indo depois para Mariana para iniciar os estudos filosóficos, em seguida voltou a Belo Horizonte onde terminou seus estudos filosóficos e teológicos na PUC-MG. Ordenou-se Sacerdote Católico em 09 de março de 1986 na Catedral de Santo Antônio em Sete Lagoas MG. Atualmente pertence à Diocese de Paracatu MG e reside em Sete Lagoas, no bairro Vapabuçu, na Rua Bacaris, 103.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Imagens da vida marinha do Sudeste brasileiro

11/12/2012 Redação Época


Mesmo sem ser tão famoso quanto Fernando de Noronha ou Abrolhos, o fundo do mar no litoral do Sudeste do Brasil também tem suas belezas. Para quem não tem oportunidade de praticar mergulho, as imagens deste post mostram um pouquinho da beleza e riqueza da região.

Essas fotos foram feitas no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina. Elas fazem parte do livro “Naufrágios e Pontos de Mergulho” (Editora Cultura SUb, 208 página, R$ 80), com texto de José Truda Palazzo Jr. e imagens dos fotógrafos Ivan Cavas, Álvaro Velloso, Luiz Fernando Serra Pinto Cassino, Edson Laerson Barbosa Acioli, João Paulo Cauduro Filho, Leo Francini, Mauricio Andrade, Savio Araújo e Daniel Botelho.
 
 
 


A beleza dessas imagens também ajuda a lembrar o quanto esses ambientes são frágeis. Já mostramos aqui como estamos transformando os oceanos em esgotos, e o aquecimento do planeta está causando sério dano a vida marinha, inclusive na costa brasileira.
http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/12/11/imagens-da-vida-marinha-do-sudeste-brasileiro/
 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sacerdote Católico, Padre Décio Marcio e Bispo Diocesano Dom Guilherme se encontram como Igreja e como Irmãos.


Aconteceu na manha desta quarta feira (14/11) no Paço Episcopal o encontro do Bispo da Diocese de Sete Lagoas Dom Guilherme Porto e do Padre Décio Márcio. Foi um encontro tranquilo e sereno onde foram resolvidos assuntos de interesse comum. Isto vem mostrar que algumas informações divulgadas pela cidade de que existe uma divergência entre Dom Guilherme Porto e o Padre Décio Márcio não passam de intrigas.  Este reencontro, após dois anos, é de grande importância não só para a Igreja Católica, mas também para o povo setelagoano.

De acordo com o Padre Décio, foi uma reunião tranquila, ficou claro que como igreja católica o Bispo e o Padre possuem um objetivo em comum “Jesus Cristo, razão da nossa fé e de nosso testemunho Cristão, somos seguidores de Jesus Cristo e sabemos que a fé sem obras é morta, é no amor e na misericórdia que testemunhamos nossa fé em Cristo Jesus Ressuscitado”. Mesmo não pertencendo à diocese de Sete Lagoas, pois a mesma não quis renovar o “Uso de Ordens” do Padre Décio na Diocese, nada impede que eles possam caminhar como Igreja, destaca Padre Décio.

Para o Bispo Diocesano, Dom Guilherme Porto, não existe nada de verdade com relação aos comentários existentes de forma maldosa sobre o Padre Décio. Muitas vezes estes comentários são usados como se fosse o Bispo que os estivesse fazendo. “Em momento algum a Igreja tentou atrapalhar as decisões tomadas por Padre Décio, pois o mesmo não pertence à Diocese de Sete Lagoas. Este reencontro serviu para restabelecer a grande relação de respeito que temos um pelo outro, mesmo ele não pertencendo a nossa Diocese de Sete Lagoas. Houve falhas e erros no passado que devemos superar no amor a Cristo e à Igreja.”

Segundo Padre Décio, é na unidade, no amor e na misericórdia que construiremos uma sociedade mais justa e fraterna. A busca da justiça é uma virtude cristã que permeia o coração da humanidade e que fortalece os seres humanos (homem e mulher) para juntos construírem a tão sonhada sociedade nova e restaurada sonhada por todos nós. E se nós, os seguidores de Jesus, não colocarmos em pratica os ensinamentos deste mesmo Jesus, nosso testemunho não é valido e vã é a nossa fé.
 
Fonte: Jornal Sete Dias, Jornal A Tribuna.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sete Lagoas, 145 anos a pleno vapor

   Neste mês de novembro nossa querida Sete Lagoas completou 145 anos(dia 24), cidade de porte médio situada na região central do estado de Minas Gerais, tendo uma beleza natural ao seu redor, a Linda Serra de Santa Helena , outrora propriedade de outro município, e tivemos ai uma luta de um saudoso médico e político, além de desportista, caridoso e eficiente médico desta cidade, Dr Márcio Paulino que exercendo a função de deputado estadual lutou juntamente com outras lideranças e conseguiram anexar a Serra de Santa Helena ao nosso município, chegamos nesta idade com maturidade, mas sem deixar de lado as alegrias e a ousadia que fazem parte de um crescimento e que a tornam num lugar bom de se viver.
    Sete lagoas, uma cidade promissora que começa a sobressair no cenário nacional tem sido objeto de comentários da grande imprensa nacional, completamos a bem da verdade doze dúzias de anos mais um, mas é um espetáculo assistir o progresso chegar cada vez mais e de maneira alvissareiro e promissor, principalmente aos jovens, diferente de minha época da juventude quando tínhamos que sair (nos anos 60) atraz de um trabalho, que bom ver isto, temos sido manchete nos principais jornais e revistas deste país, já tivemos times de futebol consagrados no estado, Democrata e Bela Vista, que desafiou a lógica indo numa época de ouro de nosso futebol (1958) enfrentar os grandes times europeus, foi a primeira equipe a ter jogadores brasileiros pisando no manto sagrado do Estádio Santiago Bernabeu,de propriedade do Real Madrid, Edésio, um dos remanescentes daquela equipe ainda está por ai a contar a epopéia, tantos jogadores foram formados em nossa cidade,Vaguinho, Careca, João Carlos,Caixinha, Tiê, o espetacular Genuíno e dezenas de outros, tínhamos nossos saudosos campos de várzeas, Cutuba, América, Boa Vista, Gamela, que eram celeiros de craques mas que a especulação imobiliária e a necessidade dos jovens entrarem no mercado de trabalho fizeram desaparecer, hoje os atletas são formados em laboratórios por algumas equipes, são jogadores robotizados, diferentes dos antigos que eram craques na acepção da palavra, muita das vezes sem preparo físico mas de uma categoria inesquecível, sempre tivemos times tradicionais amadores Textil, América, Ideal,Vasquinho, entre outros, temos um clube social que é orgulho da cidade,Clube Náutico, cada ano mais modernizado e funcional, temos aproximadamente 230mil habitantes desfrutando de uma qualidade de vida que so a temos devido ao trabalho e luta de inúmeras pessoas que ao longo destes anos souberam angariar esforços e ações para tornar esta realidade, muita coisa ainda precisa ser feita,agora mesmo teremos um prefeito de porte, um político de primeira que renova as esperanças da população, como a troca de nossa fonte de água potável, que está em andamento e esperamos por ela.
   Temos hoje em nosso município grandes indústrias e empresas tanto nacionais como multinacionais, outras em processo de chegada que trarão mais e mais , podemos nos orgulhar de termos um estádio moderno e conhecidíssimo, Arena do Jacaré, temos aqui o Huracan, equipe de futebol de salão vitoriosa nos anos 80 por este Brasil afora, time de Paulinho Tenáz, Caróba ,Tomaz entre tantos outros bons de bola e abnegados, tivemos atletas em várias atividades desportivas de atletismo, maratonistas, Frank Caldeira, Esmeralda de Jesus, João da Mata entre outros. Somos a Sete lagoas do saudoso Dr Márcio Paulino, médico, desportista, médico caridoso sempre ao dispor dos menos favorecidos, políticos como Wilson Tanure, Alberto de Moura, Renato Azeredo,Cel Augusto de Moura, Cel Altino França,deputado Marcio Reinaldo, João Herculino, prefeito mais novo de nossa história, parlamentar batalhador em pról da cidade por décadas, terra do Bairro do Pito, do Garimpo,da Central do Brasil gerando milhares de emprêgos e dando suporte financeiro ao município, terra do Teatro Redenção a pleno vapor em tempos idos, terra que ajudou a montar a capital Brasília, ainda hoje é o município de onde mais gente levou para Brasília ,terra dos professôres Hélio Diniz Peixoto, Abeylard, Sheriff, Aristides da Costa Camargos, Dr Nemésio , Clotilde de Avellar, Inspetor Antonio da Costa, Cândido Azeredo , Marcos Barbosa, Edimar, Eremita de Oliveira, Galvão, Emanoel, Hugo, Marciano Tão, Maria Amâncio, Maria Auxiliadora, Rousset, Alfredo Valadares, Álvaro da Costa, Prof Olímpio, Godói, Vicente, Vó Fina, Dona Isa e Estela Figueiredo,prof Fernandino Junior, Orlando Rodrigues, D Cléa Lanza Machado, entre tantos outros abnegados distribuidores de cultura ao nosso povo.
   Pessoas da estirpe de Alípio Maciel, Otoni Alves Costa, Rodolfo Campolina Marques, Dr Juvenal Abreu Paiva, abnegados que, com maestria estiveram presentes em todas atividades econômicas e políticas criando mecanismos evolutivos para o bem desta comunidade, Dr Afrãnio Avelar Marques Ferreira, vereador, prefeito duas vezes, secretário, outras tantas, conseguiu entrar e sair da política honradamente, listar aqui todas suas obras e benfeitorias desta cidade nos levaria a um livro enorme, seu lema era sempre "Desejar o bem aos outros, pois isto te faz muito mais feliz" Sete Lagoas de Monsenhores Roque, Damato , Ercílio , Messias, Raimundo e Daniel, Padres, Fernando, Pancrácio, Mutti, Humberto, Paulo, Cõnego Raimundo, e ainda muitos outros fervorosos e formadores de opinião religiosa tão necessária ao povo desta comunidade. Sete lagoas da família Ferrari, entusiasta na arte cinematrogáfica, cinemas ativos , Rivello, Meridiano, Trianon, do maestro João Lucas com seu nacionalmente conhecido coral Don Silvério, embelezador de nossa cultura, ainda hoje temos pessoas como Marisa da Conceição Pereira, enstusiasta, dedicada e apaixonada na área cultural, sempre presente e ativa, aliada ao sua outra paixão. madrinha dos Expedicionários Setelagoanos(Praçinhas) os que lutaram na segunda guerra mundial que viveram e ainda estão vivos, nossos Heróis de Guerra, ela cuida deles com carinho e dedicação levando-os onde podem em solenidades na cidade, nunca esqueçendo do nosso herói Clodovino Madalena, morto em combate durante a segunda guerra mundial, numa Batalha gigantesca onde ceifou a vida de 60 milhões de sêres humanos, todos em luta pela manutenção da democracia no mundo,não esqueçamos nossos banqueiros Bernardo Alves Costa, Múcio Alves Costa, terra de Zacarias, que tantas alegrias deu ao povo brasileiro, filho de Mariano Gonçalves que era comerciante atuante na rua Pedro Luiz, do saudoso Nhô Quim, coletor de impostos, promotor de justiça, desportista apaixonado pelo Democrata, jornalista, teatrólogo e historiador, terra de dona Chiquinha Avelar, Chiquito Cota, vicentino, incentivador e fundador da SSVP, asilo e comerciante atuante na cidade, senhor Euro de Andrade, colaborador emérito em várias doações para benfeitorias da cidade, Dr Hermínio, Blair, Juvenal Paiva, Juvenal Machado de Barros, advogado e incentivador de seus familiares a se encaminharem ao doutorado, temos uma terra saudável e alegre, pessoas saudáveis como Jacy Gonçalves Luiz Dagoberto, Dr Afonsinho, Isauro Machado e Jair, dentistas, João França da farmácia, terra do antigo Tiro de Guerra, TG, orgão militar formador de caráter dos jovens setelagoanos para a vida, do saudoso sargento Carlos, Waltoff, Penoni, terra de Emilio de Vasconcelos Costa e seus descendentes sempre atuantes na política, do bairro do Papavento da família MARAMBAIA ,inesquecíveis, Divino, Esmeralda e sêu Chico, incentivadores do carnaval nesta cidade onde tinham a bandinha (Estrêla Vermelha) que alegrava nossos clubes sociais, terra de Adolfo Cota, Aleixo Lanza, Abilio Gomes, Abilio Tanure, Alexandre lanza, Alvin Fernades e Andrade Fernandes, dona Amanda de Carvalho e Anita Pereira Machado, Antonio Maciel, Randolfo Simões, Ilka frança, Avelar Pereira de Alencar, Dante Lanza, dona Judite Coelho Maciel, do senhor Paulo Moreira da Costa, do Posto Médico da Rua Antonio Olinto(CAPFESP) de Jorge Maciel, da praça de esportes em atividades diárias e organizando equipes de esportes amadoras, terra de Calil Jovelino Tanure, de nosso poeta maior Jovelino lanza, com sua célebre frase, "O que passou, não passou, ficou" terra de Jose Duarte de Paiva, Jose Felix, Jose Hilário, Jose Sérvulo Soalheiro, Jose Marçal, Pedrinho tecidos, Maria Alves Avelar e Maria Jose Guiscen, terra também de Joaquin Henrique Nogueira, doador das terras de nossa belísima Arena do Jacaré, que tem o seu nome, terra do abnegado e dedicado Joaquin Nunes Lanza, atuante na segurança e cuidados aos menores desta comarca.
   Terra alvissareira de Sêu Agapito, José Custódio, José da Rocha, Pedro Maciel Zezito Filizzola Xavier Larena, Afrãnio de Melo frança, João Cândido Machado, Geraldo Mariano, Joãozinho Bastos,Pedro da padaria,seu Américo e Mário da farmácia, dona Didi,Joaquin Manoel Pereira, o DRAPA, levando cimento aos comerciantes, Jose Tolentino que descia pela cidade montado em seus cavalos bem arriados com metais reluzentes, terra de vicentinos zelosos e dedicados da sociedade São Vicente de Paulo, José Araújo,o Juca, entre outros, da banda de música da rua Dr Chassim, Sete Lagoas que dispõe de uma Vila Vicentina sempre pronta a dar uma sobrevida e alento aos necessitados mais idosos, muitos deles sem família a lhes dar um suporte, do nosso tão precioso Hospital Nossa Senhora das Graças, todo remodelado e funcional, Hospital Municipal dando socorro ao primeiro atendimento a nós e diversas cidades vizinhas que aqui são trazidos. Cidade dos Lagos encantados, decantados, com a Lagoa Paulino no centro da cidade com sua beleza espetacular, querem mais ainda......................
 
 
 
Julio Jose de Melo-Rua Claudia 291 Sete Lagoas MG 127410320-31-37766918. Militar Reformado

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Prestação de Contas dos Candidatos de Sete Lagoas


         A respeito de matéria veiculada no Jornal Sete Dias, de Sete Lagoas, da semana de 23 a 29 de novembro, gostaria de tecer alguns comentários. De acordo com as prestações de contas oficiais apresentadas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), o meu nome consta como o segundo lugar em termos de campanha mais cara. Isto tem que ser explicado, pois não representa a verdade dos fatos. Numa prestação de contas dentro das leis eleitorais, temos que informar todos os gastos de campanha, assim como todas as doações recebidas e todas as pessoas que trabalharam nesta campanha, voluntariamente ou recebendo alguma ajuda financeira.

As pessoas que fazem doações e as pessoas que trabalham em caráter voluntário, sem nenhum ônus financeiro para o candidato, assinam um documento de doação de serviços, serviços esses que devem receber um valor ESTIMADO, que representam um valor baseado em salários ou em preços de mercado da doação e  informados ao Tribunal Eleitoral como fazendo parte das contas eleitorais.  Estes valores ESTIMADOS, que não traduzem valores em espécie, são somados aos valores recebidos em espécie, ou seja, recebidos em doações financeiras, e resultam nas contas finais.

Portanto, dentro da minha proposta de transparência em todos os meus atos desde o inicio da campanha, declarei todas as doações recebidas por mim, bem como todas as pessoas que me ajudaram na campanha, coordenadores, ajudantes, motoristas, todos esses que trabalharam em completo espírito de ajuda e doação, sem receberem nada por este trabalho, simplesmente com o intuito de me verem realizar um trabalho bom. Porém, todas estas pessoas, sem ocultar ninguém, assinaram Termos de Doação de Serviços e recibos eleitorais, rigorosamente dentro das leis eleitorais, e colocou-se em cada recibo eleitoral um valor ESTIMADO por estes serviços.  Estes valores foram acrescentados aos poucos valores em dinheiro que recebi como ajuda para que se pudesse confeccionar material de mídia impressa, placas, etc.

Sendo assim, como tudo que eu fiz durante a campanha foi exatamente relatado em minhas prestações de contas, recebi a assustadora noticia de que eu estava na segunda posição de maior gasto na campanha. Isto, de forma alguma, corresponde à verdade dos fatos.

Tudo que eu disse pode ser verificado no site do TRE MG, na prestação final de contas dos candidatos a vereador. Alí constam todos os valores ESTIMADOS, depósitos em espécie e transferências eletrônicas de valores feitos em minha conta eleitoral.

Estas informações podem ser acessadas através do link:


a prestação de contas final, até o momento, não está disponível no site, mas poderá ser acessada brevemente, pelo mesmo link.

Dentro da minha proposta de ser transparente, íntegro e honesto, deixo aqui as minhas considerações sobre este tema.

Na paz de Jesus,

Decio Marcio Majela Abreu, vereador eleito por Sete Lagoas

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Crise e salvação da e na igreja


Figura polêmica na Igreja por suas posições ousadas e provocativas, o teólogo católico suíço Hans Küng não deixa de ser uma das cabeças teológicas inteligentes dos dias de hoje. A teologia deve a ele algumas obras importantes de seu acervo de pensamento, muito concretamente no que diz respeito ao papel das religiões no mundo de hoje e às propostas para uma ética global. Antes disso, Hans Küng se ocupou com questões candentes de eclesiologia, tendo escrito inclusive um livro questionando a infalibilidade papal.

Chamado à ordem e advertido inúmeras vezes pelo Vaticano, Küng perdeu a “missio canônica”, ou seja, a permissão eclesiástica para ensinar em qualquer faculdade de teologia católica. No entanto, continuou a publicar e permaneceu ligado à Universidade de Tübingen, Alemanha, até sua aposentadoria. Apesar da idade (mais de 80 anos), continua produtivo e dá conferências e entrevistas em várias partes do mundo.
 
 
                       O teólogo católico suíço Hans Küng(Foto: Reprodução)

 É assim que caiu-nos nas mãos e sob os olhos uma entrevista recente, por ele concedida à revista Le Point, de 27 de setembro de 2012. Ali fala sobre seu último livro intitulado A Igreja tem salvação?, no qual critica severamente a Igreja Católica que teria, segundo ele, traído suas origens. Essas mostram uma comunidade democrática e não monárquica, governada por homens que não desejavam ser senhores mas servidores do povo de Deus. Segundo o teólogo, a Igreja hoje é centralizadora, absolutista e clerical, em nada parecida à comunidade primeva.

 
 Após essa primeira afirmação, Küng critica outros pontos delicados da disciplina católica, como o lugar da mulher na comunidade eclesial, impedida de receber o sacramento da ordem e assumir funções de maior destaque; o celibato dos padres etc. Pela interpretação de Hans Küng, o fato de tais reformas ainda não terem se efetivado na Igreja se deve a uma traição ao Concílio Vaticano II levada a cabo pelos pontificados posteriores a Paulo VI.

Em 2005, Küng foi recebido pelo atual Papa – seu antigo colega de docência e amigo em Tübingen - para uma conversa de quatro horas, gesto que ele até hoje agradece. No entanto, se confessa decepcionado porque não se seguiu a essa conversa nenhuma mudança substancial na orientação do pontificado de Bento XVI em questões de fé e moral.


O mais belo dessa entrevista, dada por um homem brilhante e amargurado em muitos aspectos, porém, encontra-se em sua confissão de fé situada na parte final da mesma. Arguido pelo repórter sobre o porquê de permanecer católico, Hans Küng confessa desassombradamente sua fé: “Não sou católico por causa do papa, mas pelo Evangelho e o povo cristão...A Igreja Católica é minha pátria espiritual, na qual tive uma história às vezes difícil, mas apesar disso muito feliz. Há milhões de católicos que partilham de minhas convicções. “

Küng toca aí – talvez apesar de si mesmo – no coração do mistério da Igreja. Santa e pecadora, “casta meretriz” que o Cristo desposa a cada dia. A comunidade eclesial sempre estará atravessada de ambiguidades e contradições. E estas serão do tamanho e da proporção dos homens e mulheres que a compõem, seus membros e chefes, filhos amados do Pai, que faz nascer seu sol e cair sua chuva sobre todos e todas em toda ocasião.

A entrevista de Hans Küng não é carente de esperança e amor pela Igreja. Se ele não amasse essa Igreja que chama ternamente de sua pátria espiritual, sofreria tanto pelos males que a afligem? Estaria tão angustiado pelo fato de ver seus efetivos decrescerem, seus templos se esvaziarem e tantas pessoas  debandarem de suas fileiras?
 

Ao final, perguntado se Jesus, vindo ao mundo hoje, reconheceria seus ensinamentos diante do atual Papa, Küng responde com alguma acidez, mas deixando entrever uma abertura afetuosa em relação ao atual Pontífice Bento XVI, seu antigo colega e amigo Joseph Ratzinger. Responde que Jesus não se reconheceria na riqueza das vestes e adereços papais, nem veria nisto algo adequado ao sucessor de seu apóstolo Pedro. Igualmente não se encontraria refletido no Cristo que o Papa descreve em seus livros. Porém, termina, “está persuadido que, se ele olhasse no interior do coração de Joseph Ratzinger, encontraria traços de seu ensinamento.”

 
Enquanto o coração humano for fiel a Jesus de Nazaré, reconhecido e proclamado Cristo de Deus, a Igreja terá salvação. Ainda que entre todos os seres humanos espalhados pelo planeta existisse apenas o coração de Joseph Ratzinger...ou o de Hans Küng...batendo ao ritmo do coração amante de Jesus, Verbo Encarnado e salvador do mundo.


Maria Clara Bingemer é teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio. É autora de diversos livros, entre eles, ¿Un rostro para Dios?, de 2008, e A globalização e os jesuítas, de 2007. Escreveu também vários artigos no campo da Teologia.

http://www.domtotal.com/colunas/3145

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Meu muito obrigado

Ao povo setelagoano que acreditou no cidadão Decio Márcio Majela Abreu (Sacerdote Católico, Padre da Igreja) minha eterna gratidão. Segui as normas da lei eleitoral e pedi seu voto de confiança e voces me deram, espero retribuir representando voces e bem na Câmara Municipal. Minha eterna gratidão.
Paz e bem.
 
  
Minha eterna gratidão a Jesus, meu Senhor  e meu Deus.
 
 

domingo, 30 de setembro de 2012

Por que Padre Décio 11100


A vida política de Sete Lagoas vive tempos de escuridão e trevas, nenhuma voz se levanta para defender o povo e a Democracia da polis. Parece que vivemos ainda na ditadura, ninguém quer defender os interesses coletivos e os anseios da comunidade somente interessa a promoção individual, interesses pessoais ou de classe.

Final de mandato e nossos representantes se preocupam em rifar a Serra de Santa Helena e aumentar seus salários. Uma Câmara Municipal em que nossos vereadores notabilizam-se por miseráveis expedientes de clientelismo em seus currais eleitorais e na busca de uma reeleição para garantir suas “conquistas” com o desprezo para com os eleitores como se os mesmos fossem meras peças de um jogo.

Por essa razão venho colocar meu nome na busca de ser a voz que clama por Justiça para os cidadãos de nossa querida Sete Lagoas. Não quero nem pretendo ser o salvador da pátria, quero apenas servir bem a um povo e a uma cidade que conheço bem, pois aqui passei a maior parte da minha vida, sei dos anseios e das necessidades do meu povo. Sinto que posso contribuir no processo de democratização que a cidade precisa. Quero cuidar bem da cidade que me viu crescer e do povo com o qual cresci.

É hora de mudar para fazer a diferença, num mundo de iguais cujos paradigmas são sempre os mesmos devemos ser um novo paradigma capaz de superar a escuridão e as trevas para dar Nova Vida, animus-anima para a Politica de Sete Lagoas, viver novos tempos. Somos aprendizes de esperança em um mundo sem esperança, onde as drogas, a violencia e a promiscuidade são um arraso não só para as familias mas para a sociedade. É hora de resgatarmos os valores perdidos e renovar as esperanças de uma sociedade nova e restaurada. Juntos podemos fazer do impossivel o possivel. Acredito em voces, acreditem em mim.

Os eleitos não eleitos


Em época de eleições, adoro frequentar as redes sociais. Delicio-me lendo comentários do tipo “político só fica em cadeia nacional durante a propaganda eleitoral gratuita”, “faça um político trabalhar. Não vote nele”. É uma alegria, 2300 anos depois, ver algumas das ideias contidas em República de Platão amplamente disseminadas.
 
Eu sei, a última vez que você estudou filosofia grega foi no colegial. Sem problema, eu relembro você que tão gentilmente veio visitar o meu blog, em meio a tantos endereços disponíveis. Em a República de Platão, através de diálogos socráticos, a democracia é esculachada. Demonstra-se como é um absurdo que os homens mais votados possam assumir os postos de comando mais altos de um Estado. Por uma razão muito simples: nem sempre o mais votado é o melhor preparado. O “nem sempre” é uma maneira polida de dizer quase nunca.
Sambamos em cima do processo democrático, mas também apontamos a solução. A obra apresenta um método idealizado para evitar que a corrupção e a incompetência se apoderem da coisa pública. Vejam, para governar é preciso muito equilíbrio e sabedoria. Portanto, o filósofo seria o governante ideal. Para formá-lo, nada melhor do que um roteiro de intensa preparação que já constituía em si um rigoroso processo seletivo. Mais difícil do que a peneira da Vila Belmiro.
Resumidamente, aos 20 anos acontece o primeiro grande vestibular, com provas práticas e teóricas. Os aprovados recebem 10 anos de educação e treinamento para enfrentar um novo teste. Os poucos que restarem são introduzidos aos estudos filosóficos. Depois de ficarem craques do mundo das ideias, o pequeno grupo é submetido aos problemas práticos a vida. Terão de ganhar a comida com o suor do rosto. E assim, aos cinquenta anos, chegam ao corte final. Os que sobreviveram a esse longo e penoso processo tornam-se os governantes do Estado.
Este método eugênico de preparar gestores públicos tem como objetivo a construção de um Estado ideal. Onde filósofos sábios, corajosos, equilibrados e justos jamais se desviariam de suas principais ocupações. Mais ou menos como é todo mundo no Twitter e no Facebook.
Um pouco pela falta do que fazer, outro tanto por querer conciliar o inconciliável (democracia e a escolha dos melhores) dediquei-me a imaginar slogans de campanha para alguns dos grandes pensadores da humanidade. Isso pode ser um refresco pra você que anda perturbado com a falta de opções para o próximo pleito municipal. Veja quais seriam os seus eleitos.
Vitor Knijnik

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Amigo é coisa pra se guardar...


A CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS PRECISA DE PESSOAS COMPROMETIDAS COM OS ANSEIOS POPULARES. PADRE DECIO ENGRANDECE ESTA REPRESENTATIVIDADE.

LEONE MACIEL (Empresário e Ex-prefeito de Sete Lagoas)

Servir a Deus



Revº Senhor: Padre Décio

A presença de pessoas sinceramente católicas e que pautem sua conduta pelo Evangelho, é garantia segura para os cidadãos. O povo esta cansado de eleger deputados e vereadores, que apenas aspiram promoção pessoal e defendem interesses de classe ou pessoais. A presença de alguém que escolheu servir a Deus e ao próximo inspira confiança e garante que todas as decisões são em defesa dos mais carentes, e, sobretudo com justiça. Há muito que defendo, como jornalista, na imprensa, a necessidade dos católicos participarem na política, não por vaidade ou obterem prestigio, mas para aplicarem a doutrina social da Igreja. Não conheço, nem há melhor normas para governar um povo, que as indicadas por Jesus.

Espero que povo de Sete Lagoas, onde residia meu amigo Aluízio da Mata, saiba escolher o que maior garantia lhe dá, ou seja, em votar em Vª Revª.

 
Humberto Pinho da Silva

Blogue luso-brasileiro: "PAZ"

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Oração do Sacerdote


Senhor, vós me chamaste ao ministério sacerdotal em um momento concreto da história no qual, como nos primeiros tempos apostólicos, quereis que todos os cristãos, e de modo especial os sacerdotes, sejam testemunhas das maravilhas de Deus e da força do vosso Espírito. Fazei que eu também seja testemunha da dignidade da vida humana, da grandeza do amor e do poder do ministério recebido: tudo isso com o meu peculiar estilo de vida a vós entregue por amor, só por amor e por um amor grandíssimo.Fazei que minha vida celibatária seja a afirmação de um “sim”, gozoso e alegre, que nasce da entrega a vós e da dedicação total ao próximo a serviço de vossa Igreja. Dai-me força em minhas fraquezas E também gratidão em minhas vitórias. Mãe Imaculada, que destes o mais grandioso e maravilhoso “sim” de todos os tempos, que eu saiba converter minha vida quotidiana em fonte de generosidade e entrega, e junto a vós, aos pés das grandes cruzes do mundo, associai-me a dor redentora da morte de vosso Filho, para gozar com Ele do triunfo da sua ressurreição para a vida eterna. Amém.

Oração que os sacerdotes podem recitar todos os dias:

Deus onipotente, que a Tua graça nos ajude, para que nós, que recebemos o ministério sacerdotal, possamos servir-Te de maneira digna e com devoção, com toda pureza e reta consciência. E se não conseguirmos dispor a vida com tão grande inocência, todavia nos concede chorar dignamente pelo mal que fizemos e servir-Te fervorosamente com o espírito de humildade e com o propósito de boa vontade. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

http://www.seminario.com.br/~web/index.php/oracao-do-sacerdote

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Minha familia


Abreu
Sobrenome de origem portuguesa, classificado como sendo um toponímico, ou seja de origem geográfica, deriva do gótico awi (agradecimento, graças) e red (proferir, dar). Vasco Nunes de Abreu parece que é o primeiro deste sobrenome (século 11). É seu solar a torre de Abreu, junto a Valença do Minho.
Fonte: http://www.geocities.com.br/Ibenzi/ (texto) / http://genealogia.netopia.pt/home/ (brasão)

domingo, 26 de agosto de 2012

É hora de mudar.

 

Sou sacerdote Católico, de família selelagoana, criado na Rua Marcílio Dias, no bairro Piedade. Teólogo, Filósofo, Contabilista, formado na E.E. Maurílo Jesus Peixoto; fui militante estudantil, vice-presidente da União Colegial, participei do Grupo de Jovens da Catedral de Santo Antônio. Sempre atuante nos movimentos da Igreja Católica. Na minha vida sempre busquei ajudar aos mais carentes, doentes e idosos, como cristão fiz uma opção preferencial pelos pobres e jovens. Pretendo representar e lutar pelos direitos do povo setelagoano na Câmara Municipal levando suas reivindicações e projetos - desde que constitucionais - em busca de uma melhor qualidade de vida para o povo de Sete Lagoas. Sempre trabalhei em equipe e como tal apoiarei todos os projetos municipais que beneficiem o povo setelagoano.  Quero representá-lo da melhor maneira possível, com dignidade e respeito, a fim de garantir aos cidadãos desta nossa terra querida todos os seus direitos. Com seu voto faremos muito por Sete Lagoas, sabemos que há muito por fazer. Com coragem, fé e competência, juntos vamos chegar lá, pois Sete Lagoas não pode parar.
 

domingo, 5 de agosto de 2012

Movido pelo DESAFIO, unidos pelo trabalho em EQUIPE.


O que pretendo na Câmara – Projetos

Legislar e Fiscalizar: Esta é a função primeira de um vereador, ser o fiscal do povo em uma administração pública.

Segurança: tranquilidade e segurança são primordiais para o povo setelagoano. Lutar por segurança nos bairros e nas escolas, por meio de parcerias com a Policia Militar e com a Guarda Municipal.

Educação: Incentivar a criação de bibliotecas nos bairros, para estimular a leitura. Um povo sem cultura, sem leitura, distante do saber, tem suas ações facilmente influenciáveis e controladas, é como um cego sem guia.

Saúde: Lutar para a criação de mais Postos de Saúde, com um numero maior de médicos e melhor qualidade no atendimento ao povo.  Melhorias no atendimento e na estrutura hospitalar.

Social: Fazer reuniões periódicas com os líderes comunitários de cada bairro, para ouvir e atender às suas reivindicações. Sendo o porta-voz destes líderes na Câmara Municipal.

Cultura: Valorizar mais o folclore municipal, as manifestações religiosas do povo, resgatar a história e a memoria de Sete Lagoas contada por seus artistas. Incentivar as manifestações artísticas populares. Manter viva a cultura do povo setelagoano. Cuidar bem do patrimônio arquitetônico da nossa cidade.

Lazer: Incentivar o esporte como qualidade de vida, na busca de uma melhor saúde física e mental, com o aumento no numero de quadras e academias de ginástica abertas nos bairros, buscando, com isso, tirar as pessoas de todas as formas de vícios.

Meio Ambiente: buscar uma maneira de viabilizar o equilíbrio entre o progresso e nossas riquezas naturais, restaurando e preservando nosso cerrado e os mananciais de agua, de uma forma especial cuidando dos córregos e nascentes e zelando pela Serra de Santa Helena, patrimônio Setelagoano.

Obs.: sujeito a acréscimos

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

''Repensemos a posição sobre divorciados e gays"


Com os seus 55 anos, ele é o mais jovem do Colégio Cardinalício e, depois das últimas declarações, também é um dos mais abertos. Em entrevista à revista alemã Die Zeit, Dom Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim, exortou a Igreja a repensar a doutrina sobre os divorciados em segunda união e os homossexuais.

Falando daqueles que contraem um segundo casamento – para os católicos, essas pessoas não podem ter acesso à Eucaristia, a menos que vivam com o novo cônjuge como irmão e irmã –, o cardeal recordou que o papa deu a Comunhão ao governador da Saxônia, divorciado e que convive com uma outra mulher.

Como padre – disse o arcebispo – devo supor que quem me pede a Eucaristia o faz com o coração puro. Mas não devemos perder de vista aqueles que, reconhecendo a ruptura do seu casamento, se esforçam por conduzir uma vida segundo os ensinamentos da Igreja e não recebem a Comunhão. Desse modo, dão um forte testemunho de fé".

Woelki também balanceou com relação à homossexualidade. Lembrando que o Catecismo da Igreja Católica estabelece a necessidade de evitar toda marca de discriminação injusta contra gays e lésbicas, o purpurado acrescentou: "Se eu levo a sério o Catecismo, não posso ver as relações homossexuais exclusivamente como negação da lei natural. Eu também busco entender que há pessoas que assumem uma duradoura responsabilidade recíproca, prometem-se fidelidade e querem cuidar uma da outra". Assim, o apelo final: "Devemos encontrar uma forma de permitir que as pessoas vivam sem ir contra os ensinamentos da Igreja".

Sucedendo em julho de 2010 ao falecido cardeal Georg Sterzinski, Woelki logo se afastou das simpatias da comunidade LGBT berlinense, definindo a homossexualidade como "uma violação da ordem da criação". Muitos pensaram que o diálogo entre o mundo gay e a Igreja alemã havia chegado a um beco sem saída. Ao contrário, poucos dias depois da sua primeira exposição sobre o assunto, o arcebispo convocou uma conferência de imprensa muito concorrida, durante a qual voltou atrás, dizendo-se pronto também para debater com os ativistas homossexuais.

E o diálogo aconteceu. No Katholikentag (16 a 20 de maio de 2012), a grande manifestação dos católicos alemães, com mais de 80 mil presenças, Woelki, desde fevereiro elevado à dignidade cardinalícia, disse: "Quando duas pessoas homossexuais assumem a responsabilidade recíproca, se tiverem uma relação fiel e de longo prazo, é preciso considerar essa relação do mesmo modo que um vínculo heterossexual". Muitos dos presentes não acreditaram em seus próprios ouvidos. Há alguns dias, o arcebispo voltou sobre a questão na entrevista à Die Zeit.

Basicamente, essa é a primeira vez que um cardeal eleitor no próximo conclave se expressa em termos tão claros sobre um assunto tão delicado como a homossexualidade. Mudanças de percurso já haviam sido invocadas pelo cardeal Carlo Maria Martini – que tem mais de 80 anos e, portanto, não envolvido no pós-Ratzinger –, pelo arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, pelo bispo de Ragusa, Paolo Urso, mas nunca pelas primeiras fileiras do Colégio Cardinalício.

Outra coisa é o discurso sobre os divorciados em segunda união. A questão é muito sentida por Bento XVI, e há muito tempo surgem rumores sobre o estudo de uma solução para o problema.

A nota é de Giovanni Panettiere, publicada no blog Pacem in Terris, 09-07-2012 e reproduzido pelo IHU-Unisnos


http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=473593

domingo, 15 de julho de 2012

Lula e a transposição da maldição


A transposição do Rio São Francisco foi esquecida pela mídia. No entanto, o problema permanece e toma novos contornos com as denúncias de que a Delta, braço do esquema de corrupão do Cachoeira, é uma das principais beneficiadas das verbas públicas da transposição. Em vista disso, republicamos um artigo escrito por Leonardo Boff, em 08/01/08.

"Foi meu aluno de teologia por 5 anos. Sempre trabalhava nas favelas de Petrópolis. Como vocação adulta, vindo de uma família rica de Guaratinguetá, sua opção franciscana era límpida e sem os vícios da formação convencional seminarística. Já na época o cercava uma aura de santidade pessoal, de extrema simplicidade e pobreza. Era estudante assíduo. Mas até hoje me deve o trabalho final,uma espécie de tese de fim de curso, que todos deviam fazer. Eu insistia que se pusesse a trabalhar. E foi protelando até o último dia, quando foi transferido para S. Paulo para trabalhar nas favelas.
Antes de sair, pela madrugada, me deixou debaixo na porta escrita em português, latim e grego o texto do Pai-Nosso. Dizendo: “depois de 5 anos de estudo, oração e meditação foram o que me restou: a oração de Jesus que o Sr. nas aulas nos ensinou ser a essência da mensagem de Jesus”. Sempre que o encontrava lhe cobrava o trabalho. Depois que ficou bispo me desmoralizei e me edifiquei pelo grave “erro” cometido pelo Vaticano. Este não avaliou quem era Frei Cappio, aquele que na quinta-feira santa desapareceu de S. Paulo, levando apenas o burel franciscano, a Bíblia e a Regra de S. Francisco. De carona com caminhoneiros foi para onde achava que estavam os pobres dos pobres em Barra da Bahia. O Provincial o descobriu apenas 2 meses depois. Telefonou-me dizendo: “devemos ir pegá-lo pois ficou louco”. Eu lhe respondi: “Provincial, abra Marcos 3,21 onde se diz: os parentes saíram para pegar Jesus porque diziam: ele está louco”. Acrescentei: “ele está em excelente companhia, com Jesus e ainda com S. Francisco que se chamava a si mesmo de “pazzus” que em latim medieval e italiano significa louco. Lógico, louco para certo tipo de ordem deste mundo, não para a ordem do Reino.”
Bem, isso ocorreu já há uns 30 anos. Ele percorria todo o vale do Rio, pregando de lugar em lugar, dormindo em lugares ermos, até em cima de árvores como o fazem “os loucos de Deus”, categoria importante da Igreja ortodoxa russa, como para nós os mártires, os confessores e as virgens... que para nós, em nossa pobreza espiritual, possui apenas valor psicanalítico.
Por ocasião dos 800 anos da morte de S. Francisco, organizou um pequeno grupo que foram das nascentes do rio na Serra da Canastra até a sua foz, andando durante todo um ano,levantando dados da região, econômicos, políticos, nomes de lideranças, problemas ecológicos, tradição populares, identificação de vilas quilombolas e agrupamentos indígenas. Tudo isso resultou num material enorme, bem detalhado com dados feitos em cima da realidade vivida, sentida, sofrida e analisada.
Quando o candidato Lula fez a caravana no S. Francisco na eleição que perdeu para FHC participei desde as nascentes até Petrolina. Subimos o rio de barco. Descíamos quando estava totalmente assoreado, íamos de ônibus, de carro e até a pé. Foram 13 dias intensos. Eram dias de estudo. Em cada lugar Lula se reunia com as lideranças populares, com os empresários, com as Cebs e outros grupos. Quando chegamos em Barra, intermediei um encontro do então ainda Frei Cappio e o seu grupo com Lula. E foram entregues a ele todos aqueles materiais. Lula os mandou analisar pelos especialistas que nos acompanhavam, gente do quilate de Aziz Ab’Saber, Graziano, Patrus, Roberto Malvezzi e outros que vinham da área da sociologia, da geografia, em fim, quem tinha conhecimentos específicos sobre o rio e a bacia hidrográfica do S. Francisco. Lembro-me que dedicamos um dia inteiro sobre o barco para discutir a eventual transposição do Rio. Ab’Saber, nosso melhor geógrafo e outros cientistas analisaram os argumentos pró e contra. No final Lula quis deixar a coisa aberta. Mas os que analisaram os materiais de Frei Cappio testemunharam: “é material da melhor qualidade”. Lula comentou: “isso servirá de base empírica para as políticas que queremos incrementar no vale todo”.
Digo isso para testemunhar: se há alguém de Igreja que entende do rio, de seus problemas, de seu povo, das alternativas pensadas, discutidas e construídas pelos movimentos sociais, com a melhor assessoria em questão de água é o bispo Dom Cappio.
Então não se trata de um ingênuo, tomado pelo fervor religioso-franciscano. É alguém que se enche de iracúndia sagrada quando se deu conta de que o Governo bolou o seu projeto, enfiou-o goela abaixo no povo, inventou audiências, discussões no Congresso que nunca houveram (perguntei a vários deputados que negaram absolutamente que houve tal discussão). Não tomou em conta a opinião da comunidade científica como a de Aldo Rabelo, nosso maior cientistas em águas, Ab’Saber e de outros do próprio Nordeste, não considerou a proposta da ANA (Agencia Nacional de Águas) que fez o Mapa de Águas do Nordeste com a proposta de abastecimento urbano (omitiu a inclusão da área rural) envolvendo 34 milhões de pessoas ( a do Governo apenas 12 milhões) beneficiando mais de 1300 municípios (o do Governo são algumas centenas) a um preço que é metade daquele orçado oficialmente (cerca de 6 bilhões de reais contra 3,6 da ANA), não incluindo o que já está em curso – o projeto da ASA (Articulação do semi-árido) - com a construção de um milhão de cisternas (já se construíram 200 mil) num projeto inteligente (2 em um: duas cisternas, uma para beber, outra para irrigar e um pedaço de terra). Uma audiência propalada pelo Governo foi feita na quinta-feira de carnaval (imaginem o carnaval da Bahia..) num hotel cinco estrelas, em Salvador, a 800 km do rio S. Francisco. Quem iria participar deste audiência? É pura formalidade....E assim outras atitudes autoritárias vindas de cima, desconsiderando a acumulação feita pelas comunidades, com discussões impositivas, cooptação de lideranças comunitárias e políticas.....algo, portanto, nada democrático.
Os que vivem na região conhecem as elites econômicas da região, os interesses das grandes empreiteiras, os planos do agronegócio de exportação, e a parca destinação, apenas 4% da água para a dessedentação humana e animal.
O bispo não é contra qualquer transposição de águas do rio. Não quer este tipo que reproduz e fortalece as relações de dominação e submetimento daquela população. Exigia uma ampla discussão na sociedade e em toda a bacia hidrográfica, coisa que o Presidente prometeu por escrito e que nunca cumpriu. Basta ler as duas cartas oficiais do Bispo, publicadas no JB Ecologia do último sábado.
Seu jejum não era martirial. Era para a sociedade despertar e se responsabilizar por aquilo que estava sendo feito pelo Governo, manipulando sentimentos como “ prefiro ficar com os 12 milhões de sedentos do semi-árido do que com o bispo”, quando a alternativa era e é :”prefiro ficar com os 34 milhões de sedentos do semi-árido do que com o agro-negócio”.
Se não houvesse o engajamento pessoal da atriz Letícia Sabatella que esteve com o bispo em Sobradinho e a polêmica que provocou com Ciro Gomes no jornal O Globo, nada ou bem pouco teria saído pela imprensa. Eu pessoalmente tentei por todos os modos romper o círculo férreo da mídia, sem qualquer resultado. Agora, pelo menos, já está prometido um debate no programa Painel da Globonews com William Waack que vai ao ar sempre aos sábados às 23,10 e aos domingos às 20,10. Aí deverão estar representantes da posição do governo, do bispo e da comunidade científica.
O jejum do bispo não foi em vão. Nem misturou fé e política. Seu móvel era ético-espiritual, mas sua argumentação era estritamente política e, se quiserem também técnica (qual é o melhor projeto que mais beneficia pessoas com custos menores). Dos 8 pontos apresentados por ele e seu grupo numa difícil negociação na CNBB 6 foram acolhidos, materiais que circulam pela internet e me dispenso de referir.
Estimo que a questão não se aquietou. O governo tem poder econômico, militar, político e até judicial (o Supremo não analisou o mérito da questão apenas a questão do impacto ambiental, mas é, via de regra, amplamente favorável ao governo). Pode fazer o que se propõe. Mas se deixar de fora os tantos milhões que não receberão água em suas casas e o projeto beneficiar preponderantemente os que já são há séculos beneficiados na região, será a transposição da maldição que pesará na biografia do Presidente. Pelo que já fez de bem para o povo brasileiro, ele não merece este castigo. Mas o poder cega e a vaidade de querer se perenizar na história pode se voltar contra quem pratica essa hybris.
Leonardo Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959. Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanha). Esteve presente nos inícios da reflexão que procura articular o discurso frente à miséria e à marginalização com o discurso da fé cristã, gênese da conhecida Teologia da Libertação.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Espírito Santo de Deus chama e leva seus justos


Para depois da morte...
(Vinicius de Moraes)
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus! Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu... Sabe porque? Porque ser seu amigo já é um pedaço dele!

Fiéis se emocionaram com pomba que pousou no caixão do religioso (Dom Eugênio Sales)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Família: Célula máter da sociedade?


O homem é um ser social, que nasce e vive em sociedade. Ao nascer, já é parte de uma família, principal meio social humano, que costumamos chamar de célula máter da sociedade – o espaço primeiro e mais importante para o estudo e desenvolvimento de sociedades.

A primeira vivência do ser humano acontece em família, independentemente de sua vontade ou da constituição desta. É a família que lhe dá nome e sobrenome, que determina sua estratificação social, que lhe concede o biótipo específico de sua raça, e que o faz sentir, ou não, membro aceito pela mesma. Portanto, a família é o primeiro espaço para a formação psíquica, moral, social e espiritual da criança.


A criança é muito dependente ao nascer. Dentre todas as espécies é o homem que tem o mais longo período de imaturidade e dependência física. Cabe à família o cuidado com a saúde e segurança de seus membros, seja com o bebê ou com o idoso.

Há o papel desempenhado pela família, mesmo que muitas vezes ela não o perceba, que é o de educadores. À família cabe a formação do caráter, dos valores, das regras morais – que posteriormente serão internalizadas pelos indivíduos como um código pessoal de conduta e ética. A chamada “educação de berço” continua sendo de suma importância e jamais pode ser conseguida em outros espaços sociais como colégio ou até mesmo igrejas.

Na esfera psíquica, o homem só pode conhecer e reconhecer adequadamente o mundo e a si mesmo a partir de suas relações com os demais. Ele apreende o mundo imitando os outros, desde os primeiros sorrisos até regras sociais externas e maios elaboradas, como usar adequadamente os talheres à mesa. Mais do que isto, moldamos nossa personalidade por volta de seis anos de idade, e é especialmente através de vivências em família que formamos, ou não, a auto estima, o senso de responsabilidade e segurança, o respeito pelo outro e pelas regras sociais estabelecidas, a capacidade de acreditar em nosso potencial e conhecer nossos defeitos e limitações, entre tantos outros aspectos de nossa vida intimista.

 Em nossa sociedade, a família é que introduz a criança no meio social; é a família que escolhe – ou em parte seleciona, a partir de seus próprios referenciais – as pessoas com as quais a criança vai relacionar-se, bem como dirige o modo e onde esta relação se dará. Assim, como instituição social, a família reflete as transformações culturais dos povos: valores, usos e costumes, hábitos, pensamento religioso e político, etc. Consequentemente, os problemas sociais serão sempre frutos de uma desestruturação familiar.

Isto fica evidente quando olhamos para os grandes problemas sociais que enfrentamos hoje. Assistimos crianças abandonadas por pais que não souberam planejar sua família ou administrar os conflitos, maiores ou menores, mas sempre existentes na vida a dois. Vemos adolescentes mergulhados em drogas ou prostituição, na sua maioria frutos de lares frios, carentes de afeto e de diálogo. Sofremos ao assistir fatos como as revoltas em abrigos para menores, ou o uso de armas de fogo por jovens instigados pela violência, que nos mostram o quanto nossas famílias têm deixado de trabalhar o respeito pelo próximo e a aquisição de padrões morais rígidos para uma boa consciência pessoal e vivência social.

Não pode haver dúvidas: se queremos mudanças sociais, devemos começar a investir mais no cerne da sociedade, na sua célula máter. Precisamos nos voltar às famílias, num esforço conjunto entre o Estado e a Igreja. Esta é também um espaço social, portanto possui o poder de formar opiniões, onde famílias se reúnem e podem ter seus valores pessoais transformados.

Precisamos nos lembrar que, mais do que ir `a igreja, freqüentando templos caríssimos ou simples, nós somos Igreja, e estamos Igreja especialmente em nossos lares, onde somos mais íntimos e singulares. É por esta razão que a Igreja começa em casa – cuidar da família é mais importante do que cuidar de não familiares ou da obra de Deus. É exatamente isto que Paulo enfatiza quando escreve o capítulo 5 de sua primeira carta a Timóteo, especialmente o versículo 8:
Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente.

 A família é a célula máter da sociedade – e saber isto implica entender que famílias abençoadas implicam em igrejas abençoadas, que famílias equilibradas implicam em uma sociedade sadia.
Doutora Elaine Cunha 24/02/2012

http://www.cpadnews.com.br/blog/elainecruz/?POST_1_3_FAM%EDLIA:+C%E9LULA+M%E1TER+DA+SOCIEDADE?.html